sexta-feira, 10 de abril de 2015

O SUL - VIRTUAL - BOMBANDO

Recebi agora uma ligação de Paulo Sérgio Pinto, vice-presidente da rede Pampa, de quem sou amigo pessoal. Está eufórico. Ontem foram 285.000 acessos.
Para acessar 

 http://online.osul.com.br

quinta-feira, 9 de abril de 2015

SOBRE JORNALISMO, SOBRE JORNAIS. MEU BLOG É DEMOCRÁTICO, ARTIGO DO DR.GUIMARÃES OLIVEIRA


Bela intervenção do jornalista José Cruz neste debate.  Todavia, faltou o detalhe que também ajudou a empurrar o jornalismo impresso para o seu ocaso:  a falta de isenção e de pluralidade dos jornais. Sem um marco regulatório, aqui no Brasil, que evitasse a concentração exagerada de poder empresarial nas mãos de poucos, a imprensa privada do nosso país acabou concentrando 90% das editorias sob o controle férreo de apenas 7 famílias.

 

E estas 7 famílias, é claro, colocaram os interesses empresariais de seus mega-oligopólios de mídia como item n.º 1 da sua lista de prioridades, na hora de decidir quais notícias publicar e com qual viés fazê-lo. Nossa imprensa privada começou a aliar-se a correntes políticas favoráveis aos interesses de seus negócios empresariais, passando a fazer o uso da notícia como instrumento para favorecer seus próprios negócios, para interferir nas decisões de eleitores e não para, exatamente, informar os seus leitores. Este fenômeno foi bem referido e previsto há 35 anos pelo professor Sérgio Capparelli, nas aulas magistrais do curso de Jornalismo da PUC-RS que freqüentei.  Disso resulta hoje que os grandes jornalistas e articulistas existentes são profissionais muito talentos, mas que resultaram “pautados”, aprisionados em jaulas mentais dentro das redações, por ordens de seus chefes de editoria.  Os jornais hoje nivelam o noticiário entre o que é “liberado”, de acordo com a visão dos interesses empresariais e lucrativos do editor, do que é tabu, assunto impublicável, porque contraria aqueles interesses, o que é lamentável. 

 

Isto “matou” o elemento que é da essência do jornalismo: a diversidade e a pluralidade de opiniões e de idéias sobre as notícias e os assuntos. Na Copa do Mundo, todos sabem, a imprensa nacional cumpriu o papel feio que lhe impôs aqueles 7 famílias, divulgando a rodo que o Brasil não estava preparado nem tinha competência para sediar uma Copa do Mundo no denominado “padrão FIFA”.  Algumas publicações estrangeiras embarcaram nesta onda e, confiando no que estava sendo publicado pela nossa imprensa, chegaram a repercutir esta impressão lá fora. Quando a Copa estava por iniciar-se e, junto com ela, jornalistas do mundo inteiro aportaram por aqui e viram, com seus próprios olhos, que aquelas previsões apocalípticas da nossa imprensa, sobre a incapacidade do Brasil para sediar uma Copa, não eram verdadeiras e, pior, não eram sinceras, porque o alvo era o desgaste do governo federal para fins eleitorais nas eleições de outubro, a imprensa internacional deacreditou-se na imprensa brasileira.  E o país que faria mico na Copa entregou ao mundo a “Copa das Copas”, segundo respeitáveis editores da imprensa de fora.  Foi nisso que deu, então, esta falta de pluralidade: o total descrédito que hoje se abate sobre a nossa imprensa, de parte dos jornalistas do mundo inteiro.  Por fim, outro fato curioso sobre isso:  com todos os jornais apoiando, alguns ostensivamente, candidatos de oposição, sendo que no segundo turno este apoio em relação ao candidato oposicionista atingiu as raias do absurdo no caso Veja, o que ocorreu é que os eleitores brasileiros, em sua maioria, votaram na candidata da situação.  Em resumo: a imprensa nacional vive hoje um grande e colossal descrédito, seja fora ou dentro do país.

 

Dias atrás, me ligaram da Zero Hora, com uma oferta “imperdível” de assinatura.  Minha resposta foi esta:  “por que é que vou pagar todo mês para um jornal tentar ma enganar todo dia, se disponho de um exército de gente tentando fazer isso de graça a todo instante?” O interlocutor nem respondeu e encerrou a ligação.  

 

Um outro aspecto que penso esteja hoje ajudando a corroer ainda mais a credibilidade do jornalismo (inclusive o jornalismo eletrônico) é o excesso de opinialismo, a ancoragem desmedida e o analisecismo exacerbado.  Explico. Toda vez que uma notícia é divulgada, o veículo de imprensa acha que precisa escalar alguém para “explicar” ou “traduzir” ao leitor ou telespectador o que esta notícia deve significar para ele. Trata-se de uma espécie de paternalismo mental atávico. Os donos da imprensa, ao fazerem isso, subestimam a capacidade mental dos consumidores da notícia que divulgam, como se fossem incapazes de analisá-la e de chegarem às suas próprias conclusões.  Então, surge a notícia e, em seguida, aquele comentarista, o âncora, o expert, aquele ou aquela que virá para dizer como este consumidor da notícia deve recebê-la e como deverá preocupar-se com ela. Ou seja:  para a imprensa, os consumidores de notícias são todos mentecaptos, incapazes de concluir alguma coisa por si mesmos!

 

O mais incrível é que a imprensa nacional praticada pelos grandes grupos de comunicação conseguiu chegar hoje a um resultado constrangedor, de falar uma só língua, de ter uma só opinião formada sobre toda e qualquer notícia, ao comentá-la e explicá-la de forma igualitária em suas implicações e significados.  Não há contra-ponto.  Toda a imprensa fala sobre as mesmas coisas e utiliza a mesma forma de linguagem, a mesma interpretação, num mesmo estado mental onde todos pensam da mesma forma.  Ora, os recebedores das informações seriam, nesta ótica, terminais-burros que só servem para pagar por notícias e receber aquelas que os donos da mídia dizem que são importantes, já mastigadas devidamente por um analista. E este consumidor da notícia deve considerar apenas o que o analista irá dizer sobre a notícia. Então, dar a notícia apenas não basta, é preciso que alguém venha dizer o que ela significa para o estúpido do recebedor dela.  Ora, os recebedores de notícias de hoje, desde que tenham recebido alguma instrução, são pessoas que receberam 70 vezes mais volume de informações do que os seus pais. E estão criando filhos que irão receber 70 vezes mais informações do que eles.

 

Será mesmo que este grande público consumidor de notícias precisa de alguém que as mastigue e as interprete?  Ainda mais sendo pessoas que vivem hoje num ambiente de interação global, sem fronteiras e em tempo real.  O que os donos das redações de hoje em dia ainda não se aperceberam é que o seu público alvo mudou muito. Ele é formado atualmente, em grande parte, por pessoas que possuem opiniões próprias sobre os mais variados assuntos. O jornalismo, então, deveria servir-lhe as notícias, sem esta mastigação toda, feita, não raro, por quem não entende nada do que está tratando. É neste ponto que o consumidor da notícia sente-se manipulado ou tratado como se fosse incapaz de receber a notícia. E quando ele ouve a explicação do âncora, irá querer dizer, muitas vezes, “ei, espera aí, isto não é bem assim...” ou “não vejo esta informação desta maneira...”. Então, frustrados, estes consumidores de informações vão aos poucos migrando de mídia informativa, vão procurar um ambiente que não lhes cause esta frustração, onde possam receber a notícia sem mastigações e onde possam exercer o seu contraponto, praticando algo que não existe no jornalismo tradicional: a interatividade. Irão para um ambiente em que não sejam tratados como terminais-burros de informações. Neste ambiente, serão agentes de integração e de interpretação das informações, interagindo e se expressando com muitas outras pessoas. Este ambiente, é claro, é o da Internet. É o das redes sociais. Não é sequer o do jornalismo eletrônico.

 

Então, a tentativa de manipulação da informação e/ou a subestimação do público consumidor de notícias, com a imposição de um paternalismo exacerbado e pouco isento sobre este público, é o tiro-no-pé que a imprensa dispara, o buraco que ela cavou para cair dentro.  A concepção toda na forma de lidar com a informação está ultrapassada e defasada., Não se pode mais admitir a idéia de entregar a notícia sob a embalagem de um descomunal paternalismo, em que a notícia deva ser servida repleta de palpites de âncoras, de analistas e de supostos experts, todo mundo mastigando esta notícia, porque o público recebedor não aceita mais o papel de terminal-burro de informações. Explicar ao consumidor da informação aquilo que ele já concluiu por si mesmo é o grande erro cometido pela imprensa nacional.  Já é possível hoje debater a aprofundar qualquer tema em fóruns de troca de informações das redes sociais. O jornal que não compreender que não se pode mais subestimar o próprio público morrerá cedo e logo.

 

Att. Rogério

 

A AGONIA DOS JORNAIS IMPRESSOS - ARTIGO DE JOSÉ CRUZ


Amigos deste valioso espaço de troca de informações e cultura.

Incentivado pelo comentário  de João Francisco Rogowki, ouso apresentar alguns dados para reflexão e debate, jornalista que sou, parceiro dessa transição do produto “informação”.  

A transição de O SUL para a mídia eletrônica não é um fato isolado no contexto da modernidade da comunicação. É, antes, reflexo de uma espetacular crise que atinge há bom tempo a todos os órgãos de comunicação nacionais. Crise agravada mais recentemente pela alta do dólar, turbinando os gastos com a importação de papel jornal.

Ainda ontem, o jornal O Estado de S.Paulo começou mais uma série de demissões na empresa que, segundo “notícia de jornal”... deve chegar a 125 funcionários. 

Na última reunião da Associação Nacional de Jornais (ANJ), os patrões pintaram o quadro dramático das empresas de jornalismo impresso.  O noticiário eletrônico avançou com força que não se imaginava, a ponto de já não se precisar nem dos confortáveis tablets para saber sobre a notícia do dia. No sacolejo do ônibus já é possível ler no minúsculo celular quem será o atacante do Inter no clássico do fim-de-semana ou que o ministro tal acabou de ser demitido.

E foi essa instantaneidade que os jornais não souberam enfrentar. Na edição seguinte, um dia depois, a notícia será exatamente aquela que já se sabia “ontem”, que se reviu no jornal da noite, no noticiário esportivo da Rádio tal, esgotado na mesa redonda do fim de noite da TV etc. Mas os jornais insistem, na manhã seguinte, que “Dilma demite o ministro Pedrinho”.

Que atrativo tem tal manchete para incentivar a compra de um exemplar do jornal, que não se modernizou para enfrentar a concorrência da instantaneidade do rádio, as corres e movimento da TV e a velocidade da internet? Os jornais foram “atropelados” e não sabem como operar a dualidade da internet e da edição de amanhã. Trabalhei numa empresa que enfrentou esse dilema. Tínhamos a notícia espetacular, o “furo”, que em vez de ir para a rede era guardada para a edição impressa de amanhã. Não raras vezes, nossa notícia exclusiva apareceu no noticiário da internet na madrugada que o jornal estava sendo rodado com a “grande informação”. A falência passou por aí.

O pior é que as faculdades de jornalismo continuam ensinando os alunos a fazer notícia para o jornal de amanhã, quando o consumo da informação ocorre com velocidade vez mais impressionante.

Anúncios

A queda de anunciantes é visível, e o desaparecimento dos classificados também.  Hoje, compra-se carro e aluga-se casa ou apartamento pela internet, com a vantagem de falar com o dono do imóvel pelo “face”...

E o governo, principal anunciante até há pouco tempo, redireciona suas verbas para outros veículos com maior audiência, e aí está mais um motivo para a triste agonia econômica do jornalismo impresso.

Tudo isso estava previsto já em 1970, quando o canadense Marshall McLuham escreveu o clássico “Os Meios são as Mensagens”, best seller dos estudantes de então.

Filósofo, educador, intelectual e teórico da comunicação, McLuham mostrava, há meio século, que os meios de comunicação se tornariam uma extensão do homem. É dele também a teoria sobre a “aldeia global”. Isto é, chegaríamos a uma evolução tecnológica tão avançada que o mundo se tornaria uma comunidade só, uma “aldeia global”, com comunicação e troca de informações instantâneas. Está aí o celular com todos os seus infindáveis recursos a mudar o comportamento humano, social e familiar.

A tudo isso poderia acrescentar a cultura nacional, que não contribui para o hábito da leitura de jornais, revistas ou livros. Ou o custo das publicações imprensas etc.

Enfim, são rápidas considerações para mostrar que o gostoso hábito de ir à banca comprar jornal para “ler as últimas” já é  real volta a um passado do qual fomos “felizes” protagonistas, principalmente porque estamos participando de toda essa transição da modernidade. 

José Cruz

jornalista gaúcho, há 35 anos em Brasília, atualmente no UOL Esporte
José Cruz [jcruzz@uol.com.br]

UM FUTURO DIFERENCIADO, SUSTENTÁVEL, PARA UNISTALDA

 





Quando me perguntam, olhando a placa do meu carro -
- onde é que fica Unistalda? quantos habitantes tem?
Digo assim: graças a Deus somos felizes, todos nos conhecemos, um futuro  promissor nos espera, pois o mundo inteiro está sequioso de  visitar naturezas intocadas e enjoado de cidades hipertrofiadas. Grandeza populacional é discutível. O que vamos plantar lá é um progresso digno, igualitário, em que a pessoa possa ter uma vida fecunda, sem precisar de esmolas. Vivendo entusiasticamente de seu trabalho.
E arremato assim - é só agregarmos valor às nossas coisas que nosso avião decola para o Primeiro Mundo.
Dinheiro existe - tanto nos Ministérios, como no mundo inteiro que quer salvar e conservar os locais intocados da Natureza.
É só conhecer os caminhos e  apresentar projetos.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O SUL - NADA A LAMENTAR. MAIL DO VICE PRESIDENTE DA REDE PAMPA - PAULO SERGIO PINTO


O jornal continua o mesmo, mantendo empregos e apenas mudando o meio de publicação. Alguns demitem, outros encolhem e nós optamos pela digitalização e com vantagens fantásticas, senão vejamos:

 

O jornal pode ser literalmente “folheado” no seu Site.

 

O jornal pode ser impresso totalmente ou em parte.

 

O Sul, manteve o seu design com os mesmos jornalistas e colunistas.

 

O nosso arquivo agora é público. Podemos consultar, arquivar e imprimir – através  no mesmo site – sobre pessoas, matérias ou colunas.

 

O Sul pode ser acessado em qualquer parte do Planeta e de forma gratuita.

 

Razões para a mudança de meio de publicação:

 

 

1.       Há muitos anos que, mundialmente,  se discute o fim dos jornais impressos e está discussão até virou moda.

 

2.     Os índices de  circulação dos jornais no mundo e, especialmente, no Brasil, caíram.

 

3.     Os assinantes de revistas e jornais estão migrando para a leitura digital.

 

4.     Os índices de acesso e consequente leitura na Internet, aumentaram. Podemos afirmar, sem medo de errar, que a internet é um sucesso e revolucionou a comunicação.

 

5.     Os efeitos do sucesso da internet, se refletem no volume de comercialização do meio, que aumentam em quantidade e valores.

 

6.      A internet é indiscutível avanço tecnológico e de sustentabilidade.

 

7.     Previsão de mais aumento no valor do papel (uma Commoditie internacional) e outros insumos, em função, especialmente,  da desvalorização do real frente ao dólar.

 

8.     Os valores da energia e combustível disparam desenfreadamente e com reflexos no transporte e na logística.

 

9.     O bolo publicitário se mantem estável e com mais meios publicitários disputando este mesmo mercado

 

10.  Veículos de mídia imprensa pelo mundo afora, tiveram atitudes diversas para enfrentar problemas de toda ordem que passaram por demissões, drástica redução no número de páginas e tantas outras.

 

Grato, pela oportunidade e lucidez.

 

 

 

QUE PENA. JORNAL O SUL COMUNICA QUE VAI CESSAR A CIRCULAÇÃO IMPRESSA

Em primeira página a Rede Pampa diz que devido a alta do dólar e o alto custo dos insumos, o jornal vai migrar para  a internet.
Confirmam-se, portanto, os rumores que corriam.
Leia mais no blog do Previdi que acaba de entrevistar Paulo Sérgio, vice da Pampa.
http://previdi.blogspot.com.br/

terça-feira, 7 de abril de 2015

AINDA A MAIORIDADE PENAL - ARTIGO DE BERENICE KOERIG


MAIORIDADE PENAL

Berenice Koerig
 

O aumento da criminalidade em nosso país, banalizado irresponsavelmente pela mídia, e a participação “conveniente” de menores nos delitos de pena máxima levam segmentos da sociedade a cogitar a alteração da maioridade penal. Sem considerar a condição de depósito de gente dos nossos presídios, os que defendem a modificação da lei observam modelos estrangeiros, ou inspiram-se no Código Criminal do Império, para preconizar a redução de dezoito para dezesseis ou catorze anos a idade de responsabilização criminal do indivíduo. Com isso, tenta-se, mais uma vez, encontrar uma solução paliativa para os efeitos, quando se deveriam buscar as causas.

Por que um adolescente mata? Por que um jovem, menor de dezoito anos, comete latrocínio (roubo seguido de morte)? Essas são as indagações que deveriam mover a análise da criminalidade juvenil, para efeitos de alteração da lei. São questões que me acorrem com a mesma frequência de divulgação pela mídia de fatos delituosos. Excetuando-se as psicopatias, não há como isentar a crise de autoridade, que identifica o mundo moderno, de contribuição para essa calamidade.

A meu juízo, tudo começa na família, quando repassa integralmente para a escola o dever de educar, restringindo-lhe, contudo, o correspondente direito ao exercício da autoridade. O antigo e extremo argumento, “O professor sempre tem razão”, daquele pai que conhecia bem seu filho, sabia de seus “méritos” e do que o mestre podia fazer por ele, hoje é substituído por atitudes também extremadas de pais que, pouco se envolvendo na vida dos filhos, promovem o individualismo e estão sempre prontos a defendê-los da autoridade da escola.

Considerar-se, a priori, a promoção da disciplina uma violação dos direitos é deslocar a ordem do seu posto na escala de valores numa sociedade organizada e pacífica.

Sem prejuízo de providências legislativas sobre a responsabilização penal de maiores de 16 anos, convém, antes, refletir sobre o que realmente poderia implicar diminuição da criminalidade juvenil. E para corroborar a reflexão, deixo a pergunta: o que é mais sensato, permitir que a escola estabeleça limites para comportamentos socialmente inadequados da criança, ou cercear a liberdade desta um pouco mais tarde, enviando o adolescente para as verdadeiras escolas do crime, que são os presídios brasileiros?

segunda-feira, 6 de abril de 2015

MENORIDADES ETC - AS FALÁCIAS SÃO AS FLORES DE QUE O BRASILEIRO GOSTA

É impressionante como o brasileiro adora ser enganado. Ou melhor, gosta de   enganar a si próprio.
Não economiza, gasta demais no cartão, e dê-lhe revisionais para baixar os juros.
Faz gato na rede elétrica, vão lá cortar a luz e fica brabo, fecha a rua, põe fogo nos pneus.
Achamos que a Prefeitura tem que fazer tudo por nós, inclusive nos dar empregos e diversão. Enquanto isso começamos a tomar cerveja ao meio dia. O Estado e a União têm que nos prover  de um tudo, desde remédios até tratamentos de beleza: enquanto isso  não nos cuidamos e só comemos o que faz mal.
Nos queixamos dos políticos, mas votamos neles.
Menoridade? é uma falácia; é um falso problema.
A lei tem medidas para corrigir e punir  os menores. É só ler a lei.
Mas onde estão as casas de internação? Onde estão os abrigos? E os Presídios? os que existem são os infernos de Dante.
Vamos baixar a idade e tudo estará solucionado... é essa a grande falácia.
Nós é que temos de reaprender a dizer não aos filhos; nós é que temos que exigir que construam estabelecimentos prisionais que recuperem.
Abaixar a idade penal? só isso não resolve.
Ao contrário, os meninos serão mais cedo sodomizados pelos presos de mais idade.
E tudo continuará na mesma.
Adolescente não pode e não deve compartilhar a cadeia com adultos.
Mas se quiserem abaixar a idade, ok. Desde construam casas prisionais adequadas.
Mas aí falta dinheiro, né?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

OS OVINHOS DE PÁSCOA DE MINHA INFÂNCIA



Santa Cruz era uma cidade pequena. Todos se conheciam. Quase tudo se fazia em casa.Não havia fast food. Vida frugal, mas muito familiar.
Uns dez dias antes do domingo de Páscoa minhas irmãs e eu, antes de dormir, colocávamos  os sapatinhos no lado de fora da janela. Ao amanhecer, quanta alegria! Um ovo de galinha pintado, com um furo em cima, tapado com papel de seda e dentro amendoins  açucarados. À noite, já  na cama,eu ouvia, lá da cozinha, barulhinhos. Eram meus pais torrando amendoins e preparando os ovos de Páscoa. Os ninhos eram artesanais, feitos por eles mesmos, com " barbas de pau" , folhas  etc. E a glória suprema era, no domingo  muito cedinho sairmos,pela horta  e o jardim, procurar o ninho. Lá estavam eles, tendo ao centro um ovo  maior, de chocolate, com um vidrinho, pelo qual se visualizava, lá dentro  o adorável Coelhinho.
Esse ovo comprado era cercado pelos demais feitos em casa.
Eu levava pelo menos uma semana comendo, com muita devoção, cada pedacinho daquele chocolate.
Dou-me conta, agora. Festa não era todo dia; chocolate não era todo dia,  refrigerante muito raramente. Roupa, quando rasgava, era costurada.
Tínhamos o suficiente. E muita saúde!
A vida me presenteou com mais do que eu mereço.
Que vidas saudáveis tínhamos!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

NÃO ADIANTA. O CAMPO, AS LIDES CAMPEIRAS, ESTÃO NO " DNA" DA MARISTELA

A Maristela, minha mulher,parece que tem um dínamo dentro de si. Na  véspera de irmos para a estância ela  já fica inquieta e nem são 4 da manhã já está de pé, banho tomado e quer se meter na estrada. Depois de 6 horas de meia de estrada, tudo o que eu quero é uma " séstia". Ela não. Ela quer ver tudo, quer sair de a cavalo.  Saber se suas recomendações foram cumpridas, não sossega enquanto não vai olhar a cerca que mandou arrumar,  não relaxa enquanto não vai olhar o plantel angus/brangus e as ovelhas. Em seguida é sexta-feira santa. Aí ela obedece todos os preceitos, mas não deixa de dar bóia pros bichos.











terça-feira, 31 de março de 2015

NENITO SARTURI , UM GRANDE POETA E MÚSICO, ME HOMENAGEIA COM UMA COMPOSIÇÃO

Nenito é formado em Direito e em Jornalismo. É delegado de polícia aposentado. Um homem grandão e  sensível como a corda mi do violino. Nunca vi um pai mais exemplar do que ele. Mora em Santiago, da qual hoje me parece que seja o poeta maior . Nenito observa a problemática dos filhos, da paternidade, da criminalidade, da triste senda dos presidiários, do amor, dos infortúnios, da Natureza, dos animais, das paisagens, das amizades.
Além do que é imbatível num palco.
Eu adoro Nenito e seus filhos.
Nessa letra que vai abaixo ele diz se inspirar em uma post minha.  São meros ensinamentos milenares que coletei.
Eis a letra.
A música é linda e a divulgarei em seguida.

O VALOR DO SILÊNCIO*

                   Nenito Sarturi/Ruy Gessinger

* Inspirado em texto de Ruy Gessinger

 

 

“Não digas tudo o que sabes

Mas saibas tudo o que dizes!”

É uma lição dos antigos

Que evita muitos deslizes!

 

Dizem que “falar é prata,

Mas saber calar é ouro”...

Eu afirmo, acrescentando,

Que o silêncio é um tesouro.

 

 

Ouvir mais do que falar

É usar de sabedoria,

É compreender que na vida

A prudência tem valia.

 

É por isso que, a lo largo,

Ouvindo a voz da razão,

Dou valor à parcimônia,

Silêncio e ponderação!

 

 

Somos donos das palavras

Que ainda não foram ditas,

Mas nos tornamos escravos

De mil palavras mal-ditas.

 

Não é de graça que temos

Uma boca e dois ouvidos:

É pra guardarmos tenência

Com palavras sem sentido.
 
 

 

SEMANA SANTA NA MINHA INFÂNCIA


Minha gente veio da região do rio Mosel, mais precisamente Rachtig, Alemanha, uma pequenina cidadezinha.Região de pessoas muito religiosas.
Trouxeram, tanto luteranos, como católicos, a cerimônia, as galas, a contrição, a seriedade como era vivida a Semana Santa.
Na minha cidade natal, Santa Cruz, a Rádio local saía do ar na sexta-feira santa.
Todos os dias  celebravam-se cultos, com nossa catedral Gótica de luto pesado.
Para tudo florescer de júbilo no domingo de Aleluia.
Eu acompanhava tudo isso como quem assiste a um espetáculo, prendendo a respiração e muito condoído pelo suplício a que foi submetido Jesus Cristo.
Como dizia, no domingo de aleluia revezavam-se os corais nas Igrejas. E Santa Cruz tinha muitos deles.
E o Hallelujah de Haendel inundava de glória nossos espíritos.
Clic o link abaixo, pule o anúncio e eleve-se ouvindo o HALLELUIAH da obra O  Messias de Handel

https://www.youtube.com/watch?v=IUZEtVbJT5c

domingo, 29 de março de 2015

DOMINGO DE RAMOS

Hoje fui na Catedral Metropolitana assistir ao culto e buscar as palmas bentas.
Um ramo para cada casa minha: em Unistalda, Porto Alegre e Xangri La.
Mas o domingo de ramos me traz  tristes lembranças.
Pueri Hebraeorum, portantes ramos olivarum, obviaverunt Domino, clamantes et dicentes: «Hosanna in excelsis.»




 


 Os meninos hebreus, portando ramos de oliveira ( vendo Jesus passar) o saudaram clamando e dizendo, hosanna nas alturas"
Como era lindo o Domingo de Ramos. Calculo que em poucos anos terão morrido todos os que tiveram sólida formação religiosa e assistiram cultos e missas em Latim. Hoje vi pouquíssimos jovens na Catedral. Quando desenterrarem nossa Civilização do uso da Semana santa para regabofes, bebedeiras, comilanças, os arqueólogos ficarão perplexos.
Mas o Domingo de Ramos de 1953, quando eu tinha 8 anos, nunca vou esquecer.
Bateram na porta de nossa  casa em Santa Cruz. Meu pai  atendeu. Um homem vinha avisar que meus avós Rudolf e Rosalia tinham se acidentado com seu carro ali na Picada Velha na hora de irem assistir à Missa e ambos estavam mortos entre as ferragens.
Foi a primeira e última vez que vi meu pai chorar.

sexta-feira, 27 de março de 2015

MUITO OBRIGADO UNISTALDENSES


A respeito do maravilhoso evento  que aconteceu no sábado passado, tenho um importante registro. Que povo amado e querido o de Unistalda!
As  pessoas , a maioria simples, mas inteligentes, todos entenderam que, ao dizermos que  é preciso dar prioridade aos músicos  locais, não estávamos dizendo que nunca foram prestigiados. Ao contrário, todos com quem falamos  disseram que foi boa a nossa idéia de que, de ora em diante deve se dar prioridade aos  nossos valores . E não, na hora do bem bom, chamar só gente de fora. É nossa intenção sempre inserir nossos valores , mas também diversificar os instrumentos, alargando para  sopros, teclados e intensificando a teoria musical.
E sempre registrar o belo trabalho feito até aqui com crianças e adolescentes, como já referi em post anterior.
E aos meus leitores, de fora da região, do próprio país e do mundo, digo que Beto Caetano é unistaldense e que ele, um dia, merecerá seu lugar como um dos músicos básicos do Brasil.
Quem viver, verá!

quinta-feira, 26 de março de 2015

O INTER ERROU DE AGUIRRE - 0 QUE CONHECE FUTEBOL ESTÁ EM SANTIAGO RS



O nome da fera é José Salmeron Moura Aguirre, o lendário "TRAMONTINA".  Ele foi, junto com o pranteado Prefeito e deputado Chicão um esplendoroso zagueiro. Falo do Cruzeiro de Santiago. O único que  conseguiu atacar o Tramontina  e não deixar jogar fui eu. E é já parte da História que numa dividida de bola  eu dei de ombro nele e o arremessei nas cabines de rádio. Isso em l975.
O Tramontina Aguirre é o cara que serve para o Inter. Sabe falar português, é brigadiano aposentado, com ele é assim: goleiro joga no gol; zagueiro que não sabe  sair jogando vai trabalhar de balconista ;com ele não tem esses tais de alas. Tem o centro médio que não pode  deixar ninguém entrar na área, nem que tenha que dar um carrinho nos bagos do atrevido. Tem os meias que tratam a bola por minha neguinha. E o centroavante que tem que chutar com as duas canetas. Com o Tramontina Aguirre o jogador só pode tomar uma latinha de Skol no intervalo.
Piffero, solta esse Aguirre falso e pega o Tramontina Aguirre de Santiago do Boqueirão..
Os salários deixa pra mim que eu pago.