sexta-feira, 31 de julho de 2015

FILHO DE PATRÃO, SE QUISER HERDAR E ADMINISTRAR, TEM QUE PEGAR PARELHO NA LIDA


 O Rudolf é candidato a administrar, daqui a uns tempos, a gloriosa Pecuária Gessinger. Ela nos custou sangue , suor e lágrimas. Se eu quisesse iria morar em qualquer lugar do mundo, mas sei que sentiria saudade da minha adorada Unistalda.
Mas sei que muitas propriedades foram  por água abaixo por causa de sucessores que não conheciam a lida.
Rudolf cursa Direito na PUC de P. Alegre.  Mas nas folgas ele pega parelho com todo mundo na fazenda. Não tem moleza.
Hoje foi dia de dosificar os cordeiros e cordeiras e colocar os anéis constritores para tirar as caudas.








RECORRENDO OS CAMPOS PARA VER TOUROS, VACAS, CAVALOS E OVELHAS

Chuva é boa, mas depois um sol amigo  coroa a festa, pois a aveia e o azevém  se desenvolvem e vêm "como um Fuca". Estamos indo loucos de bom em todos os setores e as vendas se prenunciam como ótimas, pois já estamos em pleno vapor vendendo touros. Com os cavalos crioulos estamos indo super bem.






quarta-feira, 29 de julho de 2015

CHERCHEZ LA FEMME OU A FORÇA DE UM FIO DE PENTELHO

Cherchez la femme é uma frase em francês cuja tradução literal é "procure a mulher". A expressão vem do livro de 1854 Les Mohicans de Paris de Alexandre Dumas, pai. [1] Na passagem original, lê-se
Il y a une femme dans toute les affaires; aussitôt qu'on me fait un rapport, je dis: 'Cherchez la femme'.
Cuja tradução para português é:
Há sempre uma mulher envolvida em todos os casos. Assim que me trazem um relatório, digo logo: 'Procurem a mulher'.
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Isso acima está na Wikipédia, mas na Campanha  Gaúcha há um aforisma que agora, ante a depilação radical, tende a desaparecer, mas que diz:" um fio de pentelho tem mais força que uma junta de bois".
O que já se deu de homicídios, suicídios, tragédias, derrocadas políticas e financeiras, por causa do tal do fio de cabelo comprido de que fala a canção sertaneja!
Basta lembrar o caso do Clinton que quase foi defenestrado por causa do viço da estagiária de quem colheu os favores inapropriados.
Pois não é que agora  nos assombra a todos o " suposto" caso" de um  ex governante que, não tendo estudado francês, descurou-se e " teria" levado a namorada em viagens oficiais e a mimoseado com cartões corporativos.
Não, não poderia ter sido aquele amor calmo e ortodoxo ( caso de todos nós, virtuosos cidadãos).Não, não era interesse, nem paixão moderada. Era a lascívia indomada, o estuar da libido, a explosão nuclear do sexo que só ela lhe dava. 
Mudo a frase acima: um fio de pentelho tem mais força que um bi-trem turbinado e tracionado, descendo na banguela serra abaixo.

PREÇO DA CARNE BOVINA - QUAL A SURPRESA ?

Sim, o basbaque tomou conta dos imberbes estagiários das redações de rádios, tvs e jornais.
Eu há um ano anunciei que a carne iria subir.
E porque o frango estacionou?
Porque o frango é produzido de forma sistêmica nos grandes aviários. Os pobres galináceos nem sabem o que é luz solar e sua vida resume-se a comer dia e noite para serem abatidos  em série.
O boi não é assim.
A vaca leva quase um ano para parir. E às vezes aborta espontaneamente ou " falha" como se diz. De vez em quando um raio cai no meio de umas  novilhas e ... prejuízo. Fora os senhores abigeatários que municiam alguns pequenos açougues da periferia.
Hoje quase ninguém quer mais trabalhar numa fazenda, mesmo ganhando bem.
Muita gente desistiu de criar gado para ficar só na soja, no trigo e no arroz.
Criar gado é caro e começa a ficar escasso.
E vai subir mais de preço quando nós, criadores, formos mais unidos e não entregarmos nossas tropas  por preço vil.
E o povo que gosta de carne?
De há muito sustento que carne é complemento. Nunca deveria ser 90% do almoço. A carne de gado tem que ser uma ótima companhia do arroz, do feijão e da salada.
Acho que aqueles bifões que tomam todo o prato junto com uma folhinha de alface, só pagando em euros.

terça-feira, 28 de julho de 2015

SITE MIGALHAS REPRODUZ CRÍTICAS SEVERAS AO JUIZ MORO. VALE A PENA CONFERIR

Sérgio Moro faz “ouvidos de mercador”, diz defesa de Marcelo Odebrecht

 



“Escancarado, desse modo, que a busca da verdade não era nem de longe a finalidade da intimação, a defesa não tem motivos para esclarecer palavras cujo pretenso sentido Vossa Excelência já arbitrou. Inútil falar para quem parece só fazer ouvidos de mercador.”
Solicitada pelo juiz Federal Sérgio Moro a apresentar esclarecimentos sobre o conteúdo de mensagens interceptadas no celular de Marcelo Odebrecht, a defesa do executivo ressaltou que o magistrado já valorou o relatório apresentado pela PF.
O relatório da autoridade policial, em vez de seguir para o MP para oferecimento ou não de denúncia, fez com que Moro, "considerando a aparente gravidade dessas anotações, antes de extrair as possíveis consequências jurídicas", resolvesse "oportunizar esclarecimentos das Defesas dos executivos da Odebrecht, especialmente das de Marcelo Odebrecht, Márcio Faria e Rogério Araújo, acerca das referidas anotações".
O prazo inicial para a manifestação era até quinta-feira, 23, mas os advogados peticionaram pedindo a extensão, concedida pelo juiz Federal para esta segunda-feira, 27. Na sexta-feira, 24, Sérgio Moro decretou nova prisão dos executivos já presos, pois elementos novos justificariam nova deliberação judicial.
Acerca dessa cadeia de acontecimentos, os advogados Dora Cavalcanti Cordani, Augusto de Arruda Botelho e Rafael Tucherman (Cavalcanti & Arruda Botelho Advogados) afirmaram:
Impressiona, igualmente, a dubiedade do discurso de Vossa Excelência. De um lado, quando intima a defesa, assevera que “tudo está sujeito à interpretação”. De outro, porém, antes mesmo de ouvir explicações, prende novamente quem já está preso dando por certo aquilo tudo que estava sujeito a interpretação!
A defesa do presidente da Odebrecht requereu a Sérgio Moro o imediato desentranhamento dos autos do inquérito policial de informações, notas ou conversas privadas que não possuam relação com o caso, de modo a evitar a indevida exposição de terceiros alheios à apuração.
Os advogados também requereram que a PF se abstenha de lançar, neste ou em quaisquer outros autos do sistema e-proc, documentos físicos ou eletrônicos sem prévia definição de pertinência com o objeto dos autos. Isso porque, para a defesa, a PF “transformou as peculiaridades do processo eletrônico em sua aliada na tática de atirar primeiro e perguntar depois”.

 


SEGUE O BELO DEBATE - O PASTOR LUTERANO SILVIO MENCKE RESPONDE AO DR. HERMES DUTRA


Prezado confrade Hermes Dutra.

Obrigado pelo retorno. Ele me motiva a reler o que escrevi e formular minhas palavras com cuidado ainda maior, para evitar mal entendidos.
Antes de mais nada, quero manifestar meu respeito pela tua biografia. Tiveste motivaçao, inteligência e energias para fazer a trilha, apesar dos obstáculos, quando outros, menos brindados, ficaram e ficam a meio caminho. Parabéns. Aliás, neste particular, nossas biografias tem muito em comum. Sou grato que foi-me dada força, que tenho inteligência normal, que vi perspectivas, que meu professor primário foi um bom professor, em escola particular, paga pelos pais, descendentes de imigrantes. Escola particular, com professor pago pelos pais, como nao acontecia na regiao das fazendas, onde somente o dono das terras decidia,  e onde o peao precisava apenas saber laçar rezes e falar "sim, senhor, patrao".
Quando escrevi que as pessoas que foram e sao marginalizadas precisam, para poderem viver,  transgredir as leis que fazemos para marginalizá-las, nao me referia a uma revoluçao organizada, que nao desejo e que nao teria chance de êxito, como mostra nossa história. Em todas as tentativas que fizeram no decorrer da histórtia, ainda que fosse somente se organizarem para sobreviver, os deserdados foram  impiedosamente massacrados. Se surgisse, hoje, um lider com o dom de organizá-los, sua imagem logo seria descontruída, por amplos setores da imprensa (quem sabe, também por parte de jornalistas da capital gaúcha); setores da imprensa que nunca souberam ou nao quiseram informar com isençao, informar sem tomar partido, muitas vezes descaradamente. Nao me referia a uma revoluçao organizada, mas à criminalidade, aos casos de violência que a nós todos assusta e que tanto gostaríamos de ver reduzida ao nivel das sociedades mais igualitárias, a exemplo dos países do Norte Europeu. Também nao fazia previsâo para o futuro, mas referia-me ao que acontece a cada momento, em nossos dias. Nao estou afirmando que os deserdados, os pobres sao mais criminosos que os bem sucedidos da sociedade brasileira gritantemente desigual. Mas sei que a marginalizaçao em favelas, com diária humilhaçao, com falta de perspectivas, de pessoas que vieram dos fundos dos campos, sem preparo, sem crédito, sem poupança, sem indenizaçao, sem estudo, sem formaçao profissional, desenraizados, representa uma realidade propícia para manifestaçôes de violência, ainda mais por parte de quem teve a violência como prática do seu dia a dia : Laçar, derrubar, marcar com ferro, castrar, sangrar e carnear. E entao, entre milhôes de jovens, de pais com essa biografia, haverá um ou dois que envedarao para a violência, dentro de um ambiente de acolhida hostil, humilhante e também violento, nas periferias  das cidades. A partir da década de 1960, mais ainda do que antes, milhôes de famílias experimentaram a violência do êxodo rural (o tsunami da violência), a marginalizaçao estrutural, sistemática, como demontram ainda hoje, as favelas e os ranchos à beira das estradas, em todos os lugares. Antes, quando alguém falava em favelas, referia-se ao Rio de Janeiro. Agora, até mesmo as pequenas cidades do interior passaram a tê-las. Perguntas qual a nossa culpa, que trabalhamos e pagamos impostos. A mim parece que nossa culpa é que permitimos que nossa sociedade fosse assim organizada, porque nao foram os pobres que a organizaram. Eles a sofreram e a sofrem. Quem a organizou foram as pessoas que tiveram o poder das decisôes e nós que nos omitimos, quando tomamos como foco (único?) fazer o nosso sucesso individual (no pior dos casos, quando usamos nosso poder e nossas relaçôes para organizar nossos privilégios, em uma sociedade de privilegiados e esquecidos, uma sociedade de centro e periferia, de luxo e lixo, de condominiados e favelados, de "famílias de bem e maus elementos", de herdeiros de sesmarias e herdeiros de escravos (a matriz de nossa história); uma sociedade que tem como característica  o enorme fosso social, que vejo como a matriz da maioria dos seus males: Por que iria uma político bem sucedido empenhar-se por bom sistema de educaçao coletivo se pode levar seus filhos a uma escola particular? Por que haveria de cuidar de bom transporte coletio se pode sentar no carrao e abrir alas com buzinaços? Por que cuidar de bom sistema de saúde coletivo se pode tratar-se no "estrangeiro"? Por que iria empenhar-se por um sistema de aposentadoria justo se suas relaçôes seu poder lhe permitem acumular aposentadorias ou usufruir de aposentadria privilegiada (penso que nao preciso mencionar exemplos). E quando os deserdados se organizam para exigir serviços melhores, ora, os bem sucedidos chamarâo seus câes de guarda que haverao de mostrar-lhes seu lugar e que os aconselharao a deixarem de ser preguiçosos.
Penso que seja louvável quando damos das nossas sobras aos que delas necessita, como tu fazes. E acho ainda mais louvável quando conseguimos posicionar-nos do lado do fosso onde estao os marginalizados, em nossas ideologias, em nossas convicçôes, em nossa leitura da história, em nossos conceitos sobre o ser humano, em nossa resposta de fé: De que lado do fosso me posiciono, para estreitá-lo? Essa é a pergunta que sempre me inquietou. Há quem dê com satisfaçao em doses de migalhas (e nao estou dizendo que esse seja o teu caso, mesmo porque nao te conheço pessoalmente), desde que a forma como a sociedade está organizada bombeie vantagens aos seus bolsos em doses maciças.
Li com atençao tuas consideraçôes e te agradeço. Elas motivaram-me a reler Tessalonicenses. Vi que o Apóstolo Paulo defende aí a legitimidade do seu apostolado, posto em dúvida por alguns, já que ele nao fez parte dos doze, desde o início. Para que ninguém o acusasse de exploraçao, ele afirma que tem uma profissao e que ele e seus companheiros nao se fazem depender, nao fazem a missao para ganhar benefícios. Portanto, o apóstolo nao fala aí dos "que nao querem trabalhar" por serem preguiçosos. Aproveitei e li também a Carta de Tiago, pouco citada por motivos óbvios, exatamente porque nao permite margem de má interpretaçao quando diz: "Para Deus, o Pai, a religiao pura e verdadeira é esta: Ajudar os órfaos e as viúvas (os deserdados de entao) nas suas afliçôes e nao se manchar com  as coisas más desse mundo (seria a coisa má a construçao secular do fosso? -Tg. 1. 27). Mas ele é mais claro ainda em 2.1-5, onde fala da discriminaçao que a comunidade cristâ deve eliminar. Nao vou citar essa passagem aqui, porque é um pouco extensa.
Para finalizar: Trabalhei toda minha vida com pessoas da classe média (classe média do lugar, geralmente conservadora, moralista e discrimiatória) e, na maioria dos casos, trabalhei com pessoas pobres, muito pobres, totalmente marginalizadas. Nunca encontrei uma única pessoa preguiçosa. No meu entender, nao existe a preguiça como fraqueza moral. Encontrei, isso sim, pessoas doentes, fragilizadas, desorientadas, despreparadas, derrotadas por obstáculos para elas intransponíveis, sem perspectivas; encontrei pessoas postas a trabalhar no lugar errado, em tarefas que as sobrecarregavam, para as quais nao tinham vocaçao, nem formaçao. Sinceramente, nao acredito em preguiça no sentido como o termo geralmente é usado, nao acredito em pessoas que nao querem trabalhar, em princípio. Nem mesmo nas finas damas que desfilam joias às custas da exploraçao que seus maridos praticam. (Profeta Amós). Também elas estao desorientadas. Com meu abraço. Silvio Meincke.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

ATENÇÃO PREFEITOS

Política de abraços, e gestão, são fenômenos diversos. Nada obsta a que o administrador seja um " abraçador" e frequentador de eventos. Até é bom, mas precisa de noções de gestão.
É sempre interessante o eleitor verificar como é que ele age em sua economia particular. É sério, probo?
Falo disso porque me impressionei, como o Brasil se impressionou, com  os livros do Paulo Nicola. Ali ele diz que não é preciso de um canhão para abater uma pomba.
Explico.
Eu não comprarei jamais uma colheitadeira de um quaquilhão de reais se minha lavoura é pequena.É melhor eu terceirizar. É assim, minha tontinha: eu não preciso comprar um avião para viajar ao Rio de Janeiro se só vou uma vez por mês..
Vejo que Prefeitos estão pedindo autorização às Câmaras de Vereadores para comprar máquinas com empréstimos de Bancos.
Sou a favor de máquinas, sou a favor de a Prefeitura ajudar os pequenos agricultores.Sou a favor de compactar o leito das ruas.
Mas convenhamos, a máquina pública é mais complicada.
Não é melhor terceirizar do que gastar um monte de dinheiro imobilizando capital?
O que é melhor para você que quer fazer uma pastagem no seu campo, mas não planta soja: comprar trator e implementos agrícolas ou guardar seu dinheiro para outros investimentos e terceirizar?
Mas aí é que a porca torce o rabo: a terceirização exige certames licitatórios limpos e sem mutreta.
É papel das Câmaras de Vereadores cuidarem bem disso, pena de passarem recibo de cúmplices da malversação.
Lembremo-nos que o DNIT não tem um só trator nas estradas, nem o Daer, nem a Prefeitura de P. Alegre.
A saúde de que pequenos municípios  comprarem maquinário? para dirigirem as benesses aos favorecidos?
Não é melhor haver regras claras e transparentes para os auxílios, tanto aos " companheiros" como para os " contrários"?

domingo, 26 de julho de 2015

ROSANE DE OLIVEIRA DESCOBRE O PARAISO

Nossa querida Rosane não deixa por menos:.para descansar das críticas dos que se incomodam com suas opiniões, recarrega as baterias  na Ilha de San Andres, Caribe Colombiano. É mole? 
Mais imagens no Instagram dela.
Baita figura humana! gente fina mesmo.

A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES - CIRCULA NA INTERNET



 

                    A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES

 

  O ano é 2020 D.C. - ou seja, daqui a poucos anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
 
 

  -
Vovô, por que o mundo está acabando?
 
 

 
A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
 
 

  -
Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
 
 

  -
Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?
 
 

 
O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.
   

  -
Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
 
 

  -
Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.
 
 

  -
E como foi que eles desapareceram, vovô?
 
 

  -
Ah,foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedadeEles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.
 
 

 
Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos.Estes foram ensinados a dizer "eu estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você"ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha". Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo "gerenciar a relação com o aluno". O professores eram vítimas da violência - física, verbal e moral - que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.
   

 
Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular", diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
   

 
Em seguida, os professores foram desmoralizados.Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas "bem sucedidas" eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão - enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade. 

ATÉ COM CHUVA E RESSACA DO MAR EU GOSTO DE XANGRI





sábado, 25 de julho de 2015

DAS VICISSITUDES DA VIDA - MAILS DE IMPORTANTES PERSONALIDADES

HERMES DUTRA


Nasci em 1947. Minha mãe teve quinze filhos. Destes, só sobreviveram 11. Hoje estão vivos somente 7. Minha mãe ainda vive. Fez noventa anos. Meu pai, falecido na década de oitenta, era analfabeto. Por essas coisas da vida, era motorista profissional. Dirigia o caminhão do engenho de arroz lá de Cacequi. Bebia muito e morreu com cirrose. Sempre nos disse que deveríamos estudar. E para isso fez o que pode. Naquela época, na minha cidade, não tinha nem o antigo ginásio. Quando criaram o ginásio, era particular e obviamente não tinha dinheiro para pagar os estudos meu e do meu irmão mais velho. Entretanto o criador do ginásio, quando passei no primeiro exame de admissão que foi feito, e passei em segundo lugar, chamou-me e me disse que não precisava pagar o colégio. Ele ia dar um jeito. E assim foi. Estudei até a segunda série ginasial, quando o mesmo diretor me disse que não poderia continuar aguantando sem eu pagar. Aí parei de estudar. Fui trabalhar em uma padaria, primeiro entregando pão, depois fazendo. Até completar 14 anos, quando pude então trabalhar no engenho como varredor (os caminhões que traziam as cargas de arroz, ao serem descarregados deixavam cair grãos e a gente varria e juntava ( trabalho com carteira assinada). Aí então pude voltar a estudar, no ginásio, que a essas alturas, já era estadual e funcionava no período noturno.

 

Me formei. Quando fiz dezoito anos, vi que deveria sair de minha cidade, pois só tinha o ginásio e eu queria estudar. Vim para Porto Alegre. Cheguei numa sexta feira e na segunda já estava trabalhando de auxiliar de escritório numa revenda de fogos de artifícios na av. Pernambuco, quase esquina Farrapos. Consegui uma vaga no Colégio Infante Don Henrique, lá no bairro Menino Deus, onde terminei o segundo grau.

 

E por aí foi. Me formei em administração da PUC. Trouxe meus pais para morarem em Porto Alegre, por problemas de saúde, junto com o resto da família. Meus irmãos e irmãos nunca quiseram continuar os estudos. Casaram-se, formaram família e hoje estão espalhados pelo Rio Grande.

 

Formei uma família maravilhosa. Três filhos e 6 netos maravilhosos. Mas dei muito duro para isso. E não me arrependo. Um dia, saia de minha casa, que construí com muita dificuldade, no bairro Santo Antonio, quando um homem me enfiou uma pistola na cara e disse que ia me matar. Enquanto isso outro entrava no meu carro, dialogando, consegui com que ele ficasse só com minha carteira e meu cartão de crédito e levasse o carro  junto com seu comparsa. A partir dai, resolvemos nos mudar para um condomínio fechado, com guardas nas entradas.

 

Meu filho mais velho, um dia foi assaltado dentro de sua clínica e levado como refém. Minha filha só não foi raptada em função da ação de seus colegas de trabalho na clinica onde estagiava. Resolvemos então comprar uma casa num condomínio na praia, cercado e com guardas, para que pudéssemos veranear com filhos e netos.

 

Porque estou contanto tudo isso? Porque fiquei meio incomodado com o que escreveu nosso confrade Silvio Meincke, sobre essa questão dos deserdados. É verdade muitas coisas que ele diz. Mas QUE CULPA TEMOS NÓS, que pagamos impostos, trabalhamos, conseguimos sair da miséria com o fruto do nosso esforço e trabalho da situação desses deserdados ? É verdade que eles existem, não nos números citados, mas mesmo que sejam em número menor, não podemos ignora-los. Temos, inclusive de trabalhar para que consigam sair desse círculo miserável que é a miséria, deseducação, preguiça, falta de oportunidades, exploração política da pobreza, etc...etc..., mas daí a dizer que um dia farão um revolução contra os que estão em melhores condições de vida, vai um caminho muito grande.

 

Como diz a Sagrada Escritura, o que tu a mão direita faz, que a esquerda não saiba. Por isso, acho dispensável falar no que faço como cristão, praticante, em benefício dos meus irmãos menos aquinhoados.

 

Acho que conseguiremos ter o país que queremos, quando todos tiverem oportunidade, mas é fundamental que, tendo oportunidade, tenham vontade. Isso é essencial. Que todos tenham acolhido o que nos ensnou o Mestre na Carta Aos Tessalonicenses:"Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão" (2 Tessalonicenses 3:10-12).
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LAIS LEGG
 
há gente querendo levar vantagem sem fazer esforço, ou seja, sem trabalhar. Tal qual uma luta, vence o mais hábil.
 
Mas considero que o grande ausente em tudo isso é o pensamento lógico, que deve ser ensinado em casa tão logo a criança abandone as fraldas. O pensamento mágico só é aceito em crianças (observem-nas brincando), índios aculturados, esquizofrênicos e artistas (quando estão criando). Portanto, meus amigos, com tanta informação que nos chega por todas as espécies de mídia, acreditar que alguém que se intitule juiz e ande em cafeterias oferecendo imóveis que irão a leilão, cujos processos estão sob sua batuta, é querer associar-se à vigarice, não lhes parece?
 
As grandes vigarices encontram eco porque alguém escuta o que sonha ouvir. Por isso, tantos homens espertos pegam as economias de uma vida toda de algumas mulheres só dizendo “eu te amo”. Por isso, tantos homens carecas compram as melecas mais absurdas para ter o cabelo de volta. Por isso, tantas pessoas obesas compram substâncias milagrosas e milagreiras para perder peso (basta ligar a TV, à tarde). Por isso, tantos homens impotentes compram elixires e licores. É o pensamento mágico assassinando o pensamento lógico. Acredita em dogmas quem quer.
 
Claro que, em tempo que vemos que há juízes que vendem sentenças, que recebem propinas, etc, sabemos que pode ser verdade. Mas seria correto negociar com eles? Felizmente, são poucos os juízes que assim agem, a maioria tem conduta irretocável. Aplico o mesmo pensamento à Medicina: há milhões de médicos competentes, confinado dentro de hospitais, labutando por horas a fio para salvar vidas, porém há aqueles que pertencem à mafia de branco. Recentemente, foi veiculada a notícia que um médico oncologista dava falsos diagnósticos de câncer e submetia os pacientes a caríssimos tratamentos quimioterápicos.
 
Cientificamente, já está comprovado: 1% da população mundial é sociopata. É gente p´ra caramba! Somente em Porto Alegre, temos 15 mil pessoas com desvio de caráter. É claro que há hierarquia, temos os sociopatas “leves” (falsários, gente que rouba bolachas – não é, Prévidi?, pede dinheiro emprestado e não paga, etc) e os “pesados” (assassinos de aluguel, “serial killers”, etc).
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ÉLVIO LOUREIRO
 
 
 
penso que os tempos são outros, lembro-me que nunca tivemos abertura com nosso pai, o respeito superava o medo, na mesa ninguém podia falar, diálogo era muito raro, compartilhar experiências era coisa rara, sinto falta até hoje de não ter tido chances de aproveitar melhor as oportunidades de aprender um pouco das mais de suas habilidades ,,,
 
Na escola Marista, onde estudei, não era nada diferente, tínhamos o hábito de rezar no inicio e fim de cada aula, nada de conversas paralelas, qualquer desvio virava castigo, questionar alguma coisa era sinônimo de contestação, que resultava em alguma punição ,,,
 
Coincidentemente, hoje comemoramos aproximadamente 191 anos da imigração alemã no Brasil, povo desbravador, batalhador, colonizaram muitas regiões, ajudaram no desenvolvimento, cultura forte, que enraizou-se em muitas comunidades, famílias composta por muitos filhos, que ao atingirem determinada idade, grande maioria com menos de 14 anos eram obrigados a trilhar seus próprios destinos, saíam de casa com uma maleta e algumas peças de roupas na busca de seu próprio sustento.
 
O tempos são outros, hoje há uma grande interferência dos meios que conspiram para uma realidade muito diferente daquela que herdamos de nossas famílias, tudo aquilo que se constrói dentro de casa, na esquina os grupos predadores se encarregam de influenciarem no sentido contrário, o mundo das oportunidades fáceis destruiu princípios importantes na formação dos nossos filhos, razão de hoje ser muito importante compartilhar de uma forma mais intensa, não que a maturidade daquela época era precoce, pelo contrário, mas diferentemente e contrastantemente a de hoje é mais dependente de conseguir a sua própria autonomia de vida ,,, e carente de uma boa orientação ,,, 
 
 
 
 

 

BREVES REFLEXÕES SOBRE A ' ANGÚSTIA ' OU O STRESS DAS "FÉRIAS "







Natal, Ano Novo, férias, para muitos são sinônimos de cansaço e angústia.
De minha parte de há muito não dou bola para essas datas e ocasiões.
A troco de que vou mofar em aeroportos cheios, com atrasos, empurra empurra, malas extraviadas?. E que dizer da boçalidade dos foguetórios de Ano Novo e da corrida atrás de presentes do Natal.
Eu fora. Gosto demais de mim para me causar  tantos danos.
Me presenteei com dez dias de férias, mas não fui para a estância: muita chuva, muito barro, muita coisa para  alinhar de rumo, muita peça de trator quebrada. Depois eu ajeito isso. Deixa quieto um pouco. Não devo um puto pila e os salários estão super em dia.Às vezes me pego sorrindo e pensando que a fazenda era boa mesma quando tinha menos de mil hectares...
Convidei meu filho Rudolf para passarmos uma temporadinha em Xangri La.
Pauta: fazermos nossa própria comida, realizarmos pequenos consertos pela casa toda, ouvir muita música, jogar tênis todos os dias na SABA e conversa, muita muita conversa.
Com esse filho posso dizer que sou e fui um pai presente.  Mas igual reconheço que faltou muita conversa.
Os filhos passam mais tempo com os outros do que com a gente.
E é bom conversar bastante, porque quando tu vens chegando eles já vem voltando e daí é tarde para a gente se surpreender e ficar se  indagando: "onde foi que eu errei?"

quinta-feira, 23 de julho de 2015

POESIA AUSTRÍACA - CONTINUAÇÃO

Inicialmente vai o texto em alemão. Logo abaixo, a tradução.

WAS ES IST

Es ist Unsinn
sagt die Vernunft
Es ist was es ist
sagt die Liebe

Est ist Unglück
sagt die Berechnung
Es ist nichts als Schmerz
sagt die Angst
Es ist aussichtsloss
sagt die Einsicht
Es ist was es ist
sagt die Liebe

Es ist lächerlich
sagt der Stolz
es ist Leichtsinnig
sagt die Vorsicht
est ist unmöglich
sagt die Erfahrung
es ist was es ist
sagt die Liebe

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O QUE É

É absurdo
diz o bom senso
é o que é
diz o amor

É desgraça
diz a razão
É pura dor
diz o medo
É desesperança
diz o juízo
É o que é
diz o amor

É ridículo
diz o orgulho
É leviano
diz a cautela
É impossível
diz a experiência
É o que é
diz o amor
( Erich Fried - Gedichte - Edunisc - Movimento)

UM POUCO DE POESIA AUSTRIACA ? LIBERDADE

LIBERDADE - HERRSCHAFTSFREIHEIT (trad.para o português logo  abaixo do texto em alemão)
( Erich Fried - l921 - l988)

Zu sagen " hier herrscht Freiheit"
ist immer ein Irrtum
oder auch eine Lüge:
Freiheit herrscht nicht

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Dizer " aqui impera a liberdade"
é sempre um erro
ou uma mentira:
liberdade jamais impera
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Gedichte - edição Edunisc - Movimento

terça-feira, 21 de julho de 2015

A PROPÓSITO DE AMIGOS

Inicio com versos de Hernan Figueroa Reyes

A mis amigos dedico esta zamba
En ella siempre me recordaran
Unos con penas dentro del alma
Otros soñando con mi guitarrear
En ellos supe encontrar un consejo
En ellos supe encontrar un querer
Por eso a todos, aquí les digo
Nunca un amigo debemos perder
........
Ontem foi o dia do amigo, mais uma data que inventaram.
Aproveitei para refletir sobre as amizades.
Sou contra o adágio segundo o qual os amigos mal se contam nos dedos de uma mão.
Para mim isso não é verdade.
Tenho amigos queridos de infância, de juventude, da fase adulta, de tantas épocas  e locais onde trabalhei e vivi .
Concordo com o filósofo Paulo Nicola quando diz: aquele amigo com qual é bom pescar, não necessariamente será bom para se aconselhar sobre negócios e por aí vai.
Mas a gente tem que deixar os amigos soltos como pássaros da floresta;  não os patrulhar, não os querer só para si.
Olhando hoje para trás chego a me apavorar: o que teria sido de mim sem meus amigos?
Nunca vou esquecer mil cenas de provas de  amizades que vivi. Escolho uma.
Recebi a notícia de que um amigo, hoje já falecido, perdera seu filho adolescente. Fui ao velório e quando o encontrei só me abracei nele e lhe disse afogado em lágrimas:
- Palito, não sei o que te dizer...
Ele me respondeu:
- só me abraça e chora comigo.

sábado, 18 de julho de 2015

COAÇÃO IRRESISTÍVEL DE UM AMIGO


O Paulo Nicola é um amigo raro. Inteligente, diplomático, me trata  bem demais. Sou seu advogado , amigo fraternal dele e de sua linda família. Nunca brigamos, nos queremos bem, ele não me inveja, nem eu.
É um vencedor. Prefaciei um dos livros dele.
Ele é engenheiro, financista, pecuarista, agricultor e está indo bem na vida. Ambos gostamos de viver bem.
Mas ando às voltas com umas defesas em processos de clientes que estouraram justo agora.
E o Pablyto  inventou de  ter uma cobertura  no Rio de Janeiro, em Copacabana, o lugar mais lindo do mundo, não para trabalhar, mas sim para gozar a vida.
Pablyto me convidou para jogar vôlei de praia com ele e ficar lá o tempo que quisesse.
Olhem agora as fotos que ele me manda, que são como iscas irresistíveis.
Vou fazer uma petição ao relator do processo falando a verdade. Quero que adie o julgamento porque fato superveniente, coação moral irresistível, me chama ao Rio de Janeiro.


MAIL DA SENADORA ANA AMÉLIA SOBRE MINHA POST

Belo e criativo texto caro Ruy! Melhor que Luis Fernando Verissimo que perdeu o humor com o fracasso do governo que apoiou! Abs

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O VENTO FÖHN OU O VENTO QUE ENLOUQUECE AS MULHERES

Senta aí, guria. O som ö, ou "oe", é um ê que não sabes pronunciar. É mais fechado do que ê de nenê. É um "e" entre "o" e "Ê".
Mas não fiques complexada ou deprimida. Ninguém no mundo , fora os brasileiros, sabem dizer " feijão". Esse  " ão", até antes do surgimento da rede Globo, teve transformações. Mais:Agora a Globo quer que falemos, fóme, hómem , nóme. Só quem nasceu no Braziuuu sabe dizer feijão.
Claro que, como brasileiros, conterrâneos de deus, não precisamos  pronunciar nada de palavras estrangeiras corretamente.
Bueno: Föhn ( pronuncia-se fên, com o n de nada), é um vento que dá na Suíça e perto dos Alpes.
No RGS tem um vento, o vento Norte, dia em que os lixinhos  do nosso pátio, fazem rodopio, os entulhos que atiramos pela janela na calçada  fazem estranhos bailados. No Vento Norte é preceito que as mães enlouqueçam e surrem os maridos.
Com o Föhn acontece o mesmo: a maioria das mulheres rasga as vestes, quer sexo em praça pública, chora sem motivo.Nega sexo.
Não me contaram a reação dos homens. 
Onde eu queria chegar é que hoje no RGS temos um clima que não é macho nem fêmea, nem nada. Puro 171, com chuviscos imitadores de neve aos 12 graus, enchentes que , na verdade, são normais há séculos,mas o bicho homem assuntou de meter cidades no Tallweg dos rios.
Igual, esse clima me irrita por falta de olho no olho.
Estou olhando no Google onde é Seychelles.

ARTIGO LÚCIDO DE RONAI ROCHA ( UFSM)

A Política como Vocação (1919), de Max Weber é um livro fundacional. Ele conta ali a história do sujeito que deixa de amar a esposa e passa a gostar de outra. Claro, ele abandona a primeira em favor da segunda. Não contente com apenas fazer isso, ele sente-se obrigado a oferecer para si mesmo uma explicação para seu gesto. Ao invés de dizer simplesmente (para ele e para a deixada) que não gosta mais dela, ele elocubra razões para sua decisão e diz, por exemplo, que ela o decepcionou por isso e aquilo e aqueloutro. Assim, como se não bastasse o fato de ter sido abandonada, a cuja vira culpada. E o sujeito acha uma legitimidade qualquer em virtude da qual ele pretende ter razões para fazer a troca de mulheres. Com esse curioso exemplo Weber que introduzir uma das dificuldades da política, que ele chama de o vício clerical de querer ter sempre razão.
Para explicar-se melhor, Weber continua com a história desse tipo de sujeito. Quando um homem assim assim compete com outro homem pelo amor de uma mulher (nos tempos atuais a gente teria que adaptar o exemplo, não? Mas deixa assim, por enquanto...) e vence, ele fica convencido que seu rival vale menos, pois perdeu a batalha para ele.
Assim pensa o sujeito: quando ele ganha, é porque tem razão. E quando ele perde, é porque ... tem razão!
O que é a ética, nessa perspectiva, senão apenas um meio do sujeito se convencer que a razão está sempre com ele? O sujeito da história de Weber nunca perde uma batalha, nunca perde uma eleição e nunca perde uma greve. Afinal, ele está santificado pelos fins que proclama com sua boca grande e alma mais inflada ainda. Ele sempre está à cavalo na razão. Tem razão quando ganha, tem razão quando perde.
Os valores do cavalheirismo, da dignidade e da objetividade são apenas uma flor roxa e murcha no altar de suas boas intenções.
A política, entre nós, parece ser feita cada vez mais com cavaleirismo.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

BEBETO ALVES - UMA BOA PEDIDA


TOSCA E RUDE - NEWTON FABRICIO

De quando em vez,

 
se despilcham
da minha alma missioneira,

tosca e rude,
versos desgarrados

de algum rincão,

perdido na memória. 

São os atavismos da terra,
a força telúrica das coxilhas,

a desprender a presilha dos sentimentos

frente ao minuano ou ao fogo, no galpão.

 Saudade, memória ou esquecimento,

 vã ilusão de realidade?

O verso se perdeu;

a vida, não.

 

 

 

Newton Fabrício

O MONSTRO QUE NOS DEVORA - ASTOR WARTCHOW


O monstro que nos devora

 

Na parábola sobre quem vencerá o conflito entre o “Lobo Bom e o Lobo Mau”, conta a lenda do povo indígena Cherokee:

- “Qual o lobo vence?”

- “Aquele que você alimenta!”, respondeu o velho indio.

 

Reclamamos do exagero tributário-arrecadatório, principalmente pelo fato de que não há retorno proporcional em serviços públicos de qualidade. Também reclamamos do centralismo e intervencionismo estatal em todos os níveis das relações sociais.

Os tabelionatos e cartórios judiciais, por exemplo, bem representam e simbolizam o absurdo a que chegamos e toleramos. Ninguém faz um gesto, nem dá um passo, sem um “carimbo de reconhecimento por autenticidade ou semelhança” que o habilite. Mediante taxas.

Vinte e quatro horas por dia, desde o nascer até o morrer, o brasileiro precisa provar que ele é “ele mesmo e que é honesto”. Em duas vias!

Outro fato: embora os belos discursos de empreendedorismo e livre mercado, empresários e entidades classistas estão sempre pretendendo uma anistia ou isenção fiscal. Ou um socorro financeiro para não “quebrar”. Como se o sistema não fosse capitalista e “quebrar” fazer parte do risco e negócio.

Quem também não fica fora da “festa” de apropriação dos recursos públicos são os produtores e artistas em geral. Não que as artes e a cultura não mereçam ajuda, mas desde que o respectivo apoio público se refletisse na redução dos preços dos ingressos. Afinal, assim como os impostos, também os ingressos são exorbitantes.

E o que dizer dos clubes de futebol, a paixão nacional? Apesar de afundados em dívidas milionárias, estádios financiados e superfaturados, sonegações e fraudadas transferências de atletas, continuam recebendo imensos patrocínios de empresas, loterias e bancos públicos.

E da política partidária (e seu interminável balcão de negócios) nem precisamos falar.

Resumo da ópera-bufa: invés questionarmos a natureza, dimensão e função do estado brasileiro, o que fizemos diante de dificuldade institucional, social, econômica ou financeira?

Marcamos hora com parlamentares, prefeito, governador, ministro e até com o presidente da república, para pedir ajuda, isenções, incentivos, e tudo mais quanto, finalmente, caracterizará e confirmará nossa submissão ao Estado.

É uma contradição (quase) insuperável. Um círculo vicioso. Reclamamos e reclamamos, mas corremos para enaltecer “o poder e beber na fonte dos recursos públicos”.

Ou seja, diariamente nós “alimentamos” o monstro que nos devora! 

terça-feira, 14 de julho de 2015

O FENÔMENO SITE NOVA PAUTA DE SANTIAGO RS

Meu blog não se fixa numa determinada região, é apenas um repositório de minhas humildes reflexões.
Ocorre que o Nova Pauta, de Santiago - RS
http://www.novapauta.com/
mantém um link com meu  blog.
Por aí tenho cerca de  mil acessos por dia. Só através do Nova Pauta, que é essencialmente jornalístico e regional.
Concluo que, apesar de eu por vezes " viajar" em  elocubrações filosóficas, sou bem aceito em Santiago, Unistalda, Capão do Cipó, Itacurubi, Jaguari e demais  municípios da região.
Não escrevo para agradar. escrevo o que penso.
Mas ter mil cabecinhas teimosas que me acompanham todos os dias, já é, para mim, uma honra.
Nem que eu tivesse um só acesso por dia, continuaria escrevendo.
Também agradeço aos demais blogs que me honram com a exposição do meu link.
Mil pessoas inteligentes me acessando todos os dias, só pelo Nova Pauta, é " mecha" .
Isso não tem preço que pague.

CADEIRAS VAZIAS - MAIL DA JORNALISTA ROSANE DE OLIVEIRA


No Japão também não existe isso de alguém sentar sozinho em mesa para quatro. Simplesmente as pessoas chegam, pedem licença e vão sentando. Aliás, penso sempre em Tóquio quando o prefeito diz que precisa manter estacionamento nos dois lados da estreita Ramiro Barcellos "porque a população exige". Ora, ora. No Japão você só consegue registrar um carro no Detran deles se provar que tem estacionamento no prédio ou que alugou uma garagem. E nas ruas do centro simplesmente não é permitido estacionar. Resultado: a maioria usa transporte coletivo e o trânsito flui.

OS COSTUMES VARIAM E DEPOIS DIZEM QUE OS ALEMÃES SÃO ' FRIOS'

Prévidi publica hoje no seu blog:

-
Escreve a jornalista Mel Danda. Ela edita o
oelodacorrente.blogspot.com.br

Essa gente é engraçada. Mais uma história dos meus almoços. Sentei sozinha numa mesa de quatro lugares. Avisei a moça do restaurante: "se precisar, não me importo de dividir a mesa" - a cara que ela fez, de surpresa, cheguei a olhar pela janela pra ver se a nave-mãe tava chegando pra me buscar! Parecia que eu era um ET na frente dela! Hahahahahaha... daí tem uma fila enorme no restaurante, a gente entra e tem 5 mesas com pessoas sozinhas.. Depois não vale reclamar de solidão, gente!
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Digo eu agora:

Nos anos 80 morei uns tempos em Freiburg, Alemanha.

Mesa com  cadeiras sobrando. Os alemães só pedem licença e vão sentando. É normal. Mesmo porque não tem sentido um cara ocupando sozinho a mesa com  cadeiras vazias.

Tem mais: se tu deixares muita comida no prato vem o dono do restaurante:

-was ist los, hats nicht geschmeckt? (o que houve, não gostou?)

Se pedires em excesso és advertido pelo atendente:

- por que tanta comida? Pede só isso aqui, ó. Se anda tiveres fome, fazemos outro pedido.

Mas tem o outro lado: certos pratos eles te obrigam a comer com os acompanhamentos “ de lei”.

Um dia, às margens do Mosel,  olhei e olhei o cardápio  e pedi um prato.

O cara me olhou e  sentenciou:

- tu não vais gostar desse prato. Pede outro.

( era peixe cru com leite coalhado). Fui de costeletas de leitão....

MAIL DO RENOMADO ADVOGADO DR.FERNANDO BARTHOLOMAY


Prezado conterrâneo.

Vejo teu blog seguidamente, em especial porque sou um apaixonado pelo campo. E muito mais especialmente porque você é um apaixonado pelo campo que transmite com leveza e sinceridade essa paixão. Você mostra e conta as coisas dos campos teus e de tua família sem nenhum tom de gabolice ou vaidade, trata-se da puro carinho, coisa de pai por filho. A última postagem, sobre o entardecer na estância, imerso numa solidão que se pode dizer restauradora, deixou nostálgico nem sei de quê. Uma beleza e um bom sentimento.

E também admiro a maioria de tuas posições que, imagino, têm raizes cá nesta Santa Cruz do Sul, de gente com formação moral e espiritual firmes. Pão, pão, queijo, queijo! Respeite para ser respeitado! Trabalhe, estude, persevere, diga o que pensa e faça o que diz. Sempre cumpra sua palavra. Lute por seu objetivos sem pisar nos outros. Mantenha a paz consigo mesmo.

Este e-mail é um preito de admiração, se assim pode ser chamado, que faço a você, não só porque é um cidadão de sucesso, mas porque nunca esquece de sua terra natal e suas raízes. Que nunca lhe faltem afetos e os desafetos jamais lhe afetem.


Um abraço.

F. Bartholomay.