Em primeiro lugar parabenizo Previdi pela sua post de hoje sobre as estrepolias de ontem, em que as pessoas de bem foram covardemente submetidas a torturas.
Leiam em http://previdi.blogspot.com.br/
........
Falo eu agora aos leigos.
A Humanidade teve que se convencer, milênios atrás, que faltava um basta para tanta mortandade a pretexto de fazer valer as vontades individuais. O sujeito se via contrariado, ia lá e matava seu opositor. Vinha a tribo inteira e o linchava. Firmou-se assim, virtualmente, o Contrato Social, pelo qual as pessoas abdicavam de seus tacapes, flechas e punhais para delegar ao Estado o monopólio de fazer Justiça.
Ontem o que se viu foi uma horda trancando ruas e colocando em risco as vidas de inúmeros cidadãos de bem. E o Estado nos deixou sós.
Que sorte tive de não estar por lá. Eu arrumava mais uns vinte fortões como eu e dava um laço e abria as ruas no braço, em legítima defesa própria.
O Estado se omitiu. De maneira piegas e criminógena ajoelhou-se e lambeu as sapatilhas dos contraventores.
Triste.
Na próxima não vai ficar assim. Anotem aí.
Menos mal que só faltam poucos dias até 1 de janeiro.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
NOSSA ADORADA ESTÂNCIA EM UNISTALDA -
Minha querida filha Milene, juíza de direito, seu marido e meu neto, passaram o fim de semana conosco nos sagrados campos de Unistalda.
Algumas imagens da própria felicidade...
Algumas imagens da própria felicidade...
domingo, 7 de dezembro de 2014
UMA HONROSA VISITA PARA DONA MARISTELA GENRO GESSINGER NA PECUÁRIA
Hoje nossa família teve a honra de receber uma comitiva muito representativa do Município de Unistalda. Vieram confabular com a sócia proprietária da Pec.Gessinger, Maristela, santiaguense, pecuarista, assessora jurídica do Tribunal de Justiça.
Compareceram a Vereadora Regina Maretoli ( PMDB), Ver. Paulo Guerra ( PMDB), Ver. Zeca Viana, ( PMDB), ex vereador Elcio Cogo, mais os lideres comunitários Pesco, Francisco, Claudionor, Luiz Paulo,Luiz Adriano,Geci, Tereza e Floriza.
Foram trocadas idéias sobre o futuro de Unistalda.
sábado, 6 de dezembro de 2014
AGREGAR- POEMA DE EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
AGREGAR
“Não Matarás”: não basta.
Teu mandamento será este: farás tudo para que o outro viva.
É
vero sim o que quero:
não me importa o estoque de teu capital, Brasil,
mas tua capacidade de: amar
lavrar
aspirar
compreender.
Esse estatuto de miséria não é o nosso,
e a tecnologia da última geração não me sacia:
meu coração navegador quer mais.
A Ética – cuspida, debochada, no reino do simulacro,
Virou produto supérfluo porque não tem valor contábil.
Tempo dessacralizado e sem utopia:
a esperança é um cavalo
cansado?
A aventura acabou no mundo?
Seremos apenas meros grãos de areia na imensa praia global?
Habitantes de um mundo virtual neste mercado sem cara?
Soará pomposo, eu sei:
não deixemos que nos amputem a alma
(e que acolhamos o outro).
Ser gente: não mera massa abúlica, informe, com os olhos colados
no retângulo luminoso de todas as noites.
O tempo é apenas dos alpinistas sociais?
Sou bom porque apareço, não apareço porque sou bom.
Na internet, a solidão é planetária.,
mas do abismo – fragmento – irrompe um menino eterno,
e sentes o cheiro de uma manhã fundadora.
(A Morada do Ser é mais importante que o poder/glória.)
E o poema resiste,
singra a eternidade,
despista a morte,
seu estatuto não é mercantil.
Já não esqueces o essencial:
Na estrada de pó e de esperança, acolhes o outro.
*Este texto obteve o Primeiro Lugar no Concurso Nacional de Poemas,
promovido
pela Associação de Cultura Luso-Brasileira, de Juiz de Fora,
Minas Gerais, sendo contemplado com a Medalha de Ouro “Jacy
Thomaz
Ribeiro.”
O
tema do concurso foi “Solidariedade: Por um Mundo Melhor
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
DE ÁRABES E JUDEUS
Árabes e judeus lutando pelo Bem
João Baptista Herkenhoff
Árabes e judeus disputam no Brasil
uma competição a serviço do bem.
Em São Paulo, essa sadia rivalidade
efetiva-se através da edificação de duas instituições primorosas: o Hospital
Sírio-Libanês e o Hospital Albert Einstein.
Quisera que, em plano mundial,
árabes e judeus travassem uma competição para o bem, em vez de ficar jogando
bombas uns nos outros.
Tenho simpatia pelo Estado de Israel
e tenho simpatia pelo Estado da Palestina.
Não consigo compreender porque não
possam conviver, lado a lado, o Estado judeu e o Estado palestino.
Quando eu era adolescente supunha,
como outros colegas também supunham, que Cachoeiro de Itapemirim, uma cidade
localizada no sul do Espírito Santo, fosse a capital do mundo. Não, a capital
secreta, como se diz, mas a capital real do mundo.
Em Cachoeiro havia a Casa do
Estudante. No nosso imaginário, o plenário da Casa do Estudante, onde
debatíamos todos os problemas (locais, nacionais, internacionais), era uma
espécie de assembleia geral da ONU.
Pois bem. Nesse plenário glorioso, e
que me desperta muita saudade, tive a oportunidade de saudar, num discurso
inflamado, a criação do Estado de Israel.
Argumentei então, com irrestrita
aprovação dos companheiros, que todas as nações têm o direito de constituir-se
em Estado. Ora, os judeus eram uma nação, uma nação milenar dispersa pelo globo
terráqueo. Logo, os judeus tinham direito a um Estado nacional.
Meu voto de regozijo pela criação do
Estado de Israel foi aprovado por unanimidade. Comunicamos nossa decisão ao
Ministro das Relações Exteriores do Brasil, pedindo a ele que fizesse
repercutir nossa manifestação junto aos líderes do Estado de Israel e onde mais
fosse adequado. Não sei se nosso pedido foi atendido. Mais provável que não.
Entretanto, em nossa mente juvenil aquela decisão tinha encontrado eco.
No mesmo pronunciamento, defendi
que, da mesma forma que os judeus tinham direito a um território, o mesmo
direito assistia a palestinos e a todas as nações. Nenhum povo da Terra podia
ser privado de chão.
Agora, na idade adulta, reafirmo.
Não é de forma alguma impossível que se efetive esse direito. Através dos
canais diplomáticos, através da ONU, através da ação dos que lutam pela
Justiça, pela Dignidade Humana, pela Paz, judeus e palestinos podem conviver,
no respeito recíproco, trocando o fuzil pelo abraço, trocando a exclusão pela
partilha, trocando a incompreensão pela tolerância.
É nesse sentido que deve atuar a
diplomacia brasileira.
Em nosso país, judeus e árabes
convivem muito bem.
Se dependesse da colônia árabe
brasileira e da colônia judaica brasileira não haveria guerra no Oriente Médio.
Descendentes de árabes e
descendentes de judeus no Brasil desdobram-se na prestação de serviços à
comunidade para demonstrar, cada um do seu lado, a capacidade que têm de
construir obras beneméritas. Nesse esforço extraordinário demonstram também a
gratidão que alimentam, no fundo da alma, pela acolhida que eles, seus pais,
avós e ancestrais tiveram neste país maravilhoso que se chama Brasil.
João
Baptista Herkenhoff, magistrado aposentado (ES), professor, escritor,
palestrante. Autor, dentre outros livros, de: Direito e Utopia (Livraria
do Advogado Editora, Porto Alegre).
E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
MAIS UM PIAZINHO DE ESTANCIA VAI INDO BEM NOS ESTUDOS
Meu capataz Luiz César e a esposa Marilza tem três filhos. Um, o Luciano, já formamos em Veterinária; o outro , William está indo para a Agronomia e tem a rapa do tacho que é o Érico.
Sempre revisei os cadernos de aula deles e sentava-lhe o xingão quando relaxavam. Cansei de mandar bilhetinhos para as professoras, no próprio caderno.
Hoje o Érico irrompeu na minha casa, aqui na estância, perfilou-se como se estivesse na posição sentido e ficou segurando um maço de papel.
- fala guri!
- dr. ! passei de ano e bem!
Examinei cuidadosamente a prova e vi que era bem elaborada ( Unistalda tem uma excelente rede de ensino). dei-lhe um abraço e mandei uma carta para a professora dele, a sra. Elza.
GENTE ! EDUCAÇÃO É TUDO !
Cumprimentos aos professores e às professoras de Unistalda.
Sempre revisei os cadernos de aula deles e sentava-lhe o xingão quando relaxavam. Cansei de mandar bilhetinhos para as professoras, no próprio caderno.
Hoje o Érico irrompeu na minha casa, aqui na estância, perfilou-se como se estivesse na posição sentido e ficou segurando um maço de papel.
- fala guri!
- dr. ! passei de ano e bem!
Examinei cuidadosamente a prova e vi que era bem elaborada ( Unistalda tem uma excelente rede de ensino). dei-lhe um abraço e mandei uma carta para a professora dele, a sra. Elza.
GENTE ! EDUCAÇÃO É TUDO !
Cumprimentos aos professores e às professoras de Unistalda.
NÃO É POR QUE OS ILE DE FRANCE DA GESSINGER ESTEJAM ENTRE OS MELHORES DO BRASIL QUE VOCÊ VAI DEIXAR DE TER UM OU MAIS REPRODUTORES NOSSOS
Nossos carneiros Ile de France são filhos de pais campeões na Expointer e outras feiras, bem como as mães, premiadíssimas.
Sábado agora, em Unistalda, vai haver uma feira de ovinos. Vá lá, fale conosco, faça sua proposta, fazemos o brique e ainda levamos na sua casa.
Os preços são acessíveis. Temos tanto P.O. como S.O.
Ligue pro capataz Luiz César - 55 96659559
Sábado agora, em Unistalda, vai haver uma feira de ovinos. Vá lá, fale conosco, faça sua proposta, fazemos o brique e ainda levamos na sua casa.
Os preços são acessíveis. Temos tanto P.O. como S.O.
Ligue pro capataz Luiz César - 55 96659559
A RÁDIO GAÚCHA SE TRANSFORMOU NUMA RÁDIO COMUNITÁRIA SÓ PARA A REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE DAS 5 ÀS 8 DA MANHÃ
Não estou dando pau ou dizendo que a programação é de má qualidade.
Mas observem o seguinte: na estância eu tenho internet perfeita.Por ela leio todos os jornais e vejo o que o cara que mora em P. Alegre olha.
Na minha parabólica paga posso ouvir música clássica o dia inteiro pelo canal 907.
Pelo 979, a Rádio Gaúcha.
O que eu quero saber? coisas do Rio Grande , do Brasil e do mundo.
Eu e todos os ouvintes fora de P. Alegre
Hoje sintonizei às 5 da manhã.
- bom dia Macedo, bom dia Jocimar,bom dia sra. faxineira,bom dia ouvintes! um caminhão atolou no viaduto de Canoas!
- bom dia Maiquel, bom dia Carlinho, bom dia ouvintes, e na redenção um motorista dormiu e capotou seu carro.
- bom dia Carlos, e de que marca era o carro?
- bom dia Macedo, bom dia ouvintes, o carro tropeçou numa pedra.
- Vamos voltar agora para o viaduto de Canoas, bom dia Claudete!
-bom dia Macedo,bom dia Jocimar, o....
.........
Deu, desliguei.
Moral: é uma programação que só serve para os da região metropolitana, que andam de carro, e ainda naquele horário.
Deve ser lucrativo par a emissora um espectro tão estreito de interessados.
Então, bom dia pra vocês....e tchau.
Mas observem o seguinte: na estância eu tenho internet perfeita.Por ela leio todos os jornais e vejo o que o cara que mora em P. Alegre olha.
Na minha parabólica paga posso ouvir música clássica o dia inteiro pelo canal 907.
Pelo 979, a Rádio Gaúcha.
O que eu quero saber? coisas do Rio Grande , do Brasil e do mundo.
Eu e todos os ouvintes fora de P. Alegre
Hoje sintonizei às 5 da manhã.
- bom dia Macedo, bom dia Jocimar,bom dia sra. faxineira,bom dia ouvintes! um caminhão atolou no viaduto de Canoas!
- bom dia Maiquel, bom dia Carlinho, bom dia ouvintes, e na redenção um motorista dormiu e capotou seu carro.
- bom dia Carlos, e de que marca era o carro?
- bom dia Macedo, bom dia ouvintes, o carro tropeçou numa pedra.
- Vamos voltar agora para o viaduto de Canoas, bom dia Claudete!
-bom dia Macedo,bom dia Jocimar, o....
.........
Deu, desliguei.
Moral: é uma programação que só serve para os da região metropolitana, que andam de carro, e ainda naquele horário.
Deve ser lucrativo par a emissora um espectro tão estreito de interessados.
Então, bom dia pra vocês....e tchau.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
MAIS DE MÊS APÓS O TORNADO, A PECUÁRIA GESSINGER VAI SE LEVANTANDO
Nunca pensei que fosse tão difícil reconstruir. Construir é mais fácil. Mas a Gessinger ergue-se das cinzas como águia altaneira. Muitas vezes fiquei melancólico, mas nunca esmoreci.Mas é assim, somos, os produtores rurais, uns solitários. Nas cidades todos correm, dão lonas, fazem isso e aquilo, tudo muito louvável. De nós ninguém se lembra.Para nós é " te vira, panaca!"
Fico frio, melhor não dever bexiga para ninguém.
MAIS UM BELO ARTIGO DE FRANKLIN CUNHA
DEUS: SUBSTANTIVO MASCULINO
Franklin
Cunha
Por volta de 2300 anos a.C., o sumo sacerdote da Suméria compôs um hino em
honra a Deus chamado "Exaltação de Inanna". Além de ser o mais antigo
poema da História, ele é um canto de extraordinária força e paixão e além
disso, tem uma curiosa particularidade: tanto o sumo sacerdote como o deus eram
do sexo feminino.
No princípio dos tempos, quando a humanidade emergia da escuridão da
pré-história, todas as divindades tinham representação ginecomórfica,
obviamente refletindo a organização social da época onde a linhagem matrilinear
predominava. A explicação é de que o homem primitivo, ignorando a
relação entre o coito e a fecundação, diante do milagre da vida proporcionado
pela mulher, dominado por sentimentos ambíguos de admiração, temor e inveja,
atribuía poderes extraordinários à figura da mulher-mãe a qual, inclusive
presidia a fertilidade da terra e dos animais domésticos. Assim se
compreende o achado constante, no período neolítico, de representações de
mulheres grávidas em pinturas murais, terracotas e esculturas em osso.Alguns
historiadores afirmam que tais interpretações não passam de mitos. Porém
desde que o arqueólogo Sir Arthur Evans, descobridor da grande civilização
minoana de Creta, afirmou que as inúmeras figuras de deusas, representavam a
mesma "Grande Mãe" cuja veneração estendia-se por toda a Ásia
Menor e regiões mais distantes, os pesquisadores modernos vêm aceitando o
fato de que a "Grande Deusa-Mãe " estava presente em todas teogonias
primitivas. Eram idealizações criadas por sociedades pacíficas, não
competitivas, com relações de parceria e de não dominação entre os sexos.
No
entanto, alguns povos bárbaros e belicosos adotaram, com o tempo, deuses
machos, violentos e vingadores.No século II AC, por exemplo, hordas
indo-européias, nômades e adoradoras de tais divindades, conquistaram a Grécia
- naquele tempo povoada por veneradores de deusas-mães - mas não conseguiram
eliminar a influência cultural e religiosa do povo subjugado. As divindades
femininas embora desprezadas, continuaram a aparecer em todos os momentos da
história grega. Com o predomínio em nossa cultura da religião judáico-cristã,
as deusas desapareceram do cenário celeste e as mulheres foram deslocadas do
espaço público para o privado. O patriarcado e sua metáfora edipiana, a
falocracia, legitimaram a violência e o domínio de metade da humanidade sobre a
outra.
Os
dois tipos humanos básicos são o masculino e o feminino e o modo como se
estrutura o relacionamento entre homens e mulheres determina o arquétipo
comportamental nas relações humanas e este relacionamento dominador-dominado é
internalizado por crianças educadas em famílias e escolas tradicionalmente
patriarcais.
Agora,
novos ventos laicos e religiosos, parecem estar soprando e refletem
paradigmas alternativos de comportamento social. Por exemplo: o sínodo da
Igreja Anglicana, pressionado por organizações feministas, recentemente aprovou
um documento no qual decidiu suprimir da liturgia, qualquer referência a Deus como
um ser do sexo masculino. A opção foi defini-lo como um ser misto, entre homem
e mulher. Esse documento é sem dúvida uma conseqüência das novas funções
sociais ocupadas pelo sexo feminino, inclusive o de sacerdotisas nos ofícios
daquela instituição religiosa
inglesa.
A Igreja Católica por sua vez, tergiversando,pronunciou-se sobre essa matéria
dizendo que Deus é um espírito puro: nem homem, nem mulher. Talvez os teólogos
católicos romanos, enxergando mais longe do que os anglicanos, queiram evitar
futuras controvérsias diante da instigante questão a ser colocada pelas sempre
ativas organizações homossexuais: uma idéia de Deus à sua imagem e semelhança.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
AS AMIZADES - BEM TÃO PRECIOSO
Estava eu hoje no 11. andar do Tribunal de Justiça, onde fui entregar uns memoriais.
Ao sair do Gabinete topo com um amigo que não via " hace tiempo". Como ele ainda é magistrado da ativa, cumprimentei-o discretamente, mas ele veio ao meu encontro e me envolveu num abraço apertado. Eu acompanhara umas vicissitudes suas, coisa não rara nas carreiras jurídicas, que resultaram numa preterição na promoção. Ele me perguntou se eu soubera. Respondi-lhe que sim e que eu mesmo levei umas "caronas" que tive que engolir em seco. Falei-lhe que não guardasse mágoa, que em seguida seria promovido, que mais importante era sua respeitabilidade.
Notei que se emocionou e nos demos um novo abraço e o liberei.
Em direção ao elevador, tropeço com um serventuário de quem sempre gostei muito. Nos relinchamos e ele disse que sempre que vai a São Borja vê a placa da Pecuária Gessinger e fica com vontade de chegar. Charlamos um pouco e desci até o primeiro andar. Havia uma manifestação, um protesto na frente e os guardas do Tribunal, todos de terno preto, fazendo a segurança e preservando as galas da Casa da Justiça. Um deles, já de cabelos tordilhos , veio em minha direção e me deu um abraço.
Apesar da canícula decidi vir a pé de volta ao escritório. E vinha pensando: meu Deus, quantos amigos encontrei na vida? os da infância em Santa Cruz, os da Faculdade, os colegas juízes, os amigos das comarcas onde andei, os dos clubes, como a Libanesa, onde nunca mais fui.
Pensei , num momento de delírio: que vontade de promover uma festa monstro, nem que me custasse 100 ou 200 novilhas e reunir, com boca livre e hospedagem, todos os amigos dos quais me lembrasse, com três dias de cantoria e festejos.
Cogitava desse devaneio já a sério quando me dei conta: um só que eu esquecesse e estava feita a porcaria. Iria me incomodar o resto da vida.
" Deixêmo", como se diz em Unistalda.
Mas amizade vale muito. Nunca um amigo devemos perder.
Ao sair do Gabinete topo com um amigo que não via " hace tiempo". Como ele ainda é magistrado da ativa, cumprimentei-o discretamente, mas ele veio ao meu encontro e me envolveu num abraço apertado. Eu acompanhara umas vicissitudes suas, coisa não rara nas carreiras jurídicas, que resultaram numa preterição na promoção. Ele me perguntou se eu soubera. Respondi-lhe que sim e que eu mesmo levei umas "caronas" que tive que engolir em seco. Falei-lhe que não guardasse mágoa, que em seguida seria promovido, que mais importante era sua respeitabilidade.
Notei que se emocionou e nos demos um novo abraço e o liberei.
Em direção ao elevador, tropeço com um serventuário de quem sempre gostei muito. Nos relinchamos e ele disse que sempre que vai a São Borja vê a placa da Pecuária Gessinger e fica com vontade de chegar. Charlamos um pouco e desci até o primeiro andar. Havia uma manifestação, um protesto na frente e os guardas do Tribunal, todos de terno preto, fazendo a segurança e preservando as galas da Casa da Justiça. Um deles, já de cabelos tordilhos , veio em minha direção e me deu um abraço.
Apesar da canícula decidi vir a pé de volta ao escritório. E vinha pensando: meu Deus, quantos amigos encontrei na vida? os da infância em Santa Cruz, os da Faculdade, os colegas juízes, os amigos das comarcas onde andei, os dos clubes, como a Libanesa, onde nunca mais fui.
Pensei , num momento de delírio: que vontade de promover uma festa monstro, nem que me custasse 100 ou 200 novilhas e reunir, com boca livre e hospedagem, todos os amigos dos quais me lembrasse, com três dias de cantoria e festejos.
Cogitava desse devaneio já a sério quando me dei conta: um só que eu esquecesse e estava feita a porcaria. Iria me incomodar o resto da vida.
" Deixêmo", como se diz em Unistalda.
Mas amizade vale muito. Nunca um amigo devemos perder.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
BANHO DE RIO - QUE SAUDADE
A foto abaixo é atual, do site Nova Pauta de Santiago.
Puxa vida, eu conheci o mar aos 18 anos e daí nunca mais tomei banho de rio ( só de sanga lá da fazenda).
Que lindo o povo confraternizando nas águas de um rio amigo.
Vocês que moram em N. York, P. Alegre, São Paulo, vão sentir uma certa nostalgia...
Muitos aproveitaram o forte calor para um banho de rio.
Puxa vida, eu conheci o mar aos 18 anos e daí nunca mais tomei banho de rio ( só de sanga lá da fazenda).
Que lindo o povo confraternizando nas águas de um rio amigo.
Vocês que moram em N. York, P. Alegre, São Paulo, vão sentir uma certa nostalgia...
Muitos aproveitaram o forte calor para um banho de rio.
domingo, 30 de novembro de 2014
TOUROS DA GESSINGER QUASE NO FIM; CARNEIROS ILE DE FRANCE AINDA TEMOS DE TODOS OS PREÇOS
Os angus e brangus da Pecuária Gessinger são filhos de pais cujo sêmen é importado e de mães tatuadas. Já viu né? O ardor sexual desses touros é algo! Basta ver o exame andrológico. Com esses touros não tem muito namoro nem enrosco: a novilha ou a vaca está no cio e já assediam e num zás está feito o amor, sem culpa nem desculpa. E cada terneiro lindaço !
Seguinte, amigo: quer um ou dez? a gente sempre faz o NEGÓCIO, dum jeito ou doutro.
Você vem aqui olhar, escolhe e nós levamos na sua fazenda. Nós mesmos lhe damos prazo. Nunca aconteceu, mas se o touro é meio daqueles vacilantes, " troquêmo" na HORA.
Seguinte, amigo: quer um ou dez? a gente sempre faz o NEGÓCIO, dum jeito ou doutro.
Você vem aqui olhar, escolhe e nós levamos na sua fazenda. Nós mesmos lhe damos prazo. Nunca aconteceu, mas se o touro é meio daqueles vacilantes, " troquêmo" na HORA.
Reprodutores Ile de France ainda temos, desde P.O até S.O.
Todos com andrológico.
Preços super acessíveis.
FONE 55 96659559 - COM LUIZ CÉSAR
FONE 55 96659559 - COM LUIZ CÉSAR
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
REVIRANDO MEUS PORÕES, ANTES QUE SEJA TARDE
RECOLHENDO INDÍCIOS
Estava eu no início do 4ª. Ano de Direito da UFRGS, quando
soube que haveria um concurso para Delegado de Polícia, em que eram aceitos
candidatos que ainda eram acadêmicos de Direito. Os aprovados ficariam um ano
na Academia de Polícia, percebendo uma verba equivalente à metade do que
pagavam ao delegado. Maravilha: era minha redenção financeira.
Pois não é que fui aprovado, aos 21 anos? Cursada a
academia, classifiquei-me em primeiro lugar da turma. Não sei se mereci, mas
estudei muito, principalmente , a cadeira de Investigação criminal. A palavra
chave era: olhar bem a cena do crime.
Corta para um ano depois, quando fui nomeado Delegado de São
Jerônimo.
Lá na delegacia havia um sujeito muito estranho,
chamado Paulo Santana, ao que me consta , na época, inspetor de polícia, isso
em l968. Passava usando uma camiseta do Grêmio e, aos sábados,participava
de uma programa de TV chamado Conversa de Arquibancada. É o mesmo Paulo
Santana,para uns um gênio da Zero Hora e, para outros, um idiota. Ainda não
formei minha opinião, mas para burro ele não servia.
Um dia comunicaram que um incipiente mercado, chamado
Lebes, havia sido assaltado numa noite em que jogavam Santos e Grêmio.
Fui lá ao local do assalto e , mesmo sendo um mero piá,falei aos veteranos
investigadores, que sabia quem deveríamos procurar. Riram-se alguns,
entre os quais o Santana. No chão estava um cofre virado e arrombado. E, ao
lado, havia um sapato,do pé direito, ensanguentado. Também ao lado havia um
chinelo do pé esquerdo, sandálias havaianas, intacto. Faltava o pé direito.
- Gente, temos que ir aos hospitais, pois um dos caras que
derrubou o cofre sofreu um acidente, seu pé direito deve ter sofrido uma
fratura. Ele tirou o sapato e , em seu lugar, meteu a havaiana.
Não deu outra. Em P.Alegre achamos uma entrada no Pronto
Socorro com essas características, fomos ao endereço e achamos o gajo.
Quando me formei em Direito, em 17 de dezembro de
l969, pedi demissão e fui advogar.
Me apavorei quando um que acompanhava nas investigações, não
era o Santana, nem ninguém da DP que eu chefiava, sugeriu que tirássemos
o gesso do preso e torcêssemos seu pé, para ele confessar.
Hoje isso é coisa do passado, “ Deo gratias”.
Teria mais coisas para contar. Mas alguns episódios vou
levar para o túmulo,” rectius”, para a cremação.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
CRIANÇAS - CONTINUAÇÃO DO MAIL DO LENDÁRIO FRANKLIN CUNHA
A
NEUROCIÊNCIA E A CRIANÇA DE ZERO A TRÊS ANOS
Iole
da Cunha
Neonatologista
Porto
Alegre, RS
Quando
nasce um bebê, antes mesmo que a mãe o abrace, o olhe ou o toque, já se iniciou
neste novo individuo um célere processo de desenvolvimento. Principalmente em
seu cérebro. Mas diferentemente da maioria dos seus órgãos, em que novas
células se originam da divisão das já existentes, o cérebro cresce graças a
modificações dos neurônios já existentes. Como resultado da nova experiência
interativa do “organismo bebê” com o “objeto mãe”, iniciado antes do
nascimento, os aproximadamente 100 bilhões de neurônios que constituem a base
genética do cérebro humano vão se modificar. Para cumprir sua função de se
comunicar entre si, permitindo que a informação que vem da experiência viaje de
uma parte do cérebro para outra, surgem redes neurais, que se constituirão na
estrutura do que será o indivíduo como um todo (self). Esta microestrutura
neural, base da macroestrutura do cérebro, gera funções que vão desde a capacidade
de regulação homeodinamica, a auto-regulação afetiva, a literacia, a função
mental enfim com os sentimentos, a comunicação social até outras mais
sofisticadas como a linguagem, o aprendizado, e a possibilidade de elaborar
conceitos e buscar soluções.
Enquanto
um pai tenta confortar um bebê que chora ou uma mãe conversa com seu filho numa
relação “olho-no-olho”, ou enquanto o neto ouve a história que a avó lê, numa
questão de segundos, milhares de células do cérebro destas crianças proliferam,
se desorganizam, são eliminadas, reorganizadas e organizadas pelo estímulo
destas experiências particulares. Formam-se novas conexões, conferindo mais
definição e complexidade ao intrincado circuito que poderá permanecer pelo
resto da vida e se constituir naquilo que será o adulto.
Mas,
estes conhecimentos são recentes. Faz pouco, ficou-se sabendo que o bebê não é
uma tabula
rasa ou
uma massa informe moldável segundo os desejos do adulto. Até bem recentemente,
não era acessível e generalizado o conhecimento da enorme atividade e
complexidade do cérebro do bebê. Também não se sabia quão flexível o cérebro
pode ser! De quinze anos para cá, os neonatologistas, agregando conhecimentos
de outras disciplinas, principalmente da neurociência, puderam explicar
cientificamente quem eram realmente os bebês sob seus cuidados. Na verdade, os
neurocientistas se encarregaram de mostrar que a determinação genética que
organiza o cérebro do bebê é importante até 21 semanas de gestação. A partir de
então e principalmente com o nascimento (prematuro ou a termo), a epigenética
ou seja a experiência vivenciada desde os primeiros momentos, pelos cuidados,
têm um impacto tão grande na arquitetura do cérebro, a ponto de se estender às
capacidades do futuro adulto.
Os
conhecimento trazidos recentemente pelas ciências do cérebro junto a
experiência clínica como intensivista em UTIN (Unidade de Tratamento Intensivo
Neonatal) fez desenvolver a pretensão de acreditar que cuidados adequados nos
três primeiros anos poderiam fazer a profilaxia e proteger os bebês não
nascidos, os recém-nascidos, suas mães e famílias das terríveis conseqüências
que ensombrecem os relacionamentos atuais.
O bebê
Nos
últimos anos os avanços da neurociência confirmaram o que os neonatologistas e
demais agentes de saúde das UTIN suspeitavam: o bebê não é tabula rasa,
mas indivíduo dotado de processos mentais ou mente que
emerge de uma estrutura cerebral. Desde 20
a 24 semanas de vida pré-natal, quando se completa a
migração neuronal, e o cérebro já tem 100 bilhões de neurônios, o pequeno
amnionauta, ou aeronauta se for um prematuro limítrofe, é capaz de perceber a
sua circunstância, o ambiente que o cerca, e formar proto-representações
decorrentes das experiências e emoções que esculpirão os mágicos caminhos do
seu cérebro em desenvolvimento e formarão seu self.
A
neuro-embriologia define o córtex límbico-órbito pré-frontal como a matriz da
mente de zero a três anos, ou seja desde o limite da prematuridade, pois o bebê
zero é o
recém-nascido, quer seja prematuro extremo ou a termo. É um período de
imaturidade anatômica, mas de maturidade funcional tanto maior quanto mais
prematuro for o bebê. Sua função mental é definida pela habilidade de
categorização perceptual, que
permite ao bebê a inscrição de sensações de afetos positivos, que lhe determina
sentimentos de segurança e acolhimento. Ou de afetos negativos determinando
insegurança e desamparo. São os dois modos de perceber o mundo neste período
inicial, e se estes registros forem contínuos e suficientemente fortes, eles têm
grande chance de esculpir circuitos neurais duradouros podendo interferir no
desenvolvimento e na aquisição das habilidades cognitivas. Nesse período do
desenvolvimento, os órgãos dos sentidos são especificamente maduros, para
conferir ao bebê uma fina e específica somatosensorialidade, e enviar os
estímulos até o córtex das emoções no sistema límbico-órbito frontal, gerando
proliferação das terminações sinápticas e graças principalmente ao hipocampo e
amigdala, arquivar as memórias destas vivências e criar seu conteúdo emocional.
Aos três anos, começa a madurecer um novo processo mental: a categorização
conceitual,
pelo surgimento da consciência assentada no crescimento e amadurecimento do
córtex executivo. A criança começa a dar-se conta de que o outro não pensa como
ela. Esta consciência gera a conceitualização e a percepção da individualidade.
O
senso coerente de consciência, que se desenvolve na experiência interativa com
o outro (self-non-self, mundo, circunstância) depende em muito da percepção do bebê de
sua interação com o cuidador, forjada nas vivências do seu passado de zero a
três. Poderá ser uma percepção de sintonia, ou Mesmo desde antes da concepção,
visto com estes novos olhares, o bebê necessita ser desejado porque deve
perceber que o que lhe garante a satisfação não é a mera presença da mãe, mas
que ela o deseja. E desta forma passará a desejar o desejo da mãe e não a mãe em
si. A percepção de afetos positivos está na base da caspacidade
de auto-regulação afetiva, e na aquisição das funções executivas responsáveis
por iniciar e desenvolver uma atividade com um objetivo final determinado. O
bebê de zero a três, necessita que seu cuidador (mãe) use seu córtex executivo
(já que até o final deste período o seu ainda não se desenvolveu para esta função)
a fim de ajuda-lo a nomear o mundo e se tornar autônomo o que começa a ocorrer
aos três anos.
Estes
conhecimentos geram a responsabilidade de modificar os cuidados do início da
vida. São uma nova ferramenta capaz de mobilizar o bebê interno do cuidador
enquanto ensina uma nova linguagem, não a da palavra articulada, mas a
pré-verbal, somatizada no corpo do bebê, imaturo para saber porque os outros
não pensam como ele, mas ainda incapaz de comunicar seu desamparo pela
semântica e a gramática. Admite-se que os distúrbios do desenvolvimento e a
violência social nascem da percepção de abandono e negligência neste período
inicial e, para preveni-los, é necessário cuidar bem das crianças desde o
ventre materno. E até antes,explicando aos cuidadores delas o ser humano como
criança e suas vicissitudes contingenciais.
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