A sorte também ajudou ao Brasil. Houve três momentos em que a Sérvia poderia ter marcado. A seleção brasileira, no entanto, mostrou força e talento.
Como disse um jornalista estrangeiro, parecia um clube jogando.
Como eu sempre preconizei, futebol é jogar atacando. Quando o Brasil viu que não era negócio atacar mais, trocou passes, mas na cancha do adversário.
Gostei da atuação de alguns jogadores que, num momento de aprêmio, saiam jogando, não dando balões.
Não gostei do exibicionismo de alguns matando a bola de pé trocado ou sapateando como bailarina de cabaré.
México é um time imprevisível, mas é incomodativo e agudo.
Meus amigos da Alemanha, sempre apaixonados pelas firulas, babaram na atuação do Brasil.
Eu gostei.
Mas ainda acho que a melhor defesa é o ataque,
Coordenado, concatenado, responsável.
Mas, clareou, TRUVISCA em gol!!!
Bronca grande vão ser Inglaterra e Bélgica.
quarta-feira, 27 de junho de 2018
FUTEBOL PARA OS LADOS: EU NÃO DISSE?
Gente, quem vos fala é um zagueiro que , com o glorioso Tramontina, formou em Santiago uma dupla que sabia jogar. Isso no século passado. Naquela época o futebol era com a cabeça levantada e quem desarmava largava logo para quem sabia driblar e avançar.
Eis o que escrevi ontem no meu blog:
" Acho que essa Copa marca a morte do futebol com toques eternos para os lados."
Não há mais ninguém bobo. Rezo para que o Brasil jogue para frente e, quando clarear, truvisque em gol.
Um amigo da Alemanha me perguntou: o que houve que demos esse vexame? respondi:
- es gibt nicht mehr Sieg vor dem Spiel!
( Não há mais vitória antes do jogo)
Eis o que escrevi ontem no meu blog:
" Acho que essa Copa marca a morte do futebol com toques eternos para os lados."
Não há mais ninguém bobo. Rezo para que o Brasil jogue para frente e, quando clarear, truvisque em gol.
Um amigo da Alemanha me perguntou: o que houve que demos esse vexame? respondi:
- es gibt nicht mehr Sieg vor dem Spiel!
( Não há mais vitória antes do jogo)
terça-feira, 26 de junho de 2018
segunda-feira, 25 de junho de 2018
PITACOS SOBRE A COPA II
Vou dizer duas coisas que me encantaram na Copa.
1- As criancinhas que acompanham os jogadores
2- Os times da Colômbia e do Uruguay
As criancinhas são lindas, bem arrumadas, cabelos muito bem cortados, bem comportadas, disciplinadas.
Reparem no seu ar de devoção ante os jogadores. Elas, como se os jogadores fossem de sua propriedade , os guiam até o campo. As meninas são as mais vivazes, arriscam um olhinho para os lados, são decididas na hora da retirada.Crianças bem cuidadas.
A Colômbia até aqui mostrou um futebol alegre e vistoso. Arte pura. Até pode se esmaecer ali mais adiante. Jogam com alegria e pra frente. Não como os Vikings, que iam de machadinha na mão pra frente.
O Uruguay é meu segundo país. Que gente corajosa e intimorata. Não se " achicam " nunca. Se continuarem assim, vão incomodar.
Acho que essa Copa marca a morte do futebol com toques eternos para os lados.
1- As criancinhas que acompanham os jogadores
2- Os times da Colômbia e do Uruguay
As criancinhas são lindas, bem arrumadas, cabelos muito bem cortados, bem comportadas, disciplinadas.
Reparem no seu ar de devoção ante os jogadores. Elas, como se os jogadores fossem de sua propriedade , os guiam até o campo. As meninas são as mais vivazes, arriscam um olhinho para os lados, são decididas na hora da retirada.Crianças bem cuidadas.
A Colômbia até aqui mostrou um futebol alegre e vistoso. Arte pura. Até pode se esmaecer ali mais adiante. Jogam com alegria e pra frente. Não como os Vikings, que iam de machadinha na mão pra frente.
O Uruguay é meu segundo país. Que gente corajosa e intimorata. Não se " achicam " nunca. Se continuarem assim, vão incomodar.
Acho que essa Copa marca a morte do futebol com toques eternos para os lados.
terça-feira, 19 de junho de 2018
segunda-feira, 18 de junho de 2018
CURTO MUITO FICAR SOZINHO
Claro que procuro ser sociável, mas nunca escondi que preciso de minhas horas para ler, meditar, refletir. E, realmente, nunca fui espaçoso, gritalhão ou integrante de multidões e ajuntamentos. Respeito quem pensa diferente, é claro. Mas nunca entendi alguns conhecidos que amaldiçoam os domingos por não poderem se reunir com a patota, sendo obrigados ao " suplício" de terem que ficar com a esposa e os filhos e, o pior, em casa.
Vejam só o texto que recebi:
Vejam só o texto que recebi:
TRAÇOS DE PERSONALIDADE INCRÍVEIS EM QUEM GOSTA DE FICAR SOZINHO.
Ao falar de pessoas que gostam de ficar sozinhas, focaremos naquelas que se sentem mais confortáveis fazendo atividades tranquilas do que em meio a muvucas e grandes aglomerados de pessoas. São indivíduos que geralmente têm também as características de personalidade listadas abaixo:
Ao falar de pessoas que gostam de ficar sozinhas, focaremos naquelas que se sentem mais confortáveis fazendo atividades tranquilas do que em meio a muvucas e grandes aglomerados de pessoas. São indivíduos que geralmente têm também as características de personalidade listadas abaixo:
1 – SÃO PESSOAS LEAIS
Por não terem um grande círculo social, valorizam muito as pessoas que consideram importantes em suas vidas. São indivíduos que confiam em seus amigos e que são leais a eles.
Por não terem um grande círculo social, valorizam muito as pessoas que consideram importantes em suas vidas. São indivíduos que confiam em seus amigos e que são leais a eles.
2 – TÊM MENTES ABERTAS A NOVAS IDEIAS
Pessoas que gostam de ficar mais tempo sozinhas não são fechadas em termos de ouvir novas ideias e propostas. Não significa, por exemplo, que elas deixam de aproveitar a vida, de viajar, de estudar coisas novas, de desbravar lugares diferentes – muito pelo contrário!
Pessoas que gostam de ficar mais tempo sozinhas não são fechadas em termos de ouvir novas ideias e propostas. Não significa, por exemplo, que elas deixam de aproveitar a vida, de viajar, de estudar coisas novas, de desbravar lugares diferentes – muito pelo contrário!
3 – TÊM MENTES BEM ESTRUTURADAS
Passar mais tempo sem a companhia de outras pessoas é algo que nos permite analisar melhor nossas próprias atitudes, problemas e pensamentos. Pessoas que gostam de ficar sozinhas têm um bom senso a respeito de si mesmas e geralmente descarregam seus momentos de estresse de forma mais inteligente, por meio da autoanálise.
Passar mais tempo sem a companhia de outras pessoas é algo que nos permite analisar melhor nossas próprias atitudes, problemas e pensamentos. Pessoas que gostam de ficar sozinhas têm um bom senso a respeito de si mesmas e geralmente descarregam seus momentos de estresse de forma mais inteligente, por meio da autoanálise.
4 – ELAS GOSTAM DE SEUS PENSAMENTOS
Tem algumas pessoas que não suportam a ideia de fiarem sozinhas com seus pensamentos, mas quem gosta desses momentos de solidão não tem esse problema e costuma aproveitar os momentos de silêncio para avaliar seus próprios pensamentos.
Tem algumas pessoas que não suportam a ideia de fiarem sozinhas com seus pensamentos, mas quem gosta desses momentos de solidão não tem esse problema e costuma aproveitar os momentos de silêncio para avaliar seus próprios pensamentos.
5 – SÃO PESSOAS QUE ENTENDEM O VALOR DO TEMPO
Quem gosta de ficar sozinho compreende que esse tempo é importante para cada um e, por isso, não julgam os outros, quando querem ficar sós também. São compreensivos, portanto, e entendem que um tempo em privado para pensar, analisar alguma situação ou simplesmente recarregar as energias é mais do que normal.
Quem gosta de ficar sozinho compreende que esse tempo é importante para cada um e, por isso, não julgam os outros, quando querem ficar sós também. São compreensivos, portanto, e entendem que um tempo em privado para pensar, analisar alguma situação ou simplesmente recarregar as energias é mais do que normal.
6 – TÊM LIMITES FORTES
Esse tempo que passam sozinhas faz com que essas pessoas pensem sobre o que as motiva, o que funciona com elas e como elas devem se comunicar. Têm sempre um jeito claro e saudável de dizer o que sentem e costumam não ofender outros indivíduos facilmente.
Esse tempo que passam sozinhas faz com que essas pessoas pensem sobre o que as motiva, o que funciona com elas e como elas devem se comunicar. Têm sempre um jeito claro e saudável de dizer o que sentem e costumam não ofender outros indivíduos facilmente.
domingo, 17 de junho de 2018
PITACOS SOBRE A COPA
Bem, já que os comentaristas esportivos só dizem:
Éeeééééé, O brasil , ééééé, o Neymar,...éééé, com certeza,
sim, com certeza, vou dar meus pitacos
numa linguagem mais simples .
1-
A Alemanha sentiu o cutuco com a baita vaia que
recebeu no estádio. Eu morei lá, tenho origem alemã. Eles carregam um “
Schuldkomplex” ( complexo de culpa) por causa dos acontecidos da Segunda Guerra.Os mexicanos espetaram no mol da barriga...
2-
O modelo espanhol e alemão não funciona sem um
jogador driblador lá na frente. Só chacoalhar pra lá e pra cá não emociona mais
nem o Fortes e Livres de Muçum.
-
O Braziu esqueceu de combinar com os russos, ops, com os suiços. O futebol voltou ser um esporte de contato e de força. O jogador de perna fina e de um metro e meio de altura não tem mais chance, salvo se for o Neymar no tempo em que era pobre. A vitimologia, o coitadismo, imperantes no Brasil, transferiram-se para a Seleção.Vamos ver o que acontece mais adiante.
Éééée, com certeza, né, por conta de, éééé,
Salve o Braziu, onde deus naisceu, sim, naisceu...
sexta-feira, 15 de junho de 2018
CONSTATAÇÕES DE UM FILHO AUSENTE
No meu tempo de interno no Kappesberg ( Colégio Santo Inácio em Salvador do Sul), a gente passava quase o ano inteiro sem ir para casa. Só no dia de Santo Inácio era facultada a visita de pais e parentes ( em julho).Voltava-se para casa um pouco antes do Natal e se retornava em março. A comunicação, entrementes, era por carta. Nada mais.
Assim que, após 10 meses sem ver pais e irmãs, notava, perfeitamente, as mudanças faciais e corporais. Minhas irmãs haviam incorporado termos que eu desconhecia, meus pais me narravam falecimentos e nascimentos , bem como novidades. Em suma, eu saía de uma bolha para uma esfera bem mais ampla. Pode ser que você que me lê neste instante pense: onde ele quer chegar?
Quero chegar à Santa Cruz de hoje, vista por um filho amantíssimo, que nunca deixou de expor seu orgulho por nascer e ter tido a infância e a adolescência nessa terra sagrada. Desde que me ausentei para fazer a vida em outras plagas visitava periodicamente a família, nunca permanecendo mais do que dois dias.Estacionava meu carro na frente da casa paterna na Tomaz Flores, entrada Linha João Alves, e praticamente não saía de casa. E fiquei por fora das atividades políticas, culturais, etc. Imaginem que até pouco tempo eu não sabia onde ficava a Unisc. As amizades de raiz, no entanto, permaneceram intocadas.
Agora que está me sobrando mais tempo comecei a ler a Gazeta todos os dias pela Internet e a visitar Santa Cruz mais amiúde.
Estou realmente extasiado. Não só pelo capricho, que sempre teve, mas pelo progresso que a mim parece bem coordenado, além da ímpar cordialidade das pessoas. Esses dias fui abastecer minha caminhonete no Posto Nevoeiro e um senhor que me atendeu começou a falar comigo, denotando boa cultura e muita simpatia, coisa rara de acontecer.. Enfim, nas lojas, na rua, noto uma atmosfera muito mais descontraída do que em Porto Alegre.
A propósito, sábado passado, atendendo a um convite do Flávio Haas, fui jogar tênis com o pessoal do Trem das Onze. Um dia antes passei um “ watts” para o Luiz Dummer perguntando se podia estacionar na rua mesmo ou levaria o carro para um estacionamento. Enfim, se não havia perigo de assalto. Dummer me respondeu: “ só se tu trouxeres o assaltante no porta malas ..”
Após os jogos houve um almoço, precedido de breves ritos muito espirituais daquela confraria. Passei horas inolvidáveis de puro encantamento.Há quanto tempo não via um grupo orando antes de uma refeição. Que pessoal sereno e educado. Espero voltar mais vezes a embarcar nesse trem do bem.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
O VALOR DA DISCIPLINA - PUBLICADO EM GAZETA DO SUL
O falecido historiador , poeta,
advogado Nico Fagundes gostava muito de passar alguns dias na nossa fazenda. Eu
até destinara uma égua bem mansa só para uso dele. Depois do AVC que o atingiu
era-lhe muito penoso cavalgar, de sorte que ele preferia ficar perto do
fogo quando era frio e quando era calor. Mas eu era bem claro com ele: “ Nico,
eu te busco em P. Alegre, te trago para a estância e te levo de volta. Mas
podes trazer junto só uma
pessoa”. Minha intenção era ele realmente
ter paz, escrever, ler, cochilar,dormir quando lhe desse na telha. Era de fino trato e sua formação enciclopédica. Vez por outra eu convidava
amigos para as tertúlias. Mas os grandes momentos foram as charlas a dois,
máximo três..Um dia ele deu um sorvo do vinhote que bebia e me falou: “
Alemão, tu já viste alguém que serviu de milico no quartel, falar mal daquele
tempo?” Realmente eu também nunca
testemunhara uma queixa.
É que nos
quartéis impera a disciplina. Isso é fundamental. Sem isso, impossível se
pensar em Forças Armadas . E concluímos os dois, naquela noite de frio, que a
disciplina é indispensável em todos os lugares. A começar pelo lar, passando
pelas escolas, clubes, empresas, ruas, estacionamentos.
Nos lares
está visto que em muitos reina quase absoluto o “ laissez faire, laissez
passer”. Geralmente o mote é : “ meus filhos não vão passar o que eu passei,
vou dar tudo o que eles pedirem ,não vou proibir nada”. Pois eu decidi, assim
que nasceu meu primeiro filho, fazer da minha casa uma caserna, no bom sentido
( bah, já sei que vêm patrulhas do politicamente correto). Acho que não errei
porque estão todos colocados, formados e não se queixam do fato de não
ter “ floxado” para eles. Um filha minha, a Milène, que é juíza de direito, é
ainda mais rigorosa do que eu era.Terna, mas enérgica.
Onde
quero chegar com toda essa arenga?
Naquilo
que disse no recente artigo que aqui escrevi! Não há mais autoridade em nosso
país que é super indisciplinado. Tenta bloquear uma rua em Londres, New York ou
Tel Aviv para ver o que te acontece! Aqui as autoridades vão aos tribunais
pedir licença, sim pedir licença para cumprirem seu dever, como se isso fosse
preciso.É o medo de cumprir seu dever
e ser acusado de “ abuso de autoridade”.
Sucedem-se tratativas e mais
enrolações, enquanto o povo sofre.Como diz meu amigo Tito Guarniere , “Se uma categoria pode
assim agir, botando de joelhos o governo, mantendo-nos como reféns de suas
vontades, paralisando o país, então todos podem”. Ora, ora, quando alguém se candidata para exercer uma função, deve
saber que há os bônus e os ônus. ( Abraços para Fernando Bartholomay
e Eliceu Scherer)
sexta-feira, 1 de junho de 2018
INTERVENÇÃO CIDADÃ - ARTIGO DE FERNANDO DE OLIVEIRA
A única intervenção que sempre defendi como solução para os problemas da falta de representatividade, da corrupção que massacra nosso povo, das negociatas obscuras e dos acordos nebulosos que permeiam o mundo político é a INTERVENÇÃO CIDADÃ, onde o povo faz a sua intervenção na política com o voto consciente, escolhendo bem os seus representantes ou se colocando como candidatos para dar vez e voz aos anseios de nossa população. A sociedade brasileira dia após dia se conscientiza mais sobre a necessidade da emancipação do cidadão como protagonista do processo político e da tomada de decisões sobre os rumos para o Brasil. Essa é a única intervenção que realmente pode resolver alguma coisa. A democracia é uma conquista que devemos sempre defender. Ela é a única ferramenta que temos para lutar contra a classe política dominante que destruiu as empresas públicas brasileiras com indicações políticas, com populismo barato e com a corrupção desenfreada que alimenta o sistema nocivo de corruptos e corruptores. Por isso os políticos não gostam e não querem a renovação, a oxigenação e a reciclagem que deve ocorrer na política nacional. Mais do que nunca é necessário que os contribuintes, os cidadãos, os jovens e as mulheres precisam participar da política, lutar e defender uma ampla mudança de paradigmas. Essa mudança é muito maior que a discussão de Direita ou Esquerda, pois o povo quer soluções e resultados para os seus problemas. Essa discussão não preocupa quem está precisando de um médico para sua saúde, de um emprego para seu sustento ou de segurança para suas famílias. Os políticos não querem sofrer uma intervenção cidadã, mas tenho esperança que ela vai ocorrer em outubro, com o voto consciente e inteligente nas próximas eleições. Não existem soluções fora da democracia!
Por Fernando Silveira de Oliveira,
Acadêmico e presidente do Diretório Acadêmico de Direito Moysés Vianna da URI Campus de Santiago
EU SÓ QUERIA ENTENDER - ARTIGO PUBLICADO NA GAZETA DO SUL
De início já impetro um habeas
preventivo contra os patrulheiros e as patrulheiras de plantão, sempre zelando
pelos dogmas do “ politicamente correto”. Não estou afirmando nada, não me
arrastem acorrentado à Santa Inquisição. Estou apenas perguntando,
perquirindo, matutando, querendo “ einteideir” como dizem os paulistas.
A saúde
de que tanto ódio contra as leis do mercado? Queria entender essa belicosidade
contra quem empreende e se dedica aos negócios lícitos.E por que esses
“líderes” praticamente nunca trabalham, sempre escorados em suas corporações?
No nosso
país flui um viés de se considerar todo empregado hipossuficiente e o patrão um
explorador de mão de obra escrava. Não que eu desconsidere que nesses
litígios há que se considerar a posição mais frágil do empregado, mas as coisas
tomaram um rumo que, até bem pouco, resultava numa “ indústria” de
reclamatórias. Parece que a fonte secou.
Não consigo
entender essa renitente crença de que hoje os “ meninos” de 16
anos,delinquentes armados , têm que
ser “ apreendidos” , não tendo um julgamento como na maioria dos países
civilizados, em que a responsabilidade penal é muito mais rigorosa.
É o
coitadismo tupiniquim?
E por que
não há sanções severas contra alunos que surram professores, só incomodam nas
salas de aula e ainda têm o apoio de seus pais irresponsáveis e
condescendentes?
Mudando
de área.
Que
espécie de contratos se celebram entre clubes de futebol e atletas? O cara tem
fama, é contratado por 300 paus por mês, mas prefere passar na balada,
fica bebendo e não corresponde mais. Vai para a reserva e depois
treinar separado. Só que seu contrato se estende por mais dois anos.
Sempre ganhando os 300 mil por mês. É razoável isso? Por que não constam do
contrato cláusulas de desempenho, com possibilidade de rescindir a avença no
caso de desídia total do atleta? Dirão, daí o cara famoso não assina. Ok, mas os
tribunais deveriam ter mais atenção para o mundo real e concreto.
Sou magistrado aposentado, mas essa de , ante uma falta ética séria
aposentar o juiz por tempo proporcional de serviço, é de doer. Ainda:
ante demora injustificada de dar andamento ao feito, dever-se-ia, decorrido um
prazo razoável, redistribuir o processo, descontando-se uma parcela nos
vencimentos.Claro que tudo depende de alterações legais. Nunca vai
acontecer no Brasil do coitadismo. Esse
mesmo país que não sabe mais o que é autoridade.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
LÚCIDO TEXTO DO JURISTA LUIZ AUGUSTO BECK
Após longo período de ausência entre os (as) “Luminares”, em que aprendi um
pouco mais sobre os mais variados assuntos que por aqui desfilaram, fruto e
produto da sabedoria e do conhecimento de cada um, eis que, diante do
palpitante e preocupante tema que é colocado sobre a mesa – a greve dos
caminhoneiros – ouso dar o meu “pitaco” a respeito. Minha análise e/ou
observação dos fatos é meramente perfunctória, não me aprofundando nem buscando
culpados ou responsáveis, até porque, creio, que teria de retroceder
significativamente, no tempo, na medida em que o transporte ferroviário,
fluvial, lacustre, marítimo e aéreo não recebeu os investimentos que eram
necessários para não ficar refém do rodoviário. Assim que não pretendo opinar
se governo ou caminhoneiros possuem razão, até porque a matéria é bastante
complexa e, certamente, há conotações e infiltrações de natureza política,
quando estamos a cerca de 4 meses das eleições presidenciais, fazendo-se uso
das redes sociais em profusão, onde surgem e viralizam, com toda força, as
propaladas e disseminadas “fakenews”.
O que mais me chama a atenção e aflora, neste grave período de crise de todos
os matizes, é a insensibilidade e o amadorismo governamental, a par do
despreparo em lidar com situação dessa natureza, a qual nunca haviam
enfrentado, sendo, pois, neófitos.
Enumeremos alguns episódios e declarações para a avaliação de cada um:
1.
Aumento do preço da
gasolina e do óleo diesel, diariamente, contabilizando até 5 aumentos semanais;
ora se é possível revisar ou aumentar o preço somente após 60 dias, por que já
não se adotou esta periodicidade ou, ao menos, que fosse mensal? Não é preciso
ter muitas luzes para concluir que aumentos diários repercutem negativamente no
seio da população, quanto mais daqueles que vivem do transporte e necessitam do
combustível;
2.
O frete, ao seu
turno, não acompanhou a mesma evolução...;
3.
Não houve garantia
de que o preço, nos postos, apresentaria, desde logo, a redução de R$ 0,46 por
litro do diesel. Ora, pretender encerrar um movimento e desmobilizar uma
categoria que, ao abastecer, encontra o mesmo preço contra o qual se insurgiu
é, também, com a devida vênia, uma ingenuidade. Se tal já não bastasse, um dos
ministros interlocutores (são vários que se manifestam e não apenas um, gerando
dúvidas e contradições) chegou a afirmar que “o governo não pode exigir que os
donos de postos vendam o seu produto com o preço reduzido, enquanto não
esgotarem seus estoques, pois os adquiriu com preço superior” então vigente. É
bem razoável e plausível que assim o seja, mas tal declaração também inibiu, a
meu ver, o retorno. Ademais, como bem o sabemos, quando aumenta o
combustível, não se mantém o preço anterior até acabar o adquirido com preço
menor e, sim, eleva-se, desde logo, não havendo coerência nem equilíbrio em tal
sentido;
4.
Negociação com quem
não tem procuração nem representatividade efetiva decorrente de uma assembleia
previamente convocada ou com apenas parcela das entidades
representativas, não é boa prática;
5.
Anunciar que a
redução do preço do diesel será compensada com o aumento de alíquotas de outros
impostos, pode até ser uma necessidade; todavia, para quem pugna por
melhores condições que visem aumentar seu ganho, fácil é concluir que irão
trocar seis por meia dúzia. De que me adianta ter uma redução aqui se vou ter
uma elevação ali na aquisição de bens de consumo ou de primeira necessidade. O
mais grave é que, hoje, se buscou emendar, corrigir e/ou melhor explicar tal
majoração, de que não será bem assim etc.
Por essas e outras como,
por exemplo, pretender a aprovação de uma Reforma da Previdência, sem o apoio
popular e congressual, além de comparecer, pessoalmente, ao prédio que ardia em
chamas, em São Paulo, oportunidade em foi agredido e hostilizado,
necessitando de proteção, é que se conclui revelar o governo uma
insensibilidade a toda prova, necessitando de melhor orientação e
aconselhamento.
terça-feira, 29 de maio de 2018
FINALMENTE UMA VOZ MAIS RAZOÁVEL
TITO GUARNIERE
A CRISE É DO ESTADO
A greve dos caminhoneiros
não chega a ser uma novidade. Também não é novidade o modo, a forma como os
comentaristas de rádio, tevê e jornal, (com raras exceções) encararam o
assunto. Essa gente adora um raciocínio simplório. Sempre está à mão um culpado
por todas as coisas que acontecem ao redor: o governo. E se for o governo Temer
melhor ainda, todos batem com muito mais convicção e prazer.
Pouquíssimos desses
analistas de todos os assuntos, por desconhecimento ou preguiça, arriscam ao
menos tentar uma avaliação um pouco menos manjada, à altura da complexidade da
matéria. Se não fosse por nada, ao menos pelo esforço de parecer original. Como
fazem, apenas desinformam e contribuem para a barafunda geral.
Estamos todos de acordo
quanto ao diagnóstico: a gasolina, o diesel, estão muito caros. Mas a menos que
o governo se disponha a “administrar” os preços do combustível, como fez Dilma
Roussef, com todos os seus efeitos funestos, não há muito que fazer. O controle
populista dos preços dos combustíveis foi mais danoso para a Petrobras do que a
corrupção. Mas tem gente “boa” (como Ciro Gomes, candidato a presidente) que
acha que se deve continuar insistindo nas soluções erradas, na esperança de que
um dia, sabe-se lá por que razão misteriosa, e de repente, deem certo.
O racional, o certo é
alterar o preço dos combustíveis na proporção dos preços internacionais, como
vem fazendo o governo Temer. Quando se “administra” preços, não nos iludamos
alguém vai pagar a conta.
Ao que parece, a solução
encontrada também pertence ao campo das velhas bruxarias. Por enquanto a União
abre mão de uma parte dos tributos incidentes sobre os combustíveis, que
totalizam um percentual em torno dos 45% do preço de bomba - a União, senhora
de todas as culpas e todas as magias. Entretanto, quem mais lucra com a atual
composição dos preços dos combustíveis são o estados. O ICMS, o imposto
estadual sobre os combustíveis, é da ordem dos 30%!
E o que fazem os governos
estaduais para fazer jus a parcela tão expressiva? Nada, rigorosamente nada, só
passam o chapéu e arrecadam. Comparem com o esforço que precisam fazer, para
ganhar um pouco mais do que os estados, os agentes econômicos que extraem o
petróleo, refinam, transportam e vendem os combustíveis para o consumidor
final, nos postos. O estado do Rio Grande do Sul pode diminuir o ICMS da
gasolina, se não pode nem pagar em dia seus funcionários?
Ou seja, a crise dos
combustíveis que está levando (se já não foi) à lona o país, é um capítulo a
mais da crise do Estado brasileiro, da gastança desenfreada, do descontrole
orçamentário, da desordem administrativa, e todos os desarranjos que imperam em
todas as instâncias do governo.
Não é só, como diz de uma
forma quase inocente uma conhecida jornalista gaúcha, um problema da falta de
habilidade do governo. Isso é o de menos. Instale-se na República o governante
mais hábil que possa existir, só com jeito e traquejo não chegará nem perto da
solução para a crise, que é muito mais complexa e muito mais profunda.
quinta-feira, 24 de maio de 2018
FINALMENTE O BRASIL ESTÁ PARECIDO, AO MENOS NUM ASPECTO, COM A ALEMANHA
Sim, a Alemanha, mas de anos passados.
Explico-me.
Logo após a guerra, foi dura a reconstrução da Alemanha. A toda hora movimentos assustadores da falecida União Soviética. Então a cada crise a alemoada corria para estocar comida e os supermercados ficavam vazios. Claro, cachorro mordido de cobra tem medo até de linguiça. Eu, que sou descendente de alemães, tenho medo de passar fome, isso que há mais de 150 anos não passo por privações. Mas tenho medo de ter fome e de ficar sem combustível. Não tenho medo de guerra, nem de assaltantes ( frau Glock me protege), nem do frio , nem do calor. De ficar sem vinho, sim.
Agora o brasileiro tem a oportunidade ímpar de se sentir um alemão dos anos 50 e 60.
Fiquem na fila três horas para abastecer; voem aos supermercados!
Aproveitem!!!
Explico-me.
Logo após a guerra, foi dura a reconstrução da Alemanha. A toda hora movimentos assustadores da falecida União Soviética. Então a cada crise a alemoada corria para estocar comida e os supermercados ficavam vazios. Claro, cachorro mordido de cobra tem medo até de linguiça. Eu, que sou descendente de alemães, tenho medo de passar fome, isso que há mais de 150 anos não passo por privações. Mas tenho medo de ter fome e de ficar sem combustível. Não tenho medo de guerra, nem de assaltantes ( frau Glock me protege), nem do frio , nem do calor. De ficar sem vinho, sim.
Agora o brasileiro tem a oportunidade ímpar de se sentir um alemão dos anos 50 e 60.
Fiquem na fila três horas para abastecer; voem aos supermercados!
Aproveitem!!!
O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA....
Na foto enviada pelo colega Nerio Letti aparece o time de futebol da Ajuris no ano de 1976, se não me engano.
Sou aquele cabeludo agachado bem no meio, o terceiro da esquerda para a direita. Nerio está em pé, bem atrás de mim.
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