segunda-feira, 28 de julho de 2014

LUIZ FACCHIN LANÇA IMPORTANTE OBRA SOBRE MAÇONARIA


Luiz Fachin lança livro

Virtude e Verdade – Graus Inefáveis

A Maçonaria e os seus Rituais são os temas da obra

 

A busca por respostas acerca das indagações sobre os sucessivos estágios da Maçonaria, os seus ensinamentos, o significado do seu hermetismo e o conteúdo da sua liturgia são os temas abordados por Luiz Fachin em seu livro Virtude e Verdade – Graus Inefáveis, editado pela AGE. O lançamento e a sessão de autógrafos será na quinta-feira, dia 7 de agosto, a partir das 19h, na livraria Saraiva do Praia de Belas Shopping.

Segundo o autor, o objetivo de maior importância foi compilar conteúdos das obras dos melhores escritores, pensadores, filósofos ou eloquentes, a fim de favorecer os estudos aos conhecedores dessa corrente filosófica, segundo a propensão literal dos Rituais. “Os assuntos tratados se desdobraram, obviamente, pela pesquisa, mas também a partir da mais simples interpretação litúrgica e, inclusive, da mais acurada indagação filosófica decorrente da observação minuciosa dos textos bíblicos, do conjunto das lendas transmitidas por tradição e dos trabalhos literários que constituem o complexo exercício desses ensinamentos”, complementa.

 

O AUTOR: Luiz Fachin é Bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade de Passo Fundo e advogado inscrito na OAB-RS. Foi iniciado em 1994 na Loja Fraternidade Farroupilha n.º 2.367, do Grande Oriente do Brasil – RS, onde exerceu os cargos oficiais principais e, ainda, é atual membro. Em 2010 foi Grande Mestre Estadual da Diretoria Executiva do Grande Capítulo Estadual do Rio Grande do Sul para o Supremo Conselho da Ordem De-Molay para o Brasil. É atual vice-presidente e Juiz do Tribunal de Justiça Maçônico do GOB-RS. É membro efetivo da Soberana Congregação Patriarcal do Grau 33, ao Poder Central, Grande Vale Central, da Maçonaria Adonhiramita. Exerceu presidências e outros cargos nas Oficinas Litúrgicas do Grande Vale do RS, bem como o cargo de Delegado Adjunto da Delegacia Regional do Rio Grande do Sul. Atual Presidente da comissão de Liturgia da Delegacia Litúrgica do RS. Por Ato sob n.º 7.817, do Sob Gr Comendador, foi reconhecido Grande Inspetor ao Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

 

O QUÊ: lançamento e sessão de autógrafos do livro Virtude e Verdade – Graus Inefáveis, de Luiz Fachin (Editora AGE, 243 páginas, R$ 43,00)

QUANDO: quinta-feira, 7 de agosto, a partir das 19h.

ONDE: Saraiva do Praia de Belas Shopping.

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL - TEXTO E POESIA DO REVERENDO SILVIO MEICKE


 

Prezado Ruy.

Mais uma vez, vejo que tens amor

pelas múltiplas manifestaçoes da

natureza e fazes tua parte para preservá-la.

Considero isso altamente louvável.

Nos últimos anos, tive oportunidade de

visitar o nosso País de Norte a Sul, de Leste

a Oeste, sempre em companhia de alemaes

que queriam conhecer o Brasil. Vi lavouras de

dimensoes gigantescas onde uma única planta,

genéticamente manipulada e resistente aos

venenos, pode crescer; onde todas as outras

plantas, tidas como inço ou erva má, devem

morrer; onde todos os seres que se mexem, cantam

ou sibilam sao vistas como pragas e também devem

morrer. Depois constatei que esse método de plantio

chegou também às pequenas propriedades familiares,

inclusive em uma propriedade, na qual eu buscava, na

companhia de meus pais, carroçadas de pasto verde e 

nativo para nossas vacas leiteiras (dente de leâo, serralha,

trevinho amarelo, trevo verde, nabo nativo e outras). Faz

alguns meses, li que uma megaempresa química globalizada,

da Suíça, premiou seu "manager" com um bônus natalino de

50 milhoes de Euros por ter aberto o mercado para seus produtos

agrotóxicos no Brasil. Li também que certas empresas globalizadas

estabelecem cotas para seus vendedores e, os que atingem essas

cotas de venda, sao premiados com viagens ou outras recompensas. 

 

Para dar vazâo à minha dor, formulei as rimas que te mando abaixo.

 

Abraço. Silvio Meincke.

 

 

O murmúrio das vertentes

Nas ladeiras da colina

Cantoria de saracuras

Nas ramadas da campina

O labor do Joao de Barro

O arrulho da pombinha

Balbuciam a oraçao

Pela paz na criaçao

 

O rugir da cachoeira

O silêncio do remanso

Os segredos da floresta

E a fera em descanso

Muitas plantas nas lavouras

Mil cantares entre as flores

Balbuciam a oraçao

Pela paz na criaçao

 

O suspiro da saudade

Galanteios e rumores

O espanto da surpresa

O sussuro dos amores

Cada fôlego de vida

Cada flor que desabrocha

Balbucia a oraçao

Pela paz na criaçao.

 

Alimento esperenças

De ver cada   aahh!  de vida

Alcançar sua formosura

Com espaço e guarida

O seu próprio  oohh!  de ser

Seu direito de viver

Essa é minha oraçao
Pela paz na criaçao.

sábado, 26 de julho de 2014

O LADO POSITIVO DE UM APAGÃO

Um pouco depois das 8,30 Rudolf, Maristela e eu, na nossa nova morada, em nosso jardim suspenso, perto das nuvens, preparávamo-nos para  trinchar uma costeleta   de cordeiro, mais conhecido como Agnus Unistaldensis, Pecuariae Gessinger, acompanhada de pirê de batata e pêssegos em calda ( seguidores de Wothan adoram comer salgado com doce), quando, não mais que de repente, um estrondo e faltou luz.
Maristela, pressurosa, buscou uma vela em seu  estoque das destinadas ao Padre Reus ( pronuncia-se Róis, seu tonto!). Maristela é anticlerical como seu falecido pai, que era maçon, e entre os santos, só acredita no Santíssimo Padre Reus. Inclusive  para afugentar " quebrantis".
Bueno, acesa a vela, seguiu-se o repasto, findo o qual perguntei se minha dupla de acompanhantes estaria disposta a ouvir minha interpretação de Cadeira Vazia.
Sim, disseram.
Fui desfilando meu amplo repertório ( eu sou capaz de vir de Unistalda a P. Alegre, entoando canções, sem repetir uma só.
Rudolf cantou também as dele.E, bem no fim, os três enveredamos  por um canon, a começar por Oh how lovely is the evening.
A luz teimava em não vir, a luz da vela bruxoleava.
Nos restou dormir.
Eu, com um gostinho de quero mais da cantoria.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

NO DIA DO COLONO, HOMENAGEM PARA MINHA MUTTI

Essa foi a primeira canção que aprendi com minha mãe.
Kommt ein Vogel geflogen ( chega um passarinho voando, ´pousa perto do meu pé, tem um bilhete no biquinho, uma saudação de minha mãe"


https://www.youtube.com/watch?v=uFC6PYRXjXg


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O DIA 25 DE JULHO - POR LISSI BENDER ( UNISC )


Hoje, 25 de julho, o Rio Grande celebra 190 anos de participação Alemã em sua construção       

   Enquanto o sumo da fruta escorre entre meus dedos, contemplo a variedade de frutas no pomar que oferta múltiplos sabores durante o ano todo. Agora, por exemplo, delicio-me com laranjas, bergamotas, nêsperas, bananas para citar algumas das muitas espécies a sorrirem para mim e para as muitas vidas que delas extraem energia de vida. Sumo da terra que valeu a todos o que me antecederam aqui, em minha  Heimat Santa Cruz do Sul.

           Essa abundância e diversidade de vida natural é a “Schlarrafenland” dos alemães, a “cocanha” dos italianos, com a qual tanto sonharam. Seguiram seu sonho de liberdade, de serem donos da sua terra e dela poderem extrair o mel. 

          "Etwas Besseres als den Tod finden wir überall" – “algo melhor do que a morte encontraremos em toda parte”, já dizia uma personagem do conto de fadas dos irmãos Grimm em Die Bremer Stadtmusikanten, em que quatro animais, diante da iminência da morte, deixam seu lugar de viver para trás.

           A mesma frase é proferida  pela personagem principal no filme - Die andere Heimat, de Edgar Wetzel, que estreou em outubro último na Alemanha. Esta fala reflete, por um lado, a amargura de muitos alemães em face das dificuldades para a manutenção da vida e, por outro, a determinação de fazer a travessia do Atlântico, ao encontro da terra prometida, a convite do Império Brasileiro. 

           190 anos se passaram desde que os primeiros alemães depositaram seus sonhos e suas vidas em solo gaúcho. 190 anos de participação, de construção por algo melhor que a morte. Em meio ao mundo predominantemente natural que lhes foi destinado, construíram todo um mundo cultural,  para o qual lhes valeram  saberes, conhecimentos, valores vindos em sua bagagem na interação com o novo espaço de viver.

           Trouxeram consigo a língua alemã a somar com inúmeras outras que são a base da diversidade cultural do espaço rio-grandense e o enriquecem. Além de valores como o da educação, da fé, do trabalho, do espírito de união. Edificaram escolas, igrejas, hospitais. Fundaram jornais e editoras. Difundiram o espírito cristão e professaram o Cristianismo de Martin Luther. Instauraram muitas associações culturais e recreativas.

           Em sua travessia acompanharam-nos igualmente conhecimentos, saberes e sabores que, para além do cultivo da terra, contribuíram para o desenvolvimento do lugar que lhes coube para viver. Ofícios como marceneiros, carpinteiros, ourives, cervejeiros entre vários outros

​

que aqui não existiam

. Entre eles também vieram profissionais formados, tais como médicos, advogados, professores, arquitetos, entre outros.

Há 190 eles trouxeram vida para nossa terra e aqui a desenvolveram. De seus  frutos, e do mel a brotar da terra, todos nós partilhamos e com eles continuamos a construir vida, também para os que vierem depois de nós, para que a vida em solo rio-grandense possa sempre ser  melhor, muito melhor que a morte. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

REFLEXÕES SOBRE ESSA MARAVILHOSA E SOLITÁRIA NAVE AZUL

Os cientistas espiam e espiam e nada de outra Terra nessa vastidão cósmica. Eu tenho uma teoria: o Universo já teve outros planetas habitados, mas todos, sem exceção, terminaram por obra e culpa dos " à imagem e semelhança de deus".
Assim, a nossa linda casquinha de noz, tão logicamente engendrada, vaga, solta e louca, solitária, por esse universo .
Mas minhas reflexões nascem a partir de uma chuvinha muquirana que cai sobre algumas cidades e já é aquela choradeira com gente sofrendo com enchentes, outros  pedindo cobertores e telhas, não faltando as indefectíveis pessoas gordas tomando chimarrão no interior dos ginásios.
Comunica-me meu capataz que  lá na fazenda choveu, só hoje, 200 mm.
Deu enchente? Tem que mandar helicóptero? Nada disso: as sangas só se enchem um pouco e o resto das águas flui com calma, por entre gramas, arbustos, líquens, árvores, folhas mortas.
Nosso ecossistema foi engendrado de maneira perfeita.
O Homem chegou aqui ontem. Sim, ontem, em termos de tempo em que há vida sobre a Terra.
Em cem anos o Homem conseguiu a proeza de ter destruído alto percentual da Natureza.
Que pena, mas acho que mais cem anos assim e....babaus!

ESTOU COM PRÉVIDI NESSA HISTÓRIA DOS BARES DA CIDADE BAIXA

Eis o que ele escreve: ( http://previdi.blogspot.com.br/)




Smic interdita quatro bares da Cidade Baixa
no começo da noite desta quarta

Os bares Porto Carioca, Tapas Bar, Van Gogh e Bahamas foram interditados por infringir o horário de funcionamento estabelecido por decreto municipal

Agentes da Divisão de Fiscalização da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) fecharam quatro estabelecimentos da Cidade Baixa, em Porto Alegre, no começo da noite desta quarta-feira. Os bares Porto Carioca, Tapas Bar, Van Gogh e Bahamas, todos na Rua da República, foram interditados por infringir o horário de funcionamento determinado pelo Decreto Municipal 17.902.
As interdições fazem parte da chamada "Operação Sossego". Outros seis estabelecimentos devem ser fechados nos próximos dias. De acordo com a Smic, os locais foram denunciados por moradores do bairro.
Desde o começo do ano, a secretaria notificou 29 estabelecimentos funcionando fora do horário permitido, até a 1h de domingo a quinta, e até as 2h nas sextas, sábados e vésperas de feriado, com tolerância de 30 minutos. Destes, dois tiveram as portas fechadas.
De acordo com o titular da Indústria e Comércio, Humberto Goulart, a operação "visa a proteger os dois lados do bairro": o dos moradores e o dos comerciantes.
- Eu vejo como uma ação didática. Ela traz harmonia (para o bairro), porque dá uma explicação para a população - disse.
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Antes de ler, estranhei que nenhum deles abriu. Pensei que fosse em função da chuva.
Conheço os quatro bares. Para terem uma ideia, moro no mesmo prédio onde está o Tapa's e o Van Gogh. Repito o que escrevi no Facebook:
JAMAIS FIZ UMA QUEIXA!!
Não me incomodam.
Esse pessoal da SMIC caiu na conversa mole e babaca de algum otário que se diz "representante dos moradores".
QUE FEIO, SECRETÁRIO DR. GOULART!!!! A SMIC NÃO É PRA ISSO!!!
O pior: a SMIC foi na conversa de quem?
Até imagino quem são os otários que fizeram a tal denúncia. Mas os fiscais tinham que se informar melhor.
Levaram em consideração quem não combate - e convive numa boa - os bandidinhos que se fingem de flanelinhas, que não se preocupa com craqueiros e traficantes que, agora depois da Copa, tomaram conta, de novo.
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O Roberto Vargas Dorneles sintetiza:

Moro no miolo dos bares da República e nunca me incomodaram, ao contrário, me sinto mais seguro quando chego em casa e tem movimento na rua. Será que vão aumentar o policiamento? Sim, porque agora a República será a terra dos pseudo-flanelinhas, traficantes e marginais. E isto ninguém combate...muito menos a (abre aspas) " Associação dos Moradores da Cidade Baixa" (fecha aspas)...
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O Roberto sintetizou perfeitamente. Nas segunda, quando os bares estão fechados, dá medo de sair na rua, porque só tem craqueiro e traficante. Quando os bares estão abertos, os moradores NORMAIS sentem-se seguros, porque tem muita gente na rua. Ah, sim, e temos também o nosso cuidador de carros, o Barão, que não tem nada a ver com os bandidos-craqueiros que infestam a parte da Rua próxima a Lima e Silva.
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O Tapa's? É o bar onde lancei alguns dos meus livros e todos gostam. Como escrevi, jamais fiz uma queixa ao Hélio, o dono. O Van Gogh? No século passado, nos finais de semana, tinha brigas, tal e coisa, mas está muito tranquilo.
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ACREDITO QUE O TITULAR DA SMIC, DR.GOULART (HUMBERTO GOULART), VAI REVERTER ESTA BAITA INJUSTIÇA. NÃO PODE ACEITAR APENAS A OPINIÃO DE UM OU OUTRO IDIOTA.
E ACREDITO QUE O PREFEITO FORTUNATI NÃO VAI PERMITIR ESTA ARBITRARIEDADE!!
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Leia mais no ponto midiático.
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Aí estão duas fotos do Tapa's Bar, um dos interditados na Rua da República:


Curioso: o desembargador Ruy Gessinger é o "fotógrafo" do ex-titular
da SMIC, Valter Nagelstein, e Jorge Loeffler.
Bem a direita, o advogado e escritor Leo Iolovitch 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

JÚLIO PRATES, ADVOGADO E JORNALISTA, MAIS FAMOSO BLOGUEIRO DA REGIÃO CENTRAL DO RGS, DECLARA SUA SAÍDA DA BLOGOSFERA

No curto período em que tive residência em Santiago travei boa  convivência com Prates. Era controvertido, foi candidato a Prefeito de Santiago pelo PT, desligou-se do partido, preparou-se e foi aprovado no Exame da Ordem. É um homem de grande leitura, que faria sucesso em qualquer mídia do Brasil: rádio, jornal ou TV.
Em muitas coisas não concordava com ele e até nos afastamos por um período.
Mas seu blog fustigava  praxes e costumes e, portanto, fazia o povo pensar e refletir.
Dores da alma sempre o incomodavam.
E um episódio recente de ruptura o fez sofrer, como ele próprio declarou no blog.
Eu creio, piamente, que Prates está dando só um tempo.  Também alvitro ardentemente que sejam aparadas as arestas que levaram ao episódio que o faz sofrer, que o dilacera,  e volte com suas crônicas e observações.
Daqui da Capital lhe mando um comovido abraço .
Amigo Prates: não tem como um dia depois do outro.
Eu mesmo digo isso de cadeira, pois muitos anos atrás passei por um inferno astral.
Fiquei quieto no meu canto, lambendo as feridas.
E o meu sol voltou a brilhar.
Assim vai ser contigo.


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Postagem do Júlio Prates:




quarta-feira, julho 23, 2014

Manifestação do fim

Nesses últimos dias não foram poucas as pessoas que mantiveram contato comigo; foram e-mails de incentivo, de força, de solidariedade e de apelo para que eu continuasse escrevendo e contribuindo com o debate. Em respeito a cada uma dessas pessoas, manifesto-me agora.

O que eu tinha que dar em termos de contribuição ao debate e de reflexões, creio que dei e dei o melhor de mim. Contudo, sinto que é chegada a hora de parar. Dei minha parte ao longo desses anos. As decisões agora estão maduras dentro de mim e não existe a menor chance de eu seguir com minhas manifestações, elas morreram. E quando isso acontece, a ritualística é outra, bem conhecida de todos nós e que dispensa maiores considerações.

Assim, estou encerrando meu blog e com essa manifestação, agora em caráter definitivo, anunciando minha saída da blogosfera.

Volto a agradecer a todos e todas que me deram um sentido com o privilégios de suas leituras e interações.

 

terça-feira, 22 de julho de 2014

TENIS E ÉTICA


 


Escreveu o professor  Fernando Fontoura

“Você faria negócios com alguém que no 4 a 4, 30 iguais do terceiro set daria fora uma bola na linha? Se associaria com quem duvidasse sempre quando diz que a bola foi fora e que constantemente vai ver a marca duvidando de sua honestidade? Você faz qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, para ganhar? Prefere jogar como gosta ou jogar para ganhar? Perder é algo aceitável no seu jogo ou uma coisa que você não admite? Tirar o outro do jogo com catimbas e coisas extra jogo faz parte de seu repertório de táticas ou você quer ganhar dentro do jogo?”.

Eu jogo tênis desde 17 anos de idade. Em todos esses anos muito aprendi.  Alguns amigos começaram a jogar depois que largaram o futebol, já maduros. E parte deles, uma minoria, transplantaram para o tênis alguns princípios perniciosos e nada éticos  vindos de usos e costumes do futebol. Desconheciam que o tênis tem seu  Code of Ethics .  


São várias as regras, mas todas se  assentam na boa educação e no fair play. Em resumo: o tenis requer  cooperação e cortesia, não sendo admitido destemperar-se, queixar-se da maneira de o oponente jogar, usar linguagem grosseira, atirar a raquete, lamuriar-se se está perdendo. Trapacear, ser desleal. Claro que essas regras, entre gente que teve pai e mãe, nem precisariam estar escritas. Mas nem todos tiveram educação em casa.

E a regra de ouro no tênis de lazer  é cada um marcar, no seu lado da quadra, se a bolinha foi boa ou se foi fora. E aí que você mostra sua origem e seu caráter. Na dúvida, você decide contra você mesmo.  E jamais duvide de seu adversário. Se o achar antiético, simplesmente não jogue mais com ele.

Esses dias eu aguardava por um parceiro e sentei-me ao lado da quadra. Passou um adolescente, filho de um conhecido, e começamos a conversar. Lá pelas tantas lhe disse: no tênis, na dúvida, a gente deve decidir contra si. Isso em jogos não oficiais e de mero lazer. Ao que o menino me disse:

- para aí, tio! Tu tá louco? Eu devo decidir contra mim?

Entristeci-me, pois o menino já tem inoculado o vírus da esperteza, do jeitinho , da falta de nobreza de caráter.

Fiquei matutando: e quem sabe a Fifa adota, para o futebol, o Code of Ethics do tênis? Quem sabe parariam um pouco as simulações, a má-fé, a falta de camaradagem, a indução do árbitro em erro, o costume de alguns em  não titubear em quebrar um osso do adversário.

E mais: e que tal ler esse Código nas Escolas?

 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

OS 40 ANOS DA OAB DE SANTIAGO RS

Nooossaaaa, como o tempo passa.
Eu era advogado em P. Alegre e fiz concurso para juiz. Passei, assumi em Horizontina, depois Arroio do Meio e depois Santiago. Lá cheguei em 1974.
Havia poucos advogados, mas todos, todos, brilhantes e sérios.
Santiago fazia parte da Subseção de Santa Maria .
Um dia falei ao dr. Nissio Castiel:
- vamos criar uma subseção de Santiago? ( o sangue de advogado corria, como corre até hoje, nas minhas veias, apesar de, à época, ser juiz).
Feito. Foi criada a subseção da OAB.
Que saudades de todos os fundadores. Não vou nominar nenhum, posso esquecer um e serei precipitado como Lúcifer, ao inferno.
Mas 40 anos se passaram e hoje temos uma OAB atuante nessa aprazível e adorada Santiago.
Fui convidado para a cerimônia dos 40 anos.Não poderei ir porque irei a uma missa rezada e cantada em alemão  no lugarzinho onde nasci em Santa Cruz, : Boa Vista.
Mas fica minha saudade do dr. Nissio, dr. Schmidt, dra. Clara, Danilo, Frederico, Max, Maria Inês,Valdir,Cocentino,Chechi, Oneron, Leitão,Edson Dornelles, Wilson, Aléssio, mais alguns que tenha esquecido, enfim, aqueles pioneiros éticos e estudiosos.

ROSANE DE OLIVEIRA ESTÁ DANDO UMA AULA DE RÁDIO

Acho que muitos de vocês sabem que eu durmo cedo, acompanhando as galinhas e os pássaros em geral. E o que me embala é o rádio .  Não raras vezes acordo no meio da madrugada. E a verdade é que a madrugada é pobre, paupérrima nas rádios. São fracos os programas, inclusive da Rádio Gaúcha, situação que só melhora quando entra o Macedo às 5 da manhã e o Mendelski 5,30  na Guaíba.
Mas eu queria dizer que ontem fui me deitar 21,30 e liguei o radinho no programa da Sara Bodowski. E não é que entra no ar a Rosane de Oliveira, escandindo bem as sílabas, falando pausadamente, de maneira direta e didática!  Que show de calma e singeleza. Ela foi rebatendo as críticas que alguns fizeram pela publicação das pesquisas pela RBS. Explicou sem ser  servil ou usando de puxa-saquismo.
E nas manhãs também a aprecio muito.
Sobre a RBS eu penso que ela pode ter seus defeitos. Um, no entanto, ela não tem: não vende espaços para as " pseudo igrejas" deixarem bramir seus " pastores" caça níqueis.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

AINDA PERCORRENDO LIVRARIAS





Hoje adquiri uma obra rara
Historia de los Orientales, de Carlos Machado
e
Tras la Estela del Graf Spee, de Enrique Dick.
Como vocês sabem, o navio de guerra alemão buscou abrigo no porto de Montevideo, durante a Segunda Guerra , mas foi ordenado que abandonasse o porto. Seu capitão, então, salvou os tripulantes e  colocou o navio a pique.Depois, enrolado na bandeira alemã - não com a suástica - se suicidou.
E, para não perdermos a rotina, fomos almoçar no belo mercado de Montevideo.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

NÃO SÓ PARRILLAS MAS TAMBÉM IMERSÃO CULTURAL


Agora mesmo, en la Ciudad Vieja, passei pelas obras de restauração ( que os portoalegreses dizem " restauro") do Cabildo de Montevideo. Ali há um letreiro - Montevideo, la capital cultural iberoamericana. Bom, vocês sabem como eu sou: detesto esses negócios de ufanismo.
Mas a parte antiga de Montevideo, mormente a calle Sarandi, e toda a Ciudadela, me  comovem. Assim como o Centro Histórico de P. Alegre, com seus sebos.
Mas aqui há sebos em toda a parte, inclusive em  casas particulares e na via pública.
Toda vez que vou a qualquer lugar no Exterior, procuro comprar  livros sobre a História do país.
Acabo de comprar um livro escolar sobre a História do Uruguay.Estou  devorando.
De outro lado, numa loja de instrumentos musicais, encontrei um belo violino usado, claro que o comprei.
Rudolf e eu amanhã vamos comprar um trompete, também conhecido como " piston". Ambos queremos aprender a o tocar para celebrar vitórias, mas sem incomodar vizinhos.
Voltarei carregado de livros, instrumentos musicais, partituras e, se sobrar um lugarzinho, quem sabe uma caixa de Don Pascual.

ENTRE PARILLAS, VINOS Y POSTRES