quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

JULGAMENTO DE LULA: SERÁ QUE SAI ?

Será que sai?
Há uns vinte anos integrei um comitiva de magistrados que compareceu a um Congresso Internacional de Juízes em Tunis, Capital da Tunísia, no Norte da África. Na ocasião fiz amizade com um jovem Juiz Federal com exercício em Curitiba chamado João Pedro Gebran Neto. Inteligente, preparado, de fino trato. Prosseguiu na carreira vindo a ser promovido a Desembargador. É o relator do recurso de Lula no TRF da 4a. Região.
Outro componente do colegiado é o Des.Leandro Paulsen.  É jovem, preparadíssimo, culto, de um conhecimento jurídico invejável.  Não conheço o terceiro integrante pessoalmente.
Pois bem. Está marcada a data de julgamento.
Ouvem-se vozes irresignadas com o ritmo célere que o  Juiz Moro deu ao processo, bem como o andar rápido do recurso e sua entrada em pauta. O ideal seria que todos os processos  tivessem  processamento e desfecho rápidos. A que se deveria essa inclusão em pauta tão célere? Há que se concordar em que hoje os feitos têm um andamento mais célere, principalmente em Segundo Grau.
Ademais penso que há de se considerar que os tempos mudaram dentro do Judiciário. Não estou falando em Ativismo Judicial , nem em “ governo dos juízes”. Ocorre que os juízes querem ser protagonistas da cena política , “lato sensu” falando. Creem que se deva dar ainda mais atenção a decisões que vão passar para a História, marcar o protagonismo judicial e assim ajudar o País a entrar nos trilhos.
Mas será que sai o julgamento?
A maioria dos meus leitores deve ser leiga em assuntos legais. Então vou esmiuçar como as coisas, via de regra, se passam. Normalmente o relator recebe os autos do processo, se inteira de todo o seu conteúdo e elabora um projeto de voto. No caso, pela prática que tenho, estou   convicto que os demais integrantes da Turma têm conhecimento do projeto de voto do Des. Gebran e já bem meditaram sobre o tema. Não creio que algum dos demais peça vista.
Mas nos altos círculos do Brasília há setores que contestam o que chamam de “República de Curitiba”, que não foi obedecido o princípio do juiz natural, que foi cerceada a ampla defesa de Lula, o que daria azo a  alegação de agressão à Constituição.
Estaria a defesa esperando chegar mais perto  a data de julgamento e ingressar no STF com uma postulação ( deixemos em aberto o leque de opções) pedindo, em liminar, a sustação do julgamento?

Aguardemos.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

MANIFESTAÇÃO DA SERVIDORA DO TRF 4: FOGO AMIGO ?

No momento em que você assume um cargo público tem que saber que devem ser respeitados os princípios de hierarquia, galas e liturgias do cargo etc.
Vamos dar um exemplo:  João é servidor da Polícia Federal, cumpre seu horário de expediente mas, depois, enche a cara de cerveja e vocifera , lá na Cidade  Baixa, num bar, contra o atual estado de coisas. Ele está emitindo uma opinião pessoal e não está em missão policial. Todavia tal proceder feriria o ótimo conceito que todos temos dessa instituição.
A  servidora do TRF4 foi absolutamente imprudente e, desnecessariamente causou tumulto na nossa já combalida e desnorteada sociedade. Enquanto os Desembargadores mantém-se discretos e elegantes não dando um pio sobre como vão votar, a servidora procede temerariamente soprando nas brasas quase cinzas do assunto.
O Presidente do TRF, neto do grande Ministro do STF, já falecido, Thompson Flores, optou por não dar maior relevância ao fato de ela postar nas redes sociais matéria que deixa à calva seu ativismo, o que não condiz com o serviço judiciário. Pouco importa que não seja juíza. Ela trabalha num Tribunal e teria que manter a discrição. Tudo o que nos falta agora é que funcionários dos gabinetes judiciais  comecem a  dar opiniões sobre processos nas redes sociais.E diga-se: a quase total maioria mantém-se discreta.
Não sei não se isso não foi fogo amigo.

domingo, 7 de janeiro de 2018

JULIO PRATES LANÇA NOVO SITE


O advogado e jornalista santiaguense Júlio Prates encerrou seu blog e colocou no ar um moderno e repaginado site.

www.julioprates.com

Desejo muito sucesso a esse meu amigo.

sábado, 6 de janeiro de 2018

AIMORÉ, AIMORÉ !!!!


Perdoem minha euforia. Torço pelo Inter, pelo Santa Cruz, pelo Cruzeiro de Santiago e pelo Aimoré de São Leopoldo.
Fui, anos atrás, Presidente do Conselho Deliberativo  e junto com o dr. Garcez, o dr. Amaral e outros abnegados, conseguimos sanear as finanças do Clube que renasceu das cinzas.
E hoje fui às lágrimas vendo pelo Sport TV, em rede mundial, o Aimoré heróico na Copa São Paulo, empatando com o Flamengo. Mostrou a garra e o valor  do povo capilé.

domingo, 31 de dezembro de 2017

TOP SECRET



Vamos combinar, tu que me estás lendo e eu. Fica entre nós. Só entre nós. Senão estraga tudo.
De novo cumpri meu ritual secreto e sagrado.
Deixa eu te contar.
Adoro Xangri La. Mas não em janeiro e fevereiro. Razões óbvias: tenho problemas mentais, tais como aversão ao barulho, aos foguetes, à junção de multidões, ao som alto.
Então, sorrateiramente, sexta-feira passada, ainda antes da aurora, fechei minha casa da praia, acionei o alarme, embarquei na caminhonete, liguei o rádio da AM 1080 UFRGS e aí começou meu idílio. A free-way no sentido praia - P. Alegre, absolutamente vazia. Na direção oposta,  carros, carros, carros, tudo parado, entupido. Meu lado cruel, maleva, já quis se regozijar com a cena, mas reprimi esses maus instintos. Isso é pecado, é feio.
No subsolo do meu edifício nenhum carro. 
Hoje pela manhã acordei assustado com o silêncio. Nenhum rojão a noite inteira. Teria eu morrido dormindo? O sino da Catedral me disse que não, com seu bucólico badalar.
Olhei pelas janelas e P. Alegre estava quieta e absolutamente vazia.
Caminhei até o Parque Marinha e só um que outro ciclista.
Em seguida encomendarei um Yaksoba de camarão  , acompanhado de um vinho chileno e verei, pela Netflix, o filme "Er ist wieder da", em português " Ele está de volta", uma sátira apimentada contra Hitler.

NUNCA UM AMIGO DEVEMOS PERDER

A mis amigos dedico esta zamba,
en ella siempre me recordarán,
unos con pena dentro del alma,
otros soñando con mi guitarrear;

En ellos supe encontrar un consejo,
en ellos supe encontrar un querer,
por eso a todos aquí les digo,
nunca un amigo debemos perder;
( Figueroa Reyes)



Ultimamente me ocorreram uns ataques de saudade de antigos amigos que não vejo pessoalmente há mais tempo. Amanheço, pego minha caminhonete e me meto na estrada para almoçar com o amigo e voltar. Bate e volta, como se diz. Gosto muito de alguns , com quem adoro passar o dia conversando, sim, o dia inteiro. Tenho  um amigo de infância, que mora enfurnado num sítio, no meio do mato. Imaginem, o cara não tem celular. Como ele quase nunca sai da toca, visito-o sem prévio aviso. Uma vez, porém, bati com o nariz na cerca pois ele viajara. Nessas visitas ele quase não fala e ficamos escutando música erudita, o único gênero que ele aprecia. Uma ou duas vezes por ano ele aparece na minha casa, faz suas romarias pelos sebos, armazena um monte de livros e se manda de volta ao seu refúgio.
Já notei, porém, que essa nova classe de amigos, os virtuais é excelente , desde que permanecendo na virtualidade. Um dia inventei de  combinar um almoço com um colega com quem me correspondia por mails e watts. Em poucos minutos a conversa “mermou”.

Penso que o primordial é que NUNCA SE DEVE PERDER UM AMIGO.
Se alguém te sacaneou, então ele não era teu amigo. Nesses raros casos penso ser melhor  não falar mal . Deixa rolar, pode ser que mais na frente ocorra uma reconciliação ou se descubra que " a coisa não foi bem assim".
Numa dessas charlas intermináveis de galpão, um amigo de Santiago me explicou que o amigo para pescarias talvez não seja o conselheiro ideal para teu investimento de um milhão de piastras em Miami. Até faz sentido. Mas ele tem outra tirada muito ferina:
“ desconfia daquele amigo cuja esposa não gosta de ti”.Tese instigante, mas com a qual não me comprometi.
De um músico nativista aprendi que é bom ser compreensivo com aquele que se afasta.   Quando ele cansar e se voltar, nada  de cobranças!Siga o papo de onde terminou.

A amizade, contudo,  não é salvo conduto para falta de educação.
Se teu amigo engordou ou pintou os cabelos, é melhor não tocar no assunto. Se ele aparecer com uma gatíssima a tiracolo, fica frio , pode não ser a filha...


sábado, 30 de dezembro de 2017

MÃOS E MUNDO

MÃOS E MUNDO
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
“A causa fundamental dos problemas no mundo é que os estúpidos são cheios de certezas enquanto os inteligentes estão cheios de dúvidas”.
Carl Gustava Jung (1875-1961)
Aquelas mãos tão inquietas antes
Inertes agora
cruzadas
(o cheiro de flor e vela)
Para onde iremos?
A pergunta é inútil: nunca saberemos.
Festas, carnavais, delírios, drogas
(E violência, autofagia, crueldade, medo)
Depois, todos irão embora,
Ele ficará lá debaixo so sete palmos
E muitos pensarão: “Credo, final de ano e ele gosta de escrever coisas tristes, pessimistas”
O bom da idade é que não mais nos importamos com os juízos alheios e com a ignorância deslumbrada.
Somos poucos? Somos.
Tantos cantores sertanejos, tanto funk – para que se preocupar, afora a Annita....”
E as mãos estarão para sempre quietas –sempre

(Salvador, 30 de dezembro de 2017)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O REALISMO ATROZ DE PREVIDI TEM QUE SER LEVADO A SÉRIO



QUE 2018

SEJA A SUA CARA




Não precisa desenhar, né?
Mas, tá bom, vai lá!

Assim:



Ou assim:



Este segundo está mais no espírito da coisa.

...

Não me venham com aquela conversinha mole de que você "só quer o bem das pessoas", a "paz mundial", o "amor entre os homens".
Isso é conversa pra otário dormir.
Tipo mela cueca.
Não convence mais ninguém com este papo de Cantinflas.
Tive uma parente emprestada que dizia: "Eu ajudo a todos, sou uma pessoa muito boa". Era uma baita filhadaputa.

...

Está convencido de que não é nenhum anjinho, né?
Que torceu para que alguém se quebrasse no meio do caminho, que não suporta o seu concorrente, que disse bem assim "quero que esse sujeito se foda!!".
Sem cinismos, por favor.
Já estamos bem grandinhos para falarmos apenas a verdade.

...

Claro que comigo aconteceu rigorosamente isso.
Pelo que lembro agora, torço para que três canalhas se explodam - no sentido figurado. Não passa desse ano, porque como diz a música "tudo o que você faz / um dia volta pra você".

...

Mas ao menos eu compenso de outro jeito. Como pude, ajudei muita gente a alcançar objetivos. Elogiei muito mais do que critiquei. Dei força até para alguns que não mereciam. E até me omiti para não criticar coitados.

...

Acreditem, já fiz o meu balanço de 2017.
Paguei todos os meus pecadinhos e pecados através das três internações no Hospital Santa Clara. Não pelo HSC, maravilhoso, mas e o medo de não sair de lá?
Não tenho estrutura para mais uma "etapa" por lá.

...

Em 2018?
Já estou na frente do espelho, como a segunda ilustração aí acima.
TEM QUE BOTAR O DEDO NA CARA E ENCARAR ALGUMA MUDANÇA.
É isso que espero dos meus amigos leitores.
Uma mudança, na tentativa de ser melhor.

...

Eu vou tentar.
Mas nada de mirabolante.
Feijão com arroz.


E, por favor, nada de "amor, paz, felicidade, alegria, prosperidade" e outras baboseiras!!
TUDO FALSO!!!!

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

MAIL DE ROSANE DE OLIVEIRA SOBRE MINHA POST " O CHOCOLATÃO'

O que adoro em Rosane é sua calma e elegância!
...............................
Meus caros,

Como dediquei o Natal à família, acompanhei de forma um tanto enviesada o debate sobre o marrom bombom do nosso Litoral. Não quero aqui entrar em debate, porque nem mesmo é assunto da minha área de atuação, mas aproveito para fazer alguns esclarecimentos acerca da cobertura de Zero Hora, com a autoridade de quem trabalha no Grupo RBS desde 1992. 
Em primeríssimo lugar, temos um esforço enorme de valorização do litoral. Todos os anos, mantemos sempre duas equipes de 26 de dezembro até o final da temporada, acompanhando o dia a dia da população que migra para as nossas praias. 
Como todos sabemos, não é novidade para ninguém que a cor do nosso mar, em geral, não se compara ao Caribe nem a Santa Catarina. Nos últimos verões, chamou atenção o fato de por vários dias, a água ter ficado limpa. Fizemos matéria como esta:


E esta:


No ano passado, tivemos iniciativas diferenciadas, como o giro de bike que começou lá no Litoral Sul e foi até Torres, mostrando muitas coisas legais do Litoral.

Todo ano, na abertura da temporada, fazemos uma repassada geral em todas as prais pra ver o que está bem e o que está com problema. Colo aqui, a título de exemplo, a versão de 2016:


E esta é a de 2017, que saiu no último fim de semana:


A matéria sobre a cor do mar no fim de semana foi uma constatação (não brigamos com imagens e constatações, publicamos) de que no feriadão de Natal, teve frio e chocolatão.  A matéria deixou claro, no site e no papel, que chocolatão não significa água suja e sim uma mistura de implicações naturais (pela proximidade com rios e lagos) e também com impacto de períodos de chuva. 

No digital, é um trabalho bem cuidadoso:


Enfim, não temos predisposição de menosprezar o litoral gaúcho, embora também não devam contar conosco pra esconder os problemas do Litoral, sejam ambientais, de segurança, urbanos, de ocupação do espaço natural, de convivência e tantos outros que infelizmente existem. Eu, particularmente, escrevi em janeiro de 2017 uma crônica de domingo que vou colar aqui em vez de dar o link porque minha produção é exclusiva para assinantes e não sei se todos neste grupo o são. Desde já, peço desculpas pelo "textão", mas achei que vocês mereciam mais do que meia dúzia de linhas. Desejo um excelente 2018 a todos e faço votos de que no próximo fim de semana o tempo colabore. Estarei no plantão, torcendo pelos que estarão na praia, no campo ou na serra. 
Grande abraço
Rosane

"CRÔNICA DE DOMINGO
Pelo sagrado direito ao silêncio
Ninguém deveria ser obrigado a ouvir músicas que não escolheu quando vai à praia
22/01/2017 - 11h32min
Atualizada em 22/01/2017 - 11h32min
Ainda não fui à praia neste verão. Leio que o mar nunca esteve tão azul. Vejo as fotos que os amigos postam nas redes sociais com legendas do tipo "estou no Caribe" e fico tentada a dar uma esticadinha até o Litoral, caminhar na areia, tomar um banho de mar. Mas os relatos de outros amigos me fazem desistir. Dizem que a praia ficou insuportável depois que ao inferno das caixas de som em carros estacionadas na rua somou-se a praga das caixinhas superpotentes que reproduzem por bluetooth as playlists do celular sob o guarda-sol a seu lado.

Sou do tipo que considera sagrado o direito ao silêncio e à escolha da música ou do ruído que cada um quer ouvir. Por que sermos obrigados a ouvir o funk do vizinho de barraca, o rock pauleira ou a dupla sertaneja que se rasga para interpretar uma canção de versos infames? Que cada um escute o que gosta – e gosto não se discute – mas sem desrespeitar os ouvidos alheios.

Leio também que agora a moda é fazer churrasco na praia. Então quer dizer que o cheiro de mar também acabou? Por cheiro de mar entenda-se aquela mistura de conchas com perfume de bronzeador. Churrasco? Mesmo que eu não coma, acho que o cheiro até é bom, mas na churrascaria ou em em casa. Na areia? Misturado com Rayto de Sol? Sei não, mas parece bem estranho.

Conheci o mar aos 17 anos, na viagem de formatura do Ensino Médio. Foi encantamento à primeira vista. O som das ondas quebrando o silêncio ficou impressa na memória como registro daquela experiência mágica. De imensidão eu só conhecia a dos campos verdes. A imensidão azul me arrebatou, mesmo que na parte rasa o tom lembrasse o do velho Jacuí.


Como preciso escolher onde aplicar a folga do fim de semana, opto por esta casinha de campo, onde eu posso curtir meus amigos, meus discos, meus livros, e ficar no tamanho da paz, como na canção da imortal Elis Regina. Aqui o silêncio é quebrado por um canto de quero-quero ou de uma cigarra, o latido de um cão ou o zumbido das abelhas. Eu quero lembrar o silêncio da infância no campo e o direito de pensar sem trilha sonora. Será pedir demais?" 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

' CHOCOLATÃO' -A IDIOTICE DOS COMUNICADORES PUERIS





Site de uma grande empresa dá como chamada principal o " chocolatão!" que teria ocorrido hoje no Litoral Norte.
É compreensível que o novato em jornalismo, recém saído da puberdade, dentro do seu restrito universo, vislumbre no Litoral apenas o  desejo de ver  mar azul que viu pela internet, nas Seyschelles.
É da vida. Ainda mais se não teve oportunidade sequer de viajar para além do Mampituba. Coisas da vida.
O impúbere dá absoluta importância ao mar que, vez por outra , se revolta, mas que sua cor se deve a ser mar aberto. Não é sujeira, nem poluição. Claro que ele não sabe, por seu mundo se restringir a algumas quadras de sua cidade, que o " chocolatão" é uma exceção, como a poluição de praias de além Mampituba ser uma constante,
Esquece o neófito a brisa fresca. O silêncio, a tranquilidade, o som do bramir do mar na alta madrugada, os bons restaurantes, as confeitarias, as crianças andando livres e soltas, muitas de bicicletas. Casais passeando de mãozinhas. 
Mas o babaca não viu nada disso. Ele é dos que só imagina o pior.
O espírito de caranguejo. 
Pena. Um dia vai conhecer o prazer de ver o lado bom das coisas.

sábado, 23 de dezembro de 2017

FALECEU SPEROTTO - PRESIDENTE DA FARSUL


O Sindicato Rural de Santiago sempre foi um crítico da administração do sr. Sperotto. Por vontade dos colegas produtores rurais fui convidado, anos atrás, para ser  Presidente do Sindicato Rural de Santiago. Aceitei, fiz muita força,não gastei para meus deslocamentos ou despeas um pila do Sindicato, mas  na época, não concordei com o fechamento e bloqueio de estradas, tática terrorista e ilegal. Sentindo o perigo do " fogo amigo" renunciei antes de terminar meu mandato.
Voltemos ao tempo. No dia da posse, Sperotto veio me prestigiar. Nunca me perseguiu por não ter votado nele. Ficou uns tempos de orelhas torcidas, mas se amansou. Depois, ficamos bons amigos.
Se foi o longevo Presidente da Farsul.
Entra em seu lugar Gedeão Pereira, homem bem sucedido, correto, que soube esperar sua vez.
Gosto muito de Gedeão e tenho absoluta certeza de que vai nos representar com muita competência.
Quanto a Sperotto, lutou o bom combate. Sua vida era a Farsul.
( na foto , Sperotto com Maristela Genro Gessinger, então Presidente da ABCIF)

AINDA O NATAL

PROSA DE NATAL
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
Naqueles natais não havia peru defumado, o irmão matava o bicho e tomava um gole de cana, papai pegava “barba-de-velho” para fazer o presépio, missa do galo, bonecas de pano, jogo de botão, bolinhas de gude. Não, não é um poema sentimental. Talvez nem seja uma prosa poética. Apenas uma "Prosa de de Natal". Não, não me chamo Raimundo (parodiando Drummond)., não gosto do gerúndio – e tudo já foi escrito sobre o natal. Incorporo Clarice Lispector como uma entidade mediúnica: A linguagem é o meu esforço humano. Por destino tenho que ir buscar. Por destino volto com as mãos vazias. Shoppings cheios – como as novas catedrais do consumo, pacotes, gente estressada, um inferno com ar condicionado. Todos serão gentis, e depois esquecerão a ternura até o próximo natal, e a indústria precisa se renovar – o dinheiro, sempre ele. As mães, como os garotos, querem celulares de última geração e eletroeletrônicos da moda. Não é só a política que ficou irrelevante: a própria existência humana. O que aspirava? Plenitude – não perfeição. Mudou o natal?
Rezávamos em frente ao presépio, e juntos íamos à missa do galo. Mudei eu? (Todos perguntam.) Mudamos todos. Sim, fomos ficando velhos, outros morreram no meio do caminho.
Morreram pais, morreram mães, morreram irmãs, morreram amigos. Alguma entidade maior me fez depositário da memória da tribo. O passado escorre úmido – contamina o presente, Tento congelar o tempo – cristalizá-lo, para que ele fiquer sempre comigo, converter esse precioso instante em sempre, além de mim, além da vida, –até o pó que serei. Lembro-me de um piano numa tarde calma, de um subúrbio, de pão quentinho, de cadeira de balanço, de fogão de lenha, de tainha frita, de uma estação de trem, de um pé de amora, e também do mar – sempre ele. O que é o tempo? “O que é o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; Se quiser explicá-lo, já não sei”, socorre-me Santo Agostinho (354-430). Chamo Freud (1856-1939): O delírio é uma tentativa de cura do sujeito frente à catástrofe subjetiva, uma nova maneira de se vincular à realidade perdida. O que tem isso a ver com o natal? Tudo. E nada. O rio não é o mesmo – o menino talvez esteja naquela pele enrugada, mas isso é apenas um álibi compensatório, que a coisificação do mundo já não contempla. Fomos ficando para trás?
Mas também saberei rir nessa outra ceia, tantos anos depois, pois é preciso saber rir e não se dar muita importância. Brindaremos à vida – sim, à vida. O rio?

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

NATAL NA CASA DE MEUS AVÓS








Meus avós paternos, Rudolf Gessinger e Rosália Klafke Gessinger tinham casa de comércio em Boa Vista. distrito de Santa Cruz do Sul.  Faleceram ambos num desastre de automóvel quando se dirigiam à Missa de Ramos em Santa Cruz no ano de 1953, quando eu tinha 8 anos.Estão sepultados, lado a lado, na entrada do Cemitério Católico da cidade de Santa Cruz.

A casa do meu avô desperta-me muita saudade. Ali se vendiam víveres para os colonos, além de ferramentas, tecidos, remédios. O salão de bailes servia, normalmente, para depósito de fardos de fumo.  Na parte social da casa o que mais me fascinava era a abundância de instrumentos musicais, a começar por um piano importado, tocado pela minha tia Brunhilde. A tia Hildegard estudara  acordeon. Também havia  violinos e violões.

Quando passava  férias lá, dormia no quarto do meu tio Guido, dez anos mais velho que eu e espiava as cartas que ele mandava para sua namorada em P. Alegre, hoje sua esposa.

O Natal era comemorado dia 25 mesmo e não tinha nada dessas festas pantagruélicas que hoje se fazem dia 24.  Minhas irmãs, meus pais e eu íamos à missa bem cedo em S. Cruz e, após, embarcávamos na caminhonete Dodge 1951, rumando  a Boa Vista. A  mãe e minhas irmãs desciam na casa da avó  materna, Bertha Etges, viúva. E eu seguia com meu pai.

Não estou dizendo que o que agora vou narrar pode se aplicar aos dias de hoje. Só estou descrevendo.

Meu pai, tios e tias tinham um respeito sacrossanto pelos meus avós. Só se sentavam à mesa depois que os genitores  o fizessem. A ajudante de minha avó, sra. Anna Stuelp, servia o almoço. Rezava-se, então, em alemão, o Pai Nosso, a Ave Maria e o Glória ao Pai. Feito isso, meu avô era servido e ele escolhia  suas postas prediletas  de galinha.  Falava-se pouco durante a refeição.

Findo o almoço meus avós iam sestear sendo proibido um pio pela casa.

Liberado o horário de silêncio eu ia brincar com os Wuttke que moravam defronte.

À tardinha meu avô chamava as tias para executarem algumas peças musicais para as visitas.

Muitas dessas práticas procurei incutir nos meus filhos. Quase todos se exercitam em instrumentos musicais.
Para mim, a maior herança que se pode deixar é a perpetuação de bons usos e costumes aos descendentes
( Na foto meus avós, pai, tios e tias) 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

COMO ORAR - TRAD. DO JURISTA ROGOWSKI


Como orar?

De autoria do pastor americano Scott Admer, o livro "Como Orar Com Poder" já ajudou milhares de pessoas pelo mundo a terem suas vidas transformadas pelo poder da oração e se tornou um best seller gospel book nos EUA, Canadá, Austrália e outros.

O livro foi traduzido para o português pelo Dr. J. F. Rogowski conhecido jurista no Brasil e Portugal, pesquisador e escritor de dezenas de trabalhos jurídicos e teológicos, e também hermeneuta bíblico, formado pela Word of Life  Bible School com sede na cidade de Uppsala, Suécia.

"Como Orar Com Poder" foi publicado em português no formato digital pela Aurium Editora, numa linguagem simples, de fácil compreensão, acessível a todos, sem abdicar da vivificação do Espírito Santo.

É precisamente na singeleza de suas palavras que se percebe a pureza da presença do Poder de Deus, sente-se a unção verter em cada parágrafo, em cada página.

Numa época de tantos desafios para a nação brasileira, tantas lutas, esse livro abençoado chega em boa hora ao Brasil.


O lançamento foi neste mês de Dezembro e está a venda na Livraria Hotmart. Para saber mais acesse o portal voz profetica - link: vozprofetica.net    

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

SÁBIA MENSAGEM DE UM JOVEM MINISTRO DO STJ

Acabo de receber essa mensagem do amigo Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, jovem Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que reflete muito bem o que devemos fazer se quisermos um mundo melhor.