quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
EDUARDO LEITE
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
A CRIMINALIDADE ESTÁ VENCENDO
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
A "TAL" DE RESPONSABILIDADE
quinta-feira, 3 de novembro de 2022
SALVE ARROIO DO MEIO
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
OS PENSAMENTOS SÃO LIVRES
quinta-feira, 20 de outubro de 2022
É MUITO GRITO E POUCA LÃ
terça-feira, 11 de outubro de 2022
COMPRANDO OS VOTOS
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
MINHA TEMPORÃ AFEIÇÃO PELOS CAVALOS.
quinta-feira, 22 de setembro de 2022
EDUCAÇÃO DEVE COMEÇAR EM CASA
Tipos raros esses gaúchos campeiros que, com sua lealdade, floreiam este Rio Grande.
Sim, os campeiros já foram cantados em prosa e verso por muitos. Até me lembro de uma canção que tirou um prêmio com o Nenito Sarturi e que diz "dom Ponciano cuida da tropa mais que o dono".
Queria dar mais dois exemplos:
a) no interiorzão, na campanha, o ônibus deixa os campeiros na beira do asfalto com suas compras que foram fazer na cidade. Daí, às vezes, eles têm que caminhar alguns quilômetros. Muitas vezes parei para dar carona aos viventes. Relutavam, não queriam incomodar, queriam tirar as botas, queriam ir na carroceria. Até que os convencia a entrarem e sentarem ao meu lado;
b) quando morei em Santiago, minha casa ficava no Centro e bem na frente havia uma parada de ônibus. Só eu sei como faz calor em certos dias de verão por lá. E as pessoas ficavam esperando e esperando debaixo daquela "lua". Comprei um banco bem bonito de cimento, coloquei na calçada, junto à parada e ainda puxei uma torneira de água até a cerca de ferro,para que fossem se refrescando.
Pois não é que as pessoas não se sentavam e nem usavam a torneira?
Fui até um grupo que estava na parada:
- por que vocês não se sentam no banco e não usam a torneira para beber água?
- porque o banco não é nosso e a torneira está no seu terreno.
Bem assim, com toda simplicidade.
Sim, isso ainda acontece no Brasil simples. Onde ainda há vergonha.
Conto isso porque de uns tempos para cá a boa educação está desaparecendo, não no campo, nem nas vilas, nem nas pequenas cidades. Nesses lugares todos se conhecem, prestam auxílio na hora que o vento derruba as telhas, levam o vizinho doente ao hospital.
O que piora de alguns tempos para cá é a pouca vergonha na cara de algumas autoridades. Em todos os setores, sem exceção.
Eu sempre brinco com meus amigos mais chegados dizendo: esse aí não dá nem para convidar a um churrasco, porque é certo que vai querer “mexer” com minha mulher ou minhas filhas. Apesar de ser uma alta autoridade vai usar palavrão para mostrar como é “interessante”.
E a que se pode debitar tudo isso?
Respondo sem pestanejar: é a falta de berço e de boa educação. É o que quase desapareceu. Não é o dinheiro que nos faz decentes. São os fundamentos básicos que se aprende no lar.
Hoje o que se vê é lamentável.
Daí que o único caminho que nos pode encaminhar a uma civilização ao menos normal é a educação. Sim: as grandes civilizações, que hoje são festejadas, tiveram um período muito duro para colocar as coisas no trilho.
terça-feira, 20 de setembro de 2022
NELSON WEDEKIN
TITO GUARNIERE
PÁTRIA E PATRIOTISMO
Os bolsonaristas dizem com orgulho que Bolsonaro resgatou o patriotismo do povo brasileiro. Pode ser. Mas é preciso primeiro perguntar se isso é bom ou ruim.
Patriotismo – se supõe - é amor à pátria. Desde logo: não se desconsidere um sentido de pertencimento ao torrão natal, à comunidade, ao idioma nacional, aos usos e costumes do lugar. Mas para isso tudo – e mais – não é preciso ser "patriota".
Uma vez que a pátria é uma abstração – na mesma medida em que o estado é uma ficção jurídica - , o que se queira ter a respeito dela é um sentimento difuso, uma impressão vaga, uma declaração retórica de apreço, de resto insuficientes para gerar uma atitude, uma ação capaz de mudar os rumos, quando eles se encontram em desajuste ou disfunção.
Não vejo grande mérito no patriotismo dos militares, estes patriotas de ofício, profissionais. Afinal é a pátria que lhes paga o soldo – convém, pois, enaltecê-la. Bolsonaro de gaba de patriotismo, mas é de sua lavra o conceito de que (essa gente do PT) " vem dos grotões, e dos rincões, de onde nada pode sair de bom a não ser esse tipo de gente". Se dos grotões e rincões, de onde eles (os pobres, os desvalidos) vêm, nada sai de bom, então eles não são dignos da pátria.
A pátria, para ser cultuada, não pode excluir uma parte dos seus concidadãos por causa de sua origem de classe, cor da pele, sexo, idade ou profissão religiosa, ou pela adesão a um partido. A pátria – para se tornar um valor – deve dar abrigo, refúgio e meio de vida decente a todos os seus filhos.
O conceito de pátria separa e diferencia os seres humanos entre si, como se o fato de terem nascido de um lado ou de outro da fronteira mudasse a essência das pessoas. Isso não faz nenhum sentido. As fronteiras são convenções históricas e políticas, linhas imaginárias traçadas de acordo comum ou na base da força entre os habitantes de uma parte do território.
Dito de outro modo: os seres humanos são iguais ou muito semelhantes entre si, independente do lugar onde nasçam. Vêm ao mundo, crescem, vivem, trabalham e um dia morrem. Suas necessidades, aspirações, virtudes e imperfeições, a noção do certo e errado, são mais ou menos as mesmas em todas as culturas, em todas as pátrias.
É em nome da pátria – associado muitas vezes à religião – que se cometem os maiores desatinos, as guerras mais cruéis, o sofrimento e a mortandade de mulheres, crianças e idosos. O patriotismo, que vem a ser a mesma coisa que o nacionalismo exacerbado, desune, fragmenta, isola, reaviva animosidades e ódios ancestrais entre os povos e nações.
Na guerra do Leste Europeu os dois países contendores, Rússia e Ucrânia, exaltam o patriotismo e as respectivas pátrias. " O patriotismo é a disposição para matar ou morrer por razões triviais" -
do matemático, filósofo e pacifista inglês Bertrand Russel.
Nas retóricas mais arrebatadas, como na Cuba revolucionária, o " patria o muerte ", no final não é a pátria que prevalece, mas a morte, a força bruta, a asfixia das liberdades.
Há um patriotismo humano, profundo e realmente virtuoso: é aquele que pensa toda a humanidade como pátria.
quinta-feira, 8 de setembro de 2022
AS PEDRAS DA FOME ( HUNGERSTEINE)
Achei uma reportagem de Teresa Canto Noronha que diz, em síntese, que as imagens de satélite mostram o estado dos grandes rios da Europa, que têm sido afetados por uma seca que começa a deixar marcas. O rio Reno apresenta um nível de água abaixo do normal para esta altura do ano. Os moradores locais começaram por identificar as pedras no fundo do rio, intituladas de "pedras da fome", consideradas "mau presságio". Curiosamente, são rochas que, ao longo das décadas, as pessoas têm escrito nomes e datas durante períodos de seca.
Consta que moradores ribeirinhos costumavam registrar o ano de muita seca colocando pedras na parte mais baixa do rio. Numa das pedras estava escrito: "Se me vir, chore".
Prossegue a reportagem dizendo que no rio Elba, “a inscrição mais antiga data de 1417. Nos séculos seguintes, muitos identificavam as pedras da fome em novos períodos de seca e registravam o ano nelas. Algumas das “Hungersteine” ( pedra da fome) que apareceram neste ano na Alemanha estavam completamente esquecidas.”
Me lembrei, então, de um artigo meu em que abordo essa questão da água. O maior erro que se pode fazer, penso eu, é a destruição das florestas ciliares. Não sou técnico no assunto, mas onde se destroem as árvores que margeiam os rios a seca aparece com facilidade.
Pego o exemplo, se me permitem, das terras que minha família possui em Unistalda. Nelas corre, de ponta a ponta, um córrego com o fundo de derrame basáltico. Árvores nativas das margens fazem uma espécie de proteção da água que corre. Em vários anos houve seca, mas o córrego e seus lagoões sempre ficaram firmes, com as águas cristalinas.
Um dia fiquei observando, do alto de um cerro, numa invernada lá dos fundos de minha estância, um olho d’água. Surge perto de uma pedra e o filetezinho vai serpeando uns metros por entre o capoeiral. Logo depois, encontra arbustos maiores um pouquinho e uns 50 metros além começa a chamada mata ciliar, com árvores mais frondosas dos dois lados do leito, já com meio metro de largura. A mata ciliar se torna mais larga e mais espessa até que, num lagoão rochoso, forma-se uma verdadeira piscina, com palmeiras ou coqueiros, e diversas árvores e arbustos.
A verdade é que, em todo o percurso, de uns 6 kms, não vi uma bolsa de plástico, uma lata, nada. E a água é cristalina quase azulada. No verão canso de tomar banho, contemplando a cobertura das árvores que filtram o calor do sol. Na época das secas são essas árvores, que jamais deixamos cortar, que garantem água para os bichos, domesticados ou não.
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
LOS ANGELITOS NEGROS
“Pintor nacido en mi tierra /Con el pincel extranjero/Pintor que sigues el rumbo/De tantos pintores viejos/Aunque la virgen sea blanca/Píntale angelitos negros/Que también se van al cielo/ Todos los negritos buenos/Pintor si pintas con amor/Por qué desprecias su color? Si sabes que en el cielo/También los quiere Dios/Pintor de santos alcoba/Si tienes alma en el cuerpo/Por qué al pintar en tus cuadros/Te olvidaste de los negros/Siempre que pintas iglesias/Pintas angelitos bellos/Pero nunca te acordaste/De pintar un ángel negro.” ( Manuel Maciste).
Como o espanhol é primo irmão do português, omito-me de traduzir os versos acima.
Muitas catedrais percorri em várias partes do mundo e não havia me dado conta de que Jesus era representado, ainda jovem, como um homem branco e loiro. Sua fixação na cruz mostra um homem de boa compleição física, mas branco. Não vou entrar no espinhoso tema de haver ou não alguma valia a mais pelo culto de imagens. Ocorre que no mundo inteiro há esse apreço a santos ou deuses.
Tem razão, pois, o autor dessa música (Angelitos negros), quando se pergunta: como é que se explica que, havendo pessoas negras, elas não tem representividade como anjos negros. E o autor, com muita razão se pergunta: todos os negrinhos bons são amados por Deus; como é que os pintores não os colocaram na tela?
Temos que admitir, também no nosso país, que muito desapreço se fez às pessoas negras.
A poesia dessa música merece grandes aplausos porque, de maneira educada e incontestável, põe o dedo na ferida do racismo.
Posso ter meus defeitos, mas nunca , nem de brincadeira, quis depreciar uma pessoa negra. Meus pais tinham duas empregadas negras, a Eva e Dionda, que vinham esporadicamente lavar e passar roupa. Ambas se sentavam à nossa mesa ao meio dia e almoçavam conosco. Por sinal era trivial, uns tempos atrás, na época da segunda guerra, nas colônias de origem alemã, que muitos negros falavam alemão, conquanto misturassem por vezes um vocábulo português. Todos os idiomas têm essas muletas. Basta ver os anglicismos campeando no mundo inteiro.
Posso estar errado, mas acredito que dar apelido de duvidoso gosto só serve para infelicitar a pessoa. O mesmo deve ser observado com brincadeiras picantes, de dúbia significação. Ou ditos como “Fulano é negro, mas de alma branca”. Isso, mesmo nas brincadeiras familiares, deve ser evitado.
Também isso vale para qualquer pessoa de etnia diferente da nossa. Usemos seu nome com respeito e não o rotulemos.
terça-feira, 23 de agosto de 2022
UMA AULA MAGNA
TITO GUARNIERE
FALSAS COMPARAÇÕES
Circula nas redes sociais uma tabela comparativa que exibe de um lado a bandeira do Brasil e de outro uma bandeira vermelha de foice e martelo - bandeira do comunismo. A tabela ornamentou uma parede externa de edifício em Porto Alegre, em escala gigante. Foi notícia em toda a mídia.
O expediente simplório gerou polêmicas previsíveis no embate eleitoral em curso.
Mas não passa de um "out-door" recheado de "fakes" grosseiros, de comparações entre categorias distintas e de bobagens homéricas. Peça de propaganda, panfleto de baixa extração, que diz muito da qualidade política e intelectual e do caráter dos seus autores.
No mural dos bolsonaristas, eles são a favor dos bandidos presos e de menos impostos, enquanto os outros(os comunistas) seriam a favor de bandidos soltos e de mais impostos. É uma tremenda forçada de barra. É "fake". É desonesto.
Ninguém defende bandido solto – a não ser no caso de uma minoria de excêntricos, maluquetes e anarquistas incorrigíveis.
A favor de impostos? Como sabemos todos , e já foi dito há muito tempo, só há duas coisas certas : a morte e os impostos. Quem por acaso – por tara pessoal ou teimosa idiossincrasia – for a favor de mais impostos, sempre serão os impostos dos outros, nunca os seus. Não se encontrará ninguém a favor de mais impostos nem entre os mais inveterados lulopetistas.
Há uma categoria especial que merece referência: os governantes (de todos os partidos, de todas as correntes) que gastam além da conta e depois compensam elevando alíquotas e criando novas fontes de arrecadação. Redução de impostos só em vésperas de eleição - o governante está de olho na (re)eleição e não no benefício dos contribuintes. No caso atual, a conta das bonanças eleitorais recentes será apresentada ao povo brasileiro no tempo certo, ano que vem e depois. E podem crer, sairá salgada.
A comparação afirma que Bolsonaro é a favor da liberdade, e que a bandeira vermelha(Lula ), é favor da censura. É verdade que Lula e o PT vem falando na regulação da mídia há muito tempo. É uma fala para dentro, para os seus. Eles estão cansados de saber que as disposições da Constituição e das leis não permitem a censura dos meios de comunicação. É duvidoso que alguém – seja quem for o ganhador da eleição – possa mudar esses sólidos delineamentos legais.
De qualquer forma, o PT , Lula, nas raras vezes em que quiseram calar ou mudar posturas da mídia, tiveram que fazer o que é normal no Estado Democrático de Direito : recorrer à Justiça. Foi assim e assim será , com Lula ou com quer que seja. E causa certo espanto acreditar que Bolsonaro seja uma voz a favor da liberdade de imprensa. Até onde consta nos autos, ele sempre elogiou e defendeu o regime militar de 1964 – este sim a favor da censura, na teoria e na prática.
E vai por aí o documento comparativo. Tudo, com frequência, se reduz à opinião de uma facção interna da esquerda ou do PT, à conceituação individual de um membro proeminente, que se estende arbitrariamente como se fosse do candidato e de todo o partido.
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
A QUERIDA CASA DA UESC EM PORTO ALEGRE
Semanas atrás a Gazeta publicou uma matéria sobre a Casa da Uesc em Porto Alegre. Matéria muito bem feita pelo competente Iuri Fardin.
Achei por bem acrescentar mais algumas coisas.
No início dos anos sessenta a criação de escolas de ensino superior engatinhava. O Curso de Direito ainda não existia em Santa Cruz.
Eu estava no 2 ° ano do científico do Colégio Mauá. Aconteceu que meu pai teve que fechar seu comércio pelo advento dos supermercados e eu, para aliviar uma boca em casa, decidi me mexer para sobreviver.
Também entendi que não teria chance no vestibular da Ufrgs em Porto Alegre se ficasse inerte. Decidi me matricular no Colégio Júlio de Castilhos em P. Alegre, no terceiro ano do Clássico. Não havia esse curso em Santa Cruz.
Relembre-se que cada Faculdade da UFRGS tinha seu vestibular próprio. No Direito as matérias versavam sobre Latim, Filosofia, Francês ou Inglês, enfim as humanas. Nada a ver com as exatas.
Graças à casa da Uesc pude ter um lugar onde morar. De dia trabalhava numa firma e à noite ia a pé ao Colégio. Nos fins de semana passava estudando.
A pior parte eram os sábados e os domingos. Nesses dois o Restaurante Universitário ( RU) fechava. Nos dias de semana havia almoço e janta gratuitos para quem fosse aluno da UFRGS. Pegava-se uma travessa de metal e se dirigia ao local onde era servida a comida. Muitas vezes guardei o pãozinho para servir de lanche mais tarde.
No domingo a solução era tentar “filar” um almoço na casa do meu tio Huberto Gessinger, falecido pai do Umberto dos Engenheiros do Hawai.
Na casa não havia, no meu tempo, televisão. A solução era ficar escutando o radinho Spica.
O leite era adquirido nalguma casa comercial ou na padaria. Comprava-se uma garrafa de vidro de um litro. Quando terminava o leite lavava-se a garrafa que se entregava para um funcionário. Com isso se comprava outra garrafa cheia. Quase sempre se formavam filas para comprar leite e pão.
Para não passar fome, várias vezes comprava um pão francês bem grande e no seu interior colocava banana amassada.
Para visitar meus pais muitas vezes pegava carona com o falecido sr. Piccinin, que era vizinho dos meus pais.
Havia muita amizade e harmonia na casa. Sou grato até hoje por terem me acolhido. Tenho saudade dos queridos camaradas.
Fui aprovado no vestibular de Direito da Ufrgs. Em seguida, aos 22 anos, assumi um cargo público em concurso e então me retirei da casa para deixar a vaga para quem necessitasse.
Não fosse a bendita Casa as coisas teriam sido muito complicadas.
terça-feira, 9 de agosto de 2022
TITO GUARNIERE
TITO GUARNIERE
Surpresa
O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu, com uma nota educada e elegante a respeito da morte de Jô Soares. Não é do seu feitio homenagear quem não é do time.
Mas pegaria mal o silêncio, diante da personalidade marcante do falecido e de tudo o que ele fez em favor da cultura e do bom humor nacional.
Nada como uma eleição à vista para despertar atitudes saudáveis e bons sentimentos.
Três parágrafos
De todo o modo, há quem siga que não foi Bolsonaro que escreveu o texto. Seja pelo conteúdo, seja pelo estilo.
E, acrescento eu, pelo tamanho. Três parágrafos! Se ele é o autor, foi um dos maiores textos que já escreveu.
Não nos pertence
Já tive um sentimento mais forte de pátria e comunidade nacional diante da bandeira verde-amarela. Mas ela não pertence mais a todos os brasileiros. O bolsonarismo adotou-a como sua, apropriou-se dela.
Olha o nível!
O coronel Ricardo Sant'Anna , diante do que disse Simone Tebet – mulher vota em mulher - retrucou com uma agressão ao estilo vigente em certas áreas do governo e do bolsonarismo : " vaca vota em vaca ".
O oficial do brioso e orgulhoso Exército nacional é um dos membros do grupo das Forças Armadas que examina as urnas eletrônicas.
Excluído
O coronel Ricardo Sant'Anna, que ofendeu a candidata Simone Tebet - "vaca vota em vaca " - foi excluído do grupo de trabalho das urnas eletrônicas. Era um dos nove componentes militares da comissão junto ao TSE.
O Exército disse que ele seria mesmo afastado. Mas como sói acontecer, chegou atrasado e Sant'Anna foi afastado por ato do ministro Edson Fachin, do TSE.
Atrasados e botando banca
O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, em ofício "urgentíssimo", requereu ao TSE o acesso aos códigos-fonte das urnas eletrônicas. Tinha um porém : os códigos já estavam à disposição, inclusive das Forças Armadas, desde outubro de 2021.
Organismos como a Polícia Federal, CGU, Senado e UFRS já tinham cumprido a lição de casa. Os militares chegaram atrasado e ainda botaram banca.
Isolados
O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, fez um discurso vigoroso, sem meias palavras, atestando a integridade das urnas eleitorais.
Manifesto da FIESP, de entidades patronais e sindicais, universidades e ONGs, foram na mesma direção : as urnas eletrônicas são seguras e confiáveis.
Bolsonaro e os seus seguidores vão acabar falando sozinhos nos ataques desvairados ao sistema eleitoral brasileiro.
Mega-Sena não é confiável
O presidente Jair M. Bolsonaro deveria dirigir suas baterias contra a Mega-Sena , da Caixa.
O sistema não é seguro nem confiável.
Eu mesmo sou a prova disso : já apostei um monte de vezes e nunca ganhei.
Deus e o diabo no Planalto
Achava que a (aparentemente) afável Michelle Bolsonaro iria ajudar o marido a controlar as suas más inspirações. Mas aconteceu o contrário : Bolsonaro está influenciando Michelle.
Do contrário, ela não iria dizer que " antes o palácio era consagrado ao demônio ".
Péssima, deseducadora, mistificadora a ideia de misturar Deus, o diabo e a política.
titoguarniere@outlook.com