quinta-feira, 24 de maio de 2018

FINALMENTE O BRASIL ESTÁ PARECIDO, AO MENOS NUM ASPECTO, COM A ALEMANHA

Sim, a Alemanha, mas de anos passados.
Explico-me.
Logo após a guerra, foi dura a reconstrução da Alemanha. A toda hora movimentos assustadores da falecida União Soviética. Então a cada crise a alemoada corria para estocar comida e os supermercados ficavam vazios. Claro, cachorro mordido de cobra tem medo até de linguiça. Eu, que sou descendente de alemães, tenho medo de passar fome, isso que há mais de 150 anos não passo por privações. Mas tenho medo de ter fome e de ficar sem combustível. Não tenho medo de guerra, nem de assaltantes ( frau Glock me protege), nem do frio , nem do calor. De ficar sem vinho, sim.
Agora o brasileiro tem a oportunidade ímpar de se sentir um alemão dos anos 50 e 60.
Fiquem na fila três horas para abastecer; voem aos supermercados! 
Aproveitem!!!

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA....


Na foto enviada pelo colega Nerio Letti aparece o time de futebol da Ajuris no ano de 1976, se não me engano. 
Sou aquele cabeludo agachado bem no meio, o terceiro da esquerda para a direita. Nerio está em pé, bem atrás de mim.

terça-feira, 22 de maio de 2018

ARTIGAÇO DE TITO GUARNIERE


TITO GUARNIERE

 

CENSURA E CURTO-CIRCUITO

 

O Ministério Público do Trabalho enviou à TV Globo uma “notificação recomendatória” - com 14 recomendações - porque no entender da procuradoria a diversidade racial está sub-representada na novela Segundo Sol. A trama se passa na Bahia e há uma prevalência de atores brancos no elenco.

 

Não há razão de se contrapor à uma ação do Estado para combater o preconceito de raça, classe ou orientação sexual. Mas o Ministério Público, quando notifica uma emissora porque não gostou da proporção da cor entre atores e atrizes de uma novela, adentra, impávido, pelo terreno da exorbitância.

 

Nesse tom, o MP irá escalar atores, reescrever diálogos, mudar o roteiro. Que tal cotas raciais para atores de novelas? Em uma só palavra, trata-se de censura, que é proibida pela Constituição. E quem promove a violação? O Ministério Público, órgão que tem como dever a defesa da ordem jurídica.

 

Está bem que se trata do Ministério Público do Trabalho, uma espécie de comissariado em permanente estado de beligerância contra a classe patronal. Terá o MPT cogitado de calcular a proporção existente entre procuradores brancos, pardos e negros na sua própria casa de trabalho? Como é provável que a maioria dos procuradores é da cor branca, deve-se perguntar, com todo o respeito, se o MPT enviou alguma notificação recomendatória a quem de direito, para que a devida proporção seja respeitada.

 

De todo modo, a Rede Globo não tem muito do que reclamar, depois do que fez com o jornalista William Waack. Provou do seu próprio veneno.

 

Em outro front, o Supremo Tribunal Federal restringiu o foro privilegiado dos senadores e deputados federais. Muito bem. Para a opinião pública, o foro especial tinha se tornado um privilégio, através do qual políticos acusados de delitos, principalmente de corrupção, escapavam impunes.

 

Foi como uma escolha a dedo, atingindo apenas cerca de 600 membros do Congresso Nacional. Permanecem com as mesmas vantagens do foro especial mais de 50 mil autoridades, entre as quais todos os juízes e procuradores do Ministério Público, vale dizer, os próprios ministros do STF.

 

A decisão do STF obriga a uma revisão de todos os casos da prerrogativa. No Superior Tribunal de Justiça, que é o foro especial de governadores, membros de tribunais e do Ministério Público Federal, no caso de delitos comuns e de respondabilidade, já se discute abertamernte a necessidade de uma compatibilização. Compatibilizar significa, por exemplo, que juízes de primeira instância poderão julgar desembargadores.

 

Mas logo no início da previsível polêmica, o mesmo Ministério Público Federal, tão fervoroso em defender o fim do foro especial de senadores e deputados, não quer entretanto alterar o privilégio de foro deles mesmos, como se manifestou Luciano Mariz Maia, da Procuradoria Geral da República. Como sabemos, pimenta nos olhos dos outros é colírio.

 

Toda essa balbúrdia tem origem na escalada legisladora do Poder Judiciário, principalmente no STF. Os ministros da Corte Suprema, com certas decisões, pensam que estão arrumando a casa, mas acabam provocando um curto-circuito no sistema.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

MEU PAI E EU ( FINAL)


( PUBLICADA NA GAZETA DO SUL – DE SANTA CUZ DO SUL)

Meu pai, de gênio doce e afável, tinha dificuldade em dizer não. Daí aquele monte de créditos não pagos que o levaram a fechar seu comércio depois de vender vários bens e pagar todos os credores. Doeu demais a ele vender a Dodge azul , mais que  os demais bens.
 Com base nesse aprendizado dolorido, nunca tomei “tufo” lá na fazenda. Primeiro ver o dinheiro na minha conta para depois liberar  a tropa de gado. Antes disso o caminhão  não saía da porteira. Cansei de mandar descer toda a boiada e soltar no campo quando sentia cheiro de golpe. Fugi, qual o diabo da cruz, de avais , fianças e empréstimos . Para isso existem os bancos e as “ factorings”. Mas o maior ensinamento que recebi foi que os compromissos têm que ser cumpridos.
Voltemos agora à minha casa paterna. Aqueles churrascos domingueiros, com muita gente e bastante cerveja, que se estendiam , começaram  a rarear, para só ocorrerem  lá de vez em quando restritos  à nossa família. É como diz o ditado: “na hora da mesa farta não falta companhia”. E agrego eu, quando termina o vinho termina a festa.
Voltando: com essa derrocada econômica caiu vertiginosamente o padrão de vida. Minha decisão estava tomada. Não queria ser um peso para meus pais.Nada de coitadismo!
Me transferi do Colégio Mauá para o Julinho, em Porto Alegre. Morei na casa  da UESC. Trabalhava de dia e estudava à noite. Por uma graça divina que me salvou o futuro, consegui passar no vestibular de Direito na UFRGS e daí em diante foi um abraço.
Periodicamente visitava meus genitores. O pai, porém, conquanto ainda não idoso, estava visivelmente triste. Havia montado uma pequena fábrica de colchões, mas já não era a mesma condição de vida de antigamente.
Fui tocando a vida, aos 22 anos passei no concurso para delegado de polícia, saindo da Academia como primeiro colocado. Exerci o cargo por um ano, me exonerei para advogar e dois anos depois fui aprovado no concurso para juiz de direito.
Certo dia a mãe me telefonou dizendo que o pai estava com câncer. Pedi uma licença e fui correndo para Santa Cruz. Os médicos não lhe davam muita chance. Foi então que meu cunhado dr. Raul Kraether me disse que em Campinas, SP, havia uma clínica especializada. Levei meu pai de avião até São Paulo e de lá de táxi até Campinas. Prescreveram um tratamento e ele voltou confiante, apesar de muito, mas muito debilitado.Pouco depois faleceu aos 57 anos nos braços de minha mãe.
Era um homem antes de tudo ético. Esta é uma herança perene.Talvez a única.

terça-feira, 15 de maio de 2018

AINDA SOBRE JOAQUIM BARBOSA


POR TITO GUARNIERE

 

JOAQUIM BARBOSA

 

O ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa desistiu da candidatura presidencial. Ainda bem, digo eu, pois pelas primeiras pesquisas ele corria o risco de vencer.

 

Dizem que os políticos são espertos, e são mesmo. Mas não tanto quanto se imagina. Vejam o PSB. É preciso ignorar os fatos, fingir que não viram, passar por cima dos detalhes mais estridentes, para se iludir com uma candidatura como a de Barbosa.

 

Não é que ele seja um outsider da política. Ele é um outsider de tudo, incapaz de conviver no âmbito plural e multifacetado de uma agremiação coletiva (partido, governo), de ouvir outros componentes da equipe, de decidir em conjunto, de administrar as múltiplas ambições, as justas pretensões - e as injustas -, e os conflitos naturais de uma convivência necessária. Tudo isso é a política e bem olhado, a vida.

 

Só os dirigentes do PSB - um partido importante- não observaram que Barbosa é um homem de talento, decerto, mas que se atribui uma nota muito superior à que ele de fato merece. Vaidoso, irascível, temperamental, impaciente: tudo do que um político, um dirigente de Estado, não precisa, não pode nem deve ser.

 

Não resistiu nem aos breves momentos em que prevalecem as expectativas otimistas, quando o líder é recebido no partido de braços abertos, recebe todas as homenagens, tudo é sorriso e festa.

 

Diz-se que ele não aguentou o patamar raso das primeiras conversas, o baixo nível dos seus interlocutores e logo arrepiou. Do jeito que ele é, não deve ter saído triste. Afinal, durante algumas semanas seu nome ocupou as manchetes da sucessão presidencial, alcançou índices promissores nas pesquisas eleitorais: estava no jogo. Fez um breve passeio por uma hipótese que deve ter inflado ainda mais o ego exuberante. E daqui para a frente poderá viver com a sensação de que poderia ter sido presidente e só não foi porque não quis.

 

Ninguém soube, ninguém viu, um sinal claro do que ele iria fazer na presidência, a não ser um conjunto mal ajambrado de ideias soltas, algumas delas nem sequer compatíveis entre si. Barbosa entrou no jogo como uma esfinge e saiu dele como uma incógnita. Não foi por mal. Ele apenas não tinha a menor ideia.

 

À saída, mencionou dois riscos para o país: Temer e Bolsonaro. Cá para nós, nem paranoico de carteirinha ousaria prever um golpe de Temer. E Bolsonaro, um risco? Se Barbosa acredita nisso - e ele pode ter razão - , então, do alto de sua superioridade moral, deveria permanecer no páreo para combater a ameaça.

 

Que ninguém se iluda. Rejeitem-se os políticos - rejeição que eles em geral bem merecem -, mas é com eles que se fará a eleição, são eles que vão dar as cartas e um deles será o vencedor. Pode não ser bom, como muitos acham. Mas não há nenhuma razão para crer que a eleição de uma "novidade" seja melhor. Política é coisa muito complicada. Leva-se anos para aprender. É uma ciência e uma arte, para o bem e para o mal. Neófitos batem cabeça, se enroscam nos próprios pés e, bem, como todos sabem, nada está tão mal que não possa ficar pior.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

MEU PAI E EU ( 2)- artigo publicado na Gazeta do Sul

Incrível, mas meu pai não sabia andar de bicicleta, nem jogar futebol. Mas era tinhoso na direção de carros. Ele torcia pelo Renner de P. Alegre e, quando este fechou em 1957, bandeou-se para o Grêmio, como todos da família. Menos minha mãe e eu que sempre fomos colorados. Em Santa Cruz ele era do alvi-negro e muito me levava para ver os Ave-Cruz. Detalhe: ele pouco olhava o jogo; passava na copa tomando cerveja com os amigos e, vez por outra, dirigindo impropérios contra o árbitro. Voltávamos para casa na nossa Dodge e ao chegarmos estava armado o problema. Ele queria tomar a “saideira” e ouvir os comentários, mas encontrava a oposição férrea de minha mãe. Só lhe restava ir para a cama mais cedo.
Certo dia ele inventou de agregar venda de cal virgem ao seu comércio. Não sei como  descobriu o distrito de Capivarita, hoje Município de Pantano Grande. Várias vezes fui com ele. A cal vinha em barris precários de madeira. Foi aí que comecei a conhecer o Rio Grande “bagual”. Moradias diferentes das de Santa Cruz, pessoas com outra fisionomia, linguajar campeiro, culinária para mim desconhecida. O senhor de quem meu pai comprava parecia ser muito poderoso, expressava-se com voz forte, usava bombachas e obrigava meu pai a comer o “tutano” do osso buco que emergia do panelão. Pobre do pai, voltava com as tripas meio  reviradas. Na hora de sairmos eu olhava para uma baita casa, com muitas janelas, onde se debruçavam mulheres e meninas de belos cabelos negros e compridos.(Por sinal sempre tive um fascínio pela região de Rio Pardo e Encruzilhada, onde havia o lendário City Bar, mas isso é para outra crônica).
E assim ia a vida até que um dia minha mãe e eu fomos bisbilhotar, num domingo à tarde, a mesa onde eram guardadas notas fiscais, cadernetas de anotar vendas, essas coisas. É que meu tio Humberto Gessinger, pai do meu primo Umberto, da Banda Engenheiros do Hawaii, alertara meu pai para um fenômeno novo que tinha origem nos Estados Unidos. O tal de supermercado. Aquelas dezenas de empregados das casas comerciais, que atendiam um por um dos clientes, seriam substituídos por “caixas”. Os compradores escolheriam o que queriam comprar nas prateleiras. Disse o tio que se meu pai não se adaptasse ele iria desaparecer pois não haveria como competir. Como eu ia dizendo, fomos “furucar” nas notas e apontamentos. Havia um montão de cadernos com dinheiro a receber há muito tempo em atraso. E, infelizmente, faturas e duplicatas de fornecedores  não pagas.
Só lhe restou pagar as contas e parar.  Isso para mim foi uma lição nos meus negócios. A começar por saber dizer “não”.

Prossigo semana que vem.

FÁBIO ANDRÉ KOFF

Eu tinha 23 anos quando assumi meu cargo de delegado de Polícia em São Jerônimo. Era inexperiente, mal saíra da Academia de Polícia. O Juiz de Direito era Fábio Koff. Era muito afável e muito ia me aconselhar com ele. 
Em seguida me exonerei para advogar. Dois anos depois, após prestar concurso, me tornei colega do Fábio. 
Que senhor colega! Era cristalino, olhava nos olhos, falava sem rodeios, era direto.
Enquanto a idade permitiu jogamos muito futebol juntos, conquanto eu, por ser bastante mais novo,  joguei até os 60 anos.
Um dos meus livros jurídicos dediquei a ele.
Grande pessoa!
Uma legenda imortal.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

SOBRE A NATIMORTA CANDIDATURA DE JOAQUIM BARBOSA


Vamos combinar que pouco o sr. Barbosa tem de diplomático. Por mais que discordasse de seus colegas de Tribunal, não poderia ser tão incisivo com quem o confrontasse no campo das idéias.  Na política é preciso que o candidato tenha sangue frio e opte pelo diálogo.
Dirão: mas ele foi enérgico com os corruptos! Tudo bem, mas política exige costura e alianças. Ele não aprendeu a fazer isso. E sem isso não há governança.
Ele não tem a mínima prática sobre os meandros do Poder Executivo, muito menos do Legislativo.
Fez bem em anunciar sua desistência. Vai poder tomar seu chopinho, como ele mesmo afirmou. E poderá dar suas palestras aqui e além mar.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

MEU PAI E EU ( I) artigo publicado na gazeta do sul

Não que eu queira imitar nosso brilhante colunista Clóvis  Haeser, mas nada obsta a que me inspire nele e em suas belas crônicas.
Meu pai tinha um armazém na Tomás Flores, 876; nossa família morava na casa ao lado.Desde que me conheço por gente eu ajudei nas lides domésticas e, já mais taludinho, no comércio de meu pai. Lembro-me do meu orgulho quando pela primeira vez consegui carregar sozinho um saco de farinha “ Donângela” de 25 quilos. Além de um caminhão Chevrolet verde, tínhamos uma caminhonete Dodge azul.Com esta fazíamos entrega de produtos pela cidade e interior. O pai era representante da Coca-Cola, que perdia feio em vendas para a Pepsi. Os engradados eram de madeira com uma fita metálica.Muita vezes colegas   de colégio ficavam bebericando algum refrigerante no Quiosque da praça enquanto eu carregava os engradados para dentro do bar do sr. Antelmo Emmel .
Com o caminhão verde muitas vezes acompanhei meu pai até P. Alegre para trazer uma carga de refrigerantes. Saíamos às 4 da manhã em direção a Rio Pardo, atravessávamos o Jacuí de balsa, dali a Pantano Grande e depois direto a Guaíba. Tudo estrada  de chão. Em Guaíba havia um serviço de barcas que nos deixava ali onde hoje é a Praia de Belas. Comíamos qualquer coisa e voltávamos a Santa Cruz já de noite.
Muitas vezes acompanhei meu genitor na busca de produtos do interior. O roteiro de que mais gostava era Linha Antão e Monte Alverne. Na primeira havia a casa comercial do sr. Edwin Sulzbacher. Meu pai estacionava ali no fim  da tarde.Ele e Edwin ficavam bebendo cervejas, comendo pescada em lata, arrotando e maldizendo o Getúlio. Enquanto isso eu brincava com o Rui, que tinha minha idade. O salão de baile era nosso campinho de futebol.
De vez em quando o  pai me convidava para o acompanhar em pescarias lá para os lados de Encruzilhada e Rio Pardo. Sempre ia uma turma de amigos.  Me lembro dos nomes do sr. Menezes, que era “ guarda livros” e do sr. Rambo, comerciante. Este, quando eu tinha 12 anos, me ensinou a atirar com sua arma calibre 12, dois canos. No primeiro tiro caí sentado, mas nunca perdi o fascínio por armas.
Ocorre-me outra situação que hoje pode parecer estranha. Quando íamos à missa na hoje catedral, as mulheres ficavam do lado esquerdo e os homens do direito. Mulheres casadas usavam véu preto; as demais, branco. Assim, eu ficava com meu pai e minhas irmãs com a mãe. Na hora do sermão muitos homens saíam para conversar e fumar; depois voltavam.

Volto ao papo semana que vem.

PALESTRA NA AJURIS


 



PALESTRA NA AJURIS
COMO SER A MAÇÃO VERMELHA NA COMUNICAÇÃO

No próximo dia 08 (maio), às 18:30 hs, ocorrerá na Escola da AJURIS a Palestra “Como Ser a Maçã Vermelha na Comunicação” a ser proferida pela Neurocientista Professora Nísia Rogowski  e – Luciana Schroeder, Coach e Mestre em Ciência da Computação.

Na palestra serão mostrados os métodos de como podemos entrar em sintonia com as outras pessoas tanto na linguagem falada quanto na escrita para criar situações favoráveis de interação, influência e evitar conflitos. O uso de palavras assertivas alinhadas com o mecanismo de funcionamento do cérebro a fim de obter resultados melhores nos relacionamentos são alguns dos objetivos.

LOCAL: Miniauditório da Escola da AJURIS, Rua Celeste Gobbato, 229, Bairro Praia de Belas, em Porto Alegre.

OBSERVAÇÃO: Nos eventos da Escola da Ajuris à noite o policiamento é reforçado no local.

ENTRADA FRANCA.

VAGAS LIMITADAS: Faça sua inscrição agora pelo link da Escola:


terça-feira, 1 de maio de 2018

SONETO DO ACADÊMICO JOSÉ NEDEL



PONTO DE FUGA

    José Nedel

Na pós-moderna e desvairada era,
Tudo muda a galope, ou num instante.
Novo entorno de mil facetas gera
A azáfama cruel e trepidante.

O antigo, sólido, se destempera.
O novo, descartável, é cambiante.
Nem código moral mais se venera.
A incerteza tem porte de gigante.

Nesse contexto, o que é que prevalece:
Valor da tradição, perene ? Esquece!
Do transitório agita-se o estandarte.

Eu, todavia, atalho o só lamento.
Como estratégia, boa saída invento:
Ponto de fuga busco em minha arte.


segunda-feira, 30 de abril de 2018

AINDA OS COLÉGIOS - TEXTO SABOROSO DO DES.NERIO LETTI


   -  A dra Lais Legg, é culta e experimentada psiquiatra de nomeada no RGS e Brasil, e foi aluna do Colégio Sevigné, das freiras de São José e sua opinião sobre as gurias do Sevigné e os rapazes do Anchieta coincidem com as minhas,. Já te mandei emeils sobre o tema de nossa juventude e os sonhos de namoro e de estudantes amantes apaixonados para a toda a vida e que não duravam mais do que uma noite, como a  " Rosa de Malherbe"...


No interior do famoso colégio das freiras de São José, havia uma capela notável,  um luxo de arte e de sagração, ambiente para oração e recolhimento e aí ajudei missa várias vezes, com os padres jesuitas, que iam rezar a missa pela manhã, pelas 7,00 hs e todas as internas, ( década de 50, século passado)  - ( vinham tambem externas de familias importantes e católicas)  -   com aquele uniforme que eu achava o máximo de elegância, tomavam a comunhão, na mesa da comunhão, frente ao altar e eu tive aquele momento de glória e de êxtase de colocar a patena sob o queixo daquelas lindas e apaixonantes gurias. Era tudo para mim. Tudo em Latim,. Total fizemos o Vestibular de Latim, para o Direito, da UFRGS, em 1958.

Depois, no refeitório, em mesa separada, as notáveis freiras, ofereciam um café, bem sortido, café da manhã, que valia por um almoço, nós que no internato do Anchieta, no nosso refeitóiro do Anchieta, a comida servida, infelizmente, não era boa, feita pelos  " Fritz" - jovens alemães da colônia alemã,  que faziam todo o serviço doméstico do grande colégio Ancheita, como os taifeiros da Aeronáutica,.

Para mim era uma festa, ver aquela notável capela, uma mini Notre Dame parisiense dentro de P. Alegre, repleta das gurias do Sevigné, um espetáculo. Nunca mais esqueci daquela capela nobre,. Não sei se ainda existe.. Deve estar lá, pois, agora nem é mais colégio Sevigné. Mudou de nome. Aliás, era  um colégio católico, de freiras de São José, que não tinha  nome de santo, e sim, de uma grande escritora francesa a Madame de Sevigné, que como George Sand, marcou época, no meio da intelectualidade de Paris. Basta lembrar que Frederic Chopin, foi apaixonado pela George Sand e esta o recebia em seus saraus literários famosos, onde reunia a fina flor dos intelectuais da Béle Epoque parisiense. Era a época literária, ha istória, do chamado   "Romantismo"      -  E assim  esvoaçam longe as recordações.  E  Frederic Chopin ( polonês) ao piano, tocava suas novas canções e seu gênio ressoava nos acordes das teclas dedilhadas por seus dedos sagrados, em composições que até hoje são clássicas. Muitos historiadores afirmam que a Madame George Sand, admirada por todos e disputada por todos, acabava cedendo à paixão do gênio polonês e o aceitava em sua cama para pernoitar. Que notável. Que fantástico. Lógico, que eu, em meu interior, no meu subjetivo, de jovem  que lia muito e vivia sonhando com poetas e escritores, me achava um Frederc Chopin tupininquim e tinha a aspiração máxima que alguma daquelas meninas - uma paixão de gurias, com seu uniforme - fossem  um dia, a George Sand, do guri de Antonio Prado.

 Como é bom sonhar e admirar o belo, a capela fantástica, a missa, e aquele grupo de gurias de uniformes límpidos. Meu Deus, como  a vida passa ligeiro e quanto se foi e nada se realizou, como agora, com 78 anos, vejo meus colegas morrendo e eu me aproximando da famosa chamada " hora Evarista"....E tudo ficou para trás. E ficava no ár o odor gostoso do incenso, muito bem preparado pelas notáveis freiras, cuidadosas, prestativas, tudo no lugar, tudo limpinho e assim o turíbulo, onde ia o incenso com as brasas bem acesas e ao balançar do turíbulo   subia  aquela fumaça sagrada e espalhava pela sagrada capela do Sevigné, o perfume que ainda hoje repicam em minhas papilas olfativas, pois, a vida é um incenso que entra nos pulmões e se esfuma no ar e desaparece.

"Sic transit gloria mundi"  assim passa a glória do mundo.  


Nério "dei Mondadori" Letti

domingo, 29 de abril de 2018

JORGE LOEFFLER ENTRA NA RODA

( blog praia de xangrilá)
O Prévidi inventou de publicar relatos de amigos e leitores sobre fatos ocorridos em suas vidas ao longo do tempo. Já veiculou vários e todos obviamente são interessantes, pois nos levam ao passado, um passado que estou certo foi bem melhor e será ainda bem melhor do que o futuro que iremos viver.
Tempos bons aqueles certamente.
Ousei descrever vários momentos de minha infância e juventude que creio será veiculado por ele em breve. Esse assunto acabou mexendo com a memória de muitos e o amigo Ruy Gessinger reproduziu no seu blog a narrativa da psiquiatra Laís Legg.
Logo ele recebeu do médico Franklin Cunha também texto recordando aqueles bons tempos.
Nesse texto o amigo Franklin recorda inclusive que estudávamos o Latim, língua da qual a nossa deriva. Era necessário decorar as declinações. Lembro que os casos eram nominativo, genitivo, dativo, acusativo, vocativo e ablativo. Recordo que os acentos gráficos eram braquia e macron.
Tínhamos no segundo grau dois cursos bem diversos. O Científico voltado aos que pretendiam as ditas ciências exatas e o Clássico voltado à área de ciências humanas.
Isto mudou e para pior, muito pior e não é culpa do PT como muitos podem estar imaginando por que hoje tudo que não presta é atribuído ao PT e petistas como se estes tivessem estado no Poder desde a Proclamação da República.

sábado, 28 de abril de 2018

ASSUNTO COLÉGIOS ANCHIETA E SEVIGNÉ - MAIL DO ACADÊMICO FRANKLIN CUNHA


As soeurs no domingo organizavam um passeio de ônibus para alunas, creio que para as mais aplicadas. Acontece que o ônibus era um calhambeque da década de 30/40,tão velho que soltava fumaça pelo radiador e roncava como uma maria fumaça. E as passageiras , adolescentes que namoravam os anchietanos localizados na esquina da Marechal com a Duque, ao passar por eles fechavam as cortinas das janelinhas, de vergonha de serem vistas dentro do daquele ônibus.
Do Anchieta da Duque lembro do Padre Valle, autor dos LUDUS 1, 2 e 3 e da frase:” Femina nautarum habent multa galinarum “. Perguntávamos porque com tanto peixe à mão, as mulheres dos marinheiros tinham  tantas galinhas.´É que o sábio Pe. Valle estava tentando nos ensinar a primeira declinação que nunca apreendemos totalmente,  mas a frase ficou até hoje, 70 anos depois.
E do Professor de francês, Prof. Anibal Garcia:

“Les sanglots longs des violons de l'automne
blessent mon cœur d'une langueur monotone.
jout suffocant et blême, quand sonne l'heure,
je me souviens des jours anciens et je pleure.

E assim o saudoso Prof. Anibal nos apresentou Verlaine que  lemos com prazer  para o resto de nossa vida.
Parabéns para Dra Lais e ao blog do amigo Ruy por lembrar de  nossa juventude, momentos tão doces a afetivos.
Franklin Cunha  

sexta-feira, 27 de abril de 2018

MAIL DA BRILHANTE LAIS LEGG

A dra, Lais Legg, psiquiatra e comunicadora, a propósito  de matéria publicada no Blog do Prévidi.


A demolição do Colégio Anchieta me dói até hoje. Com seus inúmeros pátios cheios de plátanos e as galerias em arcos que nos remetiam a uma abadia medieval, aquele belo colégio foi demolido para dar lugar a um estacionamento (!!!) na Duque e a um Zaffari na Fernando Machado. Crime inafiançável.

   E temo que o meu querido Colégio Sévigné tenha o mesmo destino. Poucos sabem, mas, ali dentro há uma bela capela que é réplica de Notre Dame! A porta da capela, toda em madeira entalhada, tem a flor-de-lis, símbolo da França. E a rosácea, miniatura da rosácea de Notre Dame, foi cartão postal em Porto Alegre na década de 40. Sévigné é um colégio católico, mas sem nome de santos, como todos os demais da cidade. Leva o nome de uma escritora, a famosa Madame de Sévigné, demonstrando o viés cultural que o educandário carregava.

   Tenho saudade das aulas de francês, no livro do "Robin e Bergeaud". De aprender, com as freiras, que o Arco do Triunfo se chama "L´étoile" e que as ruas, em forma de raios que dele partem, significam as batalhas vencidas por Napoleão. De pronuciar corretamente "Quartier Latin" (cartiê latân) e "Champs Elysées" (xanzelizê), coisa que muita gente erra, hoje em dia.

   Chamávamos as freiras de "ma soeur" e a madre superiora de "ma mère". Eu, atéia e agnóstica que sou, morro de saudade de cantar o "Tantum ergo", em latim, que sei de cor até hoje "tantum ergo sacramentum veneremur cernui et antiquum documentum novo cedat ritui...". E de levantar cada vez que uma professora entrava em sala de aula, em sinal de respeito. E sou grata por saber, até hoje, fazer tricô, crochê e bordar, artes que, ali, aprendi.

   Também tenho saudade e acho graça da implicância que as freiras tinham com o inglês americano. Elas detestavam os Estados Unidos, pois dali veio o "rock and roll", Elvis Presley (o demônio, para elas), o divórcio, Hollywood e o chiclete. Então, tínhamos que aprender o inglês britânico, este sim, classudo e europeu. Nosso livro de inglês era o "Spoken English", que tinha um mapa da Grã-Bretanha na capa, com um escocês tocando gaita-de-foles. Mas, certo dia, 4 rapazes ingleses surgiram no cenário, para acabar com o sossego delas. Os Beatles ficaram entalados nas suas gargantas e, um dia, John Lennon declarou que eles eram mais famosos que Jesus Cristo, causando um infarto coletivo na clausura, ah, ah, ah.

   Também tenho saudade do Grande Hotel, criminosamente incendiado, dizem, para dar lugar a outra porcaria arquitetônica que é aquele Shopping Rua da Praia. Até hoje eu lembro da porta giratória, com vidros de cristal bizotados, da loja da W. M. Jackson, que vendia o "Tesouro da Juventude", da "Western Union" e do Banco Ítalo-Belga, que ficavam no térreo. Que dor.

   Como diz o Prévidi, tenho saudade de mim.
Abraços,
Laís

segunda-feira, 23 de abril de 2018

ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR :SANTIAGO SEDIARÁ O PRIMEIRO DEBATE

O primeiro debate entre os pré-candidatos está sendo promovido pelo Diretório Acadêmico Moyses Vianna, da Uri - Santiago, cujo presidente é Fernando Oliveira.
Baita iniciativa!

sábado, 21 de abril de 2018

COMENTÁRIOS

DO DR> FRANKLIN CUNHA -ACADEMIA RIOGRANDENSE DE LETRAS


Em Caxias, houve um orador que acabou com um comício. Era um deficiente mental  e afásico que só pronunciava algo assim como “ Paiuia, paiuia “em voz de falsete e que se introduzia em todos os  grupos que, nos cafés,  discutiam qualquer tema, sempre com sua oratória de “ paiuia, paiuia “. Um dia , estava se realizando um comício do PSD em plena campanha eleitoral creio que no tempo do Meneghetti. Dois estudantes de direito, “à sorrelfa”, ambos do PTB, introduziram no palanque o Paiuia, como era conhecido o tipo e informaram a um dos organizadores do comício e que não conhecia Caxias que o representante do distrito de Cazuza Ferreita, desejava usar da palavra.Em seguida deram o microfone ao” lídimo representante daquele próspero distrito de Caxias”. Não deu outra: o mesmo agarrou o microfone e alto e bom som , em falsete, despejou paiuias aos borbotões,numa sequência de metralhadora, episódio que acabou com o comício ao fazer todos os participantes morrer de tanto rir.
Até hoje, em Caxias, quando se pergunta “ o que disse o candidato Fulano de Tal na entrevista de TV “?  Paiuia,paiuia”, respondem frequentemente.
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DO DR. MARCELO AIQUEL


Este assunto (júris e oratória) me é bastante familiar, devido às "lições de casa" que recebi naturalmente.
Filho e sobrinho de dois "monstros sagrados" da advocacia gaúcha, cresci com exemplos de altíssimo quilate, diariamente.
As lições que aprendi com meu pai (Jamil) e meu tio e padrinho (Angelito), forjaram uma pessoa que louva a ética e a coerência, acima de tudo.
Com seus bons amigos (só para citar alguns, e não cometer o "sacrilégio" de omitir nomes de relevante importância), como P. Brossard; O. de Lia Pires; A. Weinmann; Ney Fayet, também muito aprendi, sendo que o "mestre Amadeu" até hoje - graças à DEUS - ainda me ensina.
Já na igreja (católica) que creio, cito as homilias (antigos "sermões") sempre maravilhosas de dois sacerdotes: FREI IVO (paróquia Sta. Teresinha, a da José Bonifácio) e PADRE LAÊNIO (paróquia Coração de Jesus - bairro Higienópolis).
Ambos tem o "dom da palavra" e me agradam suas explanações e a forma como pregam.
Enfim, com professores assim, acredito haver tido a "benção" de aprender bem.

Forte abraço e ótimo final de semana a todos

Marcelo Aiquel 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

DE JÚRIS E ORATÓRIAS


Fui o primeiro juiz de Arroio do Meio. Na época, em 1973, aquele povo tinha o estranho costume de pagar as contas em dia, não furtar e não dar tiros nas pessoas . Em andamento pouquíssimos processos. Achei que  estava recebendo meus vencimentos sem trabalhar. Fui, então, falar com o Corregedor Des. Uflacker. Ele me designou, para,  junto com Arroio do Meio, jurisdicionar uma Vara da Comarca de Soledade. Lá me deparei com  um mundo até então estranho para mim. Hoje claro que  não é mais assim, mas na época havia muitos homicídios. Qualquer discussão resultava em tiroteio. Cabia-me presidir o Tribunal do Júri. O Promotor era o recém falecido Lauro Araújo Batista da Silva e os advogados que mais atuavam eram Nedi Urnau e Gudbem Castanheira. Todos com um dom apuradíssimo de oratória, provinham da região campeira, eram corajosos e, ao mesmo tempo, cultos. Quando terminava o júri, por vezes às altas horas  da noite, jantávamos e aí  rolavam os “causos”.Num deles, um homicídio, o Promotor, ao iniciar , disse que examinara os fatos e declarou estar convicto da falta de provas contra o réu.Pediu a absolvição. A defesa, então, foi concisa, não levando mais do que 10 minutos. Não houve réplica. Feitos os quesitos ( da época), os jurados declararam o réu culpado. O juiz, surpreso, explicou de novo o significado dos quesitos e as consequências do sim e do não. Deu o mesmo resultado.  Dias depois perguntaram a um dos jurados a razão de terem feito aquilo. Resposta: que o réu era um baita dum ladrão de cavalos e gado.E a acusação era de homicídio.”Se non è vero, è ben trovato”
Voltando para a oratória. Escolho dois ídolos. Um, Paulo Brossard, meu professor de Constitucional na UFRGS. Iniciava a aula falando bem baixinho.Isso silenciava a turma.Em seguida fazia a si mesmo uma interrogação. Dava uma parada, faiscavam seus olhos, com um dedo em riste , imóvel, E então bramia sua indignação. Quando Brossard discursava no Congresso Nacional todos acorriam para o ouvir num silêncio sepulcral.
Meu outro ídolo na arte da oratória foi o Padre Paulo,  de Araranguá. Minha primeira esposa era de lá e quando visitávamos a cidade íamos à missa. Eu curtia embevecido seus sermões, não pelo conteúdo, mas pela forma. Ele arremedava  a suposta voz dos personagens: Deus era retumbante, o diabo tinha um voz de falsete, cada apóstolo tinha um timbre. Terminava o sermão num altíssimo volume, erguia os braços ao céu, ficava imóvel por eternos segundos, deixava cair os braços como se fosse desfalecer e balbuciava: amém.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

MARQUINHO PEIXOTO ABSOLVIDO PELO STJ



Na data de hoje, 18/04/2018, o Superior Tribunal de Justiça, através de sua Corte Especial, em Ação Penal Originária, absolveu por unanimidade de votos o Conselheiro do Tribunal de Contas do RS Marco Peixoto. O Ministro Relator Luis Felipe Salomão fundamentou seu voto em pedido do próprio Ministério Público Federal e de seu Advogado Defensor Dr. Fábio Medina Osório pela inexistência de provas de conduta dolosa por parte do Réu, impondo-se sua absolvição. Com esse julgamento encerra-se procedimento judicial iniciado no ano de 2012, com a comprovação da inexistência de conduta tipificada como ilícita, por parte do Conselheiro Marco Peixoto.

sábado, 14 de abril de 2018

SALVE A MÚSICA



Meu pai e meu avô Rudolf tocavam violino. Acho que , em princípio, todos temos talento para música, é só achar o instrumento certo e os pais darem incentivo. Saber tocar um instrumento é das poucas  coisas que o dinheiro não tem como comprar.
Conta-se que um rei mandou seu filho e futuro sucessor para junto de um sábio estudar filosofia, artes marciais e música. Um dia, estando o jovem a dedilhar uma harpa, o mestre lhe observou que as cordas estavam desafinadas.O príncipe disse que estava sem vontade de afinar. Ao que lhe disse o professor: “se queres apenas ser rei, tudo bem; mas se quiseres ser músico vais ter que afinar essas cordas!”
Nas férias, quando criança, eu passava muitos dias na casa dos avós paternos em Boa Vista. Lá iniciei aulas de piano com minha tia e madrinha Brunhilde. Aos 12 anos fui estudar no Kappesberg onde  optei pelo violino. Na volta a Santa Cruz tive aulas com a sra. Amália Eidt. O violino é afinado nas cordas sol, re, la e mi, intervalo de quinta como se vê. Assim que, se você estiver tocando a corda re,  o seu quinto dedo  tocará a nota la, a mesma da corda solta seguinte. E dona Amália me repreendia suavemente quando eu tangia desnecessariamente uma corda solta. Depois me mudei a P. Alegre e segui minha “carreira” de autodidata.
Certo dia fui participar de um torneio de tênis de magistrados no Nordeste, onde  fizemos várias tertúlias. Chegados de volta ao Rio, perdemos a conexão e tivemos que esperar, sentados num bar do aeroporto. Meu colega Talai Selistre ao violão e eu  ao violino  começamos a tocar nossas autênticas músicas nativistas.Começou a juntar gente. O povo parou para ouvir. Não tinham idéia dessa riqueza nossa. O cachê do músico é o silêncio. E aquele pessoal ouviu e só depois aplaudiu.
Outra feita,numa Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana, fui convidado para acompanhar o cantor Miguel Marques e outros músicos. Na hora da passagem de som  comecei a dar arpejos a esmo, da corda sol até a segunda posição da mi. De ida e de volta. Quando parei, o público de certo pensando que era uma apresentação, aplaudiu com entusiasmo.Creio que tenha sido o ineditismo de um violino no meio das gaitas e violões.
Outra  vez a Ajuris organizou uma excursão a Rivera. Na volta demos uma parada no Restaurante Papagaio, no trevo de Cachoeira, na BR 290. Um conjunto tocava, sendo que um músico era  violinista, meio principiante. Fiz-lhe uma proposta: pagaria todas as cervejas que ele quisesse, desde que me deixasse  tocar. E o ônibus buzinando para eu parar e embarcar. Mandei que se fossem, que me arranjaria para voltar. Um circunstante me apoiou e disse que me daria carona até P. Alegre. Feito o brique. Salve a música!


sábado, 7 de abril de 2018

PITACOS DO HABEAS - POR EDUARDO AYDOS


PITACOS DO HABEAS CORPUS
Crônica do Julgamento do Habeas Corpus Preventivo de Luís Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal da República Federativa do Brasil.

I: Se alguém no Brasil conseguiu acompanhar e entender, na íntegra, o voto da Rosa Weber, receba meus cumprimentos.

II: Assisti os dois votos da Rosa: na questão preliminar e no mérito do HC. Minha primeira impressão, é que ela esteve mais preocupada em se auto-justificar do que em explicitar os fundamentos da sua decisão.

III - Impressões, meras impressões... ainda sobre a Rosa de abril. Na primeira sessão do Julgamento, a impressão que me deixou, é que ela estaria preparando o terreno para, na discussão do plenário, romper sua postura de colegialidade exercitada nas decisões da sua turma e votar de acordo com sua reserva de consciência jurídica, vale dizer, contra a execução da pena no segundo grau de jurisdição. E, se essa impressão estava correta, já tinha seu voto escrito neste sentido. Mas, por manobra nitidamente protelatória da divergência, que, em sede do resultado do julgamento na questão preliminar, já dava o feito por favas contadas, veio o fatiamento da sessão. E com ela uma dilação de tempo em que muitas coisas aconteceram: a Nota Técnica dos Juízes e Promotores; as manifestações populares de porte significativo; a repercussão na pequena e na grande mídia, a declaração do Comandante do Exército. Acredito, sinceramente, e sem demérito à Ministra que, na sessão de abril, ela mudou seu voto - e o fez comodamente, como simples confirmação da sua postura pró-colegialidade. Mas uma coisa é mudar o voto, outra coisa é mudar o texto longo e juridicamente empolado da justificação do seu Voto. E, foi essa, exatamente a impressão que colhi da sua fala: uma colagem de argumentos, citações e autores que, além de destinados a causar impressão pela mera erudição, ora apontavam numa, ora noutra direção de raciocínio. Só consegui firmar convicção sobre o efetivo direcionamento do seu voto nos momentos que antecederam à sua final declaração.
Mas não se deduza dessas impressões, falta de apreço pela postura e o voto da Rosa Weber. Confesso que me surpreendeu a sensação de que, por detrás da couraça do seu juridiquês e da insistente, e quase impertinente, necessidade de afirmação da sua própria coerência, revelou-se influenciável no bom sentido deste termo, capaz de assimilar a mudança em torno e reagir tempestivamente às suas demandas. Virtude rara naquela Corte e absolutamente necessária para a condução a bom termo dos seus desafios na presente conjuntura. Virtude que espero seja confirmada nas ações de constitucionalidade vindouras.

IV: Gilmar Mendes, num dos seus atos falhos, revelou a verdadeira faceta da crise institucional protagonizada pelo STF: o 'empoderamento' dos escalões inferiores do sistema Judiciário. No outro (acompanhado depois pelo Dias Toffoli), relativizou a petensa cláusula pétrea da constituição que supostamente seria a justificativa fundamental da divergência; com efeito admitiu o cumprimento da pena antes do horizonte formal do trânsito em julgado...
Além da já famigerada e, muitas vezes, abusiva ou abusivamente praticada 'progressão da pena', teríamos agora, uma 'regressão do trânsito em julgado'... obviamente, para acomodar a clientela do momento (razão pela qual ela não poderia situar-se no marco lógico da jurisdição de segundo grau, mas estender-se por alguns meses incluindo alguns ao STJ), ou seja, para ultrapassar o marco temporal da próxima eleição!. E dê-lhe

jurisprudencialismo ad hoc nessa mixórdia!

V: E o Lênio duas vezes citado por Gilmar! A união perfeita dos contrários. Ora, pois... não podia dar outra.

VI: O Barroso roubou a cena do Gilmar. Enquanto este qualificou-se como artilheiro de metralhadora giratória - atirando para todos os lados, atrás, à frente, acima e abaixo, mas acertando apenas no próprio pé - o Barroso foi sóbrio, didático e sobretudo coerente. Mas, seu pragmatismo custou-lhe um momento de fraqueza, antecipando a possiilidade de conciliação com a divergência, numa solução do 'trânsito em julgado' a meio caminho, não tão perto que permitisse a prisão imediata do candidato, mas distante apenas o suficiente para viabilizar a sua candidatura.

VII: Metade do 'voto' decano foi resposta às declarações do Ministro da Guerra que, simples mas incisivamente e com alvo certeiro, dirigiu-se a quem interessar possa e o chapéu queira vestir, nos seguintes termos: "Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais." Entendendo que servia ao STF o capuz (entendimento que, aliás, parece constituir-se no maior consenso nacional dos tempos que passam), o ilustre decano destilou uma catilinária anti-castrense e pretoriana que, pelo contraste da notória e auto-reconhecida inépcia do sistema judiciário brasileiro, e do STF em especial, em oferecer respostas à cultura da impunidade e à escalada do crime organizado que grassa neste país, tangenciaram os limites de uma soberba inconsútil e de uma pueril provocação.

VIII: Para a crônica da segunda parte do discurso do Celso Mello, não vejo melhor observação que o comentário de um amigo no primeiro PITACO: “Parecia um disco arranhado.” Com efeito, repetitivo e estridente, a metáfora é perfeita. Especialmente pelos rrrs arrastados da sua retórica. Foi uma profissão de fé na imutabilidade da idéia-forma - uma espécie de platonismo vulgar - que os tempos não recepcionam e as letras pouco socorrem. E, não obstante, a sua ortodoxia quase desmoronou, sob o influxo da emoção que o levou, em determinado momento, a esquecer o texto e definir o conteúdo substancial do conceito do trânsito em julgado, em contradita flagrante de toda a sua argumentação. Pois reconheceu-o verbalmente como a condição processual em que se esgota o conhecimento da autoria, dos fatos e das intenções (exatamente o que autoriza a execução da pena após o esgotamento das instâncias ordinárias). O deslize involuntário deu-se quase ao final do discurso, mas talvez não passe na revisão do voto. Pode-se perceber que ele se deu conta do ato falho, meio que se engasgou na própria retórica, avermelhou o semblante mais do que o normal, tomou fôlego, interrompeu a linha do raciocínio e engrenou para os finalmente.

IX: Vejo na mídia as especulações sobre os 'Ministros nomeados por Lula' que votaram contra o HC; sobre os ministros de Collor e FHC que votaram a favor; sem esquecer o ministro indicado por Temer que votou contra. E o fato sugere um alento à desesperança deste cronista, eis que denota uma, ainda incipiente, mas nítida tendência à superação da clivagem político-partidária desta composição do STF que, a meu ver, predominou no manejo da crise institucional imediatamente anterior (impeachment de Dilma). Dois alinhamentos hipotéticos podem ter, isolada ou cumulativamente, determinado essa diferença.

Minha análise, já firmada em outros textos, aponta uma nova clivagem da sociedade brasileira, que já permeia as atuais e, em muitos casos, artificiais configurações e articulações partidárias. Trata-se da clivagem demarcada: de um lado, pela resiliência do ancién regime - na estranha aliança de oligarcas e totalitários entincheirados nos espaços público e privado da cultura da impunidade; de outro lado, pela aproximação difícil, mas possível, de interesses plurais, articulados pela necessidade estratégica da ruptura do círculo vicioso da corrupção e do crime organizado que se nutrem da impunidade, como condição para a retomada do desenvolvimento deste país.
Mas, a observação atenta dos processos em curso no nosso sistema político, também realça a emergência de um novo paradigma de comportamento político, marcado pela também efetiva e não meramente demagógica rejeição da subsunção, prevalecente no velho regime, dos valores mais adscritivos - do profissionalismo, do mérito acadêmico, dos interesses corporativos, das políticas globais (tipo one issue politics) - ao talante dos mecanismos tradicionais de representação e governo. Isso que implica na explicitação e consolidação de parâmetros éticos de comportamento político, capazes de resgatar espaços de diálogo possível na esfera pública... prospectivamente, círculos virtuosos de integração social que se sobreponham aos alinhamentos horizontais, estamentais ou hegemonistas que precisamos exorcizar.
Talvez seja, apenas, a expressão ingênua que emerge da nossa reação visceral à vergonha e ao desencanto do país que viemos a construir, mas vislumbro essa luz no fim do túnel. Não posso afirmar que a cisão, que determinou o resultado deste julgamento no STF reflita, isolada ou cumulativamente, essas clivagens. Mas a capacidade de percebe- las no perfil dos atores e na distribuição das suas forças naquele tabuleiro, me permite acreditar, ao menos, na sua possibilidade. E, na probabilidade, sim, de que o paradigma emergente agregue recursos de persuasão e potencial de sustentação muito superiores aos estertores do velho regime. Algo assim como o decolar de uma modernidade tardia, que já se submete aos testes cruciais da sua validação; que já passou no primeiro; e, que se apresta a enfrentar os próximos com maior força de impulsionamento.

X: Discutia-se o HC de Lula, discutia-se a possibilidade da prisão depois do julgamento de segundo grau, ou depois do trânsito em julgado, mas o Dias Toffoli teve o seu momento de glória disputando com o Barroso a maior preocupação pela situação dos presos sem julgamento no sistema prisional brasileiro e jogando confete no Lewandowski pelo seu desempenho à frente do CNJ. Nada contra, mas convenhamos... demagogia fora do foco não deveria transitar nos caminhos estreitos de uma Corte Suprema.

XI: Afazeres me impediram de assistir o Voto do Alexandre Morais. Lamento. O discurso do Luiz Fux, já me fustigando o cansaço, o tive por dentro dos conformes, na linha de argumentação do direito novo, que lançou âncora na composição da Corte. Depois, momentos incontidos de sono breve e reparador, me pouparam o desconforto de ouvir o Lewandowski e o Marco Aurélio, e me recompensaram pelo despertar no canto do cisne do ilustre decano, que me permitiu testemunhar, recomposto, o momento épico da Toreadora, na sua marcha que valeu a ópera de Bizet, e cujo texto, reprisando os arroubos do Battochio, me dou a licença de citar 'en français': "Votre toast, je peux vous le rendre / Senors, senors, car avec les soldats / Oui, les toreros peuvent s'entendre / Pour plaisirs, pour plaisirs ils ont les."

XII: Tiro o chapéu para a senhora Carmen Lúcia. Deu a volta por cima das suas próprias fragilidades e segurou, sem vacilar, no comando da Corte, o enfrentamento da divergência. Se o irredentismo da gaúcha Rosa não negar estribo à tropilha da mudança, o trem de Minas poderá mudar o curso da Santa Aliança no comando do STF. E, com Lula

na cadeia, a Velha República terá uma chance de, em definitivo, contar os seus dias ao sopro do Minuano.

(Texto elaborado em tópicos na minha página do facebook. Editei e alterei a ordem numérica de alguns pitacos para dar-lhes sequência temática nesta publicação.)

quinta-feira, 5 de abril de 2018

ROSANE DE OLIVEIRA ANTECIPOU A POSSIBILIDADE IMEDIATA DE PRISÃO DE LULA

No programa matutino de que ela participa na Rádio Gaúcha ela narrou que uma fonte sua, do Ministério Público Federal, lhe esclarecera que não havia mais o que esperar, pois o salvo conduto de Lula expirara com a decisão do STF.
Dei-me conta, então, de que isso era verdadeiro, pois os embargos declaratórios junto ao TRF 4 não têm efeito suspensivo.
Às 9.05 da manhã recebi ligação da rádio Gazeta AM de Santa Cruz, em que sou colunista do jornal. E falei que, realmente, a prisão poderia ocorrer incontinenti.
Agora é esperar os desdobramentos.

DE LITURGIAS E VÊNIAS


Eu era guri de 15 anos e fui convidado pela Márcia, filha do dr. Alfredo Zimmer, para seu aniversário, também de 15 anos. O dr. Alfredo era juiz de direito em Santa Cruz. Conhecia-o de vista, pois ele frequentava a piscina do Tênis Club. Quando ele ficava boiando meus amigos e eu permanecíamos a uma prudente distância dele, vai que ele se incomodasse…


Pois compareci ao aniversário, calças compridas, camisa bem passada, cabelos com
aquele “gumex” básico e sapatos Vulcabrás. A casa era pertinho da minha. Da sala onde estava a mesa de doces e refrigerantes vislumbrei  o gabinete com prateleiras cheias de livros e uma mesa com uma porção de processos. Lá estava o juiz entretido numa leitura. Achei que seria de bom tom cumprimentá-lo. Fui até a porta entreaberta e balbuciei: “boa tarde, senhor juiz”. Ele pediu que entrasse. “Sente-se meu jovem, de que família você é?” Estranhei o você não
usual para mim, mas depois entendi ao saber que ele era natural de Santa Catarina.
Perguntou-me o  que eu estava pensando em fazer após completar o então ensino secundário. Cogitei  em lhe dizer que queria ser um juiz como ele, mas não achei adequado. O tempo passou, acabei assumindo como juiz de direito e o dr. Zimmer já era desembargador. Fui ter com ele que me deu vários conselhos os quais procurei seguir à risca, todos muito simples, mas em os seguindo por certo evitei vários dissabores.
Cito alguns: não ingerir bebida alcoólica em público, pois ao menor vacilo já estaria com fama de “borracho”;  nas audiências ser cortês, lhano no trato com partes, testemunhas, advogados, mas não fazer gracejos sob pretexto de ser cordial  ou “camarada”;  ser pontual
e não adiar audiências, salvo motivo muito relevante. E, por fim, ser  o quanto possível comedido na vida social.

Claro que se cometem erros durante a vida e eu os cometi.

Ocorre que,  queiramos ou não, uma sessão de julgamento é algo muito sério e grave. Quando se está numa câmara, grupo ou turma, são normais entendimentos
conflitantes. Nada autoriza, no entanto, que se abandonem os bons modos, a elegância no dissentir, as vênias, as galas e as liturgias .Os tribunais são verdadeiros templos, que não deveriam ser profanados por querelas pessoais
entre seus integrantes.
Lamentáveis, portanto, as cenas que o Brasil inteiro recentemente assistiu.

Não resta dúvida que os critérios de acesso aos tribunais superiores merecem uma revisão.

sábado, 31 de março de 2018

CHEGOU A TUA VEZ, CIDADÃO


 
Fernando Silveira de Oliveira,

Acadêmico de Direito.

 

Estamos então em 2018, um ano decisivo para a nação, diante de tantos caminhos que devem ser apresentados, dando início a um novo ciclo, com mudanças abundantes no sistema social, econômico e político brasileiro. É sabido que o clamor da sociedade por uma reciclagem geral na política é estrondoso, impulsionando as mais diversas manifestações, colocando em discussão inclusive a própria efetividade do Estado Democrático de Direito, o pacto social e a própria consistência da representatividade.

A democracia foi a debate e a conscientização de sua importância é um dever de todos. Como já defendia o cientista político norte-americano, Robert Dahl, a democracia não é um estado absoluto. Encontramos inúmeros níveis de democracia, com menor ou maior participação popular nas decisões políticas e administrativas. Caminhamos dia após dia para o amadurecimento da inclusão cidadã na política brasileira, amadurecendo também a nossa própria democracia.

Esse clamor e toda rejeição que é encontrada com muita nitidez na internet, nas ruas, nas praças, nas universidades e nos mais diversos meios sociais, deve ser emplacada e alavancada no momento solene do eleitor: a hora do voto, e mais do que uma mera solenidade, é o grande dia para a escolha de um novo tempo. Além da participação, fiscalização e do acompanhamento da conjuntura política nacional, é preciso que o eleitor esteja atento a tudo e que aproveite essa oportunidade de escolher o caminho que o Brasil deve seguir. Caso contrário, teremos mais quatro anos de descaso e de irresponsabilidade.

Todo esse maremoto de críticas à política e aos políticos deve ser canalizado para a tão almejada mudança estrutural. O sistema apodrecido vai ser testado mais uma vez e fará de tudo para conseguir se manter no poder. A manipulação, o medo, a mentira e a ilusão serão as ferramentas do establishment para vencer a responsabilidade, a conscientização e a maturidade política dos brasileiros. De nada adiantará longos textos correndo as redes sociais se na hora do voto o eleitor optar pelos mesmos de sempre.

É chegada tua hora cidadão e a nação espera por ti. O futuro do Brasil está em tuas mãos. Os erros do passado poderão ser reparados. Precisamos entender o nosso papel como sociedade e passamos então a ser protagonistas das mudanças que tanto almejamos. O voto é a maior arma contra a corrupção, a irresponsabilidade e os desvios que dominam o mundo político brasileiro. Um voto consciente é luz para enfrentar toda escuridão daqueles que se acham donos de um país e de seu povo.