segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Just friends, lovers no more

Um amigo se debate e se consome pelo fim de relacionamento afetivo seu.
E purga sua dor mostrando, a todos, a ferida aberta que não quer cicatrizar.
Isso me faz refletir sobre a dificuldade que quase todos já passaram ao terminar a relação.
Como diz a canção da qual uma passagem dá o título dessa crônica, " apenas amigos, não mais amantes".
Da minha parte optei, ao se terminarem as relações, por nem mais amigo ser. Não quero dizer tornar-me inimigo, isso nunca. Mas  significar que o maior bem que se pode fazer a si mesmo é deixar a outra pessoa seguir livremente seu rumo, em paz.
Com isso se evita qualquer cerceamento, constrangimento e mesmo  sofrimento desnecessário.
E do alto dos meus cabelos grisalhos afirmo que rompida a relação , deu.
Por isso, se pudesse dar um conselho, sem essa de "Just friends". 

sábado, 8 de novembro de 2014

SOBRE A LINGUAGEM - ARTIGO DO DR. FRANKLIN CUNHA


DO GRUNHIDO À PALAVRA

Franklin Cunha

( Palestra proferida na Semana Cultural de Canoas, 1999)

Ao vos cumprimentar com palavras que lhes parecem agradáveis, vocês estão tomando parte de uma das maravilhas do mundo natural. Isto porque somos de uma espécie que possui uma engenhosa habilidade:  podemos descrever eventos, idéias, sentimentos e transmiti-los aos outros com grande precisão. Esta habilidade chama-se linguagem. Simplesmente, fazendo ruídos com a boca, expressamos novas e precisas combinações de idéias e as fizemos chegar até à mente de nossos semelhantes.

A capacidade humana de apreender, falar e entender uma língua, é considerada a mais importante invenção cultural da humanidade, o exemplo mais sofisticado de usar símbolos, um evento biológico sem precedentes e que nos separa do reino animal.

 

ORIGEM DA LINGUAGEM

                                     O estudo de um gen contido no DNA, mostra que nas várias espécies hoje viventes, se acumularam  mutações que podem facilmente ser contadas. A análise da diferença das mutações acumuladas entre duas espécies, permite calcular o tempo evolutivo que as separa. Este modo de calcular o tempo das evoluções animais toma o nome de relógio molecular. 

Isto nos mostra que devemos retroceder há cerca de cinco milhões de anos para encontrar um antepassado comum do homem e de nosso primo mais próximo, o chipanzé. O primeiro de nossos avós considerado digno de pertencer ao gênero Homo viveu há cerca de 2,5 milhões de anos ( H. habilis). Construía objetos e instrumentos de pedra e era bípede. Foi seguido do Homo erectus,  nosso primeiro antepassado a entrar na Europa., há cerca de 2 milhões de anos. Seu crânio era maior que o dos seus antecessores, mas só com o seu sucessor o Homo sapiens,  o volume cerebral se tornou quase igual ao do homem atual.No entanto faz apenas cem mil anos que a anatomia cerebral acabou por ter uma conformação igual à do homem moderno

Comparando o cérebro humano com um computador, podemos dizer que o hardware cresceu muito mas não o suficiente. Foi preciso que o software se modificasse e se tornasse mais sofisticado e poderoso, possibilitando o aparecimento da inovação mais importante que distingue o homem de nossos longínquos parentes: a comunicação através da linguagem.

 

UMA CONQUISTA EVOLUTIVA

 

A denominação de nossa espécie - Homo sapiens - sugere que o grande atributo dos seres humanos é a capacidade inigualável da cognição. E uma delas, é a da linguagem.       

É  fícil apontar com precisão como e quando ela evoluiu. Não obstante está claro que três alterações devem ter surgido no homem para torná-la possível: o volume cerebral, uma estrutura neural característica e certas alterações do trato vocal ( aparelho fonador). Estas alterações já existiam no  Homo erectus há cerca de 500.000 anos. Embora tais estruturas anatômicas, pré-requisitos para a linguagem, possam ter surgido num passado tão distante, a maioria dos lingüistas  acredita que a capacidade da fala só surgiu há cerca de 100.000 anos.

 

As teorias gestuais propõem que a linguagem evoluiu a partir de um sistema de gestos  tornado possível  quando um grupo de macacos assumiu a posição ereta , liberando as mãos para a comunicação social. Posteriormente, a comunicação vocal pode ter surgido para liberar as mãos com fins outros tais como a fabricação de instrumentos, a luta, o afago afetuoso, etc.

As teorias vocais afirmam que a linguagem evoluiu a partir  de um grupo extenso de grunhidos e gritos instintivos, que exprimiam estados emocionais como os de dor, alegria, medo, excitação, ansiedade, etc.

A terceira possibilidade, é que a linguagem pode ter surgido da co-evolução dos gestos e da vocalização. Essa possibilidade, poderia explicar a correlação entre a dominância para o uso preferencial de uma das mãos (lateralidade) e da linguagem verbal e gestual, todas localizadas no hemisfério cerebral esquerdo. 

 

 

 

 

Na realidade, depois de os hominídeos  terem assumido a postura bípede, ocorreram certas alterações

na estrutura  dos seus crânios. Estas alterações vieram garantir uma base morfológica para a evolução de uma peça da anatomia, exclusivamente humana, o espaço supra-glótico, o  qual atinge a maturidade nas crianças quando se  dá a descida da laringe. Para evitar a sufocação quando os seres humanos comem, é necessário que uma estrutura chamada epiglote se feche,  separando a laringe da faringe. Ao contrário dos outros animais, não podemos emitir sons  e engolir sem nos sufocarmos.  

Fazendo parte deste desenvolvimento evolutivo, surgiram modificações nas cordas vocais, língua, palato e  dentes, afim de permitir um melhor controle do fluxo aéreo através das cordas vocais, o qual, por sua vez, possibilitou a produção de sons articulados, os fonemas.

Paralelamente, surgiram no hemisfério esquerdo, regiões corticais especializadas, as áreas de Brocca e de Wernicke. Estas estabeleceram  a comunicação entre as áreas acústica, motora e conceitual do cérebro. Através destas ligações, as áreas de Brocca e Wernicke serviram para coordenar a produção e organização da fala. Além disso, forneceram um sistema para o desenvolvimento de um novo tipo de memória capaz de reorganizar os fonemas ( as unidades fundamentais da fala), assim como a respectiva ordem. 

É razoável supor que a fonologia surgiu pela primeira vez, numa comunidade falante que usava frases primitivas afim de realizar trocas e experiências. Nessa comunidade primitiva, as expressões relacionavam os nomes com os objetos, estabelecendo os primórdios da semântica. É importante assinalar que a capacidade preexistente para produzir conceitos, forneceu a base necessária para estes progressos semânticos.

A sintaxe - organização das palavras dentro da frase - desenvolveu-se obedecendo uma ordem.

Em primeiro lugar, a capacidade fonológica foi ligada aos conceitos e aos gestos através da aprendizagem, o que permitiu o desenvolvimento da semântica. Esse desenvolvimento facilitou a acumulação  de um léxico, isto é, palavras e frases com significado. A sintaxe emergiu depois, unindo a aprendizagem conceitual com a aprendizagem lexical.

Assim, para poder construir a sintaxe ou as bases da gramática, o cérebro formou  estruturas as quais possibilitaram o aparecimento da semântica antes da sintaxe por meio da relação dos símbolos fonológicos com os conceitos. Quando o homem conseguiu reunir um léxico suficientemente grande, as áreas conceituais do cérebro categorizaram a ordem que os elementos da fala deviam tomar, ordem essa que foi depois estabilizada na memória e que, como vimos, se chama sintaxe. Ë evidente que esta ordem ou seqüência, uma vez estabelecida se tornou automática, tal como acontece com muitos atos motores.

 

 

De qualquer forma, a origem da linguagem é de difícil localização no tempo. As estruturas cerebrais e do aparelho fonador como já afirmamos, parecem ter iniciado sua evolução a partir de 500.000 mil anos, no entanto, a capacidade da fala somente surgiu há cerca de 100.000 anos.  Provavelmente, a linguagem evoluiu a partir de um sistema de gestos tornados  possíveis quando um grupo de proto-hominídeos assumiu a posição ereta, liberando as mãos para a comunicação social e fabricação de objetos de uso para a caça e coleta. Daí em diante, a linguagem evoluiu com a criaçao  de um extenso conjunto de grunhidos e gritos instintivos que exprimiam estados emocionais, como os de mal-estar, alegria, pavor, dor, excitação sexual, etc. Os arranjos anatômicos do aparelho fonador, possibilitaram a emissão de sons articulados, usados criativamente em combinações cada vez mais numerosas e expressivas. Quando esses ancestrais humanos se dispersaram em colônias separadas, desenvolveram-se diferentes sistemas de sons que graças ao isolamento geográfico e de acordo com as diversificadas ecologia, cultura e estilos de vida, originaram o que chamamos de linguagem. Na realidade, um sistema de sons arbitrariamente estabelecidos para nomear objetos, animais,  sentimentos e idéias.

 

 

 

 

A linguagem é inata ou apreendida?

 

Lingüistas e psicólogos acreditam atualmente que a aquisição da linguagem é determinados pela estrutura inata do cérebro humano, o qual está preparado para apreender e usar a fala. A língua específica que será falada, bem como o dialeto e o sotaque, são determinados pelo ambiente sócio-cultural. 

É óbvio que uma língua tem de ser apreendida. Mas ela não é ensinada no sentido comum do ensino. Noam Chomsky, afirma  que o homem possui um mecanismo inato para a aquisição da linguagem, um programa neural que o prepara para a aquisição de uma língua, ou de várias. Como a aranha que elabora uma intricada e delicada teia ou a abelha que constroe favos com hexágonos perfeitos, o homem já nasce com um programa lingüístico ou como ele diz, com uma gramática universal, impressa como um software em seu cérebro.

Embora a aquisição da linguagem envolva o aprendizado por imitação, os estudos sobre a localização anatômica e desenvolvimento da mesma em crianças, fornecem indicações de que grande parte desse processo é inato.

Existem regularidades universais na aquisição da linguagem. As crianças progridem do balbucio à fala de uma palavra, de várias palavras, depois aprendem a organizá-las na frase (sintaxe), até a fala completa. Existe um período crítico para o desenvolvimento da linguagem, tanto da verbal como da gestual que vai dos dois anos até a puberdade. Após, a capacidade para o aprendizado da linguagem diminui dramaticamente. Muito embora uma segunda língua possa ser apreendida mais tarde, não só é mais difícil fazê-lo como é impossível perder o sotaque original.

Provavelmente, esse período crítico do desenvolvimento corresponde à maturação do cérebro. Durante esse período, as crianças apreendem as regras de sua língua nativa por imitação. A maior parte dessas regras, a gramática da língua já é, contudo, compreendida no momento em que a criança começa a formar frases.( conjuga verbos, pluraliza, faz concordância, sabe o gênero dos substantivos). 

Uma criança de três anos é um gênio gramatical, embora seja totalmente incapaz de apreciar e interpretar artes visuais, os ícones de um computador, sinais de tráfego, os quatro pontos cardeais, notas musicais, cores etc.

Segundo Chomsky, existe uma região cerebral,  bem como mecanismos neurais específicos para a aquisição da linguagem. As crianças são capazes de compreender algumas das  regras abstratas necessárias para a linguagem antes de aprenderem a falar.  

Como diz Steven Pinker, o homem já nasce com o instinto da linguagem. ( The Language Instinct - How the Mind Creates Language).

In finis, como diz o mesmo autor: “A linguagem não é a inefável e milagrosa essência de uma exclusividade humana, mas, simplesmente, uma adaptação biológica para comunicar informações necessárias à sobrevivência da espécie”.

Como os cornos nos bovídeos, o longo pescoço na girafa, as mudanças de cor nos camaleões, a linguagem surgiu como um estratégia de sobrevivência neste ramo de chipanzés do qual derivamos. Porém, antes de tudo e principalmente, o que separou  o homem dos animais foi sua capacidade de abstração e foi ela que permitiu o aparecimento da linguagem.

A linguagem é, assim, do ponto de vista psicológico, a atribuição de um valor simbólico ao sinal, processo que se funda antes de mais nada na abstração. Por isso mesmo, a fala humana se distingue da “fala”dos animais. Esta seria  “natural”, enquanto a linguagem do homem é

“ artificial”e “convencional”, derivada da nossa capacidade abstrativa.. 

 

 

 

  Bibliografia:

El conocimento del lenguage – Noam Chomsky  - Altaya – Barcelona 1994

 The Langauge Instinct – How the Mind Create Language – S. Pinker – Harper Perennial, 1995

Como a Mente Funciona – S. Pinker – Cia das Letras, 1997

 The Symbolic Species – The Co-Evolution of Language and the Brain – T. Deacon – W.W. Norton & Co., 1997, N.York

 Tha Adapted Mind – Evolutionary Psychology and the Generation of Culture = J. Barkow, L. Cosmides, J. Tooby – Oxford Un. Press, 1992, Oxford

 



MORDI A LINGUA - SANTIAGO ESTÁ DE NOVO LIGADO AO MUNDO

Desvio da BR 287 está liberado

Acabou o sofrimento de quem viaja pela BR 287 e precisava desviar pela balsa, em Mata, ou RS 640, em Cacequi. O Dnit liberou agora pela manhã o desvio ao lado da ponte que caiu, na várzea do rio Toropi. A única restrição é quanto aos bitrens, que precisarão seguir pela 640 até que uma nova ponte seja feita. 
FOTO: JOÃO VILNEI-CORREIO DO POVO
( SITE NOVA PAUTA)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

SANTA CRUZ É CULTURA GENUÍNA


AINDA OS FALARES REGIONAIS - MAIL DE CARLOS DREHER


Muito pertinente a reflexão,   a partir  do comentário de Ruy Gessinger.

Os formandos das universidades (inclusive Faculdades EST) não sabem escrever, nem falar  Português.  Mas conhecem todos os neologismos do Inglês americano  (o Inglês britânico  ainda é mais original e resiste ao americanismo  até certo ponto).      "Youtube", "Whatsup" (ou uatsape ? não sei , porque não me interessa) "liked in", "Facebook"  etc etc   está na boca de todo mundo, mas ninguém sabe o significado de cada um desses termos.   Para eles faz parte da "nossa" língua!  

Agora, se perguntares o que é mesmo um "paralelepípedo", só dirão que é uma pedra pesada.  Não se dão conta do significado do termo, pois não conhecem os vocábulos gregos, dos quais é composto.  Ou "piorréia" - vão pensar que é uma porção de piões (piorras) girando em conjunto.

O problema em questão é o nivelamento (por baixo ! ) da linguagem, pelos meios de comunicação-eletrônica. Está-se construindo mesmo uma "Torre de Babel" pela influência dos "donos do mundo". E isto pode mudar facilmente.   O Chinês poderá tomar o lugar do Inglês, ou outra mudança qualquer, que acontecer no futuro. Porém: mesmo o "falar uma única língua internacional", não significa que haja entendimento e aceitação dos diferentes. O ódio e o desprezo vão continuar.

Talvez a única salvação para esta situação   está na energia, que desceu do céu  em forma de "línguas de fogo" (parafraseando Lucas, em Atos 2. 3-4).  Esse poder, essa energia do alto, que desceu como fogo,  não os fez  falarem uma só língua dominante,  mas  proporcionou a todos - que falavam em línguas distintas - o entendimento  e a aceitação mútua !!

O poder da TV, do Rádio, da Internet  (ou Pentágono, Kmer, Black Rock  ou outros centros de poder humanos)  só levam ao desentendimento e à ganância.

O "Poder do Alto" (seja como for entendido pelas diversas tradições religiosas ) é  o  que  necessitamos.

Ele vem a nós.  É só deixar chegar!  Nós cristãos cremos que já chegou e voltará. Outras tradições religiosas entendem que já chegou de modo diverso.   Outras ainda esperam.  

O que fazer?   Precaver-se ao máximo!  (ligar a TV  só quando realmente desejar assistir algo por escolha própria = 10% do tempo em que  a TV fica ligada em geral;

Entrar na internet apenas como instrumento de trabalho e comunicação =  20% do tempo, que a média dos usuários  fica na internet !!)

O que fazer com os outros 90 ou 80 % ?   Ler bons livros; conversar com os vizinhos (geralmente nossos maiores desconhecidos). Escrever cartas às pessoas da família e aos amigos. (A carta pelo correio fica guardada e não esquecida  - As mensagens eletrônicas são deletadas ou esquecidas   e, depois é muito fácil mentir assim: "não recebi teu e-mail".  A carta, se não for recebida, volta ao remetente ).   

Viste como é fácil tentar-se enganar, ou enganar os outros, pelos meios eletrônicos !?     "Não ouvi no rádio!  Não ví na TV!   Não recebi teu e-mail ! "

Autenticidade e verdade  é o  de que precisamos.  Não de  subterfúgios !

Abraços a ti, Alfredo;  a ti, Ruy,  a vocês  todos os demais !

Carlos F R Dreher   (Só opino  - não mando em ninguém!)    

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SOBRE FALARES REGIONAIS


Funerais lingüísticos

 

Franklin Cunha

Médico

      

E quando a Divindade quer abater a arrogância dos homens  não necessita do raio nem da violência; basta que confunda a sua linguagem, que a unidade da língua seja abolida, e a torre cuja cúspide deveria tocar no céu torna-se uma ruína, como estigma da impotência humana.   

Walter Porzig

em “O Mundo Maravilhoso da Linguagem”.

 

René Etiemble, professor de literatura da Sorbonne, se empenhou em muitos anos de sua vida numa intensa luta  contra o perigo de descaracterização da língua francesa pela invasão incontrolável de palavras inglesas ou, pior, anglo- americanas. Em seu livro Parlez-vous franglais?, editado há três décadas, ele se propõe a defender não apenas o idioma, mas a cultura e o modo de viver dos franceses. Não são apenas palavras de empréstimo que se insinuam no francês - diz Etiemble - mas trata-se de uma doença  metastática que corrói a pronúncia, o léxico, a morfologia, a sintaxe e o estilo. E, segundo recente pesquisa, dois terços dos gauleses são favoráveis à instituição de uma terapêutica radical contra essa grave doença.

Há duzentos anos Rivarol afirmava: “O que não é claro não é francês”. Dessa boutade Etiemble não participa, pois sabe que nenhum idioma é auto-suficiente e nem pode dispensar verbetes alienígenas para permanecer fluidamente vivo e atualizado. Porém a admissão indiscriminada  de catadupas de palavras com grafia, pronúncia, forma e flexão completamente diversas da língua original pode prejudicá-la seriamente, embotando a criatividade lingüística dos seus usuários e obstruindo as fontes genuínas de enriquecimento e renovação.

 A linguagem é uma criação cultural, tornada possível graças a um substrato anatômico e neurológico complexo e único no reino animal. Afinal, ela foi o principal veículo transmissor de toda a cultura e garantiu a sobrevivência e a supremacia desse ramo de primatas ao qual pertencemos. E a maravilhosa diversidade de culturas criadas pelo homem através dos tempos é que fez surgirem milhares de idiomas.

Se estes fossem apenas um meio técnico para o mero exercício do comércio internacional, haveria vantagens e nenhum prejuízo em falarmos todos a mesma língua.  O problema é que signos linguísticos diversos implicam em modos de pensar, de sentir e de interpretar o mundo, igualmente, diferenciados.

Esse é o sentido mais profundo de uma comunidade idiomática específica:  o de ter uma imagem e uma  visão peculiar do homem e do seu universo cósmico e mental. Por isso, quando uma língua se extingue, perdem-se milhares de anos de história do desenvolvimento cultural e da experiência psico-biossocial de todo um povo.

Se o desaparecimento das línguas prosseguir no ritmo atual, o futuro nos reservará  uma uniformização não só lingüística, mas cultural, ética, estética  e mesmo ideológica. E já se tornou um truísmo afirmar-se que na diversidade está a liberdade. 

E se tais liberdade e diferenças já se manifestam na grafia e significados de objetos concretos e singelos, o que ocorrerá naqueles voláteis e complexos conceitos que expressam a mais alta elaboração do pensamento humano tais como o bem, o mal, a liberdade, a opressão, os direitos individuais à vida e todos os juízos de valor no seu mais amplo sentido? Sabemos que a comunidade idiomática se funda sobre a posse comum e consensual de um grande número de tais concepções e interpretações. E, precisamente porque essa concordância é sentida como natural e não como algo especial, os povos se unem mais fortemente pela comunidade idiomática  do que por um discurso ideológico de qualquer origem.  Os judeus de todo o mundo, por exemplo, ao fundarem Israel, se uniram não pelas línguas de seus países de origem, mas pelo antigo hebraico.

Muito se tem realçado o desaparecimento de etnias, de espécies animais, vegetais e de paisagens, mas pouca ou nenhuma atenção tem se dado às perdas lingüísticas e ao papel essencial desempenhado pelos idiomas nas suas respectivas culturas. Para George Steiner, se os funerais lingüísticos continuarem com a freqüência atual, os seis mil idiomas hoje existentes, dentro de um a dois séculos serão reduzidos somente a uma centena ou menos. E, assim, perderemos um preciosíssimo acervo de nossa milenar e diversificada herança cultural que, na verdade, deu relevante contribuição para o atual estágio civilizatório.

A luta pela manutenção de variados idiomas e culturas talvez seja decisiva para a resistência à uniformização totalitária, não apenas lingüística, mas de estilos de vida, de condutas éticas, de sensos estéticos e, enfim, das  liberdades de expressão e de pensamento.       
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JORGE LOEFFLER      



      
Tens integral razão. A qualidade do ensino cai de forma assustadora e o interesse único da juventude que se limita a obtenção do diploma. Faz já alguns dias ouvi na rádio Gaúcha um servidor do estado ser empossado pelo Governador do Estado como chefe de um serviço que deveria ser importante se realmente nos fosse prestado dizer que agora estão usando coletes reflexivos. Naquele exato momento xinguei dentro do nosso fuscão preto até mesmo a mãe dele tal minha indignação.
Hoje é substituído o pronome nós pela expressão a gente e isto ocorre em rádio e televisão. Ler é algo obsoleto no entender desses verdadeiros idiotas onde segundo sei só podem militar titulares de diploma do curso de comunicação social que foi imposto ainda na ditadura.
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LISSI BENDER   

vivemos num país em que um ser humano estuda, no mínimo, cinco anos para entender de leis, mas não precisa mais do que saber assinar o nome para ser político e fazer leis. Praticar leitura, estudar, ... para quê? Se para exercer um cargo de comando dos destinos de nosso país, não se precisa disso. Os modelos a serem seguidos e almejados são constantemente decantados pela televisão. Endeusa-se a moda e as modelos, os jogadores de futebol, o dinheiro, a superficialidade,  o jeitinho, a safadeza, a ociosidade, a zoeira  ( e para tudo isso não precisa de estudo, nem de formação linguística). Tudo constantemente incentivado pela televisão que domina todos os espaços por onde quer que se circule; que impõe linguagem minimalista e uniformizadora, que desconsidera a imensa diversidade linguística existente no Brasil.  Nesse ritmo o Brasil corre sério risco de, não somente deixar de ser um dos países mais ricos em diversidade linguística do mundo, como também de perder sua diversidade  cultural para a qual a língua é suporte



 

 

 

 

  

 

           

 

 


A SERTANEJANIZAÇÃO E A CARIOQUIZAÇÃO DO CAMPÔNIO E DO CLASSE C E D DA REGIÃO CENTRAL DO RGS

Sabem como é. Eu tenho ouvido musical . Um cara abre a boca e logo sei se é paranaense, se alegretense , se é do Anchieta ou se é das grotas. Se veraneia em Atlântida culta e bela ou se é catarina de Coqueiros, fedida e feia.
Desculpem, mas formação musical é fácil. Difícil é nascer com ouvido absoluto.
Há horas, nas minhas andanças por supermercados, bolichos, casas de veterinária, recebendo telefonemas de escritórios da região central, especialmente de Santiago e adjacências, notei, preocupado, o " r" ser pronunciado como o "r" sertanejo , parecido com o " r" dos estadounidenses. Porta soa quase como " poirrta" ., O " r" do inglês e do sertanejo.O "r" do Alex do Inter.
Depois, o filho da p... do gerúndio... " posso estar falando com você?". E ainda o nojento do "você"..
Pensei - serão os militares, que vêm de outros lugares que contaminam essa maneira de pronunciar?
Descobri.
No interiorzão os campônios colocam aquelas antenas  para captar a TV aberta . Por essas parabólicas mambembes e baratas só se pegam a Globo de SP e RJ além de outras horrorosas dos " pastores ululantes". As crianças  caem no ardil lustroso do falar ,  do sotaque da TV e renegam   nosso falar,  nosso acento,  nosso  belo sotaque. Apesar de estarem imersos no Pampa...
O belo " tu" e o " r" rrrrolado estão com câncer terminal.
Ao Oregon com eles...
Se sou incomodativo? SIM. Viva a diversidade.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

BELA CRÔNICA DE IVAN SAUL QUE MORA NO PARANÁ





Estimados Confrades, meu líder Ruy.

"Rumbeando a Pelotas" [Dedico ao nosso grande amigo Elmar Hadler].

Ainda outro dia, eu rumava à Pelotas depois de larga ausência, por via rodoviária (os horários dos aviões não sempre obedecem minha conveniência), desde o Cristal - onde despertei dum cochilo assoleado que começou em Eldorado, ex-futura terra do Ford Ecosport - dos campos do Cristal em diante, já não pude dormir, devorava com mirada ávida os horizontes largos dos campos de arroz.

É que, morando no topo da serra, ando acostumado a olhar perto, da porta de casa meu horizonte dista uns 100 metros - a estrada que nos serve é o divisor de águas - olhando em outras direções, os arvoredos e matos encolhem ainda mais meus horizontes e do meio do campo,no ponto mais alto, vejo os cumes da Serra do Mar que não estão, assim, tão distantes.

Tenho, pra admirar, quando não está muito nublado [50% dos dias em São José nos outros 50 o sol esturrica], céus belíssimos, nasceres e pores de sol espetaculares, tudo ali, 'onde as éguas mijam'...

Viajando pra Pelotas, como dizia, e apreciando o entardecer, a hora predileta do dia do Ruyzão, aquela que o poeta que habita o seu peito gosta de referir em castelhano - atardecer - eu sentia uma, como que, angústia. Uma crescente nostalgia dos tempos, dos campos, dos céus que me viram nascer e crescer, que me viram virar homem e hão de acolher minhas cinzas em futuro muito, mas muito, mas muito remoto.

Que linda é a planície com as serranias ao longe, os gados, as terras trabalhadas, tudo grande, amplo, aberto! Ah, coração velho... uma tardinha, um cavalo e estes campos! Vejam os bandos de maçaricos e marrecas, e marrecões, e as garças, rumando ao pouso... Que lindo é voltar pra casa!

Passo por São Lourenço onde a estrada chega mais perto da serra, ou a serra aperta a 116 pra perto da Lagoa; vocês que andaram pelos outros continentes, me digam se o bom Deus, haverá posto aguada melhor em outro lugar do mundo?!

Já no pago, na minha Pelotas natal, sobre a barragem, me brota uma lágrima. Mirando meio que Oeste, onde minhas memórias vislumbram o Cerro das Almas, no Capão do Leão, bem ali onde o sol vai se afundando nas terras da Santa Amélia onde o Hadler é muito mais feliz do que imagina!



Onde os tais carneiros da viagem acidentada foram viver - alheios à minha inveja - assistindo impassíveis este espetáculo do cotidiano...

Abraço-os fraternalmente... Ivan Saul

NOSSO CLIENTE E AMIGO HADLER E SUA COSTELA NO ENVELOPE


Nós que somos meio xucros da Unistalda , especialmente o Luiz César, temos que nos manter firmes e não nos deixar seduzir pelo luxo e finesse dos pelotenses. Luiz César, maravilhado, já quer que eu compre terras por lá....
Proximamente, a receita da costela no envelope

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

APÓS DEZ HORAS DE VIAGEM E DOIS PNEUS CORTADOS CARNEIROS DA GESSINGER CHEGAM A PELOTAS


Nosso Cargo boiadeiro flamante saiu da estância às cinco da manhã. Até a BR 287 são só 7 kms, mas se leva 40 minutos dada a buraqueira. Daí Santiago, Jaguari e São Vicente. Dobra a direita em direção ao S. F de Assis e entra no trevo para Cacequi. Buraqueira e buraqueira até Rosário do Sul. Dois pneus inutilizados. Chegamos em São Gabriel e é inevitável comprar dois pneus novos. Dois mil pilas.  Duas horas no sol e os carneiros sofrendo. Segue a viagem até o entroncamento com a Br 392, cem kms. Dobra à direita na 392 e segue Caçapava, Santana da Boa Vista, Canguçu e Pelotas para a chegada na fazenda Santa Amélia do Elmar Hadler às 17,30, sob torrencial chuva.
Elmar quer ensinar Luiz César, meu capataz, a cozinhar. Coisa para tratar numa próxima post.

domingo, 2 de novembro de 2014

FINADOS - REFLEXÕES

Estava pensando. O que criou e bolou o Universo teve um lance: só o Homem não tem memória de algumas coisas. As fêmeas bovídeas, por exemplo, aos 3 anos podem parir. E fazem seu parto sozinhas. Os joão-de-barro fazem suas casas com  perfeição.Não precisam de ir à escola. O chip deles está instalado desde todo o tempo.
Os animais humanos têm que passar trinta anos nos educandários para a maioria não dar em nada.
Agora corta para a floresta: tudo está encadeado. Todos têm seus predadores de sorte que não tem como só as formigas mandarem. Ou só as cobras.
O Homem é um animal, um animal mamífero. Leva dois anos para caminhar, enquanto que os potros caminham com dois minutos de vida.
O Homem é um mamífero, mas se acha deus.
E o problema é que  ele não tem predadores.
Por isso, lamentavelmente, a Terra não vai mais aguentar o desequilíbrio desse animal predador sem predadores.
Fico me perguntando: como é que só cabe um boi por hectare de campo e cabem milhões e milhões de mamíferos humanos nas cidades, onde já não existe água?
Não há outra saída a não ser a limitação compulsória de filhos.
Que se dê a bolsa FAMILIA REVERSA.


O SISTEMA PENAL CRISTÃO - POR FRANKLIN CUNHA


( Do meu livro: ENSAIOS CONTEMPORÂNEOS " A SER LANÇADO EM 14/11, NA FEIRA, 18HS)



Sobre o purgatório, o limbo e os castigos cristãos

 

Franklin Cunha

Médico

Como nos sistemas penais civis, no sistema penal cristão as punições variam conforme a gravidade dos delitos. O presídio de segurança máxima é o inferno, onde na entrada abandona-se “ogni speranza“. Os condenados por pequenos delitos vão para o purgatório, de onde poderão sair um dia. Seria uma prisão em regime semi-aberto. O céu é o local onde ficarão por toda a eternidade os cristãos que jamais cometeram um delito grave ou  foram absolvidos pelo Juiz Supremo.

Estranho estabelecimento correcional é o limbo. Dante o define como um abismo para onde vão as almas dos que não cometeram pecados graves e não mereceram o céu por não terem recebido o batismo que é a la porta della fede

O discurso da Igreja tem variado em função dos sistemas filosóficos e científicos dominantes. A criação do limbo foi uma resposta a uma nova intelectualidade que perguntava se era justo castigar com o inferno personalidades de grandes qualificações do mundo cultural pré-cristão como os filósofos pagãos da antiguidade e crianças não batizadas. Embora nos primórdios da Igreja alguns teólogos admitissem a existência de um estágio intermediário entre o céu e o inferno, Santo Agostinho imbuído de sua doutrina pessimista sobre a natureza humana, negou a existência desse estágio e atribuiu a estas crianças uma pena severa e definitiva. No século VI, o papa Gregório I (590-604), adotou o ponto de vista agostiniano ao condenar ao inferno os seres humanos que morriam sem ser não batizados. Foi no século XIII que apareceu a expressão limbus puerorum, das crianças e limbus patriarcharum, dos patriarcas. Estas concepções penais da Igreja se inseriam num vasto movimento intelectual liderado por Tomás de Aquino e caracterizado por uma multiplicação de locais intermediários entre o paraíso e o inferno. Entretanto, no concílio de Lion (1274), onde a existência do purgatório foi dogmatizada, não houve decisão semelhante acerca do limbo.

Estas indefinições da Igreja se explicam porque, contra as rígidas  posições agostinianas reafirmadas no concílio de Florença (1439), existia forte pressão das famílias da nobreza assoladas por altas taxas de  mortalidade infantil. Além da culpa que isto causava, lhes parecia injusto condenar ao inferno as crianças inocentes, mortas sem ser ser batisadas..

No século XVII, numerosos teólogos, se esforçaram por definir uma via intermediária entre a posição escolástica e a visão repressiva de Santo Agostinho. Então, mesmo  diante das doutrinas jansenistas e agostinianas, ambas contrárias à existência do limbo, obrigaram Pio VI (1775-1799) a legítimizar a existência do limbo. Entretanto, ao ser discutido este tema no concílio Vaticano I de 1870, a idéia do limbus puerorum et patriarcharum não foi questão dogmática. Mas agora, Bento XVI, num relânpago mental de racionalismo e bom senso terminou com o limbo e com certas bizantininices católicas correlatas.

Sursum corda !!!

sábado, 1 de novembro de 2014

DIA DE TODOS OS SANTOS. REFLEXÕES DO PASTOR LUTERANO SILVIO MEINCKE


 

     TODOS  OS  SANTOS. O mais novo santo da Igreja Católica é o Papa Joao VI. Diferentes fontes contam números diferentes das pessoas que merecem a honra dos altares e da veneraçao. Há fontes que contam mais de 10.000 santos e santas. Além desses, existem os santos populares, a exemplo de Sao Sepé, que nao constam nas listas oficiais de Roma. Nao por último, poderíamos encontrar, se assim o quiséssemos, pessoas santas que nao pertencem, necessariamente, à Igreja Católica. Encontraríamos, quem sabe, casos de pessoas santas em outras confissoes cristas, a exemplo de Martin Luther King; encontraríamos pessoas santas até mesmo fora das confissoes cristas, a exemplo de Mahatma Ghandi. Qual o CRITÉRIO para dizer quem é santo? As primeiras comunidades cristâs tomaram por critério as Bem Aventuranças de Jesus (Mateus 5.1-12). Bem aventuradas, abençoadas, santas sao, EM PRIMEIRO LUGAR, as pessoas que carecem muito de amor, tanto de Deus quanto de seus semelhantes, e que esperam por esse amor, confiando nele como saída das suas dificuldades: As pessoas que se sentem pobres, dependentes de ajuda, sem forças, sem perspectivas, que choram, estao enlutadas, sao humildes, enfim, pessoas que necessitam urgentemente da presença de Deus e da solidariedade dos seus semelhantes. Sao bem aventuradas, porque Deus tem por elas amor preferencial, carinho especial, como o bom pastor que busca sua ovelha perdida, como Jesus que começa seu trabalho com visitas aos doentes de todos os males (Mateus 4.23-25). EM SEGUNDO LUGAR, e no mesmo fôlego, Jesus declara bem aventuradas, santas, abençoadas, felizes as pessoas que prestam auxílio aos que mais necessitam, aos que tanto esperam por ajuda; sao as pessoas que lutam contra as dificuldades dos seus semelhantes, contra o abandono deles, contra sua exclusao, marginalizaçao, discriminaçao, contra a injustiça social e o preconceito que sofrem: Bem aventuradas as pessoas embebidas do amor que vem de Deus e que levam esse amor aos seus semelhantes necessitados de solidariedade. Bem aventuradas as pessoas que tem fome e sede de fazer a vontade de Deus, que sentem misericórdia, que praticam a justiça e sao perseguidas por isso. Se me perguntarem, direi que presumo a existência de pessoas embebidas do amor de Deus tanto na Igreja Católica quanto fora dela, inclusive dentro de religioes nao cristas. Suponho que as lideranças da Igreja Católica também vêem isso assim e concordam comigo. Suponho que a Igreja Católica, quando institui um dia específico para lembrar TODOS OS SANTOS expressa com isso que nao tem o domínio e o monopólio do número das pessoas que sao santas. Se assim for, ela se abre ecumenicamente e se aproxima, por exemplo, à Igreja Evangélica Luterana que confessa: Creio na COMUNHAO DOS SANTOS e entende que as pessoas sao santas porque sao santificadas por graça e fé; que a santidade lhes é atribuída de presente quando abrem sua vida à realidade de Deus, quando acolhem sua presença em fé, quando buscam sua orientaçao, quando embebem-se de sua vontade. E, finalmente, quando procuram, nao obstante todas as limitaçaoes inerentes ao ser humano, com o risco de cometerem equívocos e de contradizerem-se, cumprir essa vontade que percebem como provinda de Deus. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A ESCRITORA IRLANDESA-BRASILEIRA MOINA TERÁ SEUS LIVROS À VENDA NA FEIRA DO LIVRO DE P.ALEGRE


Dear friend

 

            Espero que já tenham conseguido consertar os estragos do temporal em Unistalda.  Impressionantes  fotos. A criação sofreu baixas ou foi só susto?

Aqui em Santa Cruz, a coisa  não foi tão forte.  Esta primavera está sendo completamente maluca! Antes de ontem a temperatura  foi de 40 graus, com a sensação térmica nas alturas!.  Inaceitável para o mês de outubro.  Ontem pelo menos choveu e refrescou um pouco. Nem quero pensar no que vai virar o verão que está chegando.

           Todos teus artigos para a Gazeta continuam fazendo um grande sucesso. Até hoje tem gente que ainda  comenta  e fala sobre o que escrevestes sobre  o  meu mais recente livro.  Esta encabulada vovó virou  assunto dos kräentzens, e das mesas de cafezinho,  imagina só!

           Li no jornal  que hoje está começando a Feira do Livro em Poa.

 Este ano decidi abrir mão de autografar a” Casa sobre rodas”  na praça.  Acho que estou ficando muito velha e preguiçosa para essas emoções.  Porem, para quem quiser adquirir o livro, ele  estará a venda na Banca nr  86 da Editora Unisc ,  quase em frente ao Memorial. Também o” Aventura na Amazônia”  poderá ser encontrado na mesma Banca 86 na Feira do Livro.

          Dear friend,  como   sempre tens sido  tão querido e amigo  na divulgação dos meus escritos é que eu arrisco um pedido:  publicar  no teu blog, que é acompanhado por “ todo mundo” avisando   onde meus livros podem ser adquiridos  durante a Feira em Porto Alegre. Seria muito bom para mim e para a  Editora da Unisc.

          Agora vou parar de escrever porque o Claudio  veio avisar que o mate da tarde está pronto e eu não consigo deixar um mate esperando!

    Lots os hugs, moina

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

CAIU , DESMORONOU A PONTE ENTRE O MUNDO E SANTIAGO/SÃO BORJA

Cai a ponte da BR-287 que estava interditada Claudio Vaz/Agência RBS
Foto: Claudio Vaz / Agência RBS
A pinguela que há horas vinha recebendo meias-solas   se foi. Como se foi aquela do Rio Rosário, como aquela da Yeda, em Agudo, como tantas que  vão cair.
Prometem um desvio. Um desvio naquela várzea de barro movediço? Meu caminhão é que  não vou deixar passar por lá.
A nova ponte vai ficar pronta em um ano?
Jogo minha camiseta autografada por Don Elias Ricardo Figueroa Brandler que vamos penar bem mais.
Como diz mestre Loeffler: e como é que as pontes romanas subsistem até hoje?
Então, como diriam os ingleses, o mundo está isolado de Santiago...