domingo, 12 de outubro de 2014

CENAS DO CAMPO - Unistalda e suas maravilhas

Quero compartilhar com vocês a maravilha que é o campo, especialmente na nossa Pecuária Gessinger. Os equinos nos estão dando muita alegria, pois estão nascendo as crias.( Claro que   estamos com força total em bovinos e ovinos, tanto de cabanha como de corte),
Fora disso tem sempre as maravilhas, como as galinhas chocarem os ovos dos patos ou marrecas e os ficarem criando, É um sarro vendo as galinhas levando seus " filhos" na beira o açude, eles se atirando na água e elas , na margem, histéricas.






DIA DA CRIANÇA ou O RESULTADO DE UMA NOITE QUENTE DE VERÃO

Nasci de parto normal ( na época gravidez não era doença, portanto não precisava dar um talho na barriga da mãe). Também, como se diz, nasci " a domicílio", lá no interior de Santa Cruz, onde meu pai tinha uma " venda" , presença apenas de uma parteira. Estando eu com nove meses, dormindo  no meu berço, eis que meu pai se insinua, numa noite quente, para minha mãe, na cama.
- pára, disse ela,tenho medo de engravidar.
- fica fria, disse ele, no estuar da libido, mulher dando de mamar no peito  não engravida.
Nove meses depois nasceu Lia,minha irmã. Fazer o que:  cada um mamou numa teta de nossa mãe. Foi para isso que Deus fez as mulheres com dois seios.

sábado, 11 de outubro de 2014

A ADOÇÃO NOS BOVINOS, NA EXPERIÊNCIA DE MEU CAPATAZ LUIZ CESAR


Meu capataz Luiz César é doutor em lides campeiras. Co'de loco! como se diz em unistaldês.
As vez em quando perece uma mãe ( vaca) , ou de raio, ou picada por uma cruzeira ou cascavela, ou por comer maria-mol. Resta o  terneirinho triste e abandonado. Em algumas fazendas o pessoal o cria " guaxo", dando-lhe mamadeira e o alimentando sem a mãe.
Já Luiz César gosta de fazer a adoção ( o chamado enxerto).
Apara um pouco de urina da vaca adotante e passa no lombo do  terneiro a ser adotado. Deixa a mãe, seu filho natural e o adotando  na mangueira. Os dois terneiros logo se cheiram e fazem amizade, mas o filho  natural gosta de " lograr"  seu " novo irmão". Então Luiz César separa a mãe e deixa  os dois terneiros juntos. Na hora de mamar, junta  os três e fica falando com a mãe para ela não " enjeitar" o adotado.
Pronto, ela cheira o adotado, reluta um pouco, mas o adota.
Pode soltar para o campo. Não há a trabalheira de criar guaxo e ainda tem o lado afetivo, importante para todos nós, animais.










MARISTELA QUER LEVAR A GESSINGER À INSOLVÊNCIA







Elmar Hadler de Pelotas, ou melhor, de Capão do Leão, Fazenda Santa Amélia, nos comprou um determinado número de reprodutores( borregos) Ile de France S.O.  Nosso caminhão vai levar a turma dia 23.10.
Hoje foi feita a seleção dos "  taradinhos" que vão fazer amor com as ovelhas do Hadler.
Perfeccionista , dona Maristela Genro Gessinger, ao invés de selecionar  todos os tatuados S.O,, cujo preço é mais acessível, optou por escolher a metade de P.O., que valem o dobro, sem cobrar acréscimo algum. Argumenta ela que vender para o Hadler é vitrine e que, em breve, vamos levar jamantas de reprodutores para a região de Pelotas e adjacências.
Quem sou eu  para discutir?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

JURISTA E FILÓSOFO JOSÉ NEDEL LANÇA NOVO E INDISPENSÁVEL LIVRO

Conheço o mestre , amigo e colega magistrado José Nedel há muitos anos. Homem  estudioso, sério, de inestimável bagagem cultural.
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            NEDEL, José. Ensaios de filosofia prática, 267p. (Porto Alegre: Sapiens, 2014).
   Estes Ensaios, o 10º livro individual de José Nedel, magistrado e professor aposentado, contêm subsídios para o estudo de questões teóricas e práticas do agir humano que têm desafiado os pensadores ao longo dos tempos e continuam relevantes até hoje. A temática, desdobrada em doze capítulos, contempla a ética de Aristóteles, a concepção do homem e da história em S. Agostinho, a ética e a filosofia política de Tomás de Aquino, a teoria ética e política de John Rawls, a filosofia prática e o éthos mundial segundo Hans Küng, versões da ética e relações de dependência e reciprocidade de acordo com Alasdair MacIntyre, reflexões sobre ser e dever ser, as formas da justiça, o bem e o mal, a interpretação de “não punir” como “autorizar” aborto (CP, art. 128). A exposição dos temas, em diálogo com autores renomados, sempre é seguida de uma avaliação crítica. Disponível em livrarias e sob demanda pelo site editorasapiens.com.br/loja/ Preço: R$ 33. 

' LIBERAR ' OS ELEITORES... QUE BAITA BOBAGEM

À grande asneira de falar em " sigla" como sinônimo de partido, agora grassa na mídia, como pulga em cachorro vadio, essa de " siglas" liberarem os eleitores.
Jogo um dos meus violinos que nem 10% dos eleitores dá bola para o que dizem ou vociferam os " líderes" partidários. O povo em geral pensa com sua própria cabeça, pouco se lhe dando do que se conjectura nos gabinetes climatizados  .
São pífios os percentuais de filiados a partidos, considerando-se o universo dos eleitores.
Meditando sobre tantas bobagens que  a grande mídia vai repassando fico a pensar: não existe mais um chefe de redação para filtrar um pouco? ou nas redações é proibido ponderar?

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PREVIDI DESCOBRE MINHA VIAGEM A STRASBOURG

( do blog do Prévidi -http://previdi.blogspot.com.br/
um Bom Dia! especial



Para o advogado e pecuarista Ruy Gessinger - hoje deve estar em Xangri-Lá e eu, aqui em Porto Alegre, "morto de inveja"!!

Digo  eu agora - 
Como a maioria não sabe, a Alsácia já pertenceu à Alemanha. Hoje é da França. Por sinal,lá há  uma escultura muito linda. A mãe Alsácia amparando no colo  dois soldados feridos: um francês e um alemão. Muitos alsacianos ainda falam o alemão. Lá eles não foram tão  burros como um ditador brasileiro que proibiu a colonada de falar alemão.
Mando um abraço ao blogueiro -mor do RGS, meu adorado amigo Prévidi que hoje tanto me honrou com minha foto .

LISSI BENDER, PROFESSORA DA UNISC, LANÇA MAIS UM LIVRO



Tive a grande honra de ser convidado pela professora universitária e escritora Lissi Bender para colocar um breve comentário  na capa do livro, o que fiz com muita alegria.
Lissi traz a lume um trabalho sério e denso, que resgata muito da cultura alemã no Brasil, especialmente no Sul.O trabalho é bilíngue: alemão -  português.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MEUS AMIGOS ANDAM ME ESTRANHANDO

Sim, indagam-me por qual razão não dei um pio nessas eleições .
Vamos por partes, como dizia o Estripador Jack.
Frequentei colégios que meus pais pagaram com o suor de seu resto.
Passei no vestibular para Direito na UFRGS sem ter feito cursinho.
Passei no concurso para Delegado de Polícia em 1. lugar e fui o orador da turma.
Passei no concurso para juiz de Direito sem ter feito a escola da Ajuris ou outro curso preparatório.
Voltei a advogar sem jamais ter usado ou abusado da minha condição de Desembargador aposentado. Jamais voltei a entrar nos elevadores privativos dos magistrados e não frequento a sede social da Ajuris.
Nunca tive uma CC.Nada consegui através de pistolão. Nadicas!
Não quis e nem quero concorrer a cargo eletivo.
Meus filhos estão super bem, obrigado.
Resumo da comédia: penso, tenho convicção, que a maioria de nós espera demais dos políticos e dos governos. É tudo buscando um salvador, um messias. E nós não damos educação mínima aos filhos, nem bons modos. Entra ano, passa ano, sai ano e o Brasil não tem jeito de se alçar para o Primeiro Mundo. Culpa dos políticos? Culpa das leis?
Nada disso, culpa nossa, do povo.
Penso, então que, nessa quadra da vida tenho que cuidar do que me dá prazer:curtir a família, uma bela sustentação oral no Tribunal, envergar um bem cortado terno, cuidar na nossa estância, praticar exercícios, especialmente o tênis, desfrutar o que consegui amealhar e torcer que a próxima geração faça o dever de casa. Dar educação aos seus filhos.
E fico aguardando que as pessoas parem de só se queixar do governo.
No mais, não está na política partidária a salvação da lavoura; como não está no Judiciário a chave para o combate à criminalidade.Uma cultura de respeito às normas e de amor ao trabalho já é um belo começo.

sábado, 4 de outubro de 2014

FAZENDA SANTA AMÉLIA DE PELOTAS ADQUIRE 8 CARNEIROS DA GESSINGER


Alguns anos atrás o Elmar Hadler nos adquiriu carneiros Ile de France para melhorar ainda mais seu rebanho de ovinos.
O resultado está aí na foto.
Agora vem de nos adquirir mais outros reprodutores que ele chama carinhosamente de os " taradinhos" da Pecuária Gessinger, tamanha é sua volúpia com as fêmeas.
Nunca esquecendo que o plantel da Gessinger conta com o GENE VACARIA que resulta em muitos partos múltiplos.
Faça você como o HADLER. Nós levamos na sua estância.
fones 55 - 96659559 ou 55 - 99355703
com luiz césar

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CHULETAS DE LEITÃOZINHO MAMÃO A XANGRI LA

Modo de preparar.
Mude-se para Xangri La, para início de conversa.
Faça uma viagem ao Iran, ou antiga Pérsia, ou então para os Açores e traga magotes dos chamados limões sicilianos.
Ao passar pela Bavária compre várias chuletas de suínos, com aquela  mantinha de gordura, que você vai  usar para tostar levemente, levemente. Nada   de azeite e esses venenos.
Vinho pode ser um Tannat uruguayo  mesmo, Cerros de San Juan, por exemplo.
Grelhe as chuletinhas na sua própria gordurinha enquanto ouve " De profundis" de Bruhns, entoado por Gian Paolo Dal Dosso, basso, ENSEMBLE BAROCCO PHILADES.
As batatas podem ser lá de Boa Vista, município de Santa Cruz. Corte as rodelas de limão e as deixe sobre as chuletas, por 3 minutos.
Bom proveito!



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A POLEMICA DO EX MINISTRO DO STF. OPINIÃO DO DR. GUIMARÃES OLIVEIRA


O PONTO FORA DA CURVA APAGOU-SE E TRANSITOU EM JULGADO

 

O Joaquim, de nobre, não tem nada. Uma grande ironia isto, a considerar que sua ida para o STF foi uma forma pitoresca do então Presidente Lula prestigiar os afro-descendentes brasileiros.  Isto porque, graças ao racismo atávico excludente que ainda viceja disfarçadamente na sociedade brasileira, sob várias formas, contam-se nos dedos os afro-descendentes que integram a magistratura nacional, especialmente nos tribunais. Teria sido um erro do Lula tê-lo indicado?  Talvez, não, em face da intenção, que foi nobre. Mas a indicação, em razão do indicado, resultou num desastre.  Isto é unânime na opinião de juristas de todas as ideologias, em todo o Poder Judiciário do país.

 

E isto ocorreu porque o Joaquim, o escolhido, não entendeu patavinas de nada. E assim que recebeu a outorga estatal de poder, tratou de fazer valer os conceitos dos velhos tempos da chibata e do açoite no tronco, em praça pública.  Os mesmos açoites que certamente enfrentaram seus antepassados nos grilhões da terrível escravatura que assegurou a riqueza dos nossos baronatos brancos de antanho.  Vimos um Joaquim Barbosa, ao vivo e a cores, comportar-se de forma rude e arrogante, várias e várias vezes, pondo-se a ofender, desprezar, afrontar, humilhar colegas ministros, magistrados de outras Cortes, juízes, servidores judiciários, advogados, defensores, jornalistas e tantos outros quantos cruzaram seu caminho, dentro dos processos judiciais ou fora deles.

 

O Joaquim se fez ministro do STF e presidiu a mais Alta Corte de Justiça do país como se fosse o Senhor Supremo da Casa Grande.  Mas demonstrou, dali mesmo, não ter compostura, ética ou dignidade suficientes para ser Advogado.  E teve, por isso mesmo, seu pedido de registro como Advogado devidamente negado pela OAB. 

 

Não poderia a OAB outorgar tal registro profissional a quem violou, sistematicamente, as prerrogativas profissionais dos Advogados brasileiros. JB, na sua linha de ferocidade e truculência contra os Advogados, que via como inimigos, foi de ZERO a 100 em poucos meses.  Disse durante uma sessão de julgamento, certa feita, que os advogados brasileiros costumam “dormir” até as 11h todos os dias. No outro extremo da linha de leviandades, cortou o microfone de um Advogado, enquanto este manifestava-se na tribuna do STF, em seu pleno e legítimo exercício profissional.  E isto só não bastou ao JB sempre muito bronco e tosco:  ordenou aos fortes seguranças da Casa que retirassem dali o advogado, mediante o usa da força bruta, arrastando-o fisicamente para fora do “seu” tribunal. Um rompante caprichoso da Era Medieval que revelou a nu a alma pulsante do Joaquim da Chibata.  Na pequenez da sua estatura e embriagado pelo poder em suas mãos, ele acabara de cometer, naquela cena dantesca, diversos atentados a valores éticos caríssimos à Democracia.  Afrontou, de uma só vez, todos os princípios que regem a Advocacia Brasileira e a própria Justiça, rasgando aos pedaços o art. 133 da Constituição Federal, a Carta Política do país cuja guarda incumbe, exatamente, ao exato e mesmo STF.  JB embarrou com seus pés a Corte que presidia, violando, especialmente, a sagrada tribuna, que dá, justamente, o nome de oficial de “tribunal” ao prédio do STF.  Ele mandou arrombar a tribuna mais importante da nação.

 

Joaquim foi uma figura obtusa no STF, beirando a caricatura, como quando a imprensa o “pintou” de Batman, com sua capa preta.  Porém, a produção jurídica de JB não teve nada de notável ou de excepcional.  Ela era inseguro na elaboração de seus votos e detestava apartes ou questionamentos de seus colegas nas sessões de julgamento. Fazia da arrogância prévia um certo mecanismo de auto-defesa, destinado a impedir controvérsias, de forma a encobrir seu déficit jurídico de compreensão, pois no fundo sabia da sua condição de magistrado medíocre, com sofrível entendimento do Direito e da interpretação das leis e da jurisprudência. Ele sempre teve severas dificuldades para compreender as teses jurídicas confrontadas nos processos. Deve muitíssimo aos seus ex-assessores, de altíssimo nível intelectual e capacidade jurídica, os quais lhe auxiliaram muito na produção das decisões que proferiu na Corte. JB leva para casa, porém, um troféu que é, praticamente, exclusivo:  foi o magistrado brasileiro que cometeu a proeza de condenar réus, em definitivo, sem quaisquer provas nos autos (e justiça seja feita: acabou seguido, nesta aberração judiciária, por outros colegas ministros).

 

Os estragos da passagem de JB no Poder Judiciário brasileiro, vistos pelo “conjunto da obra”, foram tantos e foram tamanhos que, na cerimônia de posse do seu substituto na Presidência, a cuja cerimônia Joaquim não compareceu e não fez falta, seu nome não foi citado nem sua pessoa foi referida, ainda que indiretamente, uma única vez.  Aos presentes e a seu sucessor, viu-se um nítido sentimento de alívio pela nova fase que se inicia, de um grande trabalho de reconstrução da imagem arranhada e embaçada da Corte Suprema, o qual deverá ser agora realizado.

 

A passagem do JB pelo STF apagou-se, assim, como o “ponto fora da curva” a que ele reduziu-se, por conta própria, por seus atos, atitudes e limitações.  No meio jurídica, diz-se que JB “transitou em julgado” e segue agora, como um “feito teratológico”, direto para o arquivo morto do Poder Judiciário, destinado a ser esquecido, dentro de sua própria obscuridade.  Talvez seja lembrado no futuro, em aulas nas faculdades de Direito do país, quando professores o usarão como referência para tudo o que não serve para atingir-se o ideal de Justiça da sociedade.  Um exemplo concreto aos alunos de Direito sobre o que ocorre quando ausentes os valores imprescindíveis na vida de qualquer operador jurídico:  a urbanidade, o llanismo, a fidalguia, a educação na forma de manifestar-se e de se portar, bem como o respeito irrestrito a todos os demais integrantes do ambiente judiciário.

 

JB é o resultado de um sistema anacrônico de acesso à Alta Corte de Justiça do país.  Ele ali não fez escola, não fará falta, nem deixará saudades a quem quer que seja na Justiça Brasileira.

 

Rogério

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O MINISTRO DO STF - MAIL DO DES. ELISEU TORRES


Sei, o Min Joaquim Barbosa ERA TRUCULENTO, CHEGADO A ROMPANTES DESUSADOS NO MEIO EM QUE TODOS SE TRATAM POLIDAMENTE. Só não esqueço duas circunstâncias : a primeira – o Ministro era homem cujo corpo sofria dores intensas, por conta de problemas sérios na coluna; o segundo, a reação violenta que recebeu do Governo, de alguns colegas e de vários defensores dos acusados do  chamado mensalão. José Sarney, quando Presidente da Repúblicva, lembrava sempre  do ritual do cargo. Acho que nessa passagem do Min Barbosa pela Presidencia do SUPREMO, NÃO HOUvE, DE PARTE A PARTE,  OBEDIÊNCIA AO RITUAL DO CARGO. Lembremos : Barbosa diante de uma representação de entidades de magistrados, disse que havia uma trama entre Juízes e Advogados para criar mais um Tribunal Federal. Um dos magistrados quis contestá-lo  e ele literalmente mandou-o calar a boca. Um laivo de prepotência. Depois e essa foi a causa da recusa do Cons Reg da OAB do DF em conceder-lhe a reinscrição, ele mandou retirar a força do plenário o advogado de José Genoino, que exigia que seu processo fosse julgado em primeiro lugar. Assisti o episódio na TV. O profissional desbordou para o desacato. Estava iniciado um outro julgamento. Ele, sem que lhe fosse concedida a palavra, assomou à tribuna e começou a protestar em altos brados. Como não silenciou, o Presidente mandou retirá-lo do plenário. A ordem dos trabalhos é mantida pelo Presidente, em qualquer tribunal do mundo e é impensável que alguém, sem  receber a palavra, interrompa um julgamento, exigindo, em altos brados, que o seu seja posto em pauta. Há quem diga que o advogado estava bêbado. Isso nem interessa, posto que os operadores do Direito devem tratar-se com urbanidade entre si e respeito ao Regimento Interno.Assim como os fatos estão colocados, penso que a negativa de inscrição soa como vindita. Eliseu Torres

 

A GLÓRIA DO PODER É EFÊMERA, SR. MINISTRO


A OAB quer negar registro, ou revalidação, à inscrição do eminentíssimo ex ministro do STF. 
Foi ele o precursor de alguns " modos" nada usuais nas Arcádias, Academias intelectuais ( não as que tu frequentas para musculação, tontinho!), casas de família, Tribunais. Tais como : o sr. é um chicaneiro! retirem o advogado! . Coisas que ruborizariam até os frequentadores do Piscinão de Ramos.
Mas o povão - inclusive tu e eu, caro leitor, gostamos de xerifes, de justiceiros. Eu mesmo, no Cinema Apolo, de Santa Cruz, vibrava com o massacre de índios pelo tal do Custer.
Povão é assim Até os alemães foram assim com o Adolfo, Quem diria.
Mas agora nosso seráfico ministro voltou à planície. Os guardas e bedéis do STF provavelmente nem o cumprimentem mais. Os focas da redação dos jornais não o entrevistam. É ainda um herói no imaginário popular, mas, por incrível que possa parecer, com sua saída, não parou de funcionar o STF, nem tremeram as instituições, nem candidato algum se referiu a ele na campanha eleitoral.
Sic transit gloria mundi.
Sem a toga, o trânsito vai lhe ficar mais engarrafado.

MAIL DA ESCRITORA IRLANDESA/BRASILEIRA/SANTACRUZENSE MOINA


My dear , dear friend

You have done it again!

 Quando peguei a Gazeta na hora do  breakfast  para me inteirar  das  novidades locais, logo ao virar a primeira página  fiquei “flabbergasted” quando vi o meu nome em letras garrafais.    Tendo me recuperado do espanto comecei a ler  para descobrir o que aquela  incrível moina fez para merecer  tanta atenção.

Dear friend,  tu não tem  jeito mesmo. Eu não sou nada mais do que uma dona de casa que gosta de escrever nas horas vagas. É isso!

Mesmo assim fiquei muito contente em saber que gostaste  da minha história.  Ela é singela e simples e,  acho que consegui dar uma ideia do que pode ser a vida num camping, assim, sem lenço e nem documento, só vivendo o dia a dia e sentir que a vida vale a pena.

 Já notei, ao ler teus escritos, que também  prezas, entendes e curtes esses mesmos sentimentos quando estás andando pelos campo de Unistalda.  É uma sensação de liberdade e de  entrosamento com o universo, não é mesmo?.  Nem sempre a gente consegue ter essa sensação, mas é infinita  quando ela nos  envolve.

Acho que a cidade inteira leu a tua página logo de manhã cedinho, pois foi um tal de amigas telefonarem para eu  não deixar de dar uma olhada na Gazeta! Como tive vários compromisso na rua  encontrei muita gente que logo ia avisando: Tu já viu a Gazeta hoje?   

    As  tuas  colunas  tem feito muito sucesso por  aqui e posso te garantir que tens um grande  fã clube  na nossa Santa Cruz.

Termino enviando lots of hugs e many thanks  pela amizade e  por toda a força que me  tens dado.

              Mais um abraço,

                                            moina