Recebi agora uma ligação de Paulo Sérgio Pinto, vice-presidente da rede Pampa, de quem sou amigo pessoal. Está eufórico. Ontem foram 285.000 acessos.
Para acessar
http://online.osul.com.br
sexta-feira, 10 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
SOBRE JORNALISMO, SOBRE JORNAIS. MEU BLOG É DEMOCRÁTICO, ARTIGO DO DR.GUIMARÃES OLIVEIRA
Bela intervenção do jornalista José Cruz neste debate.
Todavia, faltou o detalhe que também ajudou a empurrar o jornalismo impresso
para o seu ocaso: a falta de isenção e de pluralidade dos jornais. Sem um
marco regulatório, aqui no Brasil, que evitasse a concentração exagerada de
poder empresarial nas mãos de poucos, a imprensa privada do nosso país acabou
concentrando 90% das editorias sob o controle férreo de apenas 7 famílias.
E estas 7 famílias, é claro, colocaram os interesses
empresariais de seus mega-oligopólios de mídia como item n.º 1 da sua lista de
prioridades, na hora de decidir quais notícias publicar e com qual viés
fazê-lo. Nossa imprensa privada começou a aliar-se a correntes políticas
favoráveis aos interesses de seus negócios empresariais, passando a fazer o uso
da notícia como instrumento para favorecer seus próprios negócios, para
interferir nas decisões de eleitores e não para, exatamente, informar os seus
leitores. Este fenômeno foi bem referido e previsto há 35 anos pelo professor
Sérgio Capparelli, nas aulas magistrais do curso de Jornalismo da PUC-RS que
freqüentei. Disso resulta hoje que os grandes jornalistas e articulistas
existentes são profissionais muito talentos, mas que resultaram “pautados”,
aprisionados em jaulas mentais dentro das redações, por ordens de seus chefes
de editoria. Os jornais hoje nivelam o noticiário entre o que é
“liberado”, de acordo com a visão dos interesses empresariais e lucrativos do
editor, do que é tabu, assunto impublicável, porque contraria aqueles
interesses, o que é lamentável.
Isto “matou” o elemento que é da essência do jornalismo: a
diversidade e a pluralidade de opiniões e de idéias sobre as notícias e os
assuntos. Na Copa do Mundo, todos sabem, a imprensa nacional cumpriu o papel
feio que lhe impôs aqueles 7 famílias, divulgando a rodo que o Brasil não
estava preparado nem tinha competência para sediar uma Copa do Mundo no
denominado “padrão FIFA”. Algumas publicações estrangeiras embarcaram
nesta onda e, confiando no que estava sendo publicado pela nossa imprensa,
chegaram a repercutir esta impressão lá fora. Quando a Copa estava por
iniciar-se e, junto com ela, jornalistas do mundo inteiro aportaram por aqui e
viram, com seus próprios olhos, que aquelas previsões apocalípticas da nossa
imprensa, sobre a incapacidade do Brasil para sediar uma Copa, não eram
verdadeiras e, pior, não eram sinceras, porque o alvo era o desgaste do governo
federal para fins eleitorais nas eleições de outubro, a imprensa internacional
deacreditou-se na imprensa brasileira. E o país que faria mico na Copa
entregou ao mundo a “Copa das Copas”, segundo respeitáveis editores da imprensa
de fora. Foi nisso que deu, então, esta falta de pluralidade: o total
descrédito que hoje se abate sobre a nossa imprensa, de parte dos jornalistas
do mundo inteiro. Por fim, outro fato curioso sobre isso: com todos
os jornais apoiando, alguns ostensivamente, candidatos de oposição, sendo que
no segundo turno este apoio em relação ao candidato oposicionista atingiu as raias
do absurdo no caso Veja, o que ocorreu é que os eleitores brasileiros, em sua
maioria, votaram na candidata da situação. Em resumo: a imprensa nacional
vive hoje um grande e colossal descrédito, seja fora ou dentro do país.
Dias atrás, me ligaram da Zero Hora, com uma oferta “imperdível”
de assinatura. Minha resposta foi esta: “por que é que vou pagar
todo mês para um jornal tentar ma enganar todo dia, se disponho de um exército
de gente tentando fazer isso de graça a todo instante?” O interlocutor nem
respondeu e encerrou a ligação.
Um outro aspecto que penso esteja hoje ajudando a corroer ainda
mais a credibilidade do jornalismo (inclusive o jornalismo eletrônico) é o
excesso de opinialismo, a ancoragem desmedida e o analisecismo
exacerbado. Explico. Toda vez que uma notícia é divulgada, o veículo de
imprensa acha que precisa escalar alguém para “explicar” ou “traduzir” ao
leitor ou telespectador o que esta notícia deve significar para ele. Trata-se
de uma espécie de paternalismo mental atávico. Os donos da imprensa, ao fazerem
isso, subestimam a capacidade mental dos consumidores da notícia que divulgam,
como se fossem incapazes de analisá-la e de chegarem às suas próprias
conclusões. Então, surge a notícia e, em seguida, aquele comentarista, o
âncora, o expert, aquele ou aquela que virá para dizer como este consumidor da
notícia deve recebê-la e como deverá preocupar-se com ela. Ou seja: para
a imprensa, os consumidores de notícias são todos mentecaptos, incapazes de
concluir alguma coisa por si mesmos!
O mais incrível é que a imprensa nacional praticada pelos
grandes grupos de comunicação conseguiu chegar hoje a um resultado
constrangedor, de falar uma só língua, de ter uma só opinião formada sobre toda
e qualquer notícia, ao comentá-la e explicá-la de forma igualitária em suas
implicações e significados. Não há contra-ponto. Toda a imprensa
fala sobre as mesmas coisas e utiliza a mesma forma de linguagem, a mesma
interpretação, num mesmo estado mental onde todos pensam da mesma forma.
Ora, os recebedores das informações seriam, nesta ótica, terminais-burros que
só servem para pagar por notícias e receber aquelas que os donos da mídia dizem
que são importantes, já mastigadas devidamente por um analista. E este
consumidor da notícia deve considerar apenas o que o analista irá dizer sobre a
notícia. Então, dar a notícia apenas não basta, é preciso que alguém venha
dizer o que ela significa para o estúpido do recebedor dela. Ora, os
recebedores de notícias de hoje, desde que tenham recebido alguma instrução,
são pessoas que receberam 70 vezes mais volume de informações do que os seus
pais. E estão criando filhos que irão receber 70 vezes mais informações do que
eles.
Será mesmo que este grande público consumidor de notícias
precisa de alguém que as mastigue e as interprete? Ainda mais sendo
pessoas que vivem hoje num ambiente de interação global, sem fronteiras e em
tempo real. O que os donos das redações de hoje em dia ainda não se
aperceberam é que o seu público alvo mudou muito. Ele é formado atualmente, em
grande parte, por pessoas que possuem opiniões próprias sobre os mais variados
assuntos. O jornalismo, então, deveria servir-lhe as notícias, sem esta
mastigação toda, feita, não raro, por quem não entende nada do que está
tratando. É neste ponto que o consumidor da notícia sente-se manipulado ou
tratado como se fosse incapaz de receber a notícia. E quando ele ouve a
explicação do âncora, irá querer dizer, muitas vezes, “ei, espera aí, isto não
é bem assim...” ou “não vejo esta informação desta maneira...”. Então,
frustrados, estes consumidores de informações vão aos poucos migrando de mídia
informativa, vão procurar um ambiente que não lhes cause esta frustração, onde
possam receber a notícia sem mastigações e onde possam exercer o seu contraponto,
praticando algo que não existe no jornalismo tradicional: a interatividade.
Irão para um ambiente em que não sejam tratados como terminais-burros de
informações. Neste ambiente, serão agentes de integração e de interpretação das
informações, interagindo e se expressando com muitas outras pessoas. Este
ambiente, é claro, é o da Internet. É o das redes sociais. Não é sequer o do
jornalismo eletrônico.
Então, a tentativa de manipulação da informação e/ou a
subestimação do público consumidor de notícias, com a imposição de um
paternalismo exacerbado e pouco isento sobre este público, é o tiro-no-pé que a
imprensa dispara, o buraco que ela cavou para cair dentro. A concepção
toda na forma de lidar com a informação está ultrapassada e defasada., Não se
pode mais admitir a idéia de entregar a notícia sob a embalagem de um
descomunal paternalismo, em que a notícia deva ser servida repleta de palpites
de âncoras, de analistas e de supostos experts, todo mundo mastigando esta
notícia, porque o público recebedor não aceita mais o papel de terminal-burro
de informações. Explicar ao consumidor da informação aquilo que ele já concluiu
por si mesmo é o grande erro cometido pela imprensa nacional. Já é
possível hoje debater a aprofundar qualquer tema em fóruns de troca de
informações das redes sociais. O jornal que não compreender que não se pode
mais subestimar o próprio público morrerá cedo e logo.
Att. Rogério
A AGONIA DOS JORNAIS IMPRESSOS - ARTIGO DE JOSÉ CRUZ
Amigos deste valioso espaço
de troca de informações e cultura.
Incentivado pelo comentário de João Francisco
Rogowki, ouso apresentar alguns dados para reflexão e debate, jornalista que
sou, parceiro dessa transição do produto “informação”.
A transição de O SUL para a mídia eletrônica não é um
fato isolado no contexto da modernidade da comunicação. É, antes, reflexo de
uma espetacular crise que atinge há bom tempo a todos os órgãos de comunicação
nacionais. Crise agravada mais recentemente pela alta do dólar, turbinando os
gastos com a importação de papel jornal.
Ainda ontem, o jornal O Estado de S.Paulo começou mais
uma série de demissões na empresa que, segundo “notícia de jornal”... deve
chegar a 125 funcionários.
Na última reunião da Associação Nacional de Jornais
(ANJ), os patrões pintaram o quadro dramático das empresas de jornalismo
impresso. O noticiário eletrônico avançou com força que não se imaginava,
a ponto de já não se precisar nem dos confortáveis tablets para saber sobre a notícia
do dia. No sacolejo do ônibus já é possível ler no minúsculo celular quem será
o atacante do Inter no clássico do fim-de-semana ou que o ministro tal acabou
de ser demitido.
E foi essa instantaneidade que os jornais não souberam
enfrentar. Na edição seguinte, um dia depois, a notícia será exatamente aquela
que já se sabia “ontem”, que se reviu no jornal da noite, no noticiário
esportivo da Rádio tal, esgotado na mesa redonda do fim de noite da TV etc. Mas
os jornais insistem, na manhã seguinte, que “Dilma demite o ministro Pedrinho”.
Que atrativo tem tal manchete para incentivar a compra
de um exemplar do jornal, que não se modernizou para enfrentar a concorrência
da instantaneidade do rádio, as corres e movimento da TV e a velocidade da
internet? Os jornais foram “atropelados” e não sabem como operar a dualidade da
internet e da edição de amanhã. Trabalhei numa empresa que enfrentou esse
dilema. Tínhamos a notícia espetacular, o “furo”, que em vez de ir para a rede
era guardada para a edição impressa de amanhã. Não raras vezes, nossa notícia
exclusiva apareceu no noticiário da internet na madrugada que o jornal estava
sendo rodado com a “grande informação”. A falência passou por aí.
O pior é que as faculdades de jornalismo continuam
ensinando os alunos a fazer notícia para o jornal de amanhã, quando o consumo
da informação ocorre com velocidade vez mais impressionante.
Anúncios
A queda de anunciantes é visível, e o desaparecimento
dos classificados também. Hoje, compra-se carro e aluga-se casa ou
apartamento pela internet, com a vantagem de falar com o dono do imóvel pelo
“face”...
E o governo, principal anunciante até há pouco tempo,
redireciona suas verbas para outros veículos com maior audiência, e aí está
mais um motivo para a triste agonia econômica do jornalismo impresso.
Tudo isso estava previsto já em 1970, quando o
canadense Marshall McLuham escreveu o clássico “Os Meios são as Mensagens”,
best seller dos estudantes de então.
Filósofo, educador, intelectual e teórico da
comunicação, McLuham mostrava, há meio século, que os meios de comunicação se
tornariam uma extensão do homem. É dele também a teoria sobre a “aldeia
global”. Isto é, chegaríamos a uma evolução tecnológica tão avançada que o
mundo se tornaria uma comunidade só, uma “aldeia global”, com comunicação e
troca de informações instantâneas. Está aí o celular com todos os seus
infindáveis recursos a mudar o comportamento humano, social e familiar.
A tudo isso poderia acrescentar a cultura nacional,
que não contribui para o hábito da leitura de jornais, revistas ou livros. Ou o
custo das publicações imprensas etc.
Enfim, são rápidas considerações para mostrar que o
gostoso hábito de ir à banca comprar jornal para “ler as últimas” já é
real volta a um passado do qual fomos “felizes” protagonistas, principalmente
porque estamos participando de toda essa transição da modernidade.
José
Cruz
jornalista
gaúcho, há 35 anos em Brasília, atualmente no UOL Esporte
José Cruz [jcruzz@uol.com.br]
UM FUTURO DIFERENCIADO, SUSTENTÁVEL, PARA UNISTALDA
Quando me perguntam, olhando a placa do meu carro -
- onde é que fica Unistalda? quantos habitantes tem?
Digo assim: graças a Deus somos felizes, todos nos conhecemos, um futuro promissor nos espera, pois o mundo inteiro está sequioso de visitar naturezas intocadas e enjoado de cidades hipertrofiadas. Grandeza populacional é discutível. O que vamos plantar lá é um progresso digno, igualitário, em que a pessoa possa ter uma vida fecunda, sem precisar de esmolas. Vivendo entusiasticamente de seu trabalho.
E arremato assim - é só agregarmos valor às nossas coisas que nosso avião decola para o Primeiro Mundo.
Dinheiro existe - tanto nos Ministérios, como no mundo inteiro que quer salvar e conservar os locais intocados da Natureza.
É só conhecer os caminhos e apresentar projetos.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
O SUL - NADA A LAMENTAR. MAIL DO VICE PRESIDENTE DA REDE PAMPA - PAULO SERGIO PINTO
O jornal continua o mesmo, mantendo empregos e apenas
mudando o meio de publicação. Alguns demitem, outros encolhem e nós optamos
pela digitalização e com vantagens fantásticas, senão vejamos:
O jornal pode ser literalmente “folheado” no seu Site.
O jornal pode ser impresso totalmente ou em parte.
O Sul, manteve o seu design com os mesmos jornalistas e
colunistas.
O nosso arquivo agora é público. Podemos consultar, arquivar
e imprimir – através no mesmo site – sobre pessoas, matérias ou colunas.
O Sul pode ser acessado em qualquer parte do Planeta e de
forma gratuita.
Razões para a mudança de meio de publicação:
1.
Há muitos anos que, mundialmente, se discute o fim dos jornais
impressos e está discussão até virou moda.
2.
Os índices de circulação dos jornais no mundo e, especialmente, no
Brasil, caíram.
3.
Os assinantes de revistas e jornais estão migrando para a leitura digital.
4.
Os índices de acesso e consequente leitura na Internet, aumentaram. Podemos afirmar,
sem medo de errar, que a internet é um sucesso e revolucionou a comunicação.
5.
Os efeitos do sucesso da internet, se refletem no volume de comercialização do
meio, que aumentam em quantidade e valores.
6.
A internet é indiscutível avanço tecnológico e de sustentabilidade.
7.
Previsão de mais aumento no valor do papel (uma Commoditie
internacional) e outros insumos, em função, especialmente, da
desvalorização do real frente ao dólar.
8.
Os valores da energia e combustível disparam desenfreadamente e com reflexos no
transporte e na logística.
9.
O bolo publicitário se mantem estável e com mais meios publicitários disputando
este mesmo mercado
10.
Veículos de mídia imprensa pelo mundo afora, tiveram atitudes diversas para
enfrentar problemas de toda ordem que passaram por demissões, drástica redução
no número de páginas e tantas outras.
Grato,
pela oportunidade e lucidez.
QUE PENA. JORNAL O SUL COMUNICA QUE VAI CESSAR A CIRCULAÇÃO IMPRESSA
Em primeira página a Rede Pampa diz que devido a alta do dólar e o alto custo dos insumos, o jornal vai migrar para a internet.
Confirmam-se, portanto, os rumores que corriam.
Leia mais no blog do Previdi que acaba de entrevistar Paulo Sérgio, vice da Pampa.
http://previdi.blogspot.com.br/
Confirmam-se, portanto, os rumores que corriam.
Leia mais no blog do Previdi que acaba de entrevistar Paulo Sérgio, vice da Pampa.
http://previdi.blogspot.com.br/
terça-feira, 7 de abril de 2015
AINDA A MAIORIDADE PENAL - ARTIGO DE BERENICE KOERIG
MAIORIDADE
PENAL
Berenice
Koerig
O
aumento da criminalidade em nosso país, banalizado irresponsavelmente pela
mídia, e a participação “conveniente” de menores nos delitos de pena máxima
levam segmentos da sociedade a cogitar a alteração da maioridade penal. Sem
considerar a condição de depósito de gente dos nossos presídios, os que
defendem a modificação da lei observam modelos estrangeiros, ou inspiram-se no
Código Criminal do Império, para preconizar a redução de dezoito para dezesseis
ou catorze anos a idade de responsabilização criminal do indivíduo. Com isso,
tenta-se, mais uma vez, encontrar uma solução paliativa para os efeitos, quando
se deveriam buscar as causas.
Por que
um adolescente mata? Por que um jovem, menor de dezoito anos, comete latrocínio
(roubo seguido de morte)? Essas são as indagações que deveriam mover a análise
da criminalidade juvenil, para efeitos de alteração da lei. São questões que me
acorrem com a mesma frequência de divulgação pela mídia de fatos delituosos.
Excetuando-se as psicopatias, não há como isentar a crise de autoridade, que identifica
o mundo moderno, de contribuição para essa calamidade.
A
meu juízo, tudo começa na família, quando repassa integralmente para a escola o
dever de educar, restringindo-lhe, contudo, o correspondente direito ao
exercício da autoridade. O antigo e extremo argumento, “O professor sempre tem
razão”, daquele pai que conhecia bem seu filho, sabia de seus “méritos” e do
que o mestre podia fazer por ele, hoje é substituído por atitudes também
extremadas de pais que, pouco se envolvendo na vida dos filhos, promovem o
individualismo e estão sempre prontos a defendê-los da autoridade da escola.
Considerar-se,
a priori, a promoção da disciplina uma violação dos direitos é deslocar a ordem
do seu posto na escala de valores numa sociedade organizada e pacífica.
Sem
prejuízo de providências legislativas sobre a responsabilização penal de
maiores de 16 anos, convém, antes, refletir sobre o que realmente poderia
implicar diminuição da criminalidade juvenil. E para corroborar a reflexão,
deixo a pergunta: o que é mais sensato, permitir que a escola estabeleça
limites para comportamentos socialmente inadequados da criança, ou cercear a
liberdade desta um pouco mais tarde, enviando o adolescente para as verdadeiras
escolas do crime, que são os presídios brasileiros?
segunda-feira, 6 de abril de 2015
MENORIDADES ETC - AS FALÁCIAS SÃO AS FLORES DE QUE O BRASILEIRO GOSTA
É impressionante como o brasileiro adora ser enganado. Ou melhor, gosta de enganar a si próprio.
Não economiza, gasta demais no cartão, e dê-lhe revisionais para baixar os juros.
Faz gato na rede elétrica, vão lá cortar a luz e fica brabo, fecha a rua, põe fogo nos pneus.
Achamos que a Prefeitura tem que fazer tudo por nós, inclusive nos dar empregos e diversão. Enquanto isso começamos a tomar cerveja ao meio dia. O Estado e a União têm que nos prover de um tudo, desde remédios até tratamentos de beleza: enquanto isso não nos cuidamos e só comemos o que faz mal.
Nos queixamos dos políticos, mas votamos neles.
Menoridade? é uma falácia; é um falso problema.
A lei tem medidas para corrigir e punir os menores. É só ler a lei.
Mas onde estão as casas de internação? Onde estão os abrigos? E os Presídios? os que existem são os infernos de Dante.
Vamos baixar a idade e tudo estará solucionado... é essa a grande falácia.
Nós é que temos de reaprender a dizer não aos filhos; nós é que temos que exigir que construam estabelecimentos prisionais que recuperem.
Abaixar a idade penal? só isso não resolve.
Ao contrário, os meninos serão mais cedo sodomizados pelos presos de mais idade.
E tudo continuará na mesma.
Adolescente não pode e não deve compartilhar a cadeia com adultos.
Mas se quiserem abaixar a idade, ok. Desde construam casas prisionais adequadas.
Mas aí falta dinheiro, né?
Não economiza, gasta demais no cartão, e dê-lhe revisionais para baixar os juros.
Faz gato na rede elétrica, vão lá cortar a luz e fica brabo, fecha a rua, põe fogo nos pneus.
Achamos que a Prefeitura tem que fazer tudo por nós, inclusive nos dar empregos e diversão. Enquanto isso começamos a tomar cerveja ao meio dia. O Estado e a União têm que nos prover de um tudo, desde remédios até tratamentos de beleza: enquanto isso não nos cuidamos e só comemos o que faz mal.
Nos queixamos dos políticos, mas votamos neles.
Menoridade? é uma falácia; é um falso problema.
A lei tem medidas para corrigir e punir os menores. É só ler a lei.
Mas onde estão as casas de internação? Onde estão os abrigos? E os Presídios? os que existem são os infernos de Dante.
Vamos baixar a idade e tudo estará solucionado... é essa a grande falácia.
Nós é que temos de reaprender a dizer não aos filhos; nós é que temos que exigir que construam estabelecimentos prisionais que recuperem.
Abaixar a idade penal? só isso não resolve.
Ao contrário, os meninos serão mais cedo sodomizados pelos presos de mais idade.
E tudo continuará na mesma.
Adolescente não pode e não deve compartilhar a cadeia com adultos.
Mas se quiserem abaixar a idade, ok. Desde construam casas prisionais adequadas.
Mas aí falta dinheiro, né?
sexta-feira, 3 de abril de 2015
OS OVINHOS DE PÁSCOA DE MINHA INFÂNCIA
Santa Cruz era uma cidade pequena. Todos se conheciam. Quase tudo se fazia em casa.Não havia fast food. Vida frugal, mas muito familiar.
Uns dez dias antes do domingo de Páscoa minhas irmãs e eu, antes de dormir, colocávamos os sapatinhos no lado de fora da janela. Ao amanhecer, quanta alegria! Um ovo de galinha pintado, com um furo em cima, tapado com papel de seda e dentro amendoins açucarados. À noite, já na cama,eu ouvia, lá da cozinha, barulhinhos. Eram meus pais torrando amendoins e preparando os ovos de Páscoa. Os ninhos eram artesanais, feitos por eles mesmos, com " barbas de pau" , folhas etc. E a glória suprema era, no domingo muito cedinho sairmos,pela horta e o jardim, procurar o ninho. Lá estavam eles, tendo ao centro um ovo maior, de chocolate, com um vidrinho, pelo qual se visualizava, lá dentro o adorável Coelhinho.
Esse ovo comprado era cercado pelos demais feitos em casa.
Eu levava pelo menos uma semana comendo, com muita devoção, cada pedacinho daquele chocolate.
Dou-me conta, agora. Festa não era todo dia; chocolate não era todo dia, refrigerante muito raramente. Roupa, quando rasgava, era costurada.
Tínhamos o suficiente. E muita saúde!
A vida me presenteou com mais do que eu mereço.
Que vidas saudáveis tínhamos!
quarta-feira, 1 de abril de 2015
NÃO ADIANTA. O CAMPO, AS LIDES CAMPEIRAS, ESTÃO NO " DNA" DA MARISTELA
A Maristela, minha mulher,parece que tem um dínamo dentro de si. Na véspera de irmos para a estância ela já fica inquieta e nem são 4 da manhã já está de pé, banho tomado e quer se meter na estrada. Depois de 6 horas de meia de estrada, tudo o que eu quero é uma " séstia". Ela não. Ela quer ver tudo, quer sair de a cavalo. Saber se suas recomendações foram cumpridas, não sossega enquanto não vai olhar a cerca que mandou arrumar, não relaxa enquanto não vai olhar o plantel angus/brangus e as ovelhas. Em seguida é sexta-feira santa. Aí ela obedece todos os preceitos, mas não deixa de dar bóia pros bichos.

terça-feira, 31 de março de 2015
NENITO SARTURI , UM GRANDE POETA E MÚSICO, ME HOMENAGEIA COM UMA COMPOSIÇÃO
Nenito é formado em Direito e em Jornalismo. É delegado de polícia aposentado. Um homem grandão e sensível como a corda mi do violino. Nunca vi um pai mais exemplar do que ele. Mora em Santiago, da qual hoje me parece que seja o poeta maior . Nenito observa a problemática dos filhos, da paternidade, da criminalidade, da triste senda dos presidiários, do amor, dos infortúnios, da Natureza, dos animais, das paisagens, das amizades.
Além do que é imbatível num palco.
Eu adoro Nenito e seus filhos.
Nessa letra que vai abaixo ele diz se inspirar em uma post minha. São meros ensinamentos milenares que coletei.
Eis a letra.
A música é linda e a divulgarei em seguida.
Além do que é imbatível num palco.
Eu adoro Nenito e seus filhos.
Nessa letra que vai abaixo ele diz se inspirar em uma post minha. São meros ensinamentos milenares que coletei.
Eis a letra.
A música é linda e a divulgarei em seguida.
O VALOR DO SILÊNCIO*
Nenito Sarturi/Ruy Gessinger
* Inspirado em texto de
Ruy Gessinger
“Não digas tudo o que sabes
Mas saibas tudo o que dizes!”
É uma lição dos antigos
Que evita muitos deslizes!
Dizem que “falar é prata,
Mas saber calar é ouro”...
Eu afirmo, acrescentando,
Que o silêncio é um tesouro.
Ouvir mais do que falar
É usar de sabedoria,
É compreender que na vida
A prudência tem valia.
É por isso que, a lo
largo,
Ouvindo a voz da razão,
Dou valor à parcimônia,
Silêncio e ponderação!
Somos donos das palavras
Que ainda não foram ditas,
Mas nos tornamos escravos
De mil palavras mal-ditas.
Não é de graça que temos
Uma boca e dois ouvidos:
É pra guardarmos tenência
Com palavras sem sentido.
SEMANA SANTA NA MINHA INFÂNCIA
Minha gente veio da região do rio Mosel, mais precisamente Rachtig, Alemanha, uma pequenina cidadezinha.Região de pessoas muito religiosas.
Trouxeram, tanto luteranos, como católicos, a cerimônia, as galas, a contrição, a seriedade como era vivida a Semana Santa.
Na minha cidade natal, Santa Cruz, a Rádio local saía do ar na sexta-feira santa.
Todos os dias celebravam-se cultos, com nossa catedral Gótica de luto pesado.
Para tudo florescer de júbilo no domingo de Aleluia.
Eu acompanhava tudo isso como quem assiste a um espetáculo, prendendo a respiração e muito condoído pelo suplício a que foi submetido Jesus Cristo.
Como dizia, no domingo de aleluia revezavam-se os corais nas Igrejas. E Santa Cruz tinha muitos deles.
E o Hallelujah de Haendel inundava de glória nossos espíritos.
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https://www.youtube.com/watch?v=IUZEtVbJT5c
domingo, 29 de março de 2015
DOMINGO DE RAMOS
Hoje fui na Catedral Metropolitana assistir ao culto e buscar as palmas bentas.
Um ramo para cada casa minha: em Unistalda, Porto Alegre e Xangri La.
Um ramo para cada casa minha: em Unistalda, Porto Alegre e Xangri La.
Mas o domingo de ramos me traz tristes lembranças.
Pueri Hebraeorum, portantes ramos olivarum, obviaverunt Domino, clamantes et dicentes: «Hosanna in excelsis.»
Pueri Hebraeorum, portantes ramos olivarum, obviaverunt Domino, clamantes et dicentes: «Hosanna in excelsis.»
Os meninos hebreus, portando ramos de oliveira ( vendo Jesus passar) o saudaram clamando e dizendo, hosanna nas alturas"
Como era lindo o Domingo de Ramos. Calculo que em poucos anos terão morrido todos os que tiveram sólida formação religiosa e assistiram cultos e missas em Latim. Hoje vi pouquíssimos jovens na Catedral. Quando desenterrarem nossa Civilização do uso da Semana santa para regabofes, bebedeiras, comilanças, os arqueólogos ficarão perplexos.
Mas o Domingo de Ramos de 1953, quando eu tinha 8 anos, nunca vou esquecer.
Bateram na porta de nossa casa em Santa Cruz. Meu pai atendeu. Um homem vinha avisar que meus avós Rudolf e Rosalia tinham se acidentado com seu carro ali na Picada Velha na hora de irem assistir à Missa e ambos estavam mortos entre as ferragens.
Foi a primeira e última vez que vi meu pai chorar.
sexta-feira, 27 de março de 2015
MUITO OBRIGADO UNISTALDENSES
A respeito do maravilhoso evento que aconteceu no sábado passado, tenho um importante registro. Que povo amado e querido o de Unistalda!
As pessoas , a maioria simples, mas inteligentes, todos entenderam que, ao dizermos que é preciso dar prioridade aos músicos locais, não estávamos dizendo que nunca foram prestigiados. Ao contrário, todos com quem falamos disseram que foi boa a nossa idéia de que, de ora em diante deve se dar prioridade aos nossos valores . E não, na hora do bem bom, chamar só gente de fora. É nossa intenção sempre inserir nossos valores , mas também diversificar os instrumentos, alargando para sopros, teclados e intensificando a teoria musical.
E sempre registrar o belo trabalho feito até aqui com crianças e adolescentes, como já referi em post anterior.
E aos meus leitores, de fora da região, do próprio país e do mundo, digo que Beto Caetano é unistaldense e que ele, um dia, merecerá seu lugar como um dos músicos básicos do Brasil.
Quem viver, verá!
quinta-feira, 26 de março de 2015
O INTER ERROU DE AGUIRRE - 0 QUE CONHECE FUTEBOL ESTÁ EM SANTIAGO RS
O nome da fera é José Salmeron Moura Aguirre, o lendário "TRAMONTINA". Ele foi, junto com o pranteado Prefeito e deputado Chicão um esplendoroso zagueiro. Falo do Cruzeiro de Santiago. O único que conseguiu atacar o Tramontina e não deixar jogar fui eu. E é já parte da História que numa dividida de bola eu dei de ombro nele e o arremessei nas cabines de rádio. Isso em l975.
O Tramontina Aguirre é o cara que serve para o Inter. Sabe falar português, é brigadiano aposentado, com ele é assim: goleiro joga no gol; zagueiro que não sabe sair jogando vai trabalhar de balconista ;com ele não tem esses tais de alas. Tem o centro médio que não pode deixar ninguém entrar na área, nem que tenha que dar um carrinho nos bagos do atrevido. Tem os meias que tratam a bola por minha neguinha. E o centroavante que tem que chutar com as duas canetas. Com o Tramontina Aguirre o jogador só pode tomar uma latinha de Skol no intervalo.
Piffero, solta esse Aguirre falso e pega o Tramontina Aguirre de Santiago do Boqueirão..
Os salários deixa pra mim que eu pago.
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