quinta-feira, 14 de agosto de 2014

OS CORVOS DO ZIMBÓRIO DA CATEDRAL





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Da  mesa no meu home office essa é a visão que tenho. Passo muito tempo em devaneio olhando e olhando a cúpula de nossa Catedral Metropolitana. E os corvos ficam dando voltas e voltas, planando em redor. Depois pousam  bem lá em cima, perto da cruz. E assim é em quase todas as catedrais. Nalguns locais esses corvos são venerados, como é o caso de Londres.
Mas, para mim, corvo relembra morte.
E a morte para mim não é mistério. É a única certeza que cada vivente pode ter.
E aí fico matutando:  nosso corpo é uma carcaça de carne , vísceras e osso. E porque será essa fixação em  resgatar o corpo, mesmo que ele desapareça em pleno oceano, ou lá no Curdistão bravio? por que e para que?
No meu caso, já dei ordens à minha família: se eu morrer  estraçalhado por um tubarão lá nas Ilhas Seychelles , onde nadava pelado,  enterrem o que restou de mim  por lá mesmo e não gastem com avião e transportes. Total, vão colocar umas pedras dentro do caixão, lacrar e cobrar uma nota.
Gastem esse dinheiro com champagnes em minha memória.

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