quinta-feira, 7 de maio de 2015

A PADARIA ARTESANAL LA TASCA NO CENTRO HISTÓRICO






Já disse para vocês que o Centro Histórico de P. Alegre, principalmente a região dos Palácios ali na Praça da Matriz, em quase toda a Duque, é uma aldeia. Nesses edifícios sólidos moram milhares de famílias que fazem suas compras nas inúmeras fruteiras, mercadinhos, lancherias etc. Em finesse destaca-se o restaurante que está no Multipalco, ao lado do Theatro São Pedro. E os moradores quase todos se conhecem. E nossa Igreja é a Catedral.
Agora  dois jovens argentinos vêm de se instalar na Duque, 678,  a Padaria La Tasca, que serve de tudo que não conhecemos como  pão de tudo que é tipo, salgados, delicatesses, doces, uma taça de vinho ou espumante. Enfim, parece aqueles locais pequenos da Europa do Norte.Tem lugar para sentar e uma grande mesa para degustar vinhos com conhecidos ou não.
 Atendimento pessoal, carinho, olho no olho.
O site deles é http://www.latasca.com.br/local.html

terça-feira, 5 de maio de 2015

MENDELSKI EM NOVA E SURPREENDENTE FASE



Os entraves do problemático alcance da Guaíba se relativizaram com o advento da internet e seus aplicativos.
Ouvir a Guaíba pelo rádio é quase impossível a 200 kms de P. Alegre. E tem uma rádio paraguaia que interfere muito.
Ouvir pela interrnet também era meio incômodo, pois  tinhas que ficar na frente do computador. Como agora se pode  ouvir pelo celular, dá para ficar de conchinha na cama ouvindo o Mendelski. Sim, porque a Gaúcha só fica interessante depois das oito horas da manhã, quando entra a Rosane de Oliveira e turma.
É que, conquanto me penalize com a sorte do motoqueiro que caiu na rua freire alemão ou na vila caída do céu, e de mais um assalto no posto de gasolina, estou com a cabecinha pensando em outras coisas. Estou a fim de brincadeiras e de inteligências.
E o Macedão, conquanto sério e correto, está fazendo com os 100 quilos na antena uma rádio comunitária,para a qual meio kW estaria bem.
Só consigo ouvir o Mendelski das 5 até 7,30 da manhã, quando tenho que sair para lutar pelo caviar e a  Veuve Clicquot de cada dia.
Depois que ele colocou o Rogério Boelke do seu lado ( um gentleman, culto e respeitoso), o programa ficou supimpa.
É puro entretenimento, o que combina com o horário. Reminiscências, farpas ( acertadamente RM parou de implicar tanto com o PT), descendo a casseta  geral, sem poupar este ou aquele.
Memória prodigiosa, voz denotando que não fuma , se bebe, é só nos findes, e o" Doutor"está longe de o pegar.
Resumo, o Mendelski  mantém seu público fiel, de mais idade, mas vai assanhando  gente que migra das outras, por causa da repetição fastidiosa de coisas que já se leu de véspera nas redes sociais.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

AINDA A GASTANÇA DO $ PÚBLICO. PELO QUE VEJO SANTIAGO DÁ UM BOM EXEMPLO

Quem não gosta de festa?
Mas com dinheiro público acho brabo.
Leio agora que o dia 1 de maio foi festejado em Santiago-RS. Mas  consta que  a festa foi por conta de patrocinadores particulares.
Se foi assim, espero que o exemplo frutifique.
É de se esperar que na região toda tenha sido assim, nada de dinheiro público. Não custa dar uma olhada no Portal Transparência, se é que todos são transparentes, 


Eis a matéria do site NOVA PAUTA




Festa do Trabalhador lotou o ginasião


Santiago – Centenas de pessoas foram ao ginasião na tarde de sexta durante a Festa do Trabalhador promovida pela Rafa Brinquedos e apoiada por várias empresas. Teve mateada com a Erva Mate Tomelero, brinquedos, cortes de cabelos oferecidos pela Hadassa e shows com a Banda Só Vitória, João Veio e grupo e Banda Griffe.


Apoiadores: Beto Kerpel, Erva Mate Tomelero, Padaria Querência do Caburé, Lancheria Leal, Mobille, Prefeitura, Barriga Verde, Expresso, Nova Pauta, Hadassa, Sullab, Tchê Loko, Cleber Surdinas, J.P.Bebidas e Beltrão Calçados.

GASTANÇA COM NOSSO DINHEIRO - O BLOG DO LOEFFLER, UM DOS MAIS ACESSADOS DO ESTADO, NÃO DEIXA BARATO

GASTANÇAS COM DINHEIRO PÚBLICO , O FALSO BRILHO DOS CARGOS COMISSIONADOS, E A FATAL ALTA DOS ALIMENTOS

Aproveitei  os belíssimos dias de chuva na estância para refletir.
Hoje é uma barbada trabalhar na área de serviços.
A bronca está na indústria, onde a voragem dos dias traz a obsolescência do parque fabril. E a cada tanto há que se adquirir novos equipamentos.
A  bronca está no campo: na pecuária e na lavoura.
Estamos afogados por um cipoal de vedações, algumas razoáveis; outras, não.
Hoje os peões, com justiça, querem conforto, ar condicionado, face book acessível por um roteador no galpão e bom salário. É certo e quem não paga direito está fora do mercado
Dá uma problema na inseminação ou no repasse dos touros, um monte de vacas vazias. E aí? Prejuízo.
Cai um raio, mata um monte de bois.O Poder Público não está nem aí. e com razão. Cada um que se vire.
Vai contar as ovelhas e se constata que  o sr. Abigeato ( crime insignificante) carneou umas vinte e não dá em nada.
Tudo isso é custo.
O trigal está lindo: dá uma chuva de granizo e se foi a colheita.
Agora corta para uma assessoria pública.
Os cargos em comissão se regalam. Não fizeram concurso e ganham  muito bem, muito mais que um peão de estância ou que um empregado da farmácia.
Os olhos dos jovens incautos se arregalam quando a Prefeitura de Vade Mecum promove festas, solta rojões, oferece salgadinhos e salgadões, tudo por conta minha e tua, caro leitor.
Raciocina a  menina e o menino: mas bah, a troco de que vou pegar sol e chuva trabalhando na iniciativa privada? tenho que me encostar.
Mas isso há de terminar, pois a porca não tem tetas suficientes.
Um dia o dinheiro vai acabar. E um dia todos irão compreender que fora da iniciativa privada não há alimentos.
Hoje eu penso que um quilo de boi vivo deveria valer 10 reais e não cinco.
É que o agronegócio da pecuária ainda não se organizou bem.
E nós todos temos que nos convencer do seguinte: o dinheiro público  não é propriedade da Dona Dilma, nem do Governador, nem do Prefeito para ele gastar no que quiser . O dinheiro público vem do imposto que está embutido no pão que o sr. compra; no leite que o sr. toma, na carne barata que a sra. adquire. E um alto percentual do seu salário  vai para o Tesouro Público.  E o sr. acha certo gastarem esse dinheiro em miçangas e espelhinhos?
Pense nisso amigo/amiga.

domingo, 3 de maio de 2015

AINDA MAÇAMBARÁ - UMA AULA DE HISTÓRIA DO DES. NÉRIO LETTI


 

Conheço bem Maçambará. No tempo que ainda era distrito de Itaqui, longe, estrada de terra, passando pelo banhado de São Donato, estâncias e mais estâncias, desde as do Jango, Jaime Masgraur Maurell Filho ( dono do velho prédio do Forum de Itaqui, onde atuaram como Juiz  -  La Hire Guerra, Espiridião de Lima Medeiros,  Hugo Candal, Ernestino Pereira de Lucena,      e tantos outros magistrados. Eu fui Juiz em Itaqui de 1969 a 1972. Fui o primeiro juiz a não residir nos fundos da velha casa do  abastadp  fazendeiro Jayme Maurell Filho ( "seu Jaiminho"). Morei na casa alugada do Sr. Oscar Sayago, na rua Euclides Aranha Filho, (pai do Osvaldo Aranha), ao lado do Clube do Comércio.

 

Fui grande amigo e sou até hoje, do argentino-inglês-brasileiro, Dom Terence Raymond Coward, que administrava as Estâncias das Tres Figueiras, de propriedade do casal de ingleses famosos e riquissimos e que moravam em Buenos Aires  -  Willy Dom Dickinson e esposa dona Gladys  ( conhecí o casal na Estância das Tres Figueiras)  e tinham mais  estâncias, a estância da Palma, estância Santa Rosa e outras, de tal forma que tinham um corredor próprio, que ligava suas estâncias à industria saladeril no tempo do charque ( carne salgada, ou carne de sol), sem passar em terras de terceiros,  antes da chegada da geladeira e da indústria do frio e do frigorífico. e assim o gado era levado por este corredor até a grande indústria xarqueadora,  desde o inicio do século XX, e tiveram o saladeiro em Maçambará e ajudaram  os ingleses a construir a Estrada de Ferro, de São Borja, Maçambará, Itaqui, Uruguaiana e Barra do Quaraí, a famosa BGS - "cujo trem saía quando queria e chegava quando podia" no dito da peonada da região - sempre levando gado e alguns passageiros, no vagão destinado aos viajantes. Construiram a famosa ponte de ferro, sobre o rio Ibicui, entre Itaqui e Uruguaiana, em 1888 - com quase dois mil metros  sobre a várzea do rio Ibicui, pois, fica bem  próximo da foz com o Rio Uruguai  -   ( tem uma placa de bronze na dita ponte).
No tempo em que fui Juiz, um pouco acima da ponte, a montante, havia o local da balsa, cuja balsa ainda existia e era usada por pescadores, que se dirigiam navegando para rio Ibicui, até Rosário do Sul ou até o rio Uruguai, cuja saga foi cantada nos versos de Aparicio da Silva Rillo e do grande médico de Santiago, Dr. Aureliano de Figueiredo Pinto, musicados por Jayme Caetano Braum, Noel Guarani, Cenair Maicá, Pedro Ortaça  e principalmente, na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaina e nos cantores e compositores do Festival da Barranca do Uruguai,  de São Borja, de onde se forjou a música nativista pura, de origem missioneira e de grande influência castelhana.
E ao chegar em São Borja, na encruzilhada, quebrando à esquerda para ir à terra dos Vargas, do Jango e de tantos politicos e histórias, pois seguindo ia dar em Santo Antonio das Missões  ( antiga Vila Treze, no Itaroquém) e São Luiz Gonzaga, aí se ubicava a localidade famosa de Nhu- Porã. Esqueçam o asfalto atual. Fiquem com a velha estrada carroçável e de rodagem,   sem macadame, de terra, de barro no inverno e de poeira no verão, era uma estação ferroviária de quem vinha de Santiago, Unistalda,  Arabutã, sendo Nhu Porã, a última estação ferroviária antes da chegada do trem da antiga V.F.,R.,G.S. das Maria Fumaça, a São Borja. Pois bem, nesta localidade, de Nhu Porã, na década de 70, quando fui juiz no Itaqui, conheci bem, aí morava e tinha um campo o gênio poético de Aparicio da Silva Rillo. Sim. Aí morava Aparicio da Silva Rillo.  Conversei com ele várias vezes.  E um dia me identifiquei como Juiz da Comarca de Itaqui. Foi o que chegou. O Aparicio da Silva Rillo, se desmanchou em atenção, respeito e dedicação e generosidade a ponto de um dia,  quando veio ao banco,  em Itaqui, foi me visitar no Forum, que eu tinha mudado para o prédio da Aduana, junto ao porto, frente à cidade de Alvear, em Corrientes, na Argentina, prédio grande, enorme da Receita Federal e que abrigou o Forum.
 
Era tudo estrada de terra. Do Alegrete a Uruguaiana são 150 Km. De Uruguaiana a Itaqui são 110 Km. De Itaqui a São Borja, passando por Maçambará,  são 80 Km. Conheço bem. De Rosário a Livramento são 110 Km. Na fronteira é assim. Tudo passa dos cem KM.
Em Maçambará, tinha o famoso "bolicho do Seu Candinho" um comércio sortido, bem no centro do então distrito itaquiense - não chegava a ser uma  -   "Barraca de Frutos do País"  -  quanto lembro o nome do "seu Candinho" - mais conhecido do que as pedras - era Cândido Penalvo da Silva - familia conhecida na fronteira. O irmão mais novo, do seu Candinho, ele o mandou estudar em P. Alegre ( já tinha economizado  uns cobres e deu para mandar o caçula estudar na capital)  e o Aristeu jogou futebol e bem e foi jogador do Renner, como half direito, marcador de ponta esquerda e era reserva do time que foi campeão gaúcho de 1954, a famosa máquina de jogar futebol do Renner, cujo técnico era o Prof. Selviro Rodrigues, professor de Educação Fisica do IPA ( e que teve um filho, Icaro, que também jogou futebol profissional).

  Hoje, arrancaram os trilhos da estrada férrea inglesa e  foi eliminada. Quando cheguei em Itaqui ainda estavam arrancando os trilhos. Levava o gado até a Barra do Quarai, e daí por barcaça ia até o grande entreposto comercial de Fray Bento, sobre o Rio Uruguai, na divisa entre Uruguai e Argentina e deste porto uruguaio, a carne era exportada para a Europa de navio. Foi desta região platina que a Inglaterra e muitos paises europeus famintos, foram abastecidos de alimentos ( inclusive da Argentina), principalmente de carne,  durante a Primeira Guerra Mundial ( 1914 a 1918) .

Quanto me lembro a BGS inglesa, que marcou época na região, cuja  história já está contada, mas ainda falta muito para recontar o que significou para a região a ferroviária inglesa - se chamava    "Britihs Great Southern " -
Maçambará se chamava de Vila Recreio. Era  um centro principalmente devido a ferrovia dos ingleses e o movimento que as estâncias administradas pelo meu amigo Don Terence Raymond Coward -  tendo como    centro a fantástica Estância das Tres Figueiras   - era uma cidade - tinha de tudo. A casa dos patrões de Buenos Aires, tinha o quarto azul, o quarto verde e o quarto amarelo para dormir tel era o refinamento dos ingleses. Riquissimos. Donos desde o inicio do século XX da Charqueada, da indústria saladeril, antes do frio e do gelo e da frigorificação da carne.
Mas, o notável cantor e compositor nativista, Telmo de Lima Freitas, policial federal,  tem uma canção clássica, absoluta, que retrata com perfeição, o que estou dizendo e que leva o nome de justamente  de " O Bolicho do seu Candinho". Todo devem escutar, com atenção e com o sentimento voltado para Maçambará, lá no meio do campo, nas lonjuras infindáveis do pampa e daquela gente que trabalha de sol a sol, cuidando do gado e agora plantando.

 Um detalhe histórico - a fazenda do Itú - do Dr. Getúlio Vargas, não fica em São Borja, como todos dizem, os jornais, etc..e até livros. Nada disso. A Fazenda do Itú, fica toda ela dentro do Itaqui. Não sei agora, com a emancipação de Maçambará, se pertence, o Itú, a Maçambará. Mas nunca teve  um pedaço de terra em São Borja. A casa do Getúlio é que fica em São Borja.  Quem vai de Alegrete, ´por dentro, isto é, pela estrada de terra, não pelo asfalto atual, feito pelo Mario David Andreazza, passa o Rio Itú, na barragem que estava inacabada, no meu tempo, chega na localidade das " Quatro Bocas" e pouco antes da encruzililhada para ir a São Borja ou para Itaqui, logo alí, está, na beira da estrada, à esquerda de quem vai, vindo do Alegrete, está a  porteira da Fazenda do Itú, tão famosa nos tempos do Getúlio Vargas.
Hoje, a casa histórica, bem preservada, lógico do que sobrou, da administração desastrosa de  uma neta do Getúlio, filha do Dr. Luthero Vargas, que morou no Itú e sem dinheiro foi vendendo tudo, tesouros, lembranças, taças, premios, etc...torrando - até que vendeu a séde da estância do Itú, e que devem ser ao redor da histórica casa  umas 24 quadras de sesmaria, pois, o restante de campo ainda pertence a familiares do Dr. Getúlio, como o Dr. Viriato Vargas Filho e outros - para um fazendeiro de Santiago, que conservou a casa, arrumou, reformou e abre à visitação pública, e que se chama  - Sr. Alceu Nicola.
Desculpem pelo alongado. Mas como Juiz no Itaqui e visitei a mais distante urna do Itaqui, justamente, na direção de Unistalda - então distrito de Santiago - quando me lembro em São Canuto, e a urna ficava numa escola cuidada por um fazendeiro ( melho pela esposa do fazendeiro), e distava do Itaqui, mais ou menos uns 120 Km, mas tudo era Itaqui, passando Maçambará, lógico, indo muito mais adiante.  E foi uma festa daquela povo, receber o Juiz. Fui com a Rural Willis da Prefeitura, num dia de semana, bem antes das eleições, pois eu fui ver e verificar e falar com o pessoal das localidades, onde tinha urna. A divisa do Itaqui ia até Santiago, justamente, no distrito de Unistalda. Hoje município progressista. Todos os distritos que se emancipam progridem. Terra onde tem estância o nosso confrade maior, o Desermbargador multimídia e agora fez esta notável cavalgada de lindas mulheres - AS ANITAS DE UNISTALDA - que lindo, justamente, de Unistalda para Maçambará.

 pois bem, antes que a cavalgada do Ruy, chegasse a Maçambará, a não ser que mudaram a estrada de terra, como ele conta, pedras, buracos, barro e poeira, etc...como são as estradas vicinais de nosso interior - um horror  -  se ainda é a mesma estrada do meu tempo, uns dez KM antes de Maçambará, entra à esquerda, no corredor,  e que dá acesso à notável e histórica fazenda das Tres Figueiras, dos ingleses, de Buenos Aires, administrada pelo Dom Terence Raymond Coward. Meu amigo, ainda vivo, e que reside aqui em Po. Alegre, na Av. Palmeira,  e sabe tudo daquela região, pois, morou durante anos nas Tres Figueiras, administrando o patrimônio de várias estâncias dos ingleses. Em Maçambará , os mais velhos, se lembram muito e sabem todos quem foi Don Raymundo.

 
Nério "dos Mondadori" Letti

MAIL DA AMIGA ROSANE DE OLIVEIRA ( JORNALISTA DA RBS)


Meu caro Ruy,
Obrigada pela lembrança. Eu tenho obsessão por estradas porque acho desrespeitoso nos cobrarem esse ipva monstruoso e não nos darem condições de trafegar. Aí reclamo e o burocrata responde:,"mas a lei não diz que ipva é para estradas.... Sigo cobrando, já que nos tiraram a chance de andar de trem, mas sei que em vão. Já me disseram que vão piorar porque dinheiro não há!
Conheço a estrada de Maçambará por fotos que um querido leitor me mansa regularmente. Bom domingo!

sábado, 2 de maio de 2015

ESTÁ DESCONTENTE COM A RODOVIA DO PARQUE ? COM A BR 116 ?COM A ESTRADA DO MAR ? TE MUDA PARA MAÇAMBARÁ PARA VER O QUE É BOM PARA TOSSE.

Claro que tu e eu, caro leitor, cara leitora, não  somos amebinhas que ficam o dia inteiro com a bunda numa cadeira, conferindo os  uots apps. Ou,  dando notícias pelo  fêice buqui, dizendo que hora foi a hora íntima ou que sabonete usamos no banho.
Mas   vivemos reclamando das péssimas estradas que temos entre P. Alegre e as filas de  Canela e Gamado ou as tranqueiras entre POA e Floripa.
A gente não sabe nada do RGS quieto e sem voz.
É OU NÃO É ?
Não sabemos nada de um povo, que se mata trabalhando. Esse povo que uma tormenta, ou 5 minutos de granizo termina com seu ano.
O mundo foi feito para os que trabalham pouco mas ganham bem.
O resto é o resto.
Acompanhem minha viagem.
Abre um mapa, porque estou de saco cheio de explicar onde fica Unistalda.
Põe a régua  numa ponta Porto Alegre e na outra São Borja. Achou Santiago?
Segue pela BR 287, passa Unistalda e um pouco adiante tem uma estrada estadual que dobra a esquerda. É estrada de chão que passa por Encruzilhada ( não aquela perto de Rio Pardo, tontinha!), vai até  o local Sobradinho, onde manda o Omar Wenning. Daí vai a Maçambará.  São uns 70 kms de pedras, buracos, poeira, desolação, pneus cortados.
Numa caminhonete diesel aro 18 leva-se 3 horas para fazer esse trajeto. Tem trechos que só andando a 15 por hora.
E é uma região de  muita produção : gado, cereais, etc.
Mas quem se importa com o agronegócio? Temos que melhorar as estradas para as " praia".
E o pessoal da região centro-oeste que espere sua vez.
Nunca pensei que me equivocara ao  achar que o RGS está mal de estradas.
A coisa é muito, muito, muito pior..
( dedico essa post à minha  querida amiga jornalista Rosane de Oliveira que me promete sempre  uma visita à nossa estância e nunca vêm)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A GESSINGER PRESTIGIA CAVALARIANAS DO LENÇO PERFUMADO DE UNISTALDA



O Piquete CAVALGADA DO LENÇO PERFUMADO  formado por meninas, moças e senhoras de Unistalda está participando de uma Cavalgada em Maçambará, bela cidade vizinha.
Para tanto a Pecuária Gessinger  colaborou com recursos próprios, cedendo nosso caminhão para transportar parte dos cavalos, mais pessoal para ajudar na parte de suporte logístico.
Maristela Gessinger e a esposa de nosso capataz, Marilza  Martins, estão junto com as charmosas cavalarianas, enquanto meu capataz Luiz César dirige o caminhão e presta todo apoio.
Além de nossas unistaldenses, participaram piquetes femininos de várias cidades da região. Mas guapas mesmo se sobressaindo eram as do Lenço Perfumado de nossa Unistalda campeira.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

ON THE ROAD AGAIN


Andei descobrindo algumas coisas novas.
Não há como viajar de carro, em qualquer lugar do mundo, até no Brasil, NO HORÁRIO COMPREENDIDO ENTRE 3 e 6 da madrugada.
Calma, senta  aí, respira!
Para isso tens que te reciclar. Larga celular, lap top, tudo e dorme quando tens vontade. Passei a fazer o seguinte: às 8 da noite me dava sono. Ia dormir.  Acordava 3 da manhã, refeito e feliz. Pronto: as rodovias estão vazias e calmas.  Podes dirigir até as 8 horas e aí parar.
Quem disse que tens que almoçar, quando em férias, entre  11,30 e 13.30?
O que impede um churrasco às 10 da manhã? ou quatro da tarde? E não dá para, em vez de jantar comida convencional, só comer um pão com manteiga e um cálice de vinho?
Vai dormir quando tens sono;vai comer quando tens fome.
A foto acima foi tirada de madrugada. Eu, recém acordado, me encontrando com um pessoal que ainda não fora dormir.

sábado, 25 de abril de 2015

ME PRESENTEANDO COM UM TEMPO

Meu pai tinha um grande amigo, o sr. Edwin.
Quando se encontravam ficavam conversando do meio dia até 10 da noite, tomavam  cerveja, uma  atrás da outra, comiam torresmo de porco, falavam mal do Getúlio, davam risadas, soltavam ruidosos flatos, para impaciência das respectivas esposas.
Enquanto isso eu e meu amigo, filho do sr. Edwin,que também se chama Rui, ficávamos correndo pelo bolicho, subindo em sacas de farinha e feijão e dando chutes numa pequena bola de borracha.
Eu - Ruyzão - e meu amigo , o Ruizinho, fomos para o mesmo internato.
Depois nos formamos no 2. grau no Júlio de Castilhos em P. Alegre. Passamos no vestibular da UFRGS e moramos na mesma pensão durante quase todo o curso.
Abrimos juntos um escritório, que terminou quando eu passei no concurso para juiz de direito e ele para Procurador da República.
Passamos por mil peripécias e sempre nos encontramos ao menos umas duas vezes por ano.
Ele mora longe.
Quanto tal acontece esquecemos telefones, TV, horários.
Vamos tomando café 3 da madrugada, churrasqueando 8 da manhã, dormindo meio dia, essas loucuras.
Tudo em meio a divagações, conversas, cantorias.
Para que não corramos o risco de sermos internados,  sempre evacuamos nossas casas dos filhos etc e ficamos só nós, empilhando pratos e copos sujos. E vamos metendo champagne e\ou vinhos. Nossos pontos de reunião são no sitio dele, no meio do mato, e minha casa em X. La, fora do verão.
Só paramos depois de uns dias.
Quando vou na casa dele, eu sumo sorrateiramente a hora que me der na telha.
Ele também.Lá pelas tantas saio do banho ou acordo e o carro dele não está mais. Terminou a festa.
Hora  de chamar a empregada para a faxina.
Vou na casa dele hoje, por uns dias.
Não levo celular nem lap top.
Quando voltar, aviso.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

FALECEU MEU AMIGO MANOEL BRUM CARDINAL - EX PREFEITO DE SANTIAGO


( NA FOTO de 1974 eu, o des. Butteli e o então Prefeito Cardinal)


Quando, em 1974, ainda bem jovem, recebi  convite do Presidente do TJ para assumir a comarca de Santiago, relutei muito. Minha vida até então tinha se circunscrito a Santa Cruz, onde nasci, e P. Alegre, onde me formei pela UFRGS. Tinha sido juiz em Horizontina ( 1972) e Arroio do Meio ( 1973), terras de "alemoada".
Relutava porque Santiago estava vaga há dois anos. O asfalto terminava em São Pedro.
Mas encarei sozinho ( só havia uma vara) e me mandaram substituir Jaguari e São Francisco de Assis que estavam vagas.
O Prefeito era o sr. Cardinal. Homem direito, correto, franco, sem rodeios. Fechou todas comigo. Reformamos o Forum e construímos a casa da Ajuris. Viajava muito com ele a P. Alegre.Íamos charlando o tempo todo. Muito aprendi com ele sobre manhas e lidas do campo.
Quando, por meu casamento com Maristela, retomei o contato com Santiago, reencontrei esse homem bom.
Nosso lugar de encontro era sempre na loja do seu Dejalmiro, onde muitos pecuaristas se reúnem para comprar insumos e depois ficam tomando mate e proseando.
Sempre me aconselhou. Inclusive a me cuidar na mangueira, sendo cauteloso para não ser atingido por uma vaca braba ou um touro enfurecido. E é o que faço, mesmo com animais dóceis. Não  me arrisco.
Pois meu amigo foi atingido, na sua estância, meses atrás por uma vaca braba, derrubado no chão, lastimando gravemente sua cabeça. Ficou meses num estado sem retorno.
Ontem foi para a estância grande do céu.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TORNADOS EM UNISTALDA E XANXERÊ - SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS

Em dezembro do ano passado um tornado quase que arrasou com Unistalda ( fotos do meu blog e do Blog Unistaldense). No caso  da Pecuária Gessinger não ficou quase nada em pé. Ainda estou reconstruindo, sem ajuda pública -o que é certo, pois os recursos minguados têm que ser carreados aos pobres. Ao disse: aos pobres.
Há dias outro tornado causou estragos gravíssimos numa cidade muito maior, Xanxerê.
A diferença é que, no  caso de Xanxerê houve mortos e feridos e repercussão nacional, tanto que dona Dilma logo prestou socorro. Não me consta que alguma autoridade de maior escalão tenha se dignado a ver o que se passou por nossa região.
Nós levamos semanas para a energia elétrica ser restabelecida, mas, por graças do Altíssimo, não houve vítimas. Melhor assim.  
As quatro primeira fotos fotos são da nossa estância, as demais, da cidade de Unistalda  e publicadas pelo Blog Unistaldense.






L






 

terça-feira, 21 de abril de 2015

NO AGRONEGÓCIO NÃO HÁ MAIS DIFERENÇA ENTRE HOMEM E MULHER . ELAS E TAMBÉM OS JOVENS ESTÃO OCUPANDO ESPAÇOS, O QUE É BOM.




Maristela e Rudolf, minha mulher e meu filho com ela, estão indo todos os findes para a estância. Montam a cavalo, conferem planilhas de custos, discutem despesas e investimentos.
Acho que fora disso uma empresa familiar não sobrevive.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A MELHOR AGENCIA DO SICREDI DO BRASIL ESTÁ EM UNISTALDA




Seguinte meus amigos: nunca tirei um empréstimo do Sicredi e não devo nada a ninguém. Nem um pila.
Mas já me relacionei  com centenas de bancos no Brasil e no exterior.
Desde que iniciei minhas atividades em Unistalda, HÁ QUASE VINTE ANOS,sou correntista do Sicredi.
Já contei a vocês que vendo cerca de 100 touros por ano, fora o gado geral. Adoro receber cheques do Sicredi. Nunca voltou um sequer. Unistalda - inadimplência zero.
Hoje fui lá com a Maristela fazer um depósito.
Que tratamento! Que cortesia.
Nas foto acima

. Da esquerda para a direita na foto, Tamara Azolin, Tanara Martins, Elias Zambeli e Lisiane Martins, esses dedicados funcionários que honram e representam exemplarmente a instituição.