quinta-feira, 16 de agosto de 2018

AOS MEUS QUERIDOS E FIÉIS LEITORES

Tenho olhado os acessos. Diminuiram muito pouco, considerando que minhas postagens estão cada vez mais espaçadas. Só tenho que agradecer.
Acontece que ando muito entusiasmado com minha coluna no Jornal Gazeta do Sul, um diário da minha cidade natal, Santa Cruz. É um jornal moderníssimo, ágil e muito lido em toda a região. Seu Presidente é meu amigo de infância. O Grupo Gazeta tem ainda várias emissoras.E minha coluna teve surpreendente aceitação.
De outro lado tenho aproveitado para viajar, tanto ao Exterior, como a locais brasileiros. 
Também acho importante procurar manter minha forma física, jogando meu tênis, onde quer que eu esteja.
O escritório vai bem, agora que também Rudolf vai assumir um importante papel a partir de janeiro.
Sim, tenho saudade de Unistalda e Santiago. Há poucos dias estive lá, mas não pude me tardar. Tudo lindo e certo nos meus negócios. 
Todavia estou numa fase de muita leitura e muito estudo de música, principalmente para melhorar minha técnica ao violino.
Tenho convites para compor em parcerias maravilhosas, como a do Mireski, talentoso demais. Mas tenho que deixar fluir a vida e as emoções com calma e jeito.
Estou me mantendo discreto quanto à política. Para participações em rádio e TV estou sem tesão.
Eu disse: para rádio e TV... 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

ATENÇÃO ELEITORES DE UNISTALDA, SANTIAGO E REGIÃO

Se você , no dia da eleição, estiver fora de seu domicílio eleitoral, poderá tranquilamente se inscrever para o voto em trânsito até  o dia 23 de agosto. Note bem.Basta ir a qualquer cartório eleitoral, qualquer um, não precisa ser do seu título. Leve um documento oficial com foto e diga onde quer votar. Só poderá votar  em municípios com mais de 100 mil eleitores, mas seu pedido pode ser feito até o dia 23 de agosto em qualquer cartório eleitoral. Não demora um  minuto. Mas vai ter que escolher uma cidade com mais de 100 mil eleitores para votar. Exemplos: Caxias,  Santa Maria, Canoas, Porto Alegre . Repito: se você for eleitor em Unistalda, pode votar em Caxias que é perto de Bento Gonçalves, normalmente.

terça-feira, 31 de julho de 2018

OS VILIPENDIADOS PRODUTORES RURAIS


TITO GUARNIERE

 

PRODUTORES RURAIS

 

Sou do interior mas nunca tive de pegar no pesado de lavrar a terra, plantar, colher. Então, por proximidade, pela identidade de tios e primos agricultores, conhecendo a lida (um pouco à distância) e partilhando as suas aflições, sempre vi o homem do campo com admiração e respeito.

 

Com o tempo fui descobrindo que o criador, o agricultor, os brasileiros que garantem a produção dos alimentos, entretanto, não eram merecedores da mesma consideração, da parte de amplos setores da sociedade. Ao contrário.

 

Para muita gente boa, agricultores, produtores rurais são conservadores, privilegiados e exploradores. É a teoria dominante na academia, na mídia, nas esquerdas. Para estas, conta somente a chamada "agricultura familiar", e a produção dos assentamentos da reforma agrária, que certamente têm relevância, mas que, se dependêssemos delas, o Brasil estaria no mapa da fome. A agricultura familiar, os assentamentos são basicamente de subsistência. De um ponto de vista macro, em um país da extensão e da população do Brasil, os excedentes que eles produzem são insignificantes.

 

Conservadores? Muita gente não gosta deles, mas conservador é ofensa só em certas áreas impregnadas de ideologismo. O conservadorismo é uma forma legítima de ver o mundo e não um defeito. É provável que os produtores rurais, em maioria, sejam conservadores, porque eles têm de viver às suas próprias expensas, unicamente à custa do seu trabalho. E com muito trabalho, de ano a ano, dependem de outros fatores que eles não dominam: o tempo, o clima, o transporte da produção, os preços no mercado, as taxas de juros, as conjunturas nacionais e mundiais. Como falar de privilégios com todos esses fatores a intervir na produção, nos seus ganhos e rendimentos, na sua situação de vida?

 

Exploradores? Costuma-se ligar a eles, os produtores rurais e ao campo, o trabalho escravo, a situação análoga à escravidão. Existem, sim, casos da espécie. Mas as estatísticas comprovam que são residuais, constituem exceções em um universo de milhões de trabalhadores.

 

E atenção: um produtor rural que contratar um trabalhador, além das obrigações trabalhistas comuns, está sujeito a 252 exigências legais específicas, na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. Quem vocês acham que é vítima, numa situação em que uma das partes tem 252 obrigações a cumprir ?

 

É provável que existam produtores rurais caloteiros, predadores ambientais, maus patrões. Tanto quanto em todas as demais categorias. É puro preconceito acusá-los todos, generalizar tal juízo de valor. Não há categorias de trabalhadores ou de produtores moralmente superiores às outras.

 

Os jornalistas da grande imprensa, quando falam dos produtores rurais, só falta dizer que eles vivem dos favores concedidos à "bancada rural". Mas nenhum desses jornalistas faz mais pelo Brasil do que eles, os produtores rurais. Cada vez que nos servimos de um bom prato de arroz e feijão, que tanto apreciamos, deveríamos lembrar deles com gratidão. Poucos, como o homem do campo, trabalham tanto, vivem tantas aflições e precisam vencer tantas dificuldades para viver com dignidade.

 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

COMENTÁRIOS SOBRE A POST ABAIXO


GUILHERME S. VILLELA
 
À propósito Ruy, Fernando Sabino conta que, certa ocasião, ele e alguns amigos brasileiros ocupavam uma mesa num tradicional pub de Londres. Muita cerveja.

Em voz alta, quase aos gritos, eles contavam anedotas. Riam-se.

O pub estava quase vazio, exceto numa mesa próxima, ocupada por veteranos ingleses. Silenciosos.

Então um velhinho, ocupante dessa mesa, levantou-se e disse algo assim: - Estamos curiosos. Por que tanto entusiasmo? Por que tanto riso? Gostaríamos de saber.

Um dos alegres turistas respondeu:  estamos contando piadas brasileiras.

O velhinho gentilmente agradeceu a informação e, chegando a sua mesa, irônico, disse aos seus companheiros:

- It is just brazilian joke!

O silêncio tomou conta do pub.

 

Abraços, Villela
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DES. ELISEU TORRES


Amigos. Dias atrás,fui almoçar c0m minha mulher e a mãe dela. Restaurante tido como sofisticado.  Duas mesas perto da minha, havia uma trinca de moças, trintonas, conversando. Uma delas parecia louca. Dava risadas que nem nos galpões da Unistalda os peões ousariam dar. Os menos indulgentes diriam que eram gaitadas. Sem parar, num volume que não permitia c0nversa. Nã0 c0nsigo conviver c0m isso e, muito men0s, atinar c0m a deseducaçao de um ser humano que se acha livre para atormentar a vida alheia. Não que eu seja um velh0 rabugento. Apenas acho que as péssoas deveriam se respeitar mais e entender que os outros não estão obrigados a suportar os acessos de histeria deles. A noticia de que, em Jatiuca há restaurante e frequentadores que respeitam os semelhantes, já me deu vontade de estar lá. Eliseu
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JORGE LOEFFLER
Fico feliz com essa post por que demonstra que ainda háalguns nichos de civilização nesse Brasil. Em Osório, onde de vez em quando vamos almoçar, há nos dois extremos do salão televisores e nos postamos de costas aos mesmos para ver as fisionomias do idiotas que entre uma garfada e outra pregam os olhos na TV.
Esse restaurante à beira da rodovia tem acumulados muitos objetos a eles doados como maquinas de datilografar, câmeras fotográficas e de filmar. Uma infinidade de objetos que penso ali estejam para serem apreciados com os olhos, mas há muitos estúpidos que insatisfeitos vão até as prateleiras e pegam os mesmos em suas mãos.
Nesse momento não os vejo como humanos e sim como cangurus. Ainda vou me incomodar por que haverá algum momento em que minha paciência vai se esgotar e vou mandar um desses cretinos tirar as patas do objeto.
 
 
 
 

VOU REVER MEU UFANISMO REGIONAL

Todos que me leem sabem da minha aversão a restaurantes com TV ligada ou música em alto volume. E não sei por que é comum o restaurante ,já estando com meia lotação, se transformar num estádio , com pessoas falando alto ou gargalhando. Pois em Maceió, na praia de Jatiúca, inventei de ir a um restaurante pertinho do resort. Estava quase lotado.
Surpresa: nada de TV, som alto, gritarias. Os presentes falando baixinho e um piano de cauda ,com  um músico bem talentoso, tocando músicas suaves. Sim, piano de cauda numa cidade do Nordeste e o pessoal ouvindo e aplaudindo no final de cada música. Não no meio. Detalhe: os frequentadores eram brasileiros. Mais um: não ouvi ninguém gritando ao celular.





sábado, 28 de julho de 2018

UMA VOLTEADA POR MACEIÓ

 O aeroporto de Maceió é super longe das praias.Situa-se numa região muito humilde.
As praias perto do centro, nem pensar. São até bonitas , mas poluídas .Diferente é a praia de Jatiúca, na parte que confronta com o Resort Jatiuca. Ali são outros quinhentos. Praia limpa, ajardinada, calçadões, policiamento, mar limpo e azul.
De agora em diante decidi dar sempre uma fugida do inverno indo para o Nordeste. Mas só em resorts de frente para o mar. O que acontece: se te hospedas num hotel, vais ter que lidar com barulheira, som alto, buzinas, vendedores etc. No resort tu entras, tens o conforto de guarda-sóis que o hotel fornece, serviços de bar na própria praia, toalhas,  etc. Dentro dele tem piscinas, lagos, quadras esportivas, restaurantes. Não precisas sair. Fica só lá dentro. E há regras rígidas. Exemplos:não podes ligar teu som de jeito nenhum; só entra quem tem a pulseira com chip, a qual serve para abrir a porta do teu apartamento e com a qual tu comes e bebes lá dentro mesmo.
Não é barato, mas o que é bom vale a pena...
Esqueci de dizer: os funcionários são gentilíssimos e a comida é supimpa.












terça-feira, 17 de julho de 2018

USA X BRASIL - DIFERENÇAS - POR TITO GUARNIERE


TITO GUARNIERE

AMÉRICA

Mais ou menos a cada dois anos viajo aos Estados Unidos. Anotei algumas diferenças entre cá e lá.

Na América, idosos não gozam de privilégios e vantagens, comuns por aqui. Por exemplo, eles não dispõem de vagas especiais nos estacionamentos e não gozam de preferência em filas de banco, supermercado, ou embarque aéreo. Então os idosos são melhor tratados no Brasil? Em termos.

Lá, o conceito de preferência não está na idade, mas na dificuldade de locomoção, por doença ou invalidez. Os EUA tratam de forma igual um idoso de 80 anos, se ele estiver saudável, se pode se deslocar sem auxílio, se pode ir no supermercado ou viajar de avião. É assim que os americanos enxergam os seus velhos. E é assim que eles próprios se enxergam: por que eu, idoso, devo merecer favor, se estou íntegro e saudável?

Os velhos também não se beneficiam de passagem grátis no transporte público – ônibus, metrô. O raciocínio, no caso, é simples: se o serviço é gratuito para alguém, outro vai pagar no lugar dele. Os americanos detestam essa “transferência”.

Na América, em muitos estados, os carros só têm placas traseiras. As placas têm o mesmo tamanho, mas o desenho, os códigos, a combinação de números e letras é da vontade e concepção de cada estado, e a rigor, do dono do carro. A placa é ligada ao dono, não ao carro. O dono pode vender o carro e ficar com a placa. Em estados como a Flórida, há uma placa comum, com a laranja de símbolo, mas com $ 50 dólares você pode “desenhar” a sua entre dezenas de modelos. Os $ 50 dólares adicionais da placa são destinados a iniciativas meritórias, como campanhas de saúde e programas ambientais.

Nas cidades americanas, não há hipótese de você ver aquela penca de motoqueiros costurando, fazendo evoluções perigosas no meio dos carros. Nos EUA de 320 milhões de habitantes, existem nove milhões de motos. No Brasil de 200 milhões de pessoas, são 22 milhões de motos. Em muitos estados o uso do capacete não é obrigatório. É arriscado? Certamente. Mas cada um que cuide de si e corra seus próprios riscos. Nada parecido com o Brasil, onde o Estado “protege” o cidadão dos perigos reais e supostos, a partir do conceito de que ele – o cidadão – é meio tanso e não sabe cuidar de si.

Todos os postos de gasolina são “self-service”. Não há frentistas. É uma operação simples em que o condutor abastece o carro e opera o seu próprio cartão de crédito junto à bomba. Entrei num posto de gasolina com oito ilhas de bombas, com seis bombas em cada uma. Atrás, um único funcionário dava conta de atender o caixa e a loja de conveniência, em horário de expediente. Certamente essa é uma das razões pela qual o litro de gasolina custa R$ 2,50 reais na América, enquanto aqui custa em torno de R$ 4,90 reais.

Os ônibus urbanos não têm cobradores há mais de 25 anos. O motorista sozinho faz o troco no caso de pagamento em dinheiro, dirige o ônibus, orienta os passageiros e instala ele mesmo o andaime que facilita o embarque ou desembarque de pessoas portadoras de deficiência.

Essas práticas ainda não chegaram por aqui. Mas deve ser porque nós somos mais inteligentes do que os americanos.

sábado, 14 de julho de 2018

SOBRE ÉTICA.INCLUSIVE NOS ESPORTES

Na infância eu ouvi a seguinte historinha: numa aldeia isolada havia um menino muito travesso. Volta e meia ele ia para perto do mato e começava a gritar por socorro pois um lobo o estava rondando.Os aldeões acorriam com foices , armas de fogo  e o guri dando risada. E assim o menino ia fazendo suas traquinagens. Até que um dia um lobo o perseguiu, o guri gritou, ninguém acreditou e o piá foi para o céu mais cedo.
Antes que as patrulhas me censurem gostaria de dizer que nas literaturas de muitos povos há esses contos trágicos.
Na Copa da Rússia deu para se ver de que material ético são moldados alguns jogadores. Alguns dando exemplos de cortesia, fairplay, educação.Outros, infelizmente, forjando situações, exagerando visivelmente nas supostas dores. Os árbitros, então,  como é lógico, mesmo quando a falta era grave contra um desses “malandrinhos”, deixavam a jogada correr. A indagação de  muitos era esta: de que lar vem um elemento desse?
Aí comparo o tênis com o futebol.Já vi muitos casos em que aquele que não consegue mais jogar futebol migra para o tênis. Alguns, muito raros, trazem junto a “ cultura da esperteza”, dando como fora a bola boa na sua quadra e o pior: querendo marcar, na quadra do oponente , como boa uma bola fora.
Certa feita eu combinara um jogo numa das quadras do Tênis Club de Santiago. Enquanto meu parceiro não vinha, sentei-me na arquibancada observando um jogo que se desenrolava. Chegou o filho adolescente de um amigo meu que se sentou do meu lado, esperando pelo professor que daria aula na outra quadra. Lá pelas tantas um dos tenistas que estavam jogando deu como fora uma bola na sua quadra, quando visivelmente fora boa. O guri comentou que o adversário não reclamara e seguiu o jogo. Falei ao adolescente que é da ética do tênis a gente, na dúvida, dar como boa uma bola duvidosa.Na dúvida, decidir contra si. E deixar o oponente marcar na sua.” Ah! Pára  tio! Na dúvida eu daria “fora a bola na minha quadra.”  Perguntei ao piá se ele tinha internet em casa. Ante a resposta positiva pedi-lhe que acessasse o Google e digitasse “ Código de ética no Tênis”.

Pois o guri fez isso e, quando me reencontrou, veio todo faceiro. Disse que imprimira cópias das regras e espalhara entre seus colegas. Indagou se eu fizera o mesmo com meus parceiros. Respondi que nunca tinha precisado. “ Mas tio, o que faço se um colega não segue essas regras?” Pensei um pouco e respondi: “ fica frio, mas não faz negócios com ele…”

quarta-feira, 11 de julho de 2018

ARTIGO DO DR. ASTOR WARTCHOW


Funcionário do mês

Com mais de vinte anos de serviços prestados ao Partido dos Trabalhadores e seus líderes, o desembargador gaucho Rogério Favreto participou de uma amadorística manobra processual, que prejudicou o preso em questão e manchou ainda mais o poder judiciário.
A desastrosa manobra restou evidente e comprometida judicialmente. Assim não fosse, o desembargador teria argüido de imediato seu impedimento e/ou suspeição pessoal no exame do respectivo pedido.
 Há vários casos e hipóteses de impedimento e suspeição legalmente previstos. Mas a natureza das relações humanas é abundante e os exemplos excedem as previsões legais.
E o que distingue as duas situações? No impedimento há presunção absoluta de parcialidade do juiz. Na suspeição há presunção relativa. Dito de outro modo, os casos de impedimento são objetivos e notórios, por isto absolutos. Já os casos de suspeição tem como motivação razões subjetivas, por isto a presunção relativa.
Nos dois casos, ao admitir uma ou outra hipótese, em dever ético, o juiz está assegurando o principio da imparcialidade. Pode haver dúvidas quanto a capacidade técnica de um juiz, mas não pode haver dúvidas quanto a sua isenção, autoridade e independência.
Exemplos de situações em que o juiz deve se dar por suspeito relativo, por motivo íntimo, sem necessidade e obrigação de expor suas razoes: ser amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo; quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.
Outro aspecto. Atenção para esta hipótese legal - impedimento ou suspeição provocados: “É vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz”. É uma prática corrente nos tribunais, um abuso de direito processual que tem como objetivo burlar a garantia do juiz natural.
Caso prático: como o juiz Moro se manifestou e reagiu à atitude do desembargador Favreto, de modo indevido na opinião de alguns juristas, Moro (juiz natural do processo) pode ter caído numa armadilha processual.
Ou seja, admitida a hipótese de ação indevida de Moro, é possível que seja argüido o seu impedimento nas demais ações contra Lula, a exemplo do próximo caso, “o sitio de Atibaia”. Mas, como vimos, a legislação já havia previsto a hipótese de manipulação. O juízo natural de Moro não corre riscos!
Efeito colateral da lambança: Bolsonaro foi o “vitorioso” do fim de semana.  Quanto mais os trapalhões agem e cometem desmandos e tropelias formais e informais, mais cresce a indignação conservadora!  

segunda-feira, 9 de julho de 2018

GALPÃO DO NATIVISMO SAI DO AR, DOROTEO PRE CANDIDATO

A Rádio Gaúcha deixou de apresentar o programa que ia das 6,00 às 9,00 aos domingos. Doroteo Fagundes herdou o lugar, depois que Nico Fagundes sofreu o AVC.
Falei com Doroteo, que confirmou que vai de pré- candidato a deputado estadual pelo PRB.
No último  domingo houve um programa gravado, Gaúcha Hoje, pelo estressado sr. Macedo, com intervenções sem graça.
Eu tive um programa ao vivo na Pampa aos domingos de manhã. Lia as manchetes dos jornais e dos sites, dava previsão do tempo, hora certa ,entrevistas rápidas ( em que o entrevistado era entrevistado), cortinas musicais. Eu reinava nas classes AB . Podem perguntar ao Paulo Sérgio.
Hoje sinto falta de informação domingos das 5 às 8 da manhã. Eu fora, só quero ouvir.
Espero que venha um programa a  la " Bom dia segunda feira", do inefável Cláudio Brito.
Ou do em que participa a Rosane de Oliveira.

sábado, 7 de julho de 2018

PITACO DA COPA 4

Vamos combinar. Bélgica jogou muito, mas muito melhor. Pronto. 
Tenho vários amigos, tanto brasileiros como estrangeiros no Exterior. Comunico-me com eles por watts.
Para eles e para mim pegaram mal:

AS EXACERBAÇÕES E/OU SIMULAÇÕES  de alguns atletas nossos quando das faltas.Isso é malandragem das mais asquerosas e reforça a péssima imagem do país com seu famoso " jeitinho".

A ABSURDA TEIMOSIA EM NÃO OBEDECER AO TEMPO DO HINO NACIONAL.
Ora, a competição é organizada pela FIFA. Esta estipulou um prazo de minutos para a execução dos hinos. O Brasil é apenas um integrante da competição. A regra era para todos. O hino da Argentina é super longo, tanto que nem toda a introdução é executada, limitando-se a torcida em acompanhar " bocca chiusa", sem reclamar. Sim, os argentinos não seguiram cantando quando a orquestra parou.
Os brasileiros, num falso patriotismo,  seguiram, pisando em cima de um protocolo que deveria valer para todos.
Vergonha.

domingo, 1 de julho de 2018

DÁ-LHE MEU GAROTO !

A prova da OAB é difícil, muita gente não consegue passar. Faz parte.
Meu filho Rudolf, estagiário no nosso escritório, vai se formar este ano em Direito na PUC.
Acaba de, antes de formado, ser aprovado no exame da OAB, última fase.
Valeu, colega Rudolf!!










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quarta-feira, 27 de junho de 2018

PITACOS DA COPA 3

A sorte também ajudou ao Brasil. Houve três  momentos em que a Sérvia poderia ter marcado. A seleção brasileira, no entanto, mostrou força e talento.
Como disse um jornalista estrangeiro, parecia  um clube jogando.
Como eu sempre preconizei, futebol é jogar atacando. Quando o Brasil viu que não era negócio atacar mais, trocou passes, mas na cancha do adversário.
Gostei da atuação de alguns jogadores que, num momento de aprêmio, saiam jogando, não dando balões.
Não gostei do exibicionismo de alguns matando a bola de pé trocado ou sapateando como bailarina de cabaré.
México é um time imprevisível, mas é incomodativo e agudo.
Meus amigos da Alemanha, sempre apaixonados pelas firulas, babaram na atuação do Brasil.
Eu gostei.
Mas ainda acho que a melhor defesa é o ataque,
Coordenado, concatenado, responsável.
Mas, clareou, TRUVISCA em gol!!!
Bronca grande vão ser Inglaterra e Bélgica.

FUTEBOL PARA OS LADOS: EU NÃO DISSE?

Gente, quem vos fala é um zagueiro que , com o glorioso Tramontina, formou em Santiago uma dupla que sabia jogar. Isso no século passado. Naquela época o futebol era com a cabeça levantada e quem desarmava largava logo para quem sabia driblar e avançar.
Eis o que escrevi ontem no meu blog:
Acho que essa Copa marca a morte do futebol com toques eternos para os lados."
Não há mais ninguém bobo. Rezo para que o Brasil jogue para frente e, quando clarear, truvisque em gol.
Um amigo da Alemanha me perguntou: o que houve que demos esse vexame? respondi:
- es gibt nicht mehr Sieg vor dem Spiel!
( Não há mais vitória antes do jogo)

segunda-feira, 25 de junho de 2018

PITACOS SOBRE A COPA II

Vou dizer duas coisas que me encantaram na Copa.
1- As criancinhas que acompanham os jogadores
2- Os times da Colômbia e do Uruguay
As criancinhas são lindas, bem arrumadas, cabelos muito bem cortados, bem comportadas, disciplinadas.
Reparem no seu ar de devoção ante os jogadores. Elas, como se os jogadores fossem de sua propriedade , os guiam até o campo. As meninas são as mais vivazes, arriscam um olhinho para os lados, são decididas na hora da retirada.Crianças bem cuidadas.
A Colômbia até aqui mostrou um futebol alegre e vistoso. Arte pura. Até pode se esmaecer ali mais adiante. Jogam com alegria e pra frente. Não como os Vikings, que iam  de machadinha na mão pra frente.
O Uruguay é meu segundo país. Que gente corajosa e intimorata. Não se " achicam " nunca. Se continuarem assim, vão incomodar.
Acho que essa Copa marca a morte do futebol com toques eternos para os lados.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

CURTO MUITO FICAR SOZINHO

Claro que procuro ser sociável, mas nunca escondi que preciso de minhas horas para ler, meditar, refletir. E, realmente, nunca fui espaçoso, gritalhão ou integrante de multidões e ajuntamentos. Respeito quem pensa diferente, é claro. Mas nunca entendi alguns conhecidos que amaldiçoam os domingos por não poderem se reunir com a patota, sendo obrigados ao " suplício" de terem que ficar com a esposa e os filhos e, o pior, em casa. 
Vejam só o texto que recebi:


 TRAÇOS DE PERSONALIDADE INCRÍVEIS EM QUEM GOSTA DE FICAR SOZINHO.

Ao falar de pessoas que gostam de ficar sozinhas, focaremos naquelas que se sentem mais confortáveis fazendo atividades tranquilas do que em meio a muvucas e grandes aglomerados de pessoas. São indivíduos que geralmente têm também as características de personalidade listadas abaixo:
1 – SÃO PESSOAS LEAIS
Por não terem um grande círculo social, valorizam muito as pessoas que consideram importantes em suas vidas. São indivíduos que confiam em seus amigos e que são leais a eles.
2 – TÊM MENTES ABERTAS A NOVAS IDEIAS
Pessoas que gostam de ficar mais tempo sozinhas não são fechadas em termos de ouvir novas ideias e propostas. Não significa, por exemplo, que elas deixam de aproveitar a vida, de viajar, de estudar coisas novas, de desbravar lugares diferentes – muito pelo contrário!
3 – TÊM MENTES BEM ESTRUTURADAS
Passar mais tempo sem a companhia de outras pessoas é algo que nos permite analisar melhor nossas próprias atitudes, problemas e pensamentos. Pessoas que gostam de ficar sozinhas têm um bom senso a respeito de si mesmas e geralmente descarregam seus momentos de estresse de forma mais inteligente, por meio da autoanálise.
4 – ELAS GOSTAM DE SEUS PENSAMENTOS
Tem algumas pessoas que não suportam a ideia de fiarem sozinhas com seus pensamentos, mas quem gosta desses momentos de solidão não tem esse problema e costuma aproveitar os momentos de silêncio para avaliar seus próprios pensamentos.
5 – SÃO PESSOAS QUE ENTENDEM O VALOR DO TEMPO
Quem gosta de ficar sozinho compreende que esse tempo é importante para cada um e, por isso, não julgam os outros, quando querem ficar sós também. São compreensivos, portanto, e entendem que um tempo em privado para pensar, analisar alguma situação ou simplesmente recarregar as energias é mais do que normal.
6 – TÊM LIMITES FORTES
Esse tempo que passam sozinhas faz com que essas pessoas pensem sobre o que as motiva, o que funciona com elas e como elas devem se comunicar. Têm sempre um jeito claro e saudável de dizer o que sentem e costumam não ofender outros indivíduos facilmente.

domingo, 17 de junho de 2018

PITACOS SOBRE A COPA




Bem, já que os comentaristas esportivos só dizem:
Éeeééééé, O brasil , ééééé, o Neymar,...éééé, com certeza, sim, com certeza,  vou dar meus pitacos numa linguagem mais simples .
1-      A Alemanha sentiu o cutuco com a baita vaia que recebeu no estádio. Eu morei lá, tenho origem alemã. Eles carregam um “ Schuldkomplex” ( complexo de culpa) por causa dos acontecidos da Segunda Guerra.Os mexicanos espetaram no mol da barriga...
2-      O modelo espanhol e alemão não funciona sem um jogador driblador lá na frente. Só chacoalhar pra lá e pra cá não emociona mais nem o Fortes e Livres de Muçum.
-
O Braziu esqueceu de combinar com os russos, ops, com os suiços. O futebol voltou  ser um esporte de contato e de força. O jogador de perna fina e de um metro e meio de altura não tem mais chance, salvo se  for o Neymar no tempo em que era pobre. A vitimologia, o coitadismo, imperantes no Brasil, transferiram-se para a Seleção.
Vamos ver o que acontece mais adiante.
Éééée, com certeza, né, por conta de, éééé, 
Salve o Braziu, onde deus naisceu, sim, naisceu...

sexta-feira, 15 de junho de 2018

CONSTATAÇÕES DE UM FILHO AUSENTE

No meu tempo de interno no Kappesberg ( Colégio Santo Inácio em Salvador do Sul), a gente passava quase o ano inteiro sem ir para casa. Só no dia de Santo Inácio era facultada a visita de pais e parentes ( em julho).Voltava-se  para casa um pouco antes do Natal e se retornava em março. A comunicação, entrementes, era por carta. Nada mais.
Assim que, após 10 meses sem ver pais e irmãs, notava, perfeitamente, as mudanças faciais e corporais. Minhas irmãs haviam incorporado termos que eu desconhecia, meus pais me narravam  falecimentos e nascimentos , bem como novidades. Em suma, eu saía de uma bolha para uma esfera bem mais ampla. Pode ser que você que me lê neste instante pense: onde ele quer chegar?
Quero chegar à Santa Cruz de hoje, vista por um filho amantíssimo, que nunca deixou de expor seu orgulho por nascer e ter tido a infância e a adolescência nessa terra sagrada. Desde que me ausentei para fazer a vida em outras plagas visitava periodicamente a família, nunca permanecendo mais do que dois dias.Estacionava meu carro na frente da casa paterna na Tomaz Flores, entrada Linha João Alves, e praticamente não saía de casa. E fiquei por fora das atividades políticas, culturais, etc. Imaginem que até pouco tempo eu não sabia onde ficava a Unisc. As amizades de raiz, no entanto, permaneceram intocadas.
Agora que está me sobrando mais tempo comecei a ler a Gazeta todos os dias pela Internet e a visitar Santa Cruz mais amiúde.
Estou realmente extasiado. Não só pelo capricho, que sempre teve, mas pelo progresso que a mim parece bem coordenado, além da ímpar  cordialidade das pessoas. Esses dias fui abastecer minha caminhonete no Posto Nevoeiro e um senhor que me atendeu começou a falar comigo, denotando boa cultura e muita simpatia, coisa rara de acontecer.. Enfim, nas lojas, na rua, noto uma atmosfera muito mais descontraída do que em Porto Alegre.
A propósito, sábado passado, atendendo a um convite do Flávio Haas, fui jogar tênis com o pessoal do Trem das Onze. Um dia antes passei um “ watts” para o Luiz Dummer perguntando se podia estacionar na rua mesmo ou levaria o carro para um estacionamento.  Enfim, se não havia perigo de assalto. Dummer me respondeu: “ só se tu trouxeres o assaltante no porta malas ..”

Após os jogos houve um almoço, precedido de breves  ritos muito espirituais daquela confraria. Passei horas inolvidáveis de puro encantamento.Há quanto tempo não via um grupo orando antes de uma refeição. Que pessoal sereno e educado.  Espero voltar mais vezes a embarcar nesse trem do bem.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O VALOR DA DISCIPLINA - PUBLICADO EM GAZETA DO SUL


O falecido historiador , poeta, advogado Nico Fagundes gostava muito de passar alguns dias na nossa fazenda. Eu até destinara uma égua bem mansa só para uso dele. Depois do AVC que o atingiu  era-lhe muito penoso cavalgar, de sorte que ele preferia ficar perto do fogo quando era frio e quando era calor. Mas eu era bem claro com ele: “ Nico, eu te busco em P. Alegre, te trago para a estância e te levo de volta. Mas  podes trazer junto só  uma pessoa”.  Minha intenção era ele realmente ter paz, escrever, ler, cochilar,dormir quando lhe desse na telha.  Era de fino trato e sua formação  enciclopédica. Vez por outra eu convidava amigos para as tertúlias. Mas os grandes momentos foram as charlas a dois, máximo três..Um dia  ele deu um sorvo do vinhote que bebia e me falou: “ Alemão, tu já viste alguém que serviu de milico no quartel, falar mal daquele tempo?”  Realmente eu também nunca testemunhara uma queixa.
É que nos quartéis impera a disciplina. Isso é  fundamental. Sem isso, impossível se pensar em Forças Armadas . E concluímos os dois, naquela noite de frio, que a disciplina é indispensável em todos os lugares. A começar pelo lar, passando pelas escolas, clubes, empresas, ruas, estacionamentos.
Nos lares está visto que em muitos  reina quase absoluto o “ laissez faire, laissez passer”. Geralmente o mote é : “ meus filhos não vão passar o que eu passei, vou dar tudo o que eles pedirem ,não vou proibir nada”. Pois eu decidi, assim que nasceu meu primeiro filho, fazer da minha casa uma caserna, no bom sentido ( bah, já sei que vêm patrulhas do politicamente correto). Acho que não errei porque estão todos colocados, formados e não se queixam do fato de  não ter “ floxado” para eles. Um filha minha, a Milène, que é juíza de direito, é ainda mais rigorosa do que eu era.Terna, mas enérgica.
Onde quero chegar com toda essa arenga?
Naquilo que disse no recente artigo que aqui escrevi! Não há mais autoridade em nosso país que é super indisciplinado. Tenta bloquear uma rua em Londres, New York ou Tel Aviv para ver o que te acontece! Aqui as autoridades vão aos tribunais pedir licença, sim pedir licença para cumprirem seu dever, como se isso fosse preciso.É  o medo de cumprir seu dever  e ser acusado de “ abuso de autoridade”.  Sucedem-se  tratativas e mais enrolações, enquanto o povo sofre.Como diz meu amigo Tito Guarniere , “Se uma categoria pode assim agir, botando de joelhos o governo, mantendo-nos como reféns de suas vontades, paralisando o país, então todos podem”. Ora, ora, quando alguém se candidata para exercer uma função, deve saber que há os bônus e os ônus. ( Abraços para  Fernando Bartholomay e  Eliceu Scherer)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

INTERVENÇÃO CIDADÃ - ARTIGO DE FERNANDO DE OLIVEIRA





A única intervenção que sempre defendi como solução para os problemas da falta de representatividade, da corrupção que massacra nosso povo, das negociatas obscuras e dos acordos nebulosos que permeiam o mundo político é a INTERVENÇÃO CIDADÃ, onde o povo faz a sua intervenção na política com o voto consciente, escolhendo bem os seus representantes ou se colocando como candidatos para dar vez e voz aos anseios de nossa população. A sociedade brasileira dia após dia se conscientiza mais sobre a necessidade da emancipação do cidadão como protagonista do processo político e da tomada de decisões sobre os rumos para o Brasil. Essa é a única intervenção que realmente pode resolver alguma coisa. A democracia é uma conquista que devemos sempre defender. Ela é a única ferramenta que temos para lutar contra a classe política dominante que destruiu as empresas públicas brasileiras com indicações políticas, com populismo barato e com a corrupção desenfreada que alimenta o sistema nocivo de corruptos e corruptores. Por isso os políticos não gostam e não querem a renovação, a oxigenação e a reciclagem que deve ocorrer na política nacional. Mais do que nunca é necessário que os contribuintes, os cidadãos, os jovens e as mulheres precisam participar da política, lutar e defender uma ampla mudança de paradigmas. Essa mudança é muito maior que a discussão de Direita ou Esquerda, pois o povo quer soluções e resultados para os seus problemas. Essa discussão não preocupa quem está precisando de um médico para sua saúde, de um emprego para seu sustento ou de segurança para suas famílias. Os políticos não querem sofrer uma intervenção cidadã, mas tenho esperança que ela vai ocorrer em outubro, com o voto consciente e inteligente nas próximas eleições. Não existem soluções fora da democracia!
Por Fernando Silveira de Oliveira,
Acadêmico e presidente do Diretório Acadêmico de Direito Moysés Vianna da URI Campus de Santiago


EU SÓ QUERIA ENTENDER - ARTIGO PUBLICADO NA GAZETA DO SUL

De início já impetro um habeas preventivo contra os patrulheiros e as patrulheiras de plantão, sempre zelando pelos dogmas do “ politicamente correto”. Não estou afirmando nada, não me arrastem acorrentado à Santa Inquisição.  Estou apenas perguntando, perquirindo, matutando, querendo “ einteideir” como dizem os paulistas.
A saúde de que tanto ódio contra as leis do mercado? Queria entender essa belicosidade contra quem empreende e se dedica aos negócios lícitos.E por que esses “líderes” praticamente nunca trabalham, sempre escorados em suas corporações?
No nosso país flui um viés de se considerar todo empregado hipossuficiente e o patrão um explorador de mão de obra escrava. Não que eu desconsidere que  nesses litígios há que se considerar a posição mais frágil do empregado, mas as coisas tomaram um rumo que, até bem pouco, resultava numa “ indústria” de reclamatórias. Parece que a fonte secou.
Não consigo entender essa renitente crença de que hoje os “ meninos” de 16 anos,delinquentes  armados , têm que  ser “ apreendidos” , não tendo um julgamento como na maioria dos países civilizados, em que a responsabilidade penal é muito mais rigorosa.
É o coitadismo tupiniquim?
E por que não há sanções severas contra alunos que surram professores, só incomodam nas salas de aula e  ainda têm o apoio de seus pais irresponsáveis e condescendentes?
Mudando de área.
Que espécie de contratos se celebram entre clubes de futebol e atletas? O cara tem fama, é contratado por 300 paus por mês, mas prefere  passar na balada, fica bebendo e não corresponde mais. Vai para a reserva e  depois  treinar separado. Só que seu contrato se estende por mais dois anos. Sempre ganhando os 300 mil por mês. É razoável isso? Por que não constam do contrato cláusulas de desempenho, com possibilidade de rescindir a avença no caso de  desídia total do atleta? Dirão, daí  o cara famoso não assina. Ok, mas os tribunais deveriam ter mais atenção para o mundo real e concreto.
Sou magistrado aposentado, mas essa de , ante uma falta ética séria aposentar o juiz por tempo proporcional de serviço, é de doer.  Ainda: ante demora injustificada de dar andamento ao feito, dever-se-ia, decorrido um prazo razoável, redistribuir o processo, descontando-se uma parcela nos vencimentos.Claro que tudo depende de alterações legais. Nunca  vai acontecer no Brasil do coitadismo.  Esse mesmo país que não sabe mais o que é autoridade.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

LÚCIDO TEXTO DO JURISTA LUIZ AUGUSTO BECK



                                                                 Após longo período de ausência entre os (as) “Luminares”, em que aprendi um pouco mais sobre os mais variados assuntos que por aqui desfilaram, fruto e produto da sabedoria e do conhecimento de cada um, eis que, diante do palpitante e preocupante tema que é colocado sobre a mesa – a greve dos caminhoneiros – ouso dar o meu “pitaco” a respeito. Minha análise e/ou observação dos fatos é meramente perfunctória, não me aprofundando nem buscando culpados ou responsáveis, até porque, creio, que teria de retroceder significativamente, no tempo, na medida em que o transporte ferroviário, fluvial, lacustre, marítimo e aéreo não recebeu os investimentos que eram necessários para não ficar refém do rodoviário. Assim que não pretendo opinar se governo ou caminhoneiros possuem razão, até porque a matéria é bastante complexa e, certamente, há conotações e infiltrações de natureza política, quando estamos a cerca de 4 meses das eleições presidenciais, fazendo-se uso das redes sociais em profusão, onde surgem e viralizam, com toda força, as propaladas e disseminadas “fakenews”.
                                                               O que mais me chama a atenção e aflora, neste grave período de crise de todos os matizes, é a insensibilidade e o amadorismo governamental, a par do despreparo em lidar com situação dessa natureza, a qual nunca haviam enfrentado, sendo, pois, neófitos.
                                                              Enumeremos alguns episódios e declarações para a avaliação de cada um:
1.       Aumento do preço da gasolina e do óleo diesel, diariamente, contabilizando até 5 aumentos semanais; ora se é possível revisar ou aumentar o preço somente após 60 dias, por que já não se adotou esta periodicidade ou, ao menos, que fosse mensal? Não é preciso ter muitas luzes para concluir que aumentos diários repercutem negativamente no seio da população, quanto mais daqueles que vivem do transporte e necessitam do combustível;
2.       O frete, ao seu turno, não acompanhou a mesma evolução...;
3.       Não houve garantia de que o preço, nos postos, apresentaria, desde logo, a redução de R$ 0,46 por litro do diesel. Ora, pretender encerrar um movimento e desmobilizar uma categoria que, ao abastecer, encontra o mesmo preço contra o qual se insurgiu é, também, com a devida vênia, uma ingenuidade. Se tal já não bastasse, um dos ministros interlocutores (são vários que se manifestam e não apenas um, gerando dúvidas e contradições) chegou a afirmar que “o governo não pode exigir que os donos de postos vendam o seu produto com o preço reduzido, enquanto não esgotarem seus estoques, pois os adquiriu com preço superior” então vigente. É bem razoável e plausível que assim o seja, mas tal declaração também inibiu, a meu ver,  o retorno. Ademais, como bem o sabemos, quando aumenta o combustível, não se mantém o preço anterior até acabar o adquirido com preço menor e, sim, eleva-se, desde logo, não havendo coerência nem equilíbrio em tal sentido;
4.       Negociação com quem não tem procuração nem representatividade efetiva decorrente de uma assembleia previamente convocada ou com apenas  parcela das entidades representativas, não é boa prática;
5.       Anunciar que a redução do preço do diesel será compensada com o aumento de alíquotas de outros  impostos, pode até ser uma necessidade; todavia, para quem pugna por melhores condições que visem aumentar seu ganho, fácil é concluir que irão trocar seis por meia dúzia. De que me adianta ter uma redução aqui se vou ter uma elevação ali na aquisição de bens de consumo ou de primeira necessidade. O mais grave é que, hoje, se buscou emendar, corrigir e/ou melhor explicar tal majoração, de que não será bem assim etc.

Por essas e outras como, por exemplo, pretender a aprovação de uma Reforma da Previdência, sem o apoio popular e congressual, além de comparecer, pessoalmente, ao prédio que ardia em chamas, em São Paulo, oportunidade em  foi agredido e hostilizado, necessitando de proteção, é que se conclui revelar o governo uma insensibilidade a toda prova,  necessitando de melhor orientação e aconselhamento.

terça-feira, 29 de maio de 2018

FINALMENTE UMA VOZ MAIS RAZOÁVEL



TITO GUARNIERE


A CRISE É DO ESTADO

A greve dos caminhoneiros não chega a ser uma novidade. Também não é novidade o modo, a forma como os comentaristas de rádio, tevê e jornal, (com raras exceções) encararam o assunto. Essa gente adora um raciocínio simplório. Sempre está à mão um culpado por todas as coisas que acontecem ao redor: o governo. E se for o governo Temer melhor ainda, todos batem com muito mais convicção e prazer.

Pouquíssimos desses analistas de todos os assuntos, por desconhecimento ou preguiça, arriscam ao menos tentar uma avaliação um pouco menos manjada, à altura da complexidade da matéria. Se não fosse por nada, ao menos pelo esforço de parecer original. Como fazem, apenas desinformam e contribuem para a barafunda geral.

Estamos todos de acordo quanto ao diagnóstico: a gasolina, o diesel, estão muito caros. Mas a menos que o governo se disponha a “administrar” os preços do combustível, como fez Dilma Roussef, com todos os seus efeitos funestos, não há muito que fazer. O controle populista dos preços dos combustíveis foi mais danoso para a Petrobras do que a corrupção. Mas tem gente “boa” (como Ciro Gomes, candidato a presidente) que acha que se deve continuar insistindo nas soluções erradas, na esperança de que um dia, sabe-se lá por que razão misteriosa, e de repente, deem certo.

O racional, o certo é alterar o preço dos combustíveis na proporção dos preços internacionais, como vem fazendo o governo Temer. Quando se “administra” preços, não nos iludamos alguém vai pagar a conta.

Ao que parece, a solução encontrada também pertence ao campo das velhas bruxarias. Por enquanto a União abre mão de uma parte dos tributos incidentes sobre os combustíveis, que totalizam um percentual em torno dos 45% do preço de bomba - a União, senhora de todas as culpas e todas as magias. Entretanto, quem mais lucra com a atual composição dos preços dos combustíveis são o estados. O ICMS, o imposto estadual sobre os combustíveis, é da ordem dos 30%!

E o que fazem os governos estaduais para fazer jus a parcela tão expressiva? Nada, rigorosamente nada, só passam o chapéu e arrecadam. Comparem com o esforço que precisam fazer, para ganhar um pouco mais do que os estados, os agentes econômicos que extraem o petróleo, refinam, transportam e vendem os combustíveis para o consumidor final, nos postos. O estado do Rio Grande do Sul pode diminuir o ICMS da gasolina, se não pode nem pagar em dia seus funcionários?

Ou seja, a crise dos combustíveis que está levando (se já não foi) à lona o país, é um capítulo a mais da crise do Estado brasileiro, da gastança desenfreada, do descontrole orçamentário, da desordem administrativa, e todos os desarranjos que imperam em todas as instâncias do governo.

Não é só, como diz de uma forma quase inocente uma conhecida jornalista gaúcha, um problema da falta de habilidade do governo. Isso é o de menos. Instale-se na República o governante mais hábil que possa existir, só com jeito e traquejo não chegará nem perto da solução para a crise, que é muito mais complexa e muito mais profunda.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

FINALMENTE O BRASIL ESTÁ PARECIDO, AO MENOS NUM ASPECTO, COM A ALEMANHA

Sim, a Alemanha, mas de anos passados.
Explico-me.
Logo após a guerra, foi dura a reconstrução da Alemanha. A toda hora movimentos assustadores da falecida União Soviética. Então a cada crise a alemoada corria para estocar comida e os supermercados ficavam vazios. Claro, cachorro mordido de cobra tem medo até de linguiça. Eu, que sou descendente de alemães, tenho medo de passar fome, isso que há mais de 150 anos não passo por privações. Mas tenho medo de ter fome e de ficar sem combustível. Não tenho medo de guerra, nem de assaltantes ( frau Glock me protege), nem do frio , nem do calor. De ficar sem vinho, sim.
Agora o brasileiro tem a oportunidade ímpar de se sentir um alemão dos anos 50 e 60.
Fiquem na fila três horas para abastecer; voem aos supermercados! 
Aproveitem!!!

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA....


Na foto enviada pelo colega Nerio Letti aparece o time de futebol da Ajuris no ano de 1976, se não me engano. 
Sou aquele cabeludo agachado bem no meio, o terceiro da esquerda para a direita. Nerio está em pé, bem atrás de mim.

terça-feira, 22 de maio de 2018

ARTIGAÇO DE TITO GUARNIERE


TITO GUARNIERE

 

CENSURA E CURTO-CIRCUITO

 

O Ministério Público do Trabalho enviou à TV Globo uma “notificação recomendatória” - com 14 recomendações - porque no entender da procuradoria a diversidade racial está sub-representada na novela Segundo Sol. A trama se passa na Bahia e há uma prevalência de atores brancos no elenco.

 

Não há razão de se contrapor à uma ação do Estado para combater o preconceito de raça, classe ou orientação sexual. Mas o Ministério Público, quando notifica uma emissora porque não gostou da proporção da cor entre atores e atrizes de uma novela, adentra, impávido, pelo terreno da exorbitância.

 

Nesse tom, o MP irá escalar atores, reescrever diálogos, mudar o roteiro. Que tal cotas raciais para atores de novelas? Em uma só palavra, trata-se de censura, que é proibida pela Constituição. E quem promove a violação? O Ministério Público, órgão que tem como dever a defesa da ordem jurídica.

 

Está bem que se trata do Ministério Público do Trabalho, uma espécie de comissariado em permanente estado de beligerância contra a classe patronal. Terá o MPT cogitado de calcular a proporção existente entre procuradores brancos, pardos e negros na sua própria casa de trabalho? Como é provável que a maioria dos procuradores é da cor branca, deve-se perguntar, com todo o respeito, se o MPT enviou alguma notificação recomendatória a quem de direito, para que a devida proporção seja respeitada.

 

De todo modo, a Rede Globo não tem muito do que reclamar, depois do que fez com o jornalista William Waack. Provou do seu próprio veneno.

 

Em outro front, o Supremo Tribunal Federal restringiu o foro privilegiado dos senadores e deputados federais. Muito bem. Para a opinião pública, o foro especial tinha se tornado um privilégio, através do qual políticos acusados de delitos, principalmente de corrupção, escapavam impunes.

 

Foi como uma escolha a dedo, atingindo apenas cerca de 600 membros do Congresso Nacional. Permanecem com as mesmas vantagens do foro especial mais de 50 mil autoridades, entre as quais todos os juízes e procuradores do Ministério Público, vale dizer, os próprios ministros do STF.

 

A decisão do STF obriga a uma revisão de todos os casos da prerrogativa. No Superior Tribunal de Justiça, que é o foro especial de governadores, membros de tribunais e do Ministério Público Federal, no caso de delitos comuns e de respondabilidade, já se discute abertamernte a necessidade de uma compatibilização. Compatibilizar significa, por exemplo, que juízes de primeira instância poderão julgar desembargadores.

 

Mas logo no início da previsível polêmica, o mesmo Ministério Público Federal, tão fervoroso em defender o fim do foro especial de senadores e deputados, não quer entretanto alterar o privilégio de foro deles mesmos, como se manifestou Luciano Mariz Maia, da Procuradoria Geral da República. Como sabemos, pimenta nos olhos dos outros é colírio.

 

Toda essa balbúrdia tem origem na escalada legisladora do Poder Judiciário, principalmente no STF. Os ministros da Corte Suprema, com certas decisões, pensam que estão arrumando a casa, mas acabam provocando um curto-circuito no sistema.