domingo, 8 de novembro de 2015

AFINAL, PARA QUE SERVEM OS GOVERNOS?

Escrevo não para os doutos e sim para pessoas simples.
Houve um momento em que abdicamos de nós mesmos, individualmente, resolvermos nossos litígios.
O homem imaginou o Estado ( em todos os níveis de suas competências) para administrar a Justiça, a Segurança, a moeda, etc.
O indivíduo teve que, embora com relutância, abrir mão de sua  vingança privada, de sua liberdade total, para conferir ao Estado o Poder de reger nossas vidas.
Hoje, no Brasil e no RGS o que se vê é o caos. Mortes e mortes, execuções, propinas, corrupção, prefeitos festeiros, deputados com contas ilegais no Exterior e o pior: ausência total do Estado.
Tiraram-nos o direito de portar uma arma, mas não nos dão segurança alguma.
Amanhã anuncia-se mais uma bagunça dos caminhoneiros ( detalhe: eu sou caminhoneiro e tenho CNH D para dirigir caminhão). Eles vão fechar estradas e as Polícias Rodoviárias não vão fazer nada, nada , nada. Ao contrário, vão contemplar, enquanto nós lhes pagamos vencimentos para agirem.
Quero ir amanhã para a estância. Sei que em São Sepé vai haver uma barreira ilegal. Tenho o direito de passar.
E vou passar de qualquer jeito, por bem ou por mal. 
Tenho direito de ir e vir.

sábado, 7 de novembro de 2015

E DÊ-LHE FESTA COM DINHEIRO PÚBLICO





Chego em Xangri La e constato a triste realidade estampada pelo Jorge Loeffler em seu blog, Praia de Xangri La.
Pavilhões armados na praça Central, avenida Paraguassu em meia pista, ônibus de  conjuntos musicais, som alto, barulheira.
Tudo  pelo " progresso" do Município.
Eu já tinha , num programa da TV Pampa, em que estava o Prefeito, dito a ele que essas coisas beiravam as raias da improbidade ( para dizer o menos).Agora,  querido leitor, raciocina comigo: é ou não é que a lagosta, o caviar, o vinho chileno e até artigos de menor necessidade como o leite e o pão, subiram? É ou não é que tu, que ainda não estás na fase adulta, vais ter que cancelar teus passeios para apertar a mão do Pato Donald na Disney?
O que todos temos que fazer em casa? cortar os gastos, né meijmu?
E o que dirá se usarmos o dinheiro dos outros, como é caso do dinheiro público?
Claro, eu não acredito que os prefeitos festeiros " repartam" o dinheiro gasto nas " ditas promoções culturais" com os empresários dos festerês. Não, nunca, claro que não.
Nem que estejam recebendo uma " beirinha" para as próximas campanhas eleitorais.
E ainda há quem ache tudo isso muito lindo.
Pelo que se vê das fotos foi muito cultural o evento.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

QUE BAITA VERGONHA


Comecemos com esta notícia, que não é fake:

....
Texto de um Procurador da República.
Tomara que Deus não exista! 

 Brasil, um país onde não apenas o Rei está nu. Todos os Poderes e Instituiçōes estão nus, e o pior é que todos perderam a vergonha de andarem nus. E nós,  Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos o vergonhoso privilégio de recebermos R$ 4.300,00 reais de "auxílio moradia", num país onde a Constituição Federal determina que o salário mínimo deva ser suficiente para uma vida digna, incluindo alimentação, transporte, MORADIA, e até LAZER.

 A Partir de agora, no serviço público, nós, Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos a exclusividade de poder conjugar nas primeiras pessoas o verbo MORAR. Fica combinado que, doravante, o resto da choldra do funcionalismo não vai mais "morar". Eles irão apenas se "esconder" em algum buraco, pois morar passou a ser privilégio de uma casta superior.

Tomara que Deus não exista... Penso como seria complicado, depois de minha morte (e mesmo eu sendo um ser superior, um Procurador da República, estou certo que a morte virá para todos), ter que explicar a Deus que esse vergonhoso auxílio-moradia era justo e moral.

Como seria difícil tentar convencê-Lo (a ​Ele, Deus) que eu, DEFENSOR da Constituição e das Leis, guardião do princípio da igualdade e baluarte da moralidade, como é que eu, vestal do templo da Justiça, cheguei a tal ponto, a esse ponto de me deliciar nesse deslavado jabá, chamado auxílio-moradia.

Tomara, mas tomara mesmo que Deus não exista, porque Ele sabe que eu tenho casa própria, como de resto têm quase todos os Procuradores e Magistrados e que, no fundo de nossas consciências, todos nós sabemos, e muito bem, o que estamos prestes a fazer.

 Mas, pensando bem, o Inferno não haverá de ser assim tão desagradável como dizem, pois lá, estarei na agradável companhia de meus amigos Procuradores, Promotores e Magistrados. Poderemos passar a eternidade debatendo intrincadas teses jurídicas sobre igualdade, fraternidade, justiça, moralidade e quejandos. Como dizia Nelson Rodrigues, toda nudez será castigada!

DAVY LINCOLN ROCHA
Procurador da República
Joinville  SC

 

 

Fui no Google e olha só:

 

PerfilFrederico Vasconcelos é repórter especial da Folha

 

Procurador que criticou o auxílio-moradia também requereu o benefício


 
Ouvir o texto

Davy Lincoln Rocha diz que seria “heroísmo idiota” não receber o auxílio que definira como um “deslavado jabá”.


O Procurador da República Davy Lincoln Rocha, de Joinville (SC), que em outubro do ano passado condenou o auxílio-moradia –por considerá-lo “um vergonhoso privilégio” e “deslavado jabá”– requereu o pagamento do benefício, tendo recebido R$ 15.467,98 –valor correspondente aos meses de setembro [parcial], outubro, novembro e dezembro de 2014.

Ele não rejeitou o auxílio –como informou este Blog, quando reproduziu texto em que Rocha afirmou que teria dificuldade de explicar a Deus que “esse vergonhoso auxílio-moradia era justo e moral”.

Consultado nesta quarta-feira (21), o procurador disse que “seria um heroísmo idiota meu não receber, sabendo que [o auxílio] veio no lugar de um aumento que deveria ter obedecido o princípio da igualdade”.

“Eu nunca falei que não ia poder receber”, diz Rocha.

O comprovante do pagamento –reproduzido neste post– está disponível no Portal da Transparência.

 

Dá pra ser feliz?

 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

PORTE DE ARMA PARA O PESSOAL DO CAMPO


Texto do Porte Rural de Arma será votado no plenário da Câmara dos Deputados

 

O texto do Porte Rural de Arma proposto pelo deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) na Comissão Especial que analisou o Projeto de Lei 3722/2012, do deputado Rogério Peninha Mendonça, que regulamenta a posse e porte de armas, irá a votação ao plenário. A manutenção do texto no substitutivo do deputado federal Laudívio Carvalho ficou garantida durante votação dos 12 destaques, nesta terça-feira na Comissão.

 

O Partido Verde apresentou um destaque para suprimir do relatório, já aprovado na última semana, os artigos 71, 72 e 73, que permite o Porte Rural de Arma aos proprietários e trabalhadores, maiores de 25 anos, residentes na área rural, e que dependam do emprego de arma de fogo para proporcionar a defesa pessoal, familiar ou de terceiros, assim como, a defesa patrimonial. No entanto, a maioria dos deputados votaram pela rejeição do destaque, mantendo o texto original do relator, proposto pelo deputado Afonso Hamm.

 

Conforme o texto, a licença para o porte rural de arma nos limites da propriedade, será concedida mediante apresentação documental, comprovante de residência em área rural e atestado de bons antecedentes. A licença terá validade de 10 anos e é restrita aos limites da propriedade rural, condicionada à demonstração simplificada, à autoridade responsável pela emissão, de habilidade no manejo da categoria de arma que pretende portar. A arma de fogo do titular será cadastrada e registrada no Sistema Nacional de Armas (SINARM).

 

Hamm destaca a importância dos parlamentares terem votado pela rejeição desse destaque que excluiria o porte rural de arma. “O texto proposto tem como propósito, que os trabalhadores e produtores rurais sejam providos de segurança em defesa da vida, dos familiares, de terceiros e do patrimônio, já que devido a distância do meio urbano ficam desprotegidos da atuação das autoridades responsáveis em promover segurança”, conclui.

FALTARÃO UM DIA PESSOAS QUE QUEIRAM UM TRABALHO CAMPEIRO ?


Eu temia que sim, que  não haveria mais quem quisesse ficar  trabalhando nas granjas e fazendas.
Mas de uns tempos para cá  me convenci de que,ao contrário, haverá  boa oferta.
Explico-me.
Hoje  mais e mais  as estâncias têm internet, TV a cabo, ar condicionado, boas acomodações; isso para todos e não só os patrões.
As remunerações são boas na maioria dos casos.
Vejamos o caso do Luciano, filho do meu capataz. Fez a escola agrícola e depois a faculdade de Veterinária. E está conosco na estância. É claro que ele está  liberado para toques e outras intervenções em outras fazendas.Outro exemplo é do  adolescente Matheus Cogo Souza ( foto), sobrinho de Marilza e Luiz César, meus funcionários.
Ele mora em São Borja, mas  em todos os feriados e nas férias se manda para nossa fazenda, onde ajuda nas lidas  .
E ainda, ao anoitecer, no galpão de convivência, mete uma sanfona.

MAÇONARIA - FEIRA DO LIVRO - DR. LUIZ FACHIN CONVIDA


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A PROPÓSITO DE FINADOS - UMA VISÃO POÉTICA GERMÂNICA, COM DUAS TRADUÇÕES.


Welkes Blatt

Jede Blüte will zur Frucht,
jeder Morgen Abend werden,
Ewiges ist nicht auf Erden
als der Wandel, als die Flucht.

Auch der schönste Sommer will
einmal Herbst und Welke spüren.
Halte, Blatt, geduldig still,
wenn der Wind dich will entführen.

Spiel dein Spiel und wehr dich nicht,
lass es still geschehen.
Lass vom Winde, der dich bricht,
dich nach Hause wehen.

Von Hermann Hesse (1877 – 1962)
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Tradução de Lissi Bender
 
 
Folha fenecida

Para o fruto tende a flor,
para a noite o amanhecer.
Eterno nada  há na Terra
a não ser a inconstância, a evasão.

Mesmo o mais lindo verão
há de querer sentir outono e fenecer
mantém paciência, folha, aguarda silenciosa
o vento quando desejar te arrebatar
​.
​
Faz teu papel e não te oponhas
deixa que suceda silenciosamente,
permite ao vento, que te desarraiga,
levar-te para casa.

Hermann Hesse
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TRADUÇÃO DE IRMÃ ROBERTA
Cada flor se torna fruto
cada manhã anoitece.
O eterno não é para este mundo, 
mas a mudança e o fugidio.
 
Até mesmo o mais lindo verão
por sua vez se faz outono e murcha.
Calma, folha, seja paciente
se o vento quiser te conduzir.
 
Brinque com ele e não resista
deixa acontecer.
Deixa o vento que te desfolhou
soprar-te de volta para casa.
 
 

 

FINADOS - MEU CEMITÉRIO ESTÁ PRONTINHO NA NOSSA ESTÂNCIA, EM UNISTALDA

É claro que um dia vou morrer.
Então está tudo pronto: cremação rápida e cinzas ai perto da mangueira.

Que mal tem em falar de sua última morada?
E se, ao falar do Egito, eu colocasse uma foto das pirâmides? Afinal nelas estão sepultadas pessoas.
E o belo cemitério da Recoleta em Bs. Aires, um recanto cheio de História e Arte?
E os belos cemitérios da Alemanha?
E o grave  cemitério de Santiago, que retrata as famílias tronco de lá?
E os de Santa Cruz, com tantas lápides em alemão?
Eu amo os cemitérios, tanto que o meu já está pronto.
O dono do jornal Expresso, João Lemes foi conferir se era verdade. Aproveitamos para brindar com uma Freixenet enquanto ainda temos tempo e saúde.
Mas  bem antes de tudo Maristela ainda tem uma grande missão a cumprir em Unistalda.

domingo, 1 de novembro de 2015

HALLOWEEN - SERÁ QUE TEMOS DE IMPORTAR MAIS ESSA BANALIDADE?

O Brasil, tão rico com suas tradições,  vira as costas para as suas coisas genuínas e fica importando o que não tem nada a ver conosco.
Que complexo de vira latas o nosso.
O cartaz acima em alemão:
Não preciso de Halloween.
Vejo todo o dia monstros o suficiente.

AS MARAVILHAS DA NATUREZA



Por vezes penso que nos embasbacamos com as maravilhas dos shoppings, dos carros, das casas bonitas, de uma roupa. E não prestamos atenção às flores que não escolhem onde nascer e medrar.Na nossa cega onipotência só admiramos as rosas que plantamos. E as demais florzinhas que a Natureza plantou?
Criamos gado com todo o cuidado.Temos que vacinar, banhar, alimentar.
As aves se criam sozinhas, não necessitam que lhes demos alimentos, elas fazem seus ninhos nos lugares mais impressentidos e aparecem para a maior glória da Criação.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

VISITE QUEM PARTIU - POR Afif Jorge Simões Neto


 
                         

Se o nobre cavalheiro – ou a formosa dama, tanto faz – já se levanta da cama “reinando”, de cara torta com quem circula ao derredor, estressado ao último, alguma coisa não está bem regulada no interior da carcaça mimosa. Caso blasfeme amiúde no trânsito, no trabalho, com o pedreiro ou passe uma descompostura o único garçom do boteco, o diagnóstico aponta a necessidade de ajuda psicológica pra ontem, e eu tenho uma sugestão que não costuma falhar: vá a um enterro sempre que possível.

São vários os benefícios trazidos pela visita ao corpo presente do semelhante que partiu. Cito apenas dois, para não me tornar enfadonho. Primeiro, o velório não será o teu, o que se constitui numa enorme vantagem em termos pessoais e financeiros. Em segundo lugar, o aspecto esbranquiçado do de cujus, aquele imobilismo perene, sabe-se lá com que grau de contrariedade, vai te conduzir à impiedosa realidade da finitude humana, do quanto é breve a jornada terrena. E mostra que não passas de um morto em potencial, um cadáver adiado, como dizia Fernando Pessoa, apenas no aguardo do sinal da trombeta assoprada pela Magra.

Quem estiver sendo velado nem precisará ser das tuas relações afetivas. Rico, remediado, pobretão, isso é o que menos interessa. O fundamental diz respeito ao entorno, ao caráter pedagógico da situação irreversível lançada à observância dos passantes.

Eis ali o retrato cáustico do tudo que se transforma em nada, absolutamente nada, de uma hora pra outra. Se aquele despojo esmaecido amou até a sofreguidão, se foi correspondido nas afeições mais intensas, se realizou grandes negócios, se contribuiu com o dízimo para a igreja ou logrou meia dúzia de incautos, nada disso terá importância doravante. Ao invés das colunas sociais, agora o obituário. Acabou ali a trajetória enquanto ser físico, e cumpriu-se o fadário ao qual não se pode fugir, bater em retirada.

A vida é mesmo muito frágil, uma bobagem, algo irrelevante. Somos um bando de miseráveis errantes, um amontoado de ossos. Só temos as digitais da pele como propriedade, pois até a alma tem dono. Nem os filhos nos pertencem, pois são um empréstimo de Deus, que pode tirá-los quando bem entender, sem qualquer aviso prévio.

Entre os dois episódios significativos da existência – nascimento e morte –, haverá um lapso temporal com certa cronologia, quem sabe aproveitado com atitudes de bondade, mas quiçá despendido com grotescos gestos de desventura. Acontece que, mais dia, menos dia, estaremos nós entre quatro velas de esparmacete, cravando um ponto final no que eventualmente existiu de construtivo ou nefasto. Não custa rememorar a maior de todas as certezas: este mundo não nos pertence. Estamos com o bilhete da passagem amarfanhado no bolso do paletó, e a sentença irrecorrível determina a partida sem questionar o conteúdo do nosso prontuário arquivado nas gavetas do Senhor.

É preciso dar lugar aos outros com urgência de chegar. E depois, se maus ou benevolentes, o tempo se encarregará de destruir o que fomos. Somente a terra, mãe dadivosa, nos dispensará a devida atenção, face às exigências da cadeia alimentar.

É claro que alguém sentirá alguma saudade, talvez a família num primeiro momento, mas te pergunto: se morremos um pouco a cada recordação, para que serve o passado, senão para lembrar aos presentes, aos que choram e sentem o olor das velas, que ainda estão vivos?

É UMA PENA, MAS O ' TU ' ESTÁ MORRENDO

Um dia apareceu um amigo do nosso capataz lá na fazenda.Trazia a mulher e um piá de 4 anos. O guri olhou para a Maristela e disse:
- você é lá do PIM de Maçambará.
Ué, sais, um guri que nem Santiago conhece, como é que está usando você?
Falar em Santiago, mais e mais pessoas usam você e tem o "r" caipira.
Nada de errado, mas por que seria?
Hoje Zero Hora traz uma reportagem sobre o fenômeno em todo o RGS.
O "você" é a coqueluche e o "tu" está na tenda de oxigênio.
Leia a reportagem em
http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a4890319.xml&template=3898.dwt&edition=27753&section=3593

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O JUIZ É O PRIMEIRO CORREGEDOR DE SUA COMARCA. O JUIZ ELEITORAL É O PRIMEIRO CORREGEDOR DO CARTÓRIO ELEITORAL

No momento em que um homem ou uma mulher se decidem a exercer a Magistratura, abraçam um verdadeiro sacerdócio  ( conquanto muito bem remunerado).
O povo  humilde ,que não tem tempo nem dinheiro  para os meandros jurídicos, tem que ser respeitado, pois lhe é muito dispendioso percorrer as vias judiciárias se lhe atropelam seus direitos.
O pior é quando, dentro da serventia judicial, as coisas se aparelham e o juiz "não sabe de nada".
E o promotor , da mesma forma.
O juiz que não fiscaliza os atos de seus subordinados é omisso e não está honrando a toga sagrada que enverga.
Periclita a democracia quando o juiz " delega" seus poderes.
Periclita a democracia quando um servidor parece não saber o que é abuso de autoridade.Ou quando se arroga, principalmente contra mulheres, poderes que ninguém tem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

JUDICIÁRIO : O FUNCIONÁRIO TEM O DEVER DE TRATAR COM URBANIDADE AS PARTES


É só , por enquanto, um lembrete. E vou a fundo nessa questão que incomoda a muitos e que vieram ao meu conhecimento.
Tem " chefe " de cartório se " apatronando".

Funcionário é funcionário e tem que tratar as partes com urbanidade.

Escrivão ou funcionário de cartório eleitoral não é JUIZ ELEITORAL.

Também deve tratar com urbanidade as partes e não é de sua competência indeferir uma inscrição para eleitor..

Se, por exemplo, alguém quiser se alistar como eleitor e ele, funcionário,examinando a papelada, achar que há alguma falha, deve encaminhar ao Juiz eleitoral e não proferir impropérios.

Mas, por enquanto,  vou colher umas informações, se há aparelhamento ou não,  e deixo  um conselho:

- quer decidir as questões que lhe parecem controversas? Faz concurso para juiz.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

DA SUBLIME ALEGRIA DE CURTIR A COMPANHIA DE UM FILHO



Eu gosto de todos, eu disse todos, meus filhos.
Com uns o convívio é, mercê dos caminhos da vida, mais rarefeito; com outros, mais amiúde.
É a vida.
Tive sempre belíssimos momentos de alta cumplicidade com todos, eu disse, todos.
Esse menino de 19 anos que se chama Rudolf é o que, ao fim e ao cabo, ficou na minha volta.
É meu aluno, meu motorista, meu sócio na fazenda, mandaletinho da mãe dele, meu companheirinho de tênis ( futebol não deu mais para mim), ele gosta dos meus amigos, é meu assador preferido.
Pois ele, aproveitando que deu uma folga na faculdade, me apareceu ontem com seu autinho vermelho, aqui em Xangri La onde estou para preparar um recurso muito cabeludo.Trouxe seus livros de Direito, mais raquetes de tênis e alguns CDs.
Apeou do seu carrinho e sentenciou:
- vamos jogar uma simples, pai!
E lá nos fomos para a Saba.
Na volta ele parou no Avenida e proclamou:
- vamos assar uma carninha!
Ficamos até altas falando sobre mulheres e suas consequências, sobre preço do boi e sobre a Zwischenfeststelungsklage, que vem a ser a  famigerada ação declaratória incidental.
Hoje de manhã fomos à Saba jogar duplas.
Almoçamos salada de brócolis e repolho, mais feijão, arroz e bife.
De repente ele , após a sobremesa, sumiu.
Estava no sótão, sesteando, junto a seus livros, no espaço que ele demarcou como só dele.
Preciso mais para ser super feliz?