sábado, 1 de setembro de 2018

BELO TEXTO DA ESCRITORA LISSI BENDER

Vida que te quero viva
 Lissi Bender*
As pombas, que habitam nossas áreas urbanas, são animais de estimação, amansadas há muitos séculos. De maneira que se tornaram aves muito distantes de sua condição silvestre original. Diferentemente de seus ancestrais, não mais chocam duas vezes por ano, mas durante todo o ano. Isto se deve ao fato de terem sido domesticadas e criadas com vistas à reprodução para serem usadas como pombos correio, por exemplo. Nessa conformidade, a proliferação de pomba(o)s é consequência da intervenção humana.
Também em nossa cidade elas se multiplicam e se ouve queixas: estariam sujando a praça, trazendo piolhos, transformando-se em pragas. Junto com as reclamações, crescem os debates acerca de formas para seu controle. Não raro, me deparo com sugestões nada pacíficas para a diminuição da população de pombas. Há quem defenda a ideia de eliminação por meio de envenenamento. Outros acham que se deva deixa-las passar fome ou construir arapucas para as aprisionar e depois matar. Todas estas alternativas seguem um movimento contrário ao desenvolvimento de um mundo mais pacífico entre nós humanos e as de outras espécies com as quais compartilhamos vida.
Em Basel, na Suíça, foram feitos experimentos científicos para o controle da população de pombas já no final dos anos 80. Lá pôde ser comprovada uma maneira eficaz e, ao mesmo tempo, voltada para a dignidade de vida da espécie:  a construção de pombais, pois as pombas não fazem ninho em árvore. Junto aos pombais deve haver orientações à população sobre as consequências negativas da alimentação aleatória das aves.
Na contemporaneidade cresce a consciência para artgerechte Tierhaltung – a manutenção e manejo de animais com vistas à vida digna de acordo à espécie. Em Tübingen, onde fiz meu doutorado, pude conhecer como funciona o controle de multiplicação de pombas por meio da instalação de pombais. Quando se reúne as pombas em torno de um local provido de alimento e água fresca, com condições adequadas para nele fazerem seus ninhos, torna-se fácil trocar a cada semana os ovos por outros similares de gesso, com o mesmo formato e peso dos originais. As pombas os aceitam como seus e os chocam. Não vale apenas subtrair os ovos, pois a pomba ficaria muito estressada e passaria a pôr mais ovos.
O manejo desses pombais é, via de regra, assumido por voluntários de diferentes associações. O governo municipal entra com a edificação da casa e com o custo da alimentação. Os ovos arrecadados passam a ser incorporados a alimentos de outros animais. Esses procedimentos oferecem às crianças, e à população, exemplo edificante de como se pode cuidar humanamente da vida.
·        Doutora em Ciências Sociais, vice-Presidente da Academia de Letras de Santa Cruz    
 lissi.bender@gmail.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

SOBRE O EFEITO BOLHAS - MENSAGEM DO DR. ROGOWSKI


Agradeço a todos os queridos amigos, colegas e demais leitores que dedicaram seu precioso tempo à leitura do meu artigo sobre a Teoria Das Bolhas INcomunicantes de candidatos à presidência da república, publicado no Blog do Des. Ruy Gessinger na terça-feira (28) à tarde quando teve 5.019 visualizações e mais 8.669  visualizações ontem (29) até às 19h:15min., segundo dados estatísticos fornecido pelo webmaster.
Esse expressivo número visualizações em exíguo tempo, embora a singeleza do texto, demonstra a relevância do tema, bem como, o prestígio de que goza o Blog do amigo Ruy a quem também agradeço imensamente.
Concluo, reiterando minha profunda gratidão a todos os leitores que me honraram com sua generosa  atenção.

ENTREVISTA DA GLOBO COM ALCKMIN

De novo a mesma coisa. Os dois entrevistadores atucanando o candidato tucano ( perdão pela rima) e não o deixando falar ou terminar as frases. Alckmin é maneiro e não virou a mesa, como eu de certo faria.
Sugestão: seu eu fosse candidato presidencial só concordaria assim: são 27 minutos? Pois bem: só quero 20. Os 7 restantes ficam com os " entrevistadores". Ontem foi nítido que o candidato foi cerceado. Como os anteriores.
Vamos ver como será hoje.. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

OS ENTREVISTADORES FORAM BUSCAR LÃ E SAIRAM TOSQUIADOS

Não me lembro ao certo de quantos júris presidi na minha vida. Fiquei fascinado pela arte da oratória bem concatenada.Lembro que, na época, eram só os tribunais que julgavam. Hoje em dia no Brasil as facções também julgam, condenam e executam. Parece que não admitem advogados de defesa.
Voltando.
Conheci advogados e promotores que eram feras num júri. Raciocinavam rápido, reagiam fulminantemente. Mas não é necessário ser advogado para ser um bom debatedor.
Pois ontem o senhor Bonner e sua acólita, a senhora Renata, pagaram um preço alto por sua inexperiência em debates. Do alto de sua tribuna na TV, liam textos e textos, sem terem contraponto. Rei e rainha do jornal nacional. 
Acontece que Bolsonaro , que de medroso ou assustado não tem nada, me lembrou do que é lei, tanto na guerra, quanto na escaramuça: revide imediato.
Bolsonaro deu duas estocadas " no mol da barriga" de seus inquisidores. Estocadas certeiras e mortais, que deixaram os dois com pressão zero em um segundo. Usou um estratagema fulminante: levou o  debate para as mazelas da Globo e para questões irrespondíveis, particulares, de seus confrontadores. A questão do nosso dinheiro para a Globo e a diferença de remuneração entre Bonner e Renata. O castelo de cartas ruiu.
Vamos ver como se param as coisas hoje.
Plim, plim.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

SOBRE A ENTREVISTA DE CIRO GOMES ONTEM NA GLOBO

Desde os 16 anos atuo na comunicação. Iniciei na Rádio Santa Cruz e fui tendo programas e entrevistas vida a fora.
Se fui bem ou não, que falem " minhas viúvas" da Pampa.
Bueno. 
Ciro apresentou-se bem calmo, o que não aconteceu com Bonner. Por sinal, afora ter sido marido da gloriosa Fátima Bernardes e ser aquele tipo suspirador de corações femininos, é de uma insegurança que beira às raias da timidez,sem o texto pré escrito. Ou seja, (como sempre diz o  Muricy Ramalho) ,  ou seja, ele é um bom leitor de textos. 
Mas, convenhamos, O Ciro, em quem não pretendo votar, é um candidato a Presidente. Merece, como qualquer candidato, as galas de alguma consideração. Não deixaram o homem falar, envolveram-no em questões formais e gastaram todo o tempo querendo mostrar rigor e imparcialidade.
Claro, Ciro estava vacinado para não virar a mesa, ele que é de pavio curto.
Isso de mediar debates e entrevistar pessoas deve ser por quem é do ramo.
Coloquem um como o Paulo Sérgio Pinto.

AINDA O EFEITO BOLHA - TEXTO DO DR. ROGOWSKI


Achei interessante a “teoria da bolha” de candidatos à presidência da república, eu diria até  ― teoria das bolhas INcomunicantes, porque uma vez aprisionada dentro da bolha a pessoa perde a capacidade de se comunicar com os outros, quiçá perde a capacidade de raciocínio lógico.
Mas não tenho certeza que seja só isso, me parece que há algo mais nesse contexto. Percebo um fanatismo crescente tomando contas das pessoas.
Fanatismo[1] é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política.
Leva  a extremos de intolerância.
Eu sempre acreditei que o fanatismo fosse coisa de pessoas incultas, entretanto, tenho constatado que não. Pessoas com nível de formação superior estão se tornando presas desse mal.
Outro dia estarrecido vi  pessoas de meu ciclo familiar, mãe e filha, ambas com excelente nível cultural e socioeconômico (classe média alta) se agredindo publicamente em rede social, cada uma defendendo o seu  candidato à presidência da república como sendo o único e infalível “salvador da pátria”.
Esse fanatismo está destruindo amizades, relacionamentos, desestabilizando famílias, e vai num crescendo! Fico me perguntando onde isso vai dar?
A Quem Aproveita Esse Divisionismo?
Dividir Para Dominar?

Tenho sido paciente e muito tolerante, mas a coisa está chegando a tal ponto que venho me sentindo enjoado, nauseado. Está cada dia mais difícil conviver e conversar com certas pessoas.
Os confrades deste grupo com formação na área do Direito que, como eu, são formados em Ciências Jurídicas e Sociais[2], sabem muito bem  que na faculdade não estudamos apenas sobre leis, mas também economia, filosofia, sociologia, medicina legal (psiquiatria forense), etc. etc.
Eu busquei complementação estudando teologia, mitologia grega e nórdica, Análise transacional[3] (Eric Berne) psicologia das relações sociais e éticas, etc. etc.
Daí, por acaso, você encontra na rua um amigo com o qual tem um amigo em comum, e ele diz: “sabe o fulano? Está malecho uma barbaridade, sem vida social, sem amigos, sedentário, gordo,  a mulher o abandonou, exagera na bebida, etc.”
Aí você visita no facebook o perfil do sujeito que, diga-se de passagem, sempre foi “meio estranho”, e repara que quase ninguém curte as postagens dele, ninguém comenta nada, aí você pensa ― o que esse cara quer numa rede social? Pois é totalmente invisível ali !!
Então você decide dar uma força para o sujeito, antes, porém, se prepara, jejua e ora, se benze da cabeça aos pés,  e,  movido pelo dever cristão de compaixão, telefona para tentar levantar o seu moral.
E quando você tentar falar com a criatura, ele te corta e começa a te despachar goela abaixo as convicções políticas dele e a te obrigar a votar no seu “salvador da pátria”.
Defeca um monte de asneiras sem um mínimo de embasamento teórico fidedigno. Você tenta chamar a criatura à razão, indaga-lhe de onde ele tirou essas conclusões, que autores ele leu, em qual literatura estriba suas posições, e aí você verifica que o energúmeno nunca leu nada consistente, nem mesmo ouvi falar nos filósofos contemporâneos Jean-François Lyotard e Zygmunt Bauman. Assim não dá para ser feliz!
O sujeito é um ogro demenciado que se acha no direito de te empurrar todos os seus excrementos ideológicos.
Cada um tem o direito de ter suas crenças e ideologias, mas não tem o direito de tentar impor aos outros.
Enfim, estou cansando dessa gente doente que, ao invés de buscar terapia, fica despejando seus disparates nos outros.
A gente tenta ser compassivo, amoroso, mas infelizmente é impossível interagir com pessoas nesse nível de morbidade.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O EFEITO BOLHA E OUTRAS BOLHAS

Inicio dizendo que, com muita honra, sou amigo da Rosane de Oliveira e de sua família.  E hoje ela acertou na mosca com a teoria do efeito bolha. 
Com efeito, na verdade eu só gosto de conversar com pessoas de quem eu gosto. A saúde de que  vou conversar com um trairão ou interesseiro? Perdoem-me, mas vou contar um episódio cômico: certa feita fiz um churrasco de carne suína da mais refinada. Na hora de servir, um conhecido bradou: detesto carne de capincho! ( capivara).
 Já me aconteceu de me brindarem, com muita alegria nos olhos, com CDs de música sertanojo É assim: eles acham que a música boa é essa e pronto.
Então, como referi, a gente só gosta de falar com seus iguais. E, como se diz em Santiago, rs, é aí que me refiro.Forma-se um bolha e  quem está fora dela é nefasto.
Acho que Rosane acertou na mosca.
Por falar em bolha.
Um amigo meu , morador da Capital , sabendo que a mãe de um antigo peão seu, morador de Tranqueras, no Uruguay , andava mal e não tinha como ser internada, franqueou sua casa, com cuidadora e tudo, para ela fazer seus exames na Santa Casa, essa maravilha dirigida  pelos meus amigos Englert, Giacomuzzi e tantos outros.
Pois o  campeiro colocou um agradecimento para seu benfeitor, na " rádia" comunitária de Corrales...
Que era a que ele ouvia. Esqueceu de convidar seu benfeitor para acessar a "  rádia". E o benfeitor emputecido pela falta de agradecimento...

domingo, 26 de agosto de 2018

COMUNICADO DE MARISTELA GENRO GESSINGER


Comunico  que, após muita meditação e orações em busca do caminho certo, tendo em vista situações familiares e profissionais, comuniquei ao Diretório do MDB  de Unistalda que não concorrerei a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2020.

Continuarei como eleitora em Unistalda, onde temos nossa propriedade rural, amando cada vez mais aquela terra e seu maravilhoso povo.

Agradeço do fundo do coração o apoio que tive do povo unistaldense.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

SOBRE A TRAGÉDIA EM SANTA CRUZ - UMA LÁGRIMA POR FRANCINE

Li, com muita satisfação, na Gazeta de segunda-feira, a notícia de que o professor Aldoir da Silva se propôs a dar aulas de defesa pessoal.
Não nasci ontem. Minha estrada foi longa. Cheia de espinhos. Mas as rosas também os têm. Conheci o crime de perto na minha vida. Já sofri um acidente e aí ví que a vida é um sopro e nada mais. É uma dádiva que o Criador nos deu, mas de maneira finita. O normal é se viver um determinado tempo e depois partir.
Mas pai e mãe sepultarem um filho ou uma filha é dor que transcende qualquer outra.
As mulheres de nosso tempo mudaram muito. Sei por causa de minhas filhas e netas.Igual, a maioria das mulheres vive num limbo de segurança pessoal, em todos os sentidos. Assédios, agressões, estupros, violações, feminicídios.
Daí que procurei ser realista. A mulher em geral não sabe se defender de agressões físicas. Desculpem-me se estou errado. Consegui convencer uma de minhas filhas, que é juíza de direito, a fazer cursos de defesa pessoal e frequentar lições de armamento e tiro. Eu mesmo, por ter cursado a Academia de Polícia, me safei de três assaltos. Ainda estava na ativa. Em todas essas tentativas me antecipei e só não entro em detalhes para não exacerbar as mentes do “ coitadismo”.Gente, os tempos mudaram! Há homens loucos, brutais, doentes, tarados, todos perambulando por aí. Alguns até sabem manejar uma arma. Mas técnicas de ataque e defesa pessoal a maioria não tem.
Veja-se o que acontece em alguns países como Israel: meninas e rapazes prontos , treinados para combater ataques terroristas. Nossa guerra civil está aí. A Polícia faz muito mais do que pode, mas a endemia criminosa é avassaladora.
Meu amigo: é muito bonito mandar a filhota para a academia e formar um corpo escultural, nada contra. Mas tua filhinha tem treinamento para evitar problemas cruciais, como ameaça de estupro? Não digo que isso evite o crime. Mas no desespero e gravidade da situação, o treinamento pode fazer a diferença.
Temos que , num momento caótico como esse, pensar em prioridades e encaminhar nossos filhos e netos a cursos de defesa pessoal e armamento e tiro.E isso tem que ser gratuito para quem não pode pagar.  Imediatamente. Falo em cursos licenciados , autorizados pelas autoridades.Um dia vocês vão me dar razão.
Do contrário vai acontecer como ocorreu com essa mártir chamada Francine.Vamos deixar de frequentar parques e jardins? Nunca. Mas estejamos espertos. Parabéns mestre Aldoir!
Choro de pena dessa menina indefesa.Uma lágrima por Francine.
( publicado em Gazeta do Sul)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O VALOR DE UM DIA PLÚMBEO



Respeito aqueles que só miam desesperados por falta de calor e sol.  E praguejam contra frio e chuva. Tem que se respeitar: mas bergamotas e laranjas sem um friozinho, de preferência geada, sai só o bagaço. O trigo sem frio não existe. Vai ter que parar de comer pão, minha boneca bronzeada.
O frio, a neblina, a garoa, me agradam. Me convidam à introspecção, à meditação, ao silêncio, à reflexão.
Maravilha escutar Robert Stolz no meu Spotfy, o ser que exterminou o CD.
Porto Alegre está silente, calma, mulheres com botas; homens com sobretudos.
Salve o mocotó do Gambrinus!
E o calor? Gosto também.
Por isso adoro meu país, o RGS: quatro estações definidas.
Disculpe si no entiende lo que canto
Tal vez hablamos lenguas diferentes
Usted reniega siempre de estos pagos y yo
Y yo quiero y admiro a nuestra gente
Usted reniega siempre de estos pagos y yo
Y yo quiero y admiro a nuestra gente

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

AOS MEUS QUERIDOS E FIÉIS LEITORES

Tenho olhado os acessos. Diminuiram muito pouco, considerando que minhas postagens estão cada vez mais espaçadas. Só tenho que agradecer.
Acontece que ando muito entusiasmado com minha coluna no Jornal Gazeta do Sul, um diário da minha cidade natal, Santa Cruz. É um jornal moderníssimo, ágil e muito lido em toda a região. Seu Presidente é meu amigo de infância. O Grupo Gazeta tem ainda várias emissoras.E minha coluna teve surpreendente aceitação.
De outro lado tenho aproveitado para viajar, tanto ao Exterior, como a locais brasileiros. 
Também acho importante procurar manter minha forma física, jogando meu tênis, onde quer que eu esteja.
O escritório vai bem, agora que também Rudolf vai assumir um importante papel a partir de janeiro.
Sim, tenho saudade de Unistalda e Santiago. Há poucos dias estive lá, mas não pude me tardar. Tudo lindo e certo nos meus negócios. 
Todavia estou numa fase de muita leitura e muito estudo de música, principalmente para melhorar minha técnica ao violino.
Tenho convites para compor em parcerias maravilhosas, como a do Mireski, talentoso demais. Mas tenho que deixar fluir a vida e as emoções com calma e jeito.
Estou me mantendo discreto quanto à política. Para participações em rádio e TV estou sem tesão.
Eu disse: para rádio e TV... 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

ATENÇÃO ELEITORES DE UNISTALDA, SANTIAGO E REGIÃO

Se você , no dia da eleição, estiver fora de seu domicílio eleitoral, poderá tranquilamente se inscrever para o voto em trânsito até  o dia 23 de agosto. Note bem.Basta ir a qualquer cartório eleitoral, qualquer um, não precisa ser do seu título. Leve um documento oficial com foto e diga onde quer votar. Só poderá votar  em municípios com mais de 100 mil eleitores, mas seu pedido pode ser feito até o dia 23 de agosto em qualquer cartório eleitoral. Não demora um  minuto. Mas vai ter que escolher uma cidade com mais de 100 mil eleitores para votar. Exemplos: Caxias,  Santa Maria, Canoas, Porto Alegre . Repito: se você for eleitor em Unistalda, pode votar em Caxias que é perto de Bento Gonçalves, normalmente.

terça-feira, 31 de julho de 2018

OS VILIPENDIADOS PRODUTORES RURAIS


TITO GUARNIERE

 

PRODUTORES RURAIS

 

Sou do interior mas nunca tive de pegar no pesado de lavrar a terra, plantar, colher. Então, por proximidade, pela identidade de tios e primos agricultores, conhecendo a lida (um pouco à distância) e partilhando as suas aflições, sempre vi o homem do campo com admiração e respeito.

 

Com o tempo fui descobrindo que o criador, o agricultor, os brasileiros que garantem a produção dos alimentos, entretanto, não eram merecedores da mesma consideração, da parte de amplos setores da sociedade. Ao contrário.

 

Para muita gente boa, agricultores, produtores rurais são conservadores, privilegiados e exploradores. É a teoria dominante na academia, na mídia, nas esquerdas. Para estas, conta somente a chamada "agricultura familiar", e a produção dos assentamentos da reforma agrária, que certamente têm relevância, mas que, se dependêssemos delas, o Brasil estaria no mapa da fome. A agricultura familiar, os assentamentos são basicamente de subsistência. De um ponto de vista macro, em um país da extensão e da população do Brasil, os excedentes que eles produzem são insignificantes.

 

Conservadores? Muita gente não gosta deles, mas conservador é ofensa só em certas áreas impregnadas de ideologismo. O conservadorismo é uma forma legítima de ver o mundo e não um defeito. É provável que os produtores rurais, em maioria, sejam conservadores, porque eles têm de viver às suas próprias expensas, unicamente à custa do seu trabalho. E com muito trabalho, de ano a ano, dependem de outros fatores que eles não dominam: o tempo, o clima, o transporte da produção, os preços no mercado, as taxas de juros, as conjunturas nacionais e mundiais. Como falar de privilégios com todos esses fatores a intervir na produção, nos seus ganhos e rendimentos, na sua situação de vida?

 

Exploradores? Costuma-se ligar a eles, os produtores rurais e ao campo, o trabalho escravo, a situação análoga à escravidão. Existem, sim, casos da espécie. Mas as estatísticas comprovam que são residuais, constituem exceções em um universo de milhões de trabalhadores.

 

E atenção: um produtor rural que contratar um trabalhador, além das obrigações trabalhistas comuns, está sujeito a 252 exigências legais específicas, na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. Quem vocês acham que é vítima, numa situação em que uma das partes tem 252 obrigações a cumprir ?

 

É provável que existam produtores rurais caloteiros, predadores ambientais, maus patrões. Tanto quanto em todas as demais categorias. É puro preconceito acusá-los todos, generalizar tal juízo de valor. Não há categorias de trabalhadores ou de produtores moralmente superiores às outras.

 

Os jornalistas da grande imprensa, quando falam dos produtores rurais, só falta dizer que eles vivem dos favores concedidos à "bancada rural". Mas nenhum desses jornalistas faz mais pelo Brasil do que eles, os produtores rurais. Cada vez que nos servimos de um bom prato de arroz e feijão, que tanto apreciamos, deveríamos lembrar deles com gratidão. Poucos, como o homem do campo, trabalham tanto, vivem tantas aflições e precisam vencer tantas dificuldades para viver com dignidade.

 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

COMENTÁRIOS SOBRE A POST ABAIXO


GUILHERME S. VILLELA
 
À propósito Ruy, Fernando Sabino conta que, certa ocasião, ele e alguns amigos brasileiros ocupavam uma mesa num tradicional pub de Londres. Muita cerveja.

Em voz alta, quase aos gritos, eles contavam anedotas. Riam-se.

O pub estava quase vazio, exceto numa mesa próxima, ocupada por veteranos ingleses. Silenciosos.

Então um velhinho, ocupante dessa mesa, levantou-se e disse algo assim: - Estamos curiosos. Por que tanto entusiasmo? Por que tanto riso? Gostaríamos de saber.

Um dos alegres turistas respondeu:  estamos contando piadas brasileiras.

O velhinho gentilmente agradeceu a informação e, chegando a sua mesa, irônico, disse aos seus companheiros:

- It is just brazilian joke!

O silêncio tomou conta do pub.

 

Abraços, Villela
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DES. ELISEU TORRES


Amigos. Dias atrás,fui almoçar c0m minha mulher e a mãe dela. Restaurante tido como sofisticado.  Duas mesas perto da minha, havia uma trinca de moças, trintonas, conversando. Uma delas parecia louca. Dava risadas que nem nos galpões da Unistalda os peões ousariam dar. Os menos indulgentes diriam que eram gaitadas. Sem parar, num volume que não permitia c0nversa. Nã0 c0nsigo conviver c0m isso e, muito men0s, atinar c0m a deseducaçao de um ser humano que se acha livre para atormentar a vida alheia. Não que eu seja um velh0 rabugento. Apenas acho que as péssoas deveriam se respeitar mais e entender que os outros não estão obrigados a suportar os acessos de histeria deles. A noticia de que, em Jatiuca há restaurante e frequentadores que respeitam os semelhantes, já me deu vontade de estar lá. Eliseu
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JORGE LOEFFLER
Fico feliz com essa post por que demonstra que ainda háalguns nichos de civilização nesse Brasil. Em Osório, onde de vez em quando vamos almoçar, há nos dois extremos do salão televisores e nos postamos de costas aos mesmos para ver as fisionomias do idiotas que entre uma garfada e outra pregam os olhos na TV.
Esse restaurante à beira da rodovia tem acumulados muitos objetos a eles doados como maquinas de datilografar, câmeras fotográficas e de filmar. Uma infinidade de objetos que penso ali estejam para serem apreciados com os olhos, mas há muitos estúpidos que insatisfeitos vão até as prateleiras e pegam os mesmos em suas mãos.
Nesse momento não os vejo como humanos e sim como cangurus. Ainda vou me incomodar por que haverá algum momento em que minha paciência vai se esgotar e vou mandar um desses cretinos tirar as patas do objeto.