sexta-feira, 15 de maio de 2015

SOBRE CRIMINALIDADE - ARTIGO DE NELSON SOARES DE OLIVEIRA


Não há efeito sem causa.

          A partir dessa afirmação acaciana, a que recorro com profunda tristeza visto que indica o nível do debate acadêmico do tema da segurança pública, quero parabenizar o novo governo, ou os novos governos instalados por todo o país, eleitos em 2014 para um mandato de 4 anos, pelo escolhas felizes que fizeram dos profissionais que zelarão pela segurança da população. Em todos os níveis, foram colocados profissionais de combate ao crime, dotados de experiência e formação capaz de atender às melhores expectativas de governantes e governados.

        Por outro lado, não posso de registrar com a mais veemente frustração, indignação e desesperança, a ausência de qualquer referência às causas mais visíveis da criminalidade em contraste com a inegável constatação de que Polícia não tem nada a ver com a criminalidade na medida em que não atuando nas causas não pode alterar os resultados ou responder pelos resultados desse subproduto da vida social, posto que não cabe às Polícias o controle do comportamento social, individual ou coletivo. Salvo a ideia fascista autoritária de controle do coletivo.

       Para não alongar-me em indagação subreptícia, cito desde logo minha curiosidade a respeito do eventual enfrentamento, pelos governantes recém-empossados, no plano político-institucional, à presença inegável das drogas ilícitas e da impunidade como fontes predominantes de registros criminais recorrentes e progressivos nas estatísticas sonegadas à opinião pública. Estas duas causas geradoras de criminalidade, perduram a despeito de qualquer esforço e mesmo ao custo da vida de policiais impelidos tão somente pelo dever funcional a enfrentar a medusa realimentada sempre pelas fronteiras violadas, pela soberania esmagada e pela impunidade nutrida pela indiferença dos que detém poder decisório em todos os níveis do ESTADO BRASILEIRO.

      Em relação aos criminosos menores de idade o Estado cultiva a convivência da lei penal com a imunidade e com a impunidade, o que dispensa comentário à vista da monstruosa distorção. Neste passo, convivência é igual a conivência, não raro, à custa das preciosas vidas humanas vitimadas.

       O tráfico de drogas violador permanente de nossas fronteiras, gera um dano financeiro aos Estados Federados (repressão criminal=polícia-justiça-mp-prisão) maior do que o valor eventualmente investido aqui pela negligente União Federal.

       Para finalizar, os controladores mundiais do tráfico de drogas acumulam cerca de um trilhão de dólares em paraísos fiscais enquanto o orçamento nacional (contingenciado por desperdícios anteriores) destina um real para cada cidadão, por dia para garantir-lhes a segurança a que tem direito e que, tudo indica, nunca virá.

      Tal o horror criado pela falta de interesse dos governantes e do povo que os elege apesar de tudo, implica em que aumentar efetivos policiais somente resulta em novos alvos das armas manipuladas pelos criminosos instalados dentro dos presídios ou nas “ comunidades”.    

           Para completar o quadro dantesco do descomunal fracasso das concepções postas em prática a título de segurança pública, passaram os governantes a colocar os policiais como alvo cercado pelos bandidos ao invés da tática primária em que a Polícia cerca os bandidos, sem deixar de mencionar que encarregar o “policial de negociar ou conciliar interesses comuns com a comunidade” resultará sempre em violação das leis senão em grossa corrupção da própria máquina policial, repressiva por natureza.

           O caminho da pacificação social é a EDUCAÇÃO e seu exército é o MAGISTÉRIO. Polícia é um instrumento legal de imposição imperiosa da vontade do Estado ante condutas excepcionais, típicas e antijurídicas, inaceitáveis na vida de relação, em todas as camadas sociais. Só haverá tranquilidade social no terreno da segurança individual e ou coletiva na medida do império da lei, do direito e da JUSTIÇA.   Porto Alegre, 13/01/2015.

Nelson Soares de Oliveira. Advogado. Delegado de Polícia (aposentado).

 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A ARENA DO GRÊMIO - QUEM IMAGINARIA TANTOS ENTRAVES ?

Sou da paz todos sabem que sou colorado. Mas isso não me torna  inimigo de tantos e tantos amigos gremistas que tenho. Inclusive meu falecido pai era gremista. Me sinto mal quando vejo um negócio indo para um lado triste. Fico abatido quando alguém liquida uma cabanha; ou fecha seu negócio, ou é executado por dívidas. Daí que tenho pavor de empréstimos, dívidas e projetos arrojados sem estar calçado no dinheiro poupado. Eu jamais teria vendido o  Olímpico.  A Arena é linda, mas que lugar escolheram...
As fotos são de quando a Arena estava em construção e a Pampa foi lá e eu também, fazer um programa da TV. Na ocasião eu jamais imaginei essa situação de agora em que meu amigo Presidente Bolzan declara que é provável que o Grêmio não possa jogar mais no seu belo estádio...


segunda-feira, 11 de maio de 2015

PAULO NICOLA VAI LANÇAR O SEGUNDO VOLUME DA LÓGICA DA ECONOMIA RURAL


Na vida tive mais sorte do que merecia. Sorte, mas acordando cedo, estudando, lendo, não pedindo esmolas, poupando e fui bem nos empreendimentos em que mergulhei. O melhor exemplo é a Pecuária Gessinger que é uma realidade depois de quase 20 anos de bom trabalho. Sem nunca ter pedido penico para ninguém.Mas com o inestimável auxílio dos meus colaboradores, os que ainda estão aqui e os que foram trabalhar em outros lugares. E a graça de estar radicado num lugar tão beleza como UNISTALDA.
E uma das minhas sortes foi ter conhecido e me tornado amigo do santiaguense Paulo Nicola.
Que cara inteligente.
Tempos trás ele lançou seu livro que tive a honra de prefaciar. Sucesso total. Ele nos dá dicas práticas e reais. Todo o produtor rural tem que ter esse livro na cabeceira.
Agora ele me mostrou os originais da continuação de sua obra.
Genial.
E muitos desses ensinamentos eu sigo:um deles: não precisa de um canhão para derrubar uma pomba.  Para que um trator enorme, tracionado, caríssimo, se minha lavoura não precisa de tanto?  Para que me endividar se é mais seguro poupar e ter liquidez e aí poder comandar as negociações?
Mas a parte de que mais gostei foi o da irrigação, grande bandeira dos burocratas, que não é bem assim.
Irrigar? tudo bem. Mas tem água? tem energia perto? com teu produto vais poder pagar os caríssimos equipamentos? tens mão de obra para tocar?
Hein? Hein?
Aguardo ansiosamente pelo lançamento dessa obra do querido Pablyto.

sábado, 9 de maio de 2015

MINHA SINGELA HOMENAGEM A MÃES DE FILHOS AUSENTES

Dia das mães. Nas grandes cidades, filas ante os restaurantes, distribuição de senhas, correria nos shoppings para a compra de presentes.
Filme para lá de manjado.
Hoje quero falar daquela mulher, daquela mãe, que lá na pequena cidade do interior, onde o progresso não chegou, que acompanha seus filhos, desde o primeiros passos. O piá vai à escola e volta, ajuda nas lidas de casa, faz o tema, olha um pouco de TV e depois vai para seu humilde quartinho dormir sob a proteção de Deus.
Chega a hora, porém, em que se esgotam as possibilidades daquele lugar bom, sem criminalidade, onde todos se conhecem.
O menino e a menina têm que partir, procurar outros lugares onde haja emprego, trabalho.
E se vão, abandonando aquele torrão sagrado.
E a mãe vendo o dia amanhecer e não ter que acordar seu filho, sua filha. O quarto vazio. Aquela mulher vendo o dia do fim de semana anoitecer e seu filho lá longe, longe, onde foi procurar seu futuro.
Aquela mulher deita-se e não dorme, pensando no que sua filha estará fazendo. Todas as mães da cidade grande sabem que em determinada hora  ouvirão o barulhinho da porta: é o filho voltando.
Mas a mãe lá de longe, onde não há como o filho ficar perto dela, vai ter que esperar até 9 da manhã para ligar para o celular do fruto do seu amor:
- e aí minha filha, tudo bem?
- e aí, meu filho, tudo bem?
Meu abraço para essas mães que só podem ver seus filhos nos feriadões, e olha lá....

sexta-feira, 8 de maio de 2015

REDE PAMPA INOVA MAIS UMA VEZ E LANÇA O PORTAL O SUL

Em  mais um lance interessante,  a Rede Pampa acaba de lançar um Portal de Notícias, muito ágil, fácil de navegar, tendo agora como apêndice valioso o jornal  O SUL
Para acessar:

http://www.osul.com.br/

LANÇADA A CHAPA DO DES. GUINTHER SPODE PARA A DIREÇÃO DO TJ - RS

Acabo de ser informado, pelo próprio desembargador Spode, da chapa que vai concorrer, em dezembro próximo, para assumir a direção de nosso Tribunal de Justiça.
Guinther é um grande líder da magistratura, tendo tido intensa atividade. Foi Presidente da Ajuris, da AMB e de outras associações nacionais e internacionais.
Os demais integrantes da nominata são todos também  de altíssimo conceito e reconhecida capacidade.
Eis os nomes e as fotos

Presidente: Guinther Spode;

1º Vice: Aymoré Roque Pottes de Mello;

2º Vice: Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak;

3º Vice: André Luiz Planella Villarinho;

Corregedor-Geral da Justiça: Eduardo Uhlein.






quinta-feira, 7 de maio de 2015

A PADARIA ARTESANAL LA TASCA NO CENTRO HISTÓRICO






Já disse para vocês que o Centro Histórico de P. Alegre, principalmente a região dos Palácios ali na Praça da Matriz, em quase toda a Duque, é uma aldeia. Nesses edifícios sólidos moram milhares de famílias que fazem suas compras nas inúmeras fruteiras, mercadinhos, lancherias etc. Em finesse destaca-se o restaurante que está no Multipalco, ao lado do Theatro São Pedro. E os moradores quase todos se conhecem. E nossa Igreja é a Catedral.
Agora  dois jovens argentinos vêm de se instalar na Duque, 678,  a Padaria La Tasca, que serve de tudo que não conhecemos como  pão de tudo que é tipo, salgados, delicatesses, doces, uma taça de vinho ou espumante. Enfim, parece aqueles locais pequenos da Europa do Norte.Tem lugar para sentar e uma grande mesa para degustar vinhos com conhecidos ou não.
 Atendimento pessoal, carinho, olho no olho.
O site deles é http://www.latasca.com.br/local.html

terça-feira, 5 de maio de 2015

MENDELSKI EM NOVA E SURPREENDENTE FASE



Os entraves do problemático alcance da Guaíba se relativizaram com o advento da internet e seus aplicativos.
Ouvir a Guaíba pelo rádio é quase impossível a 200 kms de P. Alegre. E tem uma rádio paraguaia que interfere muito.
Ouvir pela interrnet também era meio incômodo, pois  tinhas que ficar na frente do computador. Como agora se pode  ouvir pelo celular, dá para ficar de conchinha na cama ouvindo o Mendelski. Sim, porque a Gaúcha só fica interessante depois das oito horas da manhã, quando entra a Rosane de Oliveira e turma.
É que, conquanto me penalize com a sorte do motoqueiro que caiu na rua freire alemão ou na vila caída do céu, e de mais um assalto no posto de gasolina, estou com a cabecinha pensando em outras coisas. Estou a fim de brincadeiras e de inteligências.
E o Macedão, conquanto sério e correto, está fazendo com os 100 quilos na antena uma rádio comunitária,para a qual meio kW estaria bem.
Só consigo ouvir o Mendelski das 5 até 7,30 da manhã, quando tenho que sair para lutar pelo caviar e a  Veuve Clicquot de cada dia.
Depois que ele colocou o Rogério Boelke do seu lado ( um gentleman, culto e respeitoso), o programa ficou supimpa.
É puro entretenimento, o que combina com o horário. Reminiscências, farpas ( acertadamente RM parou de implicar tanto com o PT), descendo a casseta  geral, sem poupar este ou aquele.
Memória prodigiosa, voz denotando que não fuma , se bebe, é só nos findes, e o" Doutor"está longe de o pegar.
Resumo, o Mendelski  mantém seu público fiel, de mais idade, mas vai assanhando  gente que migra das outras, por causa da repetição fastidiosa de coisas que já se leu de véspera nas redes sociais.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

AINDA A GASTANÇA DO $ PÚBLICO. PELO QUE VEJO SANTIAGO DÁ UM BOM EXEMPLO

Quem não gosta de festa?
Mas com dinheiro público acho brabo.
Leio agora que o dia 1 de maio foi festejado em Santiago-RS. Mas  consta que  a festa foi por conta de patrocinadores particulares.
Se foi assim, espero que o exemplo frutifique.
É de se esperar que na região toda tenha sido assim, nada de dinheiro público. Não custa dar uma olhada no Portal Transparência, se é que todos são transparentes, 


Eis a matéria do site NOVA PAUTA




Festa do Trabalhador lotou o ginasião


Santiago – Centenas de pessoas foram ao ginasião na tarde de sexta durante a Festa do Trabalhador promovida pela Rafa Brinquedos e apoiada por várias empresas. Teve mateada com a Erva Mate Tomelero, brinquedos, cortes de cabelos oferecidos pela Hadassa e shows com a Banda Só Vitória, João Veio e grupo e Banda Griffe.


Apoiadores: Beto Kerpel, Erva Mate Tomelero, Padaria Querência do Caburé, Lancheria Leal, Mobille, Prefeitura, Barriga Verde, Expresso, Nova Pauta, Hadassa, Sullab, Tchê Loko, Cleber Surdinas, J.P.Bebidas e Beltrão Calçados.

GASTANÇA COM NOSSO DINHEIRO - O BLOG DO LOEFFLER, UM DOS MAIS ACESSADOS DO ESTADO, NÃO DEIXA BARATO

GASTANÇAS COM DINHEIRO PÚBLICO , O FALSO BRILHO DOS CARGOS COMISSIONADOS, E A FATAL ALTA DOS ALIMENTOS

Aproveitei  os belíssimos dias de chuva na estância para refletir.
Hoje é uma barbada trabalhar na área de serviços.
A bronca está na indústria, onde a voragem dos dias traz a obsolescência do parque fabril. E a cada tanto há que se adquirir novos equipamentos.
A  bronca está no campo: na pecuária e na lavoura.
Estamos afogados por um cipoal de vedações, algumas razoáveis; outras, não.
Hoje os peões, com justiça, querem conforto, ar condicionado, face book acessível por um roteador no galpão e bom salário. É certo e quem não paga direito está fora do mercado
Dá uma problema na inseminação ou no repasse dos touros, um monte de vacas vazias. E aí? Prejuízo.
Cai um raio, mata um monte de bois.O Poder Público não está nem aí. e com razão. Cada um que se vire.
Vai contar as ovelhas e se constata que  o sr. Abigeato ( crime insignificante) carneou umas vinte e não dá em nada.
Tudo isso é custo.
O trigal está lindo: dá uma chuva de granizo e se foi a colheita.
Agora corta para uma assessoria pública.
Os cargos em comissão se regalam. Não fizeram concurso e ganham  muito bem, muito mais que um peão de estância ou que um empregado da farmácia.
Os olhos dos jovens incautos se arregalam quando a Prefeitura de Vade Mecum promove festas, solta rojões, oferece salgadinhos e salgadões, tudo por conta minha e tua, caro leitor.
Raciocina a  menina e o menino: mas bah, a troco de que vou pegar sol e chuva trabalhando na iniciativa privada? tenho que me encostar.
Mas isso há de terminar, pois a porca não tem tetas suficientes.
Um dia o dinheiro vai acabar. E um dia todos irão compreender que fora da iniciativa privada não há alimentos.
Hoje eu penso que um quilo de boi vivo deveria valer 10 reais e não cinco.
É que o agronegócio da pecuária ainda não se organizou bem.
E nós todos temos que nos convencer do seguinte: o dinheiro público  não é propriedade da Dona Dilma, nem do Governador, nem do Prefeito para ele gastar no que quiser . O dinheiro público vem do imposto que está embutido no pão que o sr. compra; no leite que o sr. toma, na carne barata que a sra. adquire. E um alto percentual do seu salário  vai para o Tesouro Público.  E o sr. acha certo gastarem esse dinheiro em miçangas e espelhinhos?
Pense nisso amigo/amiga.

domingo, 3 de maio de 2015

AINDA MAÇAMBARÁ - UMA AULA DE HISTÓRIA DO DES. NÉRIO LETTI


 

Conheço bem Maçambará. No tempo que ainda era distrito de Itaqui, longe, estrada de terra, passando pelo banhado de São Donato, estâncias e mais estâncias, desde as do Jango, Jaime Masgraur Maurell Filho ( dono do velho prédio do Forum de Itaqui, onde atuaram como Juiz  -  La Hire Guerra, Espiridião de Lima Medeiros,  Hugo Candal, Ernestino Pereira de Lucena,      e tantos outros magistrados. Eu fui Juiz em Itaqui de 1969 a 1972. Fui o primeiro juiz a não residir nos fundos da velha casa do  abastadp  fazendeiro Jayme Maurell Filho ( "seu Jaiminho"). Morei na casa alugada do Sr. Oscar Sayago, na rua Euclides Aranha Filho, (pai do Osvaldo Aranha), ao lado do Clube do Comércio.

 

Fui grande amigo e sou até hoje, do argentino-inglês-brasileiro, Dom Terence Raymond Coward, que administrava as Estâncias das Tres Figueiras, de propriedade do casal de ingleses famosos e riquissimos e que moravam em Buenos Aires  -  Willy Dom Dickinson e esposa dona Gladys  ( conhecí o casal na Estância das Tres Figueiras)  e tinham mais  estâncias, a estância da Palma, estância Santa Rosa e outras, de tal forma que tinham um corredor próprio, que ligava suas estâncias à industria saladeril no tempo do charque ( carne salgada, ou carne de sol), sem passar em terras de terceiros,  antes da chegada da geladeira e da indústria do frio e do frigorífico. e assim o gado era levado por este corredor até a grande indústria xarqueadora,  desde o inicio do século XX, e tiveram o saladeiro em Maçambará e ajudaram  os ingleses a construir a Estrada de Ferro, de São Borja, Maçambará, Itaqui, Uruguaiana e Barra do Quaraí, a famosa BGS - "cujo trem saía quando queria e chegava quando podia" no dito da peonada da região - sempre levando gado e alguns passageiros, no vagão destinado aos viajantes. Construiram a famosa ponte de ferro, sobre o rio Ibicui, entre Itaqui e Uruguaiana, em 1888 - com quase dois mil metros  sobre a várzea do rio Ibicui, pois, fica bem  próximo da foz com o Rio Uruguai  -   ( tem uma placa de bronze na dita ponte).
No tempo em que fui Juiz, um pouco acima da ponte, a montante, havia o local da balsa, cuja balsa ainda existia e era usada por pescadores, que se dirigiam navegando para rio Ibicui, até Rosário do Sul ou até o rio Uruguai, cuja saga foi cantada nos versos de Aparicio da Silva Rillo e do grande médico de Santiago, Dr. Aureliano de Figueiredo Pinto, musicados por Jayme Caetano Braum, Noel Guarani, Cenair Maicá, Pedro Ortaça  e principalmente, na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaina e nos cantores e compositores do Festival da Barranca do Uruguai,  de São Borja, de onde se forjou a música nativista pura, de origem missioneira e de grande influência castelhana.
E ao chegar em São Borja, na encruzilhada, quebrando à esquerda para ir à terra dos Vargas, do Jango e de tantos politicos e histórias, pois seguindo ia dar em Santo Antonio das Missões  ( antiga Vila Treze, no Itaroquém) e São Luiz Gonzaga, aí se ubicava a localidade famosa de Nhu- Porã. Esqueçam o asfalto atual. Fiquem com a velha estrada carroçável e de rodagem,   sem macadame, de terra, de barro no inverno e de poeira no verão, era uma estação ferroviária de quem vinha de Santiago, Unistalda,  Arabutã, sendo Nhu Porã, a última estação ferroviária antes da chegada do trem da antiga V.F.,R.,G.S. das Maria Fumaça, a São Borja. Pois bem, nesta localidade, de Nhu Porã, na década de 70, quando fui juiz no Itaqui, conheci bem, aí morava e tinha um campo o gênio poético de Aparicio da Silva Rillo. Sim. Aí morava Aparicio da Silva Rillo.  Conversei com ele várias vezes.  E um dia me identifiquei como Juiz da Comarca de Itaqui. Foi o que chegou. O Aparicio da Silva Rillo, se desmanchou em atenção, respeito e dedicação e generosidade a ponto de um dia,  quando veio ao banco,  em Itaqui, foi me visitar no Forum, que eu tinha mudado para o prédio da Aduana, junto ao porto, frente à cidade de Alvear, em Corrientes, na Argentina, prédio grande, enorme da Receita Federal e que abrigou o Forum.
 
Era tudo estrada de terra. Do Alegrete a Uruguaiana são 150 Km. De Uruguaiana a Itaqui são 110 Km. De Itaqui a São Borja, passando por Maçambará,  são 80 Km. Conheço bem. De Rosário a Livramento são 110 Km. Na fronteira é assim. Tudo passa dos cem KM.
Em Maçambará, tinha o famoso "bolicho do Seu Candinho" um comércio sortido, bem no centro do então distrito itaquiense - não chegava a ser uma  -   "Barraca de Frutos do País"  -  quanto lembro o nome do "seu Candinho" - mais conhecido do que as pedras - era Cândido Penalvo da Silva - familia conhecida na fronteira. O irmão mais novo, do seu Candinho, ele o mandou estudar em P. Alegre ( já tinha economizado  uns cobres e deu para mandar o caçula estudar na capital)  e o Aristeu jogou futebol e bem e foi jogador do Renner, como half direito, marcador de ponta esquerda e era reserva do time que foi campeão gaúcho de 1954, a famosa máquina de jogar futebol do Renner, cujo técnico era o Prof. Selviro Rodrigues, professor de Educação Fisica do IPA ( e que teve um filho, Icaro, que também jogou futebol profissional).

  Hoje, arrancaram os trilhos da estrada férrea inglesa e  foi eliminada. Quando cheguei em Itaqui ainda estavam arrancando os trilhos. Levava o gado até a Barra do Quarai, e daí por barcaça ia até o grande entreposto comercial de Fray Bento, sobre o Rio Uruguai, na divisa entre Uruguai e Argentina e deste porto uruguaio, a carne era exportada para a Europa de navio. Foi desta região platina que a Inglaterra e muitos paises europeus famintos, foram abastecidos de alimentos ( inclusive da Argentina), principalmente de carne,  durante a Primeira Guerra Mundial ( 1914 a 1918) .

Quanto me lembro a BGS inglesa, que marcou época na região, cuja  história já está contada, mas ainda falta muito para recontar o que significou para a região a ferroviária inglesa - se chamava    "Britihs Great Southern " -
Maçambará se chamava de Vila Recreio. Era  um centro principalmente devido a ferrovia dos ingleses e o movimento que as estâncias administradas pelo meu amigo Don Terence Raymond Coward -  tendo como    centro a fantástica Estância das Tres Figueiras   - era uma cidade - tinha de tudo. A casa dos patrões de Buenos Aires, tinha o quarto azul, o quarto verde e o quarto amarelo para dormir tel era o refinamento dos ingleses. Riquissimos. Donos desde o inicio do século XX da Charqueada, da indústria saladeril, antes do frio e do gelo e da frigorificação da carne.
Mas, o notável cantor e compositor nativista, Telmo de Lima Freitas, policial federal,  tem uma canção clássica, absoluta, que retrata com perfeição, o que estou dizendo e que leva o nome de justamente  de " O Bolicho do seu Candinho". Todo devem escutar, com atenção e com o sentimento voltado para Maçambará, lá no meio do campo, nas lonjuras infindáveis do pampa e daquela gente que trabalha de sol a sol, cuidando do gado e agora plantando.

 Um detalhe histórico - a fazenda do Itú - do Dr. Getúlio Vargas, não fica em São Borja, como todos dizem, os jornais, etc..e até livros. Nada disso. A Fazenda do Itú, fica toda ela dentro do Itaqui. Não sei agora, com a emancipação de Maçambará, se pertence, o Itú, a Maçambará. Mas nunca teve  um pedaço de terra em São Borja. A casa do Getúlio é que fica em São Borja.  Quem vai de Alegrete, ´por dentro, isto é, pela estrada de terra, não pelo asfalto atual, feito pelo Mario David Andreazza, passa o Rio Itú, na barragem que estava inacabada, no meu tempo, chega na localidade das " Quatro Bocas" e pouco antes da encruzililhada para ir a São Borja ou para Itaqui, logo alí, está, na beira da estrada, à esquerda de quem vai, vindo do Alegrete, está a  porteira da Fazenda do Itú, tão famosa nos tempos do Getúlio Vargas.
Hoje, a casa histórica, bem preservada, lógico do que sobrou, da administração desastrosa de  uma neta do Getúlio, filha do Dr. Luthero Vargas, que morou no Itú e sem dinheiro foi vendendo tudo, tesouros, lembranças, taças, premios, etc...torrando - até que vendeu a séde da estância do Itú, e que devem ser ao redor da histórica casa  umas 24 quadras de sesmaria, pois, o restante de campo ainda pertence a familiares do Dr. Getúlio, como o Dr. Viriato Vargas Filho e outros - para um fazendeiro de Santiago, que conservou a casa, arrumou, reformou e abre à visitação pública, e que se chama  - Sr. Alceu Nicola.
Desculpem pelo alongado. Mas como Juiz no Itaqui e visitei a mais distante urna do Itaqui, justamente, na direção de Unistalda - então distrito de Santiago - quando me lembro em São Canuto, e a urna ficava numa escola cuidada por um fazendeiro ( melho pela esposa do fazendeiro), e distava do Itaqui, mais ou menos uns 120 Km, mas tudo era Itaqui, passando Maçambará, lógico, indo muito mais adiante.  E foi uma festa daquela povo, receber o Juiz. Fui com a Rural Willis da Prefeitura, num dia de semana, bem antes das eleições, pois eu fui ver e verificar e falar com o pessoal das localidades, onde tinha urna. A divisa do Itaqui ia até Santiago, justamente, no distrito de Unistalda. Hoje município progressista. Todos os distritos que se emancipam progridem. Terra onde tem estância o nosso confrade maior, o Desermbargador multimídia e agora fez esta notável cavalgada de lindas mulheres - AS ANITAS DE UNISTALDA - que lindo, justamente, de Unistalda para Maçambará.

 pois bem, antes que a cavalgada do Ruy, chegasse a Maçambará, a não ser que mudaram a estrada de terra, como ele conta, pedras, buracos, barro e poeira, etc...como são as estradas vicinais de nosso interior - um horror  -  se ainda é a mesma estrada do meu tempo, uns dez KM antes de Maçambará, entra à esquerda, no corredor,  e que dá acesso à notável e histórica fazenda das Tres Figueiras, dos ingleses, de Buenos Aires, administrada pelo Dom Terence Raymond Coward. Meu amigo, ainda vivo, e que reside aqui em Po. Alegre, na Av. Palmeira,  e sabe tudo daquela região, pois, morou durante anos nas Tres Figueiras, administrando o patrimônio de várias estâncias dos ingleses. Em Maçambará , os mais velhos, se lembram muito e sabem todos quem foi Don Raymundo.

 
Nério "dos Mondadori" Letti

MAIL DA AMIGA ROSANE DE OLIVEIRA ( JORNALISTA DA RBS)


Meu caro Ruy,
Obrigada pela lembrança. Eu tenho obsessão por estradas porque acho desrespeitoso nos cobrarem esse ipva monstruoso e não nos darem condições de trafegar. Aí reclamo e o burocrata responde:,"mas a lei não diz que ipva é para estradas.... Sigo cobrando, já que nos tiraram a chance de andar de trem, mas sei que em vão. Já me disseram que vão piorar porque dinheiro não há!
Conheço a estrada de Maçambará por fotos que um querido leitor me mansa regularmente. Bom domingo!

sábado, 2 de maio de 2015

ESTÁ DESCONTENTE COM A RODOVIA DO PARQUE ? COM A BR 116 ?COM A ESTRADA DO MAR ? TE MUDA PARA MAÇAMBARÁ PARA VER O QUE É BOM PARA TOSSE.

Claro que tu e eu, caro leitor, cara leitora, não  somos amebinhas que ficam o dia inteiro com a bunda numa cadeira, conferindo os  uots apps. Ou,  dando notícias pelo  fêice buqui, dizendo que hora foi a hora íntima ou que sabonete usamos no banho.
Mas   vivemos reclamando das péssimas estradas que temos entre P. Alegre e as filas de  Canela e Gamado ou as tranqueiras entre POA e Floripa.
A gente não sabe nada do RGS quieto e sem voz.
É OU NÃO É ?
Não sabemos nada de um povo, que se mata trabalhando. Esse povo que uma tormenta, ou 5 minutos de granizo termina com seu ano.
O mundo foi feito para os que trabalham pouco mas ganham bem.
O resto é o resto.
Acompanhem minha viagem.
Abre um mapa, porque estou de saco cheio de explicar onde fica Unistalda.
Põe a régua  numa ponta Porto Alegre e na outra São Borja. Achou Santiago?
Segue pela BR 287, passa Unistalda e um pouco adiante tem uma estrada estadual que dobra a esquerda. É estrada de chão que passa por Encruzilhada ( não aquela perto de Rio Pardo, tontinha!), vai até  o local Sobradinho, onde manda o Omar Wenning. Daí vai a Maçambará.  São uns 70 kms de pedras, buracos, poeira, desolação, pneus cortados.
Numa caminhonete diesel aro 18 leva-se 3 horas para fazer esse trajeto. Tem trechos que só andando a 15 por hora.
E é uma região de  muita produção : gado, cereais, etc.
Mas quem se importa com o agronegócio? Temos que melhorar as estradas para as " praia".
E o pessoal da região centro-oeste que espere sua vez.
Nunca pensei que me equivocara ao  achar que o RGS está mal de estradas.
A coisa é muito, muito, muito pior..
( dedico essa post à minha  querida amiga jornalista Rosane de Oliveira que me promete sempre  uma visita à nossa estância e nunca vêm)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A GESSINGER PRESTIGIA CAVALARIANAS DO LENÇO PERFUMADO DE UNISTALDA



O Piquete CAVALGADA DO LENÇO PERFUMADO  formado por meninas, moças e senhoras de Unistalda está participando de uma Cavalgada em Maçambará, bela cidade vizinha.
Para tanto a Pecuária Gessinger  colaborou com recursos próprios, cedendo nosso caminhão para transportar parte dos cavalos, mais pessoal para ajudar na parte de suporte logístico.
Maristela Gessinger e a esposa de nosso capataz, Marilza  Martins, estão junto com as charmosas cavalarianas, enquanto meu capataz Luiz César dirige o caminhão e presta todo apoio.
Além de nossas unistaldenses, participaram piquetes femininos de várias cidades da região. Mas guapas mesmo se sobressaindo eram as do Lenço Perfumado de nossa Unistalda campeira.