domingo, 8 de dezembro de 2013

COLUNA DE FLAVIO PEREIRA EM ' O SUL ' DE AMANHÃ


 

 

 

Saida do PDT complica base do governo.

 

 

Os sete votos do PDT poderão fazer falta no plenário.

 

 

A decisão tomada pelo PDT na convenção estadual de sábado, não deixa duvidas: o partido deseja distanciar-se do PT, de cujo governo até o momento é um aliado estratégico. O governo, que apresentou nas ultimas semanas, dificuldades evidentes para aprovar projetos importantes, terá agora do PDT, sete votos independentes que terão de ser buscados a cada projeto colocado em votação.

 

 

Discurso forte

O discurso do pré-candidato ao Piratini,deputado Vieira da Cunha,que empolgou os pedetistas sábado no teatro Dante Barone na assembléia Legislativa,foi incisivo, em tom de oposição e alternativa aos dois projetos que estão despontando. Vieira identificou os dois adversários mais importantes que terá na campanha ao governo do Estado: a senadora Ana Amélia pelo PP,e o PT de Tarso Genro. Sobre Ana Amélia, antecipou parte da estratégia, identificando-a com “a Arena,e a ditadura”. Em relação ao PT, garantiu que seria constrangedor “empunhar a bandeira do PT,cujos principais dirigentes nacionais estão presos, condenados por  corrupção”. Lasier Martins, o pré-candidato ao senado, lançou o desafio de ampliar dos atuais 239 mil, para 300 mil o numero de filiados do partido, mas alfinetou a gestão de Tarso Genro: "é um governo de promessas, que não concretizou nada".

 

Prudência

Discursos para demarcar posição à parte, o fato é que ao lembrarem Germano Rigotto (PMDB), que de azarão transformou-se no candidato vitorioso ao Piratini em 2002, os pedetistas esqueceram que naquela campanha, Rigotto evitou ataques aos adversários,apenas apresentando propostas de governo. Cresceu e ganhou a eleição, porque os dois favoritos nas pesquisas, Antonio Britto (PMDB) e Tarso Genro (PT) dedicavam-se apenas ataques recíprocos. Rigotto ganhou ali a marca de “paz e amor”.

 

 

O trabalho para a copa 2014

Algumas posições que o PDT ocupa, deixarão o governo em momento inoportuno. É o caso do Secretário do Esporte,Kalil Sehbe Neto, que costurou a maioria dos entendimentos que viabilizaram acordos importantes vinculados  à Copa do Mundo de 2014,e que fará falta na continuidade deste trabalho.

 

Revisão do acordo?

O que era apenas rumor, agora começa a crescer: o  retorno do atual Secretário da Saúde, deputado Ciro Simoni à Assembléia, pode provocar uma mudança no acordo formulado até aqui dentro da bancada, que indicou Gilmar Sossela para presidir o legislativo a partir de janeiro do próximo ano.

 

Trabalho redobrado

Líder do governo na Assembléia, o deputado Valdeci Oliveira (PT), que conseguiu produzir milagres à custa de diálogo e entendimento com a base aliada e a oposição,terá agora trabalho redobrado. O governo tem, no mínimo, 90 projetos em regime de urgência aguardando aprovação em plenário. E Valdeci dispõe de uma semana para costurar o entendimento em torno destes projetos. O caminho natural será aprovar prioritáriamente aqueles para os quais exista algum consenso.