segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

NOSTALGIAS, NOSTALGIAS

Terminei minhas coisas em P. alegre e saí a toda brida de volta ao meu refúgio marítimo, meu útero no qual me protejo em posição fetal virtual.
Chego, dispo-me dos paramentos citadinos e saio de bermuda à praia, que dista  menos de 50 metros.
Increible. Janeiro, alta estação. E a praia , em xangri la , está deserta.  O mar , com seus bramidos, tenta me chamar a atenção. Sopra um vento quase frio. São 21,37.
Sento-me no alto de um cômoro e deixo que o vento me conte as novidades de outras paragens.
Não me sai da cabeça a frase da poeta  Else Laske-Schüler-
Die Gedanken..., fallen mich wie Wölfe an.
( Gedank - pensamento; Wolf - lobo; Wölfe-lobos)
Os pensamentos me assaltam como lobos.
Estou na melhor fase de minha vida.
Liberto.
Trabalhei uma vida para me dar condições de me fazer liberto.
Agora vou me dar ao luxo de ouvir o que o vento tem para me contar de outras paragens.
Para início de conversa ele me traz um sopro de vento frio.
Frio, sim, frio que me traz as melhores lembranças da vida.
frio. Como te necessito. Como te extraño.
( essa crônica vai para o jovem Matheus Gessinger-Bremm, de 1 ano de idade que me acompanha nas minhas meditações) 

ESTOU SEM PACIÊNCIA PARA OUVIR OS TROLOLÓS DA MAIORIA DOS POLÍTICOS PROFISSIONAIS

Sábado participei da gravação, na TV Pampa, de um programa de debates. Presentes um empresário  do ramo de hotelaria, um do automobilístico, um mega empresário do agronegócio, o Nei Mânica, e um médio produtor, no caso eu. E dois políticos profissionais.
Os empresários reticentes, cuidadosos, sabendo que estamos numa recessão.
Mas os políticos...
Com todo o respeito: QUEEEE  CANSAÇO ! AI MEUS SAIS MINERAIS !
Sempre cumprimentando com  chapéu alheio, sempre ufanos, otimistas, proféticos do acontecido e falando numa cascata torrencial e louca. E glorificando com entusiasmo a retomada do crescimento, da baita colheita que se aproxima.
E dê-lhe trolololó  para os basbaques que ainda se fascinam.
Menos eu que, quando chegou minha vez de falar perguntei:
- sr. deputado, o senhor não acha melhor esperar para que os colonos colham primeiro a soja e as ponham no silo antes de cantar de galo?
E mais, sr. deputado? não estão vendo que estamos numa guerra civil, com mil mortos por dia no Brasil?
Por fim, sr, Deputado: o que é mesmo que o senhor planta?
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Não adianta: quem deu certo nos seus negócios não quer saber de política; os falidos vão para as associações de classe ou vão tentear um carguinho CC.
Que saudade dos prefeitos colonos ou bodegueiros que cuidavam da Prefeitura como se fosse algo sério.
Agora tudo é fácil.
Me tapo de nojo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

VERSOS DE DESEJO E AMOR - DE POETAS ALEMÃES ( com tradução . não entra nessa que alemão é frio..)

.
DAS FEUER DER LIEBE ( Gabriele Müller)

Du schaust mich an und mir wird warm
du lachstmich an und mir wird heiss
du berührst mich und ich brenne
deine Hände  entzünden meine Leidenschaft

komm
schau mich an
lach mich an
berühre mich

Lass mich glühen
lass mich lodern
lass mich brennen
bis ich ganz in Flammen steh

Erstick die Flammen mit deinem Begehren
Bekämpf mein Hitze mit deiner Lust
Lösch das Feuer  mit deiner Schweiss
und doch werden wir verschmelzen 
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A poesia encontra-se no livro Liebe, Lust & Lyrik.
Caro leitor - tenta ler em alemão, vais gostar.
Feuer pronuncia-se Fóier. Em alemão todos os substantivos começam com letra maiúscula, mesmo os comuns.
Schauen é olhar. An+schauen é olhar para alguém. Só que às vezes o prefixo se despega e se transforma num sufixo. Schau mich an - olha pra mim.
vamos para a minha livre tradução.

O FOGO DO AMOR
Tu me olhas e sinto calor
tu me sorris e fico quente
tu me tocas e eu queimo
tuas mãos acendem minha paixão

Vem
me olha
sorri para mim e me toca

Deixa -me abrasar
faze-me arder
me deixa queimar
até que eu fique em chamas
Sufoca as chamas com tua tesão 
combate  meu calor com teu desejo
extingue o fogo com teu suor
E aí vamos os dois nos derreter...

sábado, 19 de janeiro de 2013

QUE CASUALIDADE, FROILAM. OU A TRISTE SINA DE UMA FILHOTE





O escritor Froilam http://froilamoliveira.blogspot.com.br/ produziu excelente relato de ter salvo uma pomba ( columba, paloma, tauber) .
Que casualidade. Comigo também aconteceu de eu estar no alpendre de meu refúgio marítimo, quando ouço um ruflar de asas. Pousou aos meus pés um filhote de pássaro que não sei se é pica-pau ou o que. Fiquei quietinho e lhe manei uma mensagem telepática dizendo:
- kjdjhfwjnc9uwjej cpsaoijn pjqdp9uihj ( calma, bichinho).
Ela respondeu:
- oasjndpjncps9ushnow nv!!! ( to apavorada)
Tirei umas fotos dela e a tentei pegar.
Escondeu-se numa macega no meu jardim.
agora de manhã ví um monte de penas perto da moita...
Será que se safou?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

UM PASSEIO PELAS PASTAGENS PERENES








Na nova gleba que agregamos à Pecuária Gessinger, área excelente, de pouquíssima pedra, nos decidimos pela implantação de pastagens perenes.
Como nossos mestres nos ensinaram, a Pecuária de corte, para dar certo, sustenta-se nas seguintes colunas e nesta ordem
NUTRIÇÃO - SANIDADE - MANEJO - GENÉTICA.
Ou seja, sem " bóia", nada feito!

ALMOÇO FESTIVO NO CURSO DE INSEMINAÇÃO





Com a presença de cursistas, professores, representantes do Sindicato Rural de Santiago e do Senar, mais Prefeito e vice de Unistalda, a direção da Pecuária Gessinger, representada por Maristela Genro Gessinger e  Rudolf Gessinger ofereceu um churrasco à base de cordeiro Ile de france.
Não pude ir, por compromissos profissionais e agradeço o envio das fotos pelo grande amigo Riander.
Hoje em dia as empresas tem que cumprir uma função social e serem ambientalmente corretas.
É o que estamos tentando fazer,

PARA LER EM VOZ ALTA PARA TODA A FAMÍLIA. ARTIGO DO PROFESSOR PADILLA


 Estrutura do processo de pensamento e as alternativas para a resolução de litígios no Brasil.

Em http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12354&revista_caderno=21 encontro um interessante artigo elaborado pelo Frederico Antônio Azevedo Ludwig sobre as alternativas para a resolução de litígios. No Brasil, precisamos um amadurecimento dos operadores; requer a superação das falsas crenças da acultura da superficialidade. Essa acultura baseia-se na estrutura do processo de pensamento. Vale a pena investir alguns minutos para entender como o pensamento funciona, em http://www.padilla.adv.br/processo/pensamento/ para, a seguir, retomar a leitura deste texto.

 

Depois que a pessoa passa a acreditar que pode continuar a viver, sem quaisquer problemas, tomando decisões rápidas, com análise superficial, o pensamento fica viciado em omitir a busca de informações. Quando a pessoa faz tudo rápido, fica muito fácil a manipular. Basta o sociopalobista acenar com uma "boa intenção" e afirmar a necessidade de a atingir. O viciado em superficialidade aceita tudo! Entretando, a tal "boa intenção" não será atingida daquela forma.

 

Valioso exemplo, em http://www.facebook.com/photo.php?v=10151244718033903&set=vb.346733868694142&type=2&theater do video primoroso com Marcos Palmeira, Bruna Lombardi, a qual chega a tirar o sutiã e a blusa(!), e outros atores conhecidos. Falam da desculpa, maravilhosa, de necessitarmos produzir energia "limpa" e o empulhamento da hidrelétrica em Belo Monte, no Pará. Destruirá o Parque Nacional do Xingu inutilmente porque, durante 8 meses por ano, aquela região fica seca e sem água não há como gerar energia. Então, o que está por trás dessa construção inútil? Os sociopatolobistas estão interessados nos 30 bilhões de dolares orçados, dos quais grande parte irão desviar em propinas. Obviamente, uma hidroelétrica que só vai funcionar 1/3 do tempo não vai resolver o problema de energia e, mais adiante, inventarão outro desperdício monumental e assim por diante. E quem paga essas contas? Eu, você, todos!

 

O mesmo empulhamento aconteceu com o Poder Judiciário. As prestadoras de serviço de telefonia faturaram bilhões enganando os consumidores, agindo ilícita e impunemente porque as falsas crenças em torno da uma pretensa necessidade de celeridade da justiça impedem a aplicação do Direito do Consumidor:


 

"A linha de frente do Judiciário é constituída de jovens que se consideram modernos. Contudo, exalam os ares fétidos da decadência do Império Romano: "Carpe diem!" Acreditam poder não haver amanhã! Cresceram sob o bombardeio de falsas crenças, estímulo à inveja, ao sexismo e egocentrismo. Sofrendo sobrecarga de“informações” irrelevantes, incompletas e distorcidas pela mídia que mistura de realidade, ficção e imagens manipuladas e apologia o aparentar, a superficialidade, e a pseudo-reflexão. "

                                Continue lendo: http://www.espacovital.com.br/noticia-27693-as-mazelas-acultura-superficialidade

 

Finalmente, descubra que entender essa acultura da superficialidade pode ser muito divertido, como demonstra o Professor Mário Sérgio Cortella: 

UM BOM PROFESSOR NUNCA SE ESQUECE


              IRMÃO FIDÊNCIO, UM FACHO DE LUZ


 

 

 

                                                                           Armando José Farah*

 

 

Parece-me que o nome Fidêncio provém da palavra latina fides, que significa fé. E ele foi, realmente, um homem com este sentimento forte. Não apenas pela fé religiosa, da carreira que abraçou e nela permaneceu por toda a vida. Refiro-me, também, à fé nos valores do ser humano e na  importância da  educação. Principalmente, na tarefa educadora realizada através da inteligência e pela liderança espontânea. Em suma, pela autoridade do saber e não do poder.

 

 

Aliás, por onde passou, Ernesto Dewes (mais conhecido pelo nome religioso de Irmão Fidêncio) deixou um sem número de amigos e alunos, todos imantados por sua inteligência, simpatia e cultura humanística, postas permanentemente a serviço de abnegada missão de educar. E educar no sentido de mostrar caminhos, descortinar horizontes, estimular a razão crítica, respeitando idéias e indicando a convergência dos múltiplos ideais da alma humana.

 

 

No Colégio São Luís, ele foi meu professor de português, inglês e de  música, matérias que serviam de instrumento para colocar à nossa disposição sua vivência e  transmitir o fascínio pelas ciências humanas. Suas aulas de português partiam da palavra escrita ou falada e se espraiavam-se pela riqueza dos textos e da linguagem bem articulada. Mostrava aos alunos as belezas do idioma e sabia motivá-los. Aliás, motivar e estimular a curiosidade constitui o núcleo da arte de ensinar, como comprovei, mais tarde, ao lecionar em pré-vestibular e, depois, na Universidade. Procurei seguir seu exemplo e colhi bons frutos.

 

 

 

 

 

 

Fidêncio sabia despertar lideranças e desenvolver o espírito associativo. Criava grêmios literários ou esportivos, distribuindo e alternando, entre os próprios alunos, as diferentes atribuições e funções administrativas. Nas reuniões, franqueava a palavra e estimulava o debate, orientando a crítica construtiva. Eram verdadeiras aulas práticas de cidadania.

 

 

As belas artes, mas principalmente a música, faziam parte de seu magistério e de seu viver cotidiano. Por onde andava, criava coros e fomentava a formação de conjuntos musicais. Compunha belas músicas em noites indormidas, pois não precisava mais do que três ou quatro horas de sono. Na hoje catederal de São João Batista, dirigia o coro masculino Santa Cecília e, no coral do Colégio, se esfalfava em estenuantes ensaios para harmonizar vozes juvenis desafinadas ou rebeldes.

 

Uma de suas alegrias foi ver concluído o auditório do Colégio. Em 1953, se não me engano. Para isto, juntamente com outros líderes do São Luís (dentre eles o inesquecível Ir. Emílio) e da própria comunidade, ele transpôs enormes obstáculos financeiros, a fim de que a cidade pudesse dispor de um local adequado para palestras, conferências, concertos etc.

 

Num dos primeiros espetáculos, ele apresentou um grande coral e solistas, acompanhados pela Orquestra de Concertos Lyra, esta dirigida pelo maestro Lindolfo Rech.  Dentre outras obras, tocaram a marcha triunfal da ópera Aída, de Giuseppe Verdi. Foi um sucesso raro, quiçá desconhecido pela comunidade, até então. E nós lá, cantando em italiano. Vejam só!  Mas a custa de muito ensaio. É claro.

 

Depois, foi a vez de encenar A Casa das Três Meninas, de Franz Schubert, com solistas de Porto Alegre. Ora, além de ser uma bela opereta, o libreto era em alemão. Portanto, o êxito não poderia ser melhor. Seguiram-se concertos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e apresentações de conjuntos de câmera, bem como peças de teatro.

 

 

Hoje, estou certo de que um corpo infatigável, servia a seu espírito clarividente e muito adiante de seus coetâneos, revelando posições de vanguarda, até mesmo em assuntos de educação religiosa ou nas relações com outros credos. Nesse sentido, ele como que se antecipava às mudanças que, décadas depois, ocorreriam nos métodos da educação e na convergência dos caminhos ecumênicos, preparados por João XXIII.

 

Era contrário, por exemplo, a forçar os jovens internos a irem à missa todos os dias e de manhã cedo. Achava preferível proporcionar-lhes atividades esportivas e exigir-lhes apenas a missa dominical. O dever diário cabia a eles religiosos, por opção. A seu ver, a obrigação da missa diária criaria reflexos negativos nos jovens, provocando-lhes, mais tarde, sentimento de fastio, em relação àquilo que lhes fora imposto e não escolhido.

 

 

Certa vez, perguntei-lhe se eu poderia faltar uns três dias, para realizar uma viagem de caminhão a Porto Alegre, com meu irmão mais velho.  Sua resposta foi pronta e espontânea: conhecer a capital do Estado valeria mais do que uma semana de aulas, confirmando a expressão que, mais tarde, apreendi em alemão: Das Lesen und das Reisen macht uns weiser.

 

Esse modo de pensar e de agir tornaram-no, para mim, um paradigma de professor. Representaram, ao mesmo tempo, impulso valioso para descobrir novos caminhos que me levaram a horizontes mais amplos do conhecimento. E, a partir daí, permanentemente iluminados pela arte, em especial pela música dos grandes mestres.

Lamento que, embora vivendo por vários anos, aqui em Porto Alegre, não tenhamos convivido com a freqüência que eu faria hoje. Infelizmente, nem o tempo, nem a vida retroagem, a fim de consertar o mal que fizemos ou resgatar as coisas boas que deixamos de fazer. Fica, porém, este Registro como testemunho de minha admiração e de meu respeito pelo grande professor.

 

 

 

O mestre que deixou um facho de luz e um rastilho de saudade, por onde passou.  Nesse sentido, bem se expressou o professor Osvino Toiller, ao escrever, a propósito de Aloísio Boufleur: Ensinar é um exercício de imortalidade.

 

Estou certo que aqueles que foram seus alunos - ou conheceram bem o Ir. Fidêncio - compartilham deste sentimento e de guardam semelhantes lembranças, que associo às homenagens pelos 125 anos do Colégio São Luís.

 

                                                    *  Advogado e professor universitário.

 

 

                                       

ARMANDO JOSÉ FARAH

               
Nasceu em São Sepé (RS), 22.08.37, filho de Ernestina Berger Farah e Niderau Farah.
 
Reside em Porto Alegre e é casado com a advogada Marlene Teixeira Farah. Tem dois filhos: Eduardo e Cristina.
 
De 1950 a 1953 estudou no Colégio São Luís e, em 1955, concluíu o curso clássico, em Porto Alegre, no Colégio Estadual Júlio de Castilhos.
 
De 1960 a 1967 foi Professor de Francês do Curso Pré-Vestibular Mauá, época em que fundou a Associação dos Professores de Francês do Rio Grande do Sul e foi seu primeiro Presidente.
 
Em 1961, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de Porto Alegre - UFRGS, na qual foi assistente da Direção e Professor de Direito Comercial.
 
Realizou estágios e cursos no exterior.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

UNISTALDA CONTA COM UM REXTON



Não resistindo à beleza e robustez do Rexton, esse maravilhoso SUV powered by Mercedes, acabo de adquirir um para minhas idas e vindas unistaldenses.
Você que quer ter um top line mundial, não fique pensando em outras marcas ultrapassadas. Fale com a Daisul.
Melhor, entre no site da Kyron, Rexton e Korando. Entregue esse carro que você está usando- a Daisul recebe - e entre para o primeiro mundo.
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PROFESSORA LISSI DE PALMATÓRIA NA MÃO. MAS TEM RAZÃO


Liebe Freunde, estimados amigos,

acho que para muitos brasileiros falta ultrapassar os limites de seu próprio umbigo, os limites de sua própria aldeia, os limites de sua realidade social e mergulhar em outras realidades para entender um pouco mais a  realidade em que sua vida medra.

Mas para isso não basta viajar como muitos fazem: sem preparo, sem leitura anterior à viagem,  apenas embarcar em turismo de bando, turismo de consumo, o que na maioria das vezes corresponde  a blind durch die Welt rasen (passear apressada e superficialmente pelo mundo) e voltar sem ter efetivamente mergulhado no quintal do outro. Tendo visto apenas algumas gramíneas mais verdes do que aquelas que crescem no próprio quintal. Esse tipo de viajante pouco agrega a sua pessoa, apenas tira fotos e compra um monte de penduricalhos para exibir para os vizinhos – não aproveitou a viagem para por uma roupa nova na alma, nem para efetivamente olhar com um novo olhar para a sua própria realidade social.

 

Em fraterninade,

abraço,

Lissi Bender

DEUS É BRASILEIRO - OU UMA CARTA DE UMA BRASILEIRA QUE MORA NOS USA


 


 


 

Massacre de Connecticut, depoimento de uma brasileira que mora nos Estados Unidos e tem um filho na escola.

 

Tatiana Valadares Gonçalves

Sarasota,  FL - USA

Uma coisa que me chateou bastante ontem, foi que diante a notícia tão triste do massacre das crianças em Connecticut, ao invés de meditar, parar o coração um momento para pensar e mentalizar algo bom para quem sofria com a tragédia, muita gente do meu círculo de amizades resolveu bombardear minha caixa de mensagens, inclusive me telefonar, com comentários inúteis a sobre os EUA, a segurança, o povo, etc.
Registro aqui minha decepção com cada um que se achou no direito de julgar e generalizar o fato.

 

Agora me espanta que isso tenha vindo de brasileiros, o Brasil é um país tão seguro e organizado, né !

 

Eu fui obrigada a escutar que os americanos são todos doentes mentais, que aqui é uma fábrica de malucos e o que estou fazendo aqui num lugar que não tem segurança. Sabe qual é a diferença entre isso aqui  e o que os brasileiros têm ai ? Ordem.

 

Aqui tem muito maluco sim, tanto quanto aí, só que aqui o maluco se suicida depois da burrada, por que ele sabe que a JUSTIÇA será feita. Ele sabe o que lhe espera. No Brasil, a gente sabe o que acontece com o maluco. Nada!

 

Daqui 7 anos no máximo, dois malucos que jogaram a filha de 5 anos pela janela estarão fazendo compras no Shopping Center Norte. Sabe quando isso aconteceria aqui? Nunca. Daqui 05 anos, a maluca Ritchthofen estará passeando no Parque do Ibirapuera com o cachorro e tirando fotos no Instagram.

 

Doentes mentais, revoltados, loucos e psicopatas não existem somente aqui ou aí no Brasil, eles estão no mundo, não há como evitá-los. Mas eu prefiro viver em um lugar onde existe um simples diferença – Cumprimento da Lei.

 

Por isso me espanta tanto a reação de alguns brasileiros; filhos coniventes de um país que elege ladrões, sai na rua pelado no carnaval cantando a própria desgraça e termina tudo em pizza.

 

Sabe qual é o GRANDE problema do Brasil? O povo só olha pra fora. Quantas vezes ouvi piadas que americano não conhece o mapa e não sabe diferença entre Brasil e Argentina. Palmas para eles ! Por que perdem o tempo deles conhecendo detalhadamente o seu próprio mapa. Quando eles sentam no assento do metrô, no fim do dia para ir para casa, estão lendo noticias internas e se preocupando em fazer algo pela escola do seu bairro. O brasileiro não lê no metrô, também não senta, porque vive uma realidade miserável de falta de tudo, falta espaço, falta trem, falta ônibus, falta asfalto e sobra assunto descartável. Vai todo mundo no estilo sardinha em lata falando da novela das 08. Ou da tragédia do país alheio.

 

Todo mundo feliz por que ganhou o 13 º salário, vão torrar tudo no mesmo dia comprando coisas caríssimas, pagando um imposto gigante, para se exibir para a vizinha no elevador.

 

Natal ? Ah, no Natal o brasileiro gosta muito dos americanos, por que os copia em tudo! Isso é ridículo! Arranque esse monte de roupa do Papai Noel, por que NÃO vai nevar no Tocantins.

 

E os EUA que não têm segurança e nada, lá só se come hamburguer e pizza, mas vamos lá pra Miami fazer as compras de Natal ! Nessa hora todo mundo ama o bando de malucos daqui. Assim é o Natal Brasileiro, todo mundo comprando em 05 vezes no cartão, que nem louco algo  que NÃO precisa e nem pode pagar. Na noite do Natal está todo mundo louco para passar logo a meia noite, largar a família pra trás e pegar a primeira estrada com trânsito infernal para ter 04 dias de sossego em algum lugar tão perigoso quanto o próprio bairro  (seja qual for) . Aqui, a gente escuta musica de Natal dezembro inteiro, no carro, em casa... aqui a gente ainda manda cartões pelo correio. Aqui a gente leva o filho para tirar foto com Papai Noel, de graça. Fazemos listas de tudo que devemos agradecer no ano. Repetimos a frase Feliz Natal 30 vezes por dia, para o caixa do super mercado, para o cara do correio, para o vizinho, no trânsito para a pessoa do carro ao lado. Aqui se acende uma vela na janela durante 25 dias para lembrar aqueles que partiram e não estarão conosco neste Natal. A gente come cereal como forma de agradecer a colheita do ano todo. O nosso Papai Noel está vestido adequadamente para a estação. Ou seja, aqui se vive com o que se tem e o que se é. No Brasil se vive com o que os OUTROS têm.

 

Estou tão chateada assim, porque nunca ouvi uma piada sequer de americano algum com relação ao Brasil. Muito pelo contrário, mesmo lendo notícias ruins daí, nunca alguém aqui se atreveu a fazer qualquer tipo de comentário que não fosse um elogio ao meu país. E o interessante é que grande parte de quem faz as piadas contra americanos, NUNCA colocou os pés aqui. Pior, julgam algo sem conhecer, que atitude ignorante!
Portanto, quando quiserem apontar o dedo , apontem mas não na minha frente, pois se alguém tem o direito de expressar sua opinião a respeito do que bem entender, eu tenho o direito de me sentir ofendida e expressar a minha opinião sobre si. Eu sou Brasileira com letra maiúscula, mas a minha ‘Casa’ é aqui e o meu coração por opção está aqui e não vou me permitir mais escutar tais ofensas. Tenho orgulho de viver e criar meu filho em uma fabrica de possíveis malucos, ao invés de criá-lo dentro da certeza de habitar uma fabrica de corruptos, vagabundos e cegos por opção.

 

Tatiana Valadares Gonçalves

Sarasota, F L  -  U S A
 
 
 
 
 
 

MAGISTRADOS DE CARREIRA E A POLÍTICA PARTIDÁRIA

Sazonalmente ocorre de algum magistrado aposentado tentar enveredar pelos caminhos da política partidária.
José Paulo Bisol, ao se aposentar, participou de programas de TV na RBS e obteve enorme visibilidade. É um homem lido e culto, mas não saberia dizer se, sem a TV e o Rádio, teria tido sucesso.
No mais, tenho visto mais decepções que sucessos.
Há alguns anos, um juiz atuante numa próspera cidade, em vias de se aposentar, me perguntou o que eu achava de ele se lançar a deputado federal. Com sinceridade disse-lhe que não teria a mínima chance.
Mas como? redargui-me ele, mas como se todo mundo me quer bem, se sou requisitado para tudo?
Contrapus que assim é com o gerente de banco enquanto ainda gerente, sempre vêm cestas de Natal à sua mesa. Aposentado, a coisa muda totalmente.
O colega não me ouviu e fez  um pouco menos de mil votos.
É que a política partidária, segundo observo, tem mil atalhos, mil caminhos; exige uma paciência de Jó, sorrisos, apertos de mão. E muita, muita estrada.
A vida do juiz não tem nada dessas coisas, conquanto o enorme poder que a sociedade lhe delega, o possa levar a  não ver clara a realidade política.
Soube que, recentemente, um desembargador  de alta nomeada, aposentado, filiou-se a um partido político e ofereceu seu nome a uma candidatura ao Senado.
Desejo-lhe muita  sorte. Sua vida é inatacável.
O problema está em passar na convenção. Tem muita gente  com mil quilômetros mais de estrada na fila.
Pior: fazer votos é ciência que não se aprende na faculdade nem nos tribunais...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

DO BLOG DE FROILAM DE OLIVEIRA

"Novisfora" os imerecidos elogios que me faz, aprecio demais esse intelectual , praticamente solitário lá nos pampas santiaguenses, pregando para poucos.

Mas, como sempre digo, se ao menos um leitor tivermos, temos que continuar escrevendo, que vale a pena.

http://froilamoliveira.blogspot.com.br/

PEQUENO SOBREVOO



"Se eu fosse a Natureza", disse Anatole France, "não faria o homem e a mulher à semelhança dos grandes macacos, mas à semelhança dos insetos que depois de um período de lagarta viram borboletas e na última parte da vida só pensam em amor e beleza. Eu poria a mocidade no fim da existência humana... Arranjaria que o homem e a mulher, desdobrando rutilantes asas, vivessem por um tempo no orvalho e no desejo, e morressem num beijo de êxtase."
(Transcrito do livro Obras filosóficas, de Will Durant, filósofo e historiador norte-americano.)

A inversão expressa pelo grande escritor se não ocorre no plano físico, serve de metáfora para o que se passa com a alma (psique) não atingida por uma das mil e uma enfermidades. As ideias se tornam mais claras depois dos cinquenta anos de idade, possuidoras de "rutilantes asas". Limitados pelos corpo, cheio de dores, tornamo-nos cada vez mais sábios. Não tão somente pela experiência de vida (as viagens, concordando com o Ruy Gessinger, constituem experiências interessantes, autoevolutivas), mas pelas leituras mais seletivas que fazemos.
Cito mais uma vez meu amigo Ruy, transcrevendo sua última postagem:

Leio, meio enfarado, a repetida notícia, de que trocentos milhares rodaram no exame da OAB.
Bocejo, enquanto ouço vagidos e gritos contra os professores, contra a OAB, contra as faculdades.

Nada disso me surpreende:
a) não é possível cursar, com PROVEITO, uma faculdade trabalhando o dia inteiro e estudando de noite. Triste, mas real. Não dá para assoviar e mascar chiclé ao mesmo tempo.
b) não é possível o estudante não ter sua própria biblioteca; só anotações de aula - piada!
c) se você veio de um colégio em que só festas eram importantes, fica difícil sua situação;
d) não há lugar para todos no mundo jurídico. entendeu? Muitos querem, faculdades há até em Quixaremobim. Mas tu: estudas? lês?
Amigo: na vida no andar de cima não há lugar para quem dorme demais ou acorda tarde ou culpa os outros.
Ou não?

Chamo a atenção dos leitores deste blog para a sapiência do Ruy. Em poucas palavras, num pequeno sobrevoo, manifesta um argumento verdadeiro e belo. Há beleza na verdade - apenas percebida de uma certa altura.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

REPROVAÇÃO MACIÇA NO EXAME DA OAB

Leio, meio enfarado, a repetida notícia, de que  trocentos milhares rodaram no exame da  OAB.
Bocejo, enquanto ouço vagidos e gritos contra os professores, contra a OAB, contra as faculdades.
Nada disso me surpreende:
a) não é possível cursar, com PROVEITO,  uma faculdade trabalhando o dia inteiro e estudando de noite. triste, mas real. Não dá para assoviar e mascar chiclé ao mesmo tempo.
b) não é possível o estudante não ter sua própria biblioteca; só anotações de aula - piada!
c) se você veio de um colégio em que só festas eram importantes,  fica difícil sua situação;
d) não há lugar para todos no mundo jurídico. entendeu? Muitos querem, faculdades há até em Quixaremobim. Mas tu: estudas? lês?
Amigo:  na vida no andar  de cima não há lugar para quem dorme demais ou acorda tarde ou culpa os outros.
Ou não?

DEVERIA SER MANCHETE MUNDIAL - DA COLUNA DE FLÁVIO PEREIRA


Enfrentando o “Doutor Rachid”

A decisão do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Estilac Xavier, determinando o retorno ao legislativo de detentores de cargo de confiança que prestem serviços aos partidos políticos, ou a outras empresas,é a primeira parte de uma caminhada para corrigir distorções históricas no legislativo. A outra,mais difícil, será enfrentar o poderoso “doutor Rachid”: a devolução de  parte dos salários pelos servidores, exigida em alguns gabinetes parlamentares.