quarta-feira, 19 de setembro de 2018

IMPORTANTE ARTIGO DE ASTOR WARTCHOW


Sob o domínio da incerteza

 

A adolescência e a juventude são períodos no qual a convivência pública toma o lugar - ainda que não totalmente - das relações familiares. São os novos grupos de relacionamento, experiências e descobertas. Além de ampliar as perspectivas pessoais, trata-se essencialmente da constituição do sujeito e sua aceitação social.

Entretanto, não é o que estamos vendo. Um número cada vez maior de jovens promove um estreitamento de suas relações e dos espaços passíveis de ocupação e circulação.

Os mais frágeis e suscetíveis à “competição social” desenvolvem formas de isolamento, gerando preocupações clínicas aos pais. Trata-se de uma resposta racional e biológica ao “mundo” herdado, “um mundo” decadente, onde não é (mais) possível viver (mais).  

Pesquisas confirmam o que já sabíamos no dia-a-dia, nas notícias de jornal, nas filas do desemprego, etc..., isto é, a dificuldade de ascensão social. A mobilidade social – ascender(subir) de uma classe social para outra de nível superior – está relacionada à questão educacional e ao (des)emprego.

O quadro é perturbador porque está associado à incerteza que recai sobre o futuro da juventude. O desemprego provoca o que os cientistas sociais chama de “transversalidade”: a experiência com a polícia/trabalho/desemprego.

Somos uma sociedade gravemente doente. Criminalidade, violência e desorganização social são as evidências. Proliferam novas formas de dominação, há um crescimento dos sentimentos de medo e insegurança, há o estímulo de uma “cultura do excesso”, etc...

São fatores que afetam negativamente a organização social e comprometem a comunidade. Consequentemente, alimentamos conflitos e discriminações assentadas em classes sociais, em questões de gênero, raciais, religiosas, tocante à opção sexual, ao estilo de vida, às idéias regionais e ao comportamento. 

Não é à toa que crescem certas seitas e religiões que oferecem aos jovens uma nova ideologia, uma espiritualidade, uma identidade, uma opção de inclusão social.

E como tudo pode piorar, aqui estamos em meio a um processo político-eleitoral completamente contaminado e doentio, sob circunstâncias em que qualquer afirmação e tentativa de diálogo é distorcida. Até mesmo por históricos amigos!

O que deveria ser uma oportunidade e “janela” para reflexões positivas, construtivas e esperançosas têm-se transformado num vendaval de infâmias e ofensas.  

O momento faz lembrar o querido e saudoso professor Oscar Hentscke que seguidamente repetia em sala de aula o popular ditado: em casa que falta pão e educação, todo mundo grita e ninguém tem razão!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

SAUDADE DA UNISTALDA TERRA BUENA


DESFILE GAUCHESCO EM UNISTALDA - ISSO SIM É AUTÊNTICO ! ( fotos do blog unistaldense)

Muito falam em Alegrete ou Livramento com maior número de cavaleiros. Para mim quero ver se acham um povo mais gaúcho do que o da Unistalda campeira. E mais! quero ver se encontram um Município em que os assistentes ao desfile são em número quase menor do que os que desfilam. Só não participa do desfile quem está doente ou quem ainda não nasceu. 































terça-feira, 11 de setembro de 2018

AINDA SOBRE O ATENTADO


TITO GUARNIERE

OREMOS

O atentado contra Bolsonaro era, de certo modo, previsível. No grau de radicalização em que está lançada a política brasileira, alguma coisa tinha de acontecer. Os sinais estavam dados há bastante tempo, diante dos nossos olhos. Foi Bolsonaro a vítima, poderia ser Haddad ou Ciro ou outro qualquer.

O gravíssimo incidente até que tardou, na espiral de violência verbal, intolerância e ódio, que vem se espalhando insidiosamente em todas as instâncias da vida política nacional, nos últimos anos, nos últimos meses. Não há uma única voz no cenário conturbado que suavize o discurso, que desfralde a bandeira branca, que interrompa a marcha da insensatez.

Cada personagem da luta – agora sangrenta - eleva o tom de voz, berra mais alto, pousa de valentão, puxa briga. No combate sem fim e sem medida não há turma do deixa disso. As labaredas sobem aos céus, e ao lado só estão aqueles que jogam mais gasolina no fogo.

Os militantes de facções e partidos, armados até os dentes de raciocínios obtusos, passam ao largo do debate civilizado e necessário, na hora crucial. O embate político é um palco obscuro de impropérios, de clichês ofensivos, e ao mais leve pretexto os atores da tragédia perdem limites e estribeiras, partem para o ataque selvagem.

A mídia faz a sua parte. Está sempre em guarda para obter alguma declaração dos personagens do jogo estridente, mas só para os efeitos de colher a manchete do dia, dando preferência a alguma injúria lançada contra o inimigo. O eleitor aturdido imagina que os políticos vivem assim, e apenas assim, às turras, aos contrafeitos, no embate primitivo de quem xinga mais e melhor. Os programas de governo, os projetos para o país, de onde virão os recursos para as promessas sempre renovadas, nenhuma tevê, emissora de rádio ou jornal se incomoda em esmiuçar. O que vale é a contenda, a briga de cachorros loucos.

A mídia, quando entrevista um candidato, como no Jornal Nacional, age como implacável acusadora. Interrompem a fala, lembrando o pobre entrevistado de quantos pecados ele ou os seus aliados (possivelmente) cometeram e de quantos ainda vão cometer. É (o candidato) como um bandoleiro no banco dos réus, e não um candidato presidencial em uma bancada de tevê. Não há espaço para um único, miserável e piedoso reconhecimento de mérito. Não é entrevista, é interrogatório policial. A população, em estupor, é levada a crer que ninguém presta.

Nas redes sociais o clima é de guerra civil. As vozes cavernosas que dali ressoam, tecem loas fanatizadas às virtudes reais ou imaginárias dos seus candidatos, na mesma medida em que detonam os inimigos, vociferando, em termos raivosos e chulos. Desnudam por escrito a própria inconsequência e pobreza mental, o primarismo dos seus argumentos, logo a partir das agressões que cometem contra o vernáculo e o idioma pátrio.

O atentado a Bolsonaro só escancara, mais uma vez, que fracassamos como país, como nação e como povo. Não há uma única voz lúcida que nos dê um sinal, um só sinal. Este país, do jeito que está não pode fazer nada por nós. E, bem pior, nós também – perplexos, impotentes – nada podemos fazer por ele, a não ser orar.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

HINO EXCELSO DE AMOR À VIDA - TEXTO DE TITO GUARNIERI


TITO GUARNIERE

BEM VINDA, ANA ALICE!

Nasceu Ana Alice. Esperamos ansiosos por ela. Veio formosinha, saudável, perfeita. Deveríamos tê-la recebido com mais pompa e circunstância. Tão pequenina a rainha! Nossos corações estão jubilosos.

Sim, a vida vale a pena, no milagre da concepção, no pequenino ser que se acomoda no ventre da mãe, no parto. A testinha franziu diante do primeiro raio de luz. Ana Alice deu sinal de vida e chorou a plenos pulmões. Depois sossegou e guiada pelo instinto atávico, sorveu gulosa o leite materno e dormiu suavemente o sono dos anjos.

Muitas vezes ela irá ao seio da mãe e muitos sonos profundos – lembrança do útero materno – se sucederão em muitas luas. E logo cedo se tornará a protagonista, o centro do pequeno universo ao seu redor, das atenções, das exclamações de encantamento.

Quando se sentir confortável e feliz, iluminará o rostinho com um sorriso. E abrirá o choro quando a fome ou a dor incomodar – linguagem binária desde a época imemorial - e que pelo resto dos tempos permanecerá igual.

Ana Alice irradiará luz, alegria e amor. Receberá o carinho e a proteção dos circunstantes. Fará bem às pessoas, elevará o astral, fará o mundo mais habitável.

Se arrastará pelo chão, ensaiará passos indecisos, vasculhará os espaços próximos, descobrindo formas, cores e sabores. O cérebro em breve produzirá ligeiras correntes elétricas, e a nova habitante adquirirá noções de lugar e distância, reconhecerá vozes e perfis.

Seja bem vinda, querida! É assim que lhe chamaremos – querida. Todos os dias repetiremos, sem enjoar, que você é linda, que nós amamos você.

Você crescerá no amor e nos cuidados dos seus, e a cada passo, tropeço, e queda, estaremos ao seu lado, pressurosos, para ajudá-la e consolá-la. Cresceremos juntos, querida, você em tamanho, peso e inteligência. E nós, no seu convívio, pelo amor que nos inspira, cresceremos como seres humanos: seremos mais honestos, bondosos e tolerantes.

Sabemos desde sempre que você amará e respeitará a Mãe-Terra, o planeta, os seus habitantes de todas as espécies. Entre os homens e as mulheres, não fará distinção de gênero, cor, classe social, orientação sexual. Você crescerá sem abrir mão dos seus direitos, mas em igual medida, levará a sério as obrigações e responsabilidades.

Na escola, ingressará no mundo fascinante do saber e do conhecimento. Nos livros, entenderá melhor a grande aventura, apreenderá as ferramentas para a vida e (um pouco) os mistérios da alma e do espírito.

Você celebrará a vida em alegria, mas a tempo e hora saberá que nosso caminho é feito de contratempos, que a vida nos cobra suor e sacrifício. Você terá têmpera e força interior para vencer a bruma e a intempérie.

Por você mesma, descobrirá que sorte e talento existem, mas quem tem mais sorte e mais talento é quem aposta no esforço pessoal, no trabalho duro, na perseverança.

Não se dobrará diante da mentira e da força bruta. Você veio ao mundo para a existência comum e solidária com os que partilham da jornada. Você veio ao mundo para fazer o bem e defender a paz e a liberdade.

Bem vinda, Ana Alice!

sábado, 1 de setembro de 2018

BELO TEXTO DA ESCRITORA LISSI BENDER

Vida que te quero viva
 Lissi Bender*
As pombas, que habitam nossas áreas urbanas, são animais de estimação, amansadas há muitos séculos. De maneira que se tornaram aves muito distantes de sua condição silvestre original. Diferentemente de seus ancestrais, não mais chocam duas vezes por ano, mas durante todo o ano. Isto se deve ao fato de terem sido domesticadas e criadas com vistas à reprodução para serem usadas como pombos correio, por exemplo. Nessa conformidade, a proliferação de pomba(o)s é consequência da intervenção humana.
Também em nossa cidade elas se multiplicam e se ouve queixas: estariam sujando a praça, trazendo piolhos, transformando-se em pragas. Junto com as reclamações, crescem os debates acerca de formas para seu controle. Não raro, me deparo com sugestões nada pacíficas para a diminuição da população de pombas. Há quem defenda a ideia de eliminação por meio de envenenamento. Outros acham que se deva deixa-las passar fome ou construir arapucas para as aprisionar e depois matar. Todas estas alternativas seguem um movimento contrário ao desenvolvimento de um mundo mais pacífico entre nós humanos e as de outras espécies com as quais compartilhamos vida.
Em Basel, na Suíça, foram feitos experimentos científicos para o controle da população de pombas já no final dos anos 80. Lá pôde ser comprovada uma maneira eficaz e, ao mesmo tempo, voltada para a dignidade de vida da espécie:  a construção de pombais, pois as pombas não fazem ninho em árvore. Junto aos pombais deve haver orientações à população sobre as consequências negativas da alimentação aleatória das aves.
Na contemporaneidade cresce a consciência para artgerechte Tierhaltung – a manutenção e manejo de animais com vistas à vida digna de acordo à espécie. Em Tübingen, onde fiz meu doutorado, pude conhecer como funciona o controle de multiplicação de pombas por meio da instalação de pombais. Quando se reúne as pombas em torno de um local provido de alimento e água fresca, com condições adequadas para nele fazerem seus ninhos, torna-se fácil trocar a cada semana os ovos por outros similares de gesso, com o mesmo formato e peso dos originais. As pombas os aceitam como seus e os chocam. Não vale apenas subtrair os ovos, pois a pomba ficaria muito estressada e passaria a pôr mais ovos.
O manejo desses pombais é, via de regra, assumido por voluntários de diferentes associações. O governo municipal entra com a edificação da casa e com o custo da alimentação. Os ovos arrecadados passam a ser incorporados a alimentos de outros animais. Esses procedimentos oferecem às crianças, e à população, exemplo edificante de como se pode cuidar humanamente da vida.
·        Doutora em Ciências Sociais, vice-Presidente da Academia de Letras de Santa Cruz    
 lissi.bender@gmail.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

SOBRE O EFEITO BOLHAS - MENSAGEM DO DR. ROGOWSKI


Agradeço a todos os queridos amigos, colegas e demais leitores que dedicaram seu precioso tempo à leitura do meu artigo sobre a Teoria Das Bolhas INcomunicantes de candidatos à presidência da república, publicado no Blog do Des. Ruy Gessinger na terça-feira (28) à tarde quando teve 5.019 visualizações e mais 8.669  visualizações ontem (29) até às 19h:15min., segundo dados estatísticos fornecido pelo webmaster.
Esse expressivo número visualizações em exíguo tempo, embora a singeleza do texto, demonstra a relevância do tema, bem como, o prestígio de que goza o Blog do amigo Ruy a quem também agradeço imensamente.
Concluo, reiterando minha profunda gratidão a todos os leitores que me honraram com sua generosa  atenção.

ENTREVISTA DA GLOBO COM ALCKMIN

De novo a mesma coisa. Os dois entrevistadores atucanando o candidato tucano ( perdão pela rima) e não o deixando falar ou terminar as frases. Alckmin é maneiro e não virou a mesa, como eu de certo faria.
Sugestão: seu eu fosse candidato presidencial só concordaria assim: são 27 minutos? Pois bem: só quero 20. Os 7 restantes ficam com os " entrevistadores". Ontem foi nítido que o candidato foi cerceado. Como os anteriores.
Vamos ver como será hoje.. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

OS ENTREVISTADORES FORAM BUSCAR LÃ E SAIRAM TOSQUIADOS

Não me lembro ao certo de quantos júris presidi na minha vida. Fiquei fascinado pela arte da oratória bem concatenada.Lembro que, na época, eram só os tribunais que julgavam. Hoje em dia no Brasil as facções também julgam, condenam e executam. Parece que não admitem advogados de defesa.
Voltando.
Conheci advogados e promotores que eram feras num júri. Raciocinavam rápido, reagiam fulminantemente. Mas não é necessário ser advogado para ser um bom debatedor.
Pois ontem o senhor Bonner e sua acólita, a senhora Renata, pagaram um preço alto por sua inexperiência em debates. Do alto de sua tribuna na TV, liam textos e textos, sem terem contraponto. Rei e rainha do jornal nacional. 
Acontece que Bolsonaro , que de medroso ou assustado não tem nada, me lembrou do que é lei, tanto na guerra, quanto na escaramuça: revide imediato.
Bolsonaro deu duas estocadas " no mol da barriga" de seus inquisidores. Estocadas certeiras e mortais, que deixaram os dois com pressão zero em um segundo. Usou um estratagema fulminante: levou o  debate para as mazelas da Globo e para questões irrespondíveis, particulares, de seus confrontadores. A questão do nosso dinheiro para a Globo e a diferença de remuneração entre Bonner e Renata. O castelo de cartas ruiu.
Vamos ver como se param as coisas hoje.
Plim, plim.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

SOBRE A ENTREVISTA DE CIRO GOMES ONTEM NA GLOBO

Desde os 16 anos atuo na comunicação. Iniciei na Rádio Santa Cruz e fui tendo programas e entrevistas vida a fora.
Se fui bem ou não, que falem " minhas viúvas" da Pampa.
Bueno. 
Ciro apresentou-se bem calmo, o que não aconteceu com Bonner. Por sinal, afora ter sido marido da gloriosa Fátima Bernardes e ser aquele tipo suspirador de corações femininos, é de uma insegurança que beira às raias da timidez,sem o texto pré escrito. Ou seja, (como sempre diz o  Muricy Ramalho) ,  ou seja, ele é um bom leitor de textos. 
Mas, convenhamos, O Ciro, em quem não pretendo votar, é um candidato a Presidente. Merece, como qualquer candidato, as galas de alguma consideração. Não deixaram o homem falar, envolveram-no em questões formais e gastaram todo o tempo querendo mostrar rigor e imparcialidade.
Claro, Ciro estava vacinado para não virar a mesa, ele que é de pavio curto.
Isso de mediar debates e entrevistar pessoas deve ser por quem é do ramo.
Coloquem um como o Paulo Sérgio Pinto.

AINDA O EFEITO BOLHA - TEXTO DO DR. ROGOWSKI


Achei interessante a “teoria da bolha” de candidatos à presidência da república, eu diria até  ― teoria das bolhas INcomunicantes, porque uma vez aprisionada dentro da bolha a pessoa perde a capacidade de se comunicar com os outros, quiçá perde a capacidade de raciocínio lógico.
Mas não tenho certeza que seja só isso, me parece que há algo mais nesse contexto. Percebo um fanatismo crescente tomando contas das pessoas.
Fanatismo[1] é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política.
Leva  a extremos de intolerância.
Eu sempre acreditei que o fanatismo fosse coisa de pessoas incultas, entretanto, tenho constatado que não. Pessoas com nível de formação superior estão se tornando presas desse mal.
Outro dia estarrecido vi  pessoas de meu ciclo familiar, mãe e filha, ambas com excelente nível cultural e socioeconômico (classe média alta) se agredindo publicamente em rede social, cada uma defendendo o seu  candidato à presidência da república como sendo o único e infalível “salvador da pátria”.
Esse fanatismo está destruindo amizades, relacionamentos, desestabilizando famílias, e vai num crescendo! Fico me perguntando onde isso vai dar?
A Quem Aproveita Esse Divisionismo?
Dividir Para Dominar?

Tenho sido paciente e muito tolerante, mas a coisa está chegando a tal ponto que venho me sentindo enjoado, nauseado. Está cada dia mais difícil conviver e conversar com certas pessoas.
Os confrades deste grupo com formação na área do Direito que, como eu, são formados em Ciências Jurídicas e Sociais[2], sabem muito bem  que na faculdade não estudamos apenas sobre leis, mas também economia, filosofia, sociologia, medicina legal (psiquiatria forense), etc. etc.
Eu busquei complementação estudando teologia, mitologia grega e nórdica, Análise transacional[3] (Eric Berne) psicologia das relações sociais e éticas, etc. etc.
Daí, por acaso, você encontra na rua um amigo com o qual tem um amigo em comum, e ele diz: “sabe o fulano? Está malecho uma barbaridade, sem vida social, sem amigos, sedentário, gordo,  a mulher o abandonou, exagera na bebida, etc.”
Aí você visita no facebook o perfil do sujeito que, diga-se de passagem, sempre foi “meio estranho”, e repara que quase ninguém curte as postagens dele, ninguém comenta nada, aí você pensa ― o que esse cara quer numa rede social? Pois é totalmente invisível ali !!
Então você decide dar uma força para o sujeito, antes, porém, se prepara, jejua e ora, se benze da cabeça aos pés,  e,  movido pelo dever cristão de compaixão, telefona para tentar levantar o seu moral.
E quando você tentar falar com a criatura, ele te corta e começa a te despachar goela abaixo as convicções políticas dele e a te obrigar a votar no seu “salvador da pátria”.
Defeca um monte de asneiras sem um mínimo de embasamento teórico fidedigno. Você tenta chamar a criatura à razão, indaga-lhe de onde ele tirou essas conclusões, que autores ele leu, em qual literatura estriba suas posições, e aí você verifica que o energúmeno nunca leu nada consistente, nem mesmo ouvi falar nos filósofos contemporâneos Jean-François Lyotard e Zygmunt Bauman. Assim não dá para ser feliz!
O sujeito é um ogro demenciado que se acha no direito de te empurrar todos os seus excrementos ideológicos.
Cada um tem o direito de ter suas crenças e ideologias, mas não tem o direito de tentar impor aos outros.
Enfim, estou cansando dessa gente doente que, ao invés de buscar terapia, fica despejando seus disparates nos outros.
A gente tenta ser compassivo, amoroso, mas infelizmente é impossível interagir com pessoas nesse nível de morbidade.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O EFEITO BOLHA E OUTRAS BOLHAS

Inicio dizendo que, com muita honra, sou amigo da Rosane de Oliveira e de sua família.  E hoje ela acertou na mosca com a teoria do efeito bolha. 
Com efeito, na verdade eu só gosto de conversar com pessoas de quem eu gosto. A saúde de que  vou conversar com um trairão ou interesseiro? Perdoem-me, mas vou contar um episódio cômico: certa feita fiz um churrasco de carne suína da mais refinada. Na hora de servir, um conhecido bradou: detesto carne de capincho! ( capivara).
 Já me aconteceu de me brindarem, com muita alegria nos olhos, com CDs de música sertanojo É assim: eles acham que a música boa é essa e pronto.
Então, como referi, a gente só gosta de falar com seus iguais. E, como se diz em Santiago, rs, é aí que me refiro.Forma-se um bolha e  quem está fora dela é nefasto.
Acho que Rosane acertou na mosca.
Por falar em bolha.
Um amigo meu , morador da Capital , sabendo que a mãe de um antigo peão seu, morador de Tranqueras, no Uruguay , andava mal e não tinha como ser internada, franqueou sua casa, com cuidadora e tudo, para ela fazer seus exames na Santa Casa, essa maravilha dirigida  pelos meus amigos Englert, Giacomuzzi e tantos outros.
Pois o  campeiro colocou um agradecimento para seu benfeitor, na " rádia" comunitária de Corrales...
Que era a que ele ouvia. Esqueceu de convidar seu benfeitor para acessar a "  rádia". E o benfeitor emputecido pela falta de agradecimento...

domingo, 26 de agosto de 2018

COMUNICADO DE MARISTELA GENRO GESSINGER


Comunico  que, após muita meditação e orações em busca do caminho certo, tendo em vista situações familiares e profissionais, comuniquei ao Diretório do MDB  de Unistalda que não concorrerei a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2020.

Continuarei como eleitora em Unistalda, onde temos nossa propriedade rural, amando cada vez mais aquela terra e seu maravilhoso povo.

Agradeço do fundo do coração o apoio que tive do povo unistaldense.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

SOBRE A TRAGÉDIA EM SANTA CRUZ - UMA LÁGRIMA POR FRANCINE

Li, com muita satisfação, na Gazeta de segunda-feira, a notícia de que o professor Aldoir da Silva se propôs a dar aulas de defesa pessoal.
Não nasci ontem. Minha estrada foi longa. Cheia de espinhos. Mas as rosas também os têm. Conheci o crime de perto na minha vida. Já sofri um acidente e aí ví que a vida é um sopro e nada mais. É uma dádiva que o Criador nos deu, mas de maneira finita. O normal é se viver um determinado tempo e depois partir.
Mas pai e mãe sepultarem um filho ou uma filha é dor que transcende qualquer outra.
As mulheres de nosso tempo mudaram muito. Sei por causa de minhas filhas e netas.Igual, a maioria das mulheres vive num limbo de segurança pessoal, em todos os sentidos. Assédios, agressões, estupros, violações, feminicídios.
Daí que procurei ser realista. A mulher em geral não sabe se defender de agressões físicas. Desculpem-me se estou errado. Consegui convencer uma de minhas filhas, que é juíza de direito, a fazer cursos de defesa pessoal e frequentar lições de armamento e tiro. Eu mesmo, por ter cursado a Academia de Polícia, me safei de três assaltos. Ainda estava na ativa. Em todas essas tentativas me antecipei e só não entro em detalhes para não exacerbar as mentes do “ coitadismo”.Gente, os tempos mudaram! Há homens loucos, brutais, doentes, tarados, todos perambulando por aí. Alguns até sabem manejar uma arma. Mas técnicas de ataque e defesa pessoal a maioria não tem.
Veja-se o que acontece em alguns países como Israel: meninas e rapazes prontos , treinados para combater ataques terroristas. Nossa guerra civil está aí. A Polícia faz muito mais do que pode, mas a endemia criminosa é avassaladora.
Meu amigo: é muito bonito mandar a filhota para a academia e formar um corpo escultural, nada contra. Mas tua filhinha tem treinamento para evitar problemas cruciais, como ameaça de estupro? Não digo que isso evite o crime. Mas no desespero e gravidade da situação, o treinamento pode fazer a diferença.
Temos que , num momento caótico como esse, pensar em prioridades e encaminhar nossos filhos e netos a cursos de defesa pessoal e armamento e tiro.E isso tem que ser gratuito para quem não pode pagar.  Imediatamente. Falo em cursos licenciados , autorizados pelas autoridades.Um dia vocês vão me dar razão.
Do contrário vai acontecer como ocorreu com essa mártir chamada Francine.Vamos deixar de frequentar parques e jardins? Nunca. Mas estejamos espertos. Parabéns mestre Aldoir!
Choro de pena dessa menina indefesa.Uma lágrima por Francine.
( publicado em Gazeta do Sul)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O VALOR DE UM DIA PLÚMBEO



Respeito aqueles que só miam desesperados por falta de calor e sol.  E praguejam contra frio e chuva. Tem que se respeitar: mas bergamotas e laranjas sem um friozinho, de preferência geada, sai só o bagaço. O trigo sem frio não existe. Vai ter que parar de comer pão, minha boneca bronzeada.
O frio, a neblina, a garoa, me agradam. Me convidam à introspecção, à meditação, ao silêncio, à reflexão.
Maravilha escutar Robert Stolz no meu Spotfy, o ser que exterminou o CD.
Porto Alegre está silente, calma, mulheres com botas; homens com sobretudos.
Salve o mocotó do Gambrinus!
E o calor? Gosto também.
Por isso adoro meu país, o RGS: quatro estações definidas.
Disculpe si no entiende lo que canto
Tal vez hablamos lenguas diferentes
Usted reniega siempre de estos pagos y yo
Y yo quiero y admiro a nuestra gente
Usted reniega siempre de estos pagos y yo
Y yo quiero y admiro a nuestra gente