Quero compartilhar com vocês a maravilha que é o campo, especialmente na nossa Pecuária Gessinger. Os equinos nos estão dando muita alegria, pois estão nascendo as crias.( Claro que estamos com força total em bovinos e ovinos, tanto de cabanha como de corte),
Fora disso tem sempre as maravilhas, como as galinhas chocarem os ovos dos patos ou marrecas e os ficarem criando, É um sarro vendo as galinhas levando seus " filhos" na beira o açude, eles se atirando na água e elas , na margem, histéricas.
domingo, 12 de outubro de 2014
DIA DA CRIANÇA ou O RESULTADO DE UMA NOITE QUENTE DE VERÃO
Nasci de parto normal ( na época gravidez não era doença, portanto não precisava dar um talho na barriga da mãe). Também, como se diz, nasci " a domicílio", lá no interior de Santa Cruz, onde meu pai tinha uma " venda" , presença apenas de uma parteira. Estando eu com nove meses, dormindo no meu berço, eis que meu pai se insinua, numa noite quente, para minha mãe, na cama.
- pára, disse ela,tenho medo de engravidar.
- fica fria, disse ele, no estuar da libido, mulher dando de mamar no peito não engravida.
Nove meses depois nasceu Lia,minha irmã. Fazer o que: cada um mamou numa teta de nossa mãe. Foi para isso que Deus fez as mulheres com dois seios.
sábado, 11 de outubro de 2014
A ADOÇÃO NOS BOVINOS, NA EXPERIÊNCIA DE MEU CAPATAZ LUIZ CESAR
Meu capataz Luiz César é doutor em lides campeiras. Co'de loco! como se diz em unistaldês.
As vez em quando perece uma mãe ( vaca) , ou de raio, ou picada por uma cruzeira ou cascavela, ou por comer maria-mol. Resta o terneirinho triste e abandonado. Em algumas fazendas o pessoal o cria " guaxo", dando-lhe mamadeira e o alimentando sem a mãe.
Já Luiz César gosta de fazer a adoção ( o chamado enxerto).
Apara um pouco de urina da vaca adotante e passa no lombo do terneiro a ser adotado. Deixa a mãe, seu filho natural e o adotando na mangueira. Os dois terneiros logo se cheiram e fazem amizade, mas o filho natural gosta de " lograr" seu " novo irmão". Então Luiz César separa a mãe e deixa os dois terneiros juntos. Na hora de mamar, junta os três e fica falando com a mãe para ela não " enjeitar" o adotado.
Pronto, ela cheira o adotado, reluta um pouco, mas o adota.
Pode soltar para o campo. Não há a trabalheira de criar guaxo e ainda tem o lado afetivo, importante para todos nós, animais.
MARISTELA QUER LEVAR A GESSINGER À INSOLVÊNCIA
Elmar Hadler de Pelotas, ou melhor, de Capão do Leão, Fazenda Santa Amélia, nos comprou um determinado número de reprodutores( borregos) Ile de France S.O. Nosso caminhão vai levar a turma dia 23.10.
Hoje foi feita a seleção dos " taradinhos" que vão fazer amor com as ovelhas do Hadler.
Perfeccionista , dona Maristela Genro Gessinger, ao invés de selecionar todos os tatuados S.O,, cujo preço é mais acessível, optou por escolher a metade de P.O., que valem o dobro, sem cobrar acréscimo algum. Argumenta ela que vender para o Hadler é vitrine e que, em breve, vamos levar jamantas de reprodutores para a região de Pelotas e adjacências.
Quem sou eu para discutir?
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
JURISTA E FILÓSOFO JOSÉ NEDEL LANÇA NOVO E INDISPENSÁVEL LIVRO
Conheço o mestre , amigo e colega magistrado José Nedel há muitos anos. Homem estudioso, sério, de inestimável bagagem cultural.
---------
Estes Ensaios, o 10º livro
individual de José Nedel, magistrado e professor aposentado, contêm subsídios
para o estudo de questões teóricas e práticas do agir humano que têm desafiado
os pensadores ao longo dos tempos e continuam relevantes até hoje. A temática, desdobrada
em doze capítulos, contempla a ética de Aristóteles, a concepção do homem e da
história em S. Agostinho, a ética e a filosofia política de Tomás de Aquino, a teoria
ética e política de John Rawls, a filosofia prática e o éthos mundial segundo Hans Küng, versões da ética e relações de
dependência e reciprocidade de acordo com Alasdair MacIntyre, reflexões sobre
ser e dever ser, as formas da justiça, o bem e o mal, a interpretação de “não
punir” como “autorizar” aborto (CP, art. 128). A exposição dos temas, em diálogo
com autores renomados, sempre é seguida de uma avaliação crítica. Disponível em
livrarias e sob demanda pelo site editorasapiens.com.br/loja/
Preço: R$ 33.
---------
NEDEL, José. Ensaios de filosofia prática, 267p. (Porto Alegre: Sapiens, 2014).
' LIBERAR ' OS ELEITORES... QUE BAITA BOBAGEM
À grande asneira de falar em " sigla" como sinônimo de partido, agora grassa na mídia, como pulga em cachorro vadio, essa de " siglas" liberarem os eleitores.
Jogo um dos meus violinos que nem 10% dos eleitores dá bola para o que dizem ou vociferam os " líderes" partidários. O povo em geral pensa com sua própria cabeça, pouco se lhe dando do que se conjectura nos gabinetes climatizados .
São pífios os percentuais de filiados a partidos, considerando-se o universo dos eleitores.
Meditando sobre tantas bobagens que a grande mídia vai repassando fico a pensar: não existe mais um chefe de redação para filtrar um pouco? ou nas redações é proibido ponderar?
Jogo um dos meus violinos que nem 10% dos eleitores dá bola para o que dizem ou vociferam os " líderes" partidários. O povo em geral pensa com sua própria cabeça, pouco se lhe dando do que se conjectura nos gabinetes climatizados .
São pífios os percentuais de filiados a partidos, considerando-se o universo dos eleitores.
Meditando sobre tantas bobagens que a grande mídia vai repassando fico a pensar: não existe mais um chefe de redação para filtrar um pouco? ou nas redações é proibido ponderar?
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
PREVIDI DESCOBRE MINHA VIAGEM A STRASBOURG
( do blog do Prévidi -http://previdi.blogspot.com.br/
um Bom Dia! especial
Para o advogado e pecuarista Ruy Gessinger - hoje deve estar em Xangri-Lá e eu, aqui em Porto Alegre, "morto de inveja"!!
Digo eu agora -
Como a maioria não sabe, a Alsácia já pertenceu à Alemanha. Hoje é da França. Por sinal,lá há uma escultura muito linda. A mãe Alsácia amparando no colo dois soldados feridos: um francês e um alemão. Muitos alsacianos ainda falam o alemão. Lá eles não foram tão burros como um ditador brasileiro que proibiu a colonada de falar alemão.
Mando um abraço ao blogueiro -mor do RGS, meu adorado amigo Prévidi que hoje tanto me honrou com minha foto .
um Bom Dia! especial
Para o advogado e pecuarista Ruy Gessinger - hoje deve estar em Xangri-Lá e eu, aqui em Porto Alegre, "morto de inveja"!!
Digo eu agora -
Como a maioria não sabe, a Alsácia já pertenceu à Alemanha. Hoje é da França. Por sinal,lá há uma escultura muito linda. A mãe Alsácia amparando no colo dois soldados feridos: um francês e um alemão. Muitos alsacianos ainda falam o alemão. Lá eles não foram tão burros como um ditador brasileiro que proibiu a colonada de falar alemão.
Mando um abraço ao blogueiro -mor do RGS, meu adorado amigo Prévidi que hoje tanto me honrou com minha foto .
LISSI BENDER, PROFESSORA DA UNISC, LANÇA MAIS UM LIVRO
Tive a grande honra de ser convidado pela professora universitária e escritora Lissi Bender para colocar um breve comentário na capa do livro, o que fiz com muita alegria.
Lissi traz a lume um trabalho sério e denso, que resgata muito da cultura alemã no Brasil, especialmente no Sul.O trabalho é bilíngue: alemão - português.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
MEUS AMIGOS ANDAM ME ESTRANHANDO
Sim, indagam-me por qual razão não dei um pio nessas eleições .
Vamos por partes, como dizia o Estripador Jack.
Frequentei colégios que meus pais pagaram com o suor de seu resto.
Passei no vestibular para Direito na UFRGS sem ter feito cursinho.
Passei no concurso para Delegado de Polícia em 1. lugar e fui o orador da turma.
Passei no concurso para juiz de Direito sem ter feito a escola da Ajuris ou outro curso preparatório.
Voltei a advogar sem jamais ter usado ou abusado da minha condição de Desembargador aposentado. Jamais voltei a entrar nos elevadores privativos dos magistrados e não frequento a sede social da Ajuris.
Nunca tive uma CC.Nada consegui através de pistolão. Nadicas!
Não quis e nem quero concorrer a cargo eletivo.
Meus filhos estão super bem, obrigado.
Resumo da comédia: penso, tenho convicção, que a maioria de nós espera demais dos políticos e dos governos. É tudo buscando um salvador, um messias. E nós não damos educação mínima aos filhos, nem bons modos. Entra ano, passa ano, sai ano e o Brasil não tem jeito de se alçar para o Primeiro Mundo. Culpa dos políticos? Culpa das leis?
Nada disso, culpa nossa, do povo.
Penso, então que, nessa quadra da vida tenho que cuidar do que me dá prazer:curtir a família, uma bela sustentação oral no Tribunal, envergar um bem cortado terno, cuidar na nossa estância, praticar exercícios, especialmente o tênis, desfrutar o que consegui amealhar e torcer que a próxima geração faça o dever de casa. Dar educação aos seus filhos.
E fico aguardando que as pessoas parem de só se queixar do governo.
No mais, não está na política partidária a salvação da lavoura; como não está no Judiciário a chave para o combate à criminalidade.Uma cultura de respeito às normas e de amor ao trabalho já é um belo começo.
Vamos por partes, como dizia o Estripador Jack.
Frequentei colégios que meus pais pagaram com o suor de seu resto.
Passei no vestibular para Direito na UFRGS sem ter feito cursinho.
Passei no concurso para Delegado de Polícia em 1. lugar e fui o orador da turma.
Passei no concurso para juiz de Direito sem ter feito a escola da Ajuris ou outro curso preparatório.
Voltei a advogar sem jamais ter usado ou abusado da minha condição de Desembargador aposentado. Jamais voltei a entrar nos elevadores privativos dos magistrados e não frequento a sede social da Ajuris.
Nunca tive uma CC.Nada consegui através de pistolão. Nadicas!
Não quis e nem quero concorrer a cargo eletivo.
Meus filhos estão super bem, obrigado.
Resumo da comédia: penso, tenho convicção, que a maioria de nós espera demais dos políticos e dos governos. É tudo buscando um salvador, um messias. E nós não damos educação mínima aos filhos, nem bons modos. Entra ano, passa ano, sai ano e o Brasil não tem jeito de se alçar para o Primeiro Mundo. Culpa dos políticos? Culpa das leis?
Nada disso, culpa nossa, do povo.
Penso, então que, nessa quadra da vida tenho que cuidar do que me dá prazer:curtir a família, uma bela sustentação oral no Tribunal, envergar um bem cortado terno, cuidar na nossa estância, praticar exercícios, especialmente o tênis, desfrutar o que consegui amealhar e torcer que a próxima geração faça o dever de casa. Dar educação aos seus filhos.
E fico aguardando que as pessoas parem de só se queixar do governo.
No mais, não está na política partidária a salvação da lavoura; como não está no Judiciário a chave para o combate à criminalidade.Uma cultura de respeito às normas e de amor ao trabalho já é um belo começo.
sábado, 4 de outubro de 2014
FAZENDA SANTA AMÉLIA DE PELOTAS ADQUIRE 8 CARNEIROS DA GESSINGER
Alguns anos atrás o Elmar Hadler nos adquiriu carneiros Ile de France para melhorar ainda mais seu rebanho de ovinos.
O resultado está aí na foto.
Agora vem de nos adquirir mais outros reprodutores que ele chama carinhosamente de os " taradinhos" da Pecuária Gessinger, tamanha é sua volúpia com as fêmeas.
Nunca esquecendo que o plantel da Gessinger conta com o GENE VACARIA que resulta em muitos partos múltiplos.
Faça você como o HADLER. Nós levamos na sua estância.
fones 55 - 96659559 ou 55 - 99355703
com luiz césar
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
CHULETAS DE LEITÃOZINHO MAMÃO A XANGRI LA
Modo de preparar.
Mude-se para Xangri La, para início de conversa.
Faça uma viagem ao Iran, ou antiga Pérsia, ou então para os Açores e traga magotes dos chamados limões sicilianos.
Ao passar pela Bavária compre várias chuletas de suínos, com aquela mantinha de gordura, que você vai usar para tostar levemente, levemente. Nada de azeite e esses venenos.
Vinho pode ser um Tannat uruguayo mesmo, Cerros de San Juan, por exemplo.
Grelhe as chuletinhas na sua própria gordurinha enquanto ouve " De profundis" de Bruhns, entoado por Gian Paolo Dal Dosso, basso, ENSEMBLE BAROCCO PHILADES.
As batatas podem ser lá de Boa Vista, município de Santa Cruz. Corte as rodelas de limão e as deixe sobre as chuletas, por 3 minutos.
Bom proveito!
Mude-se para Xangri La, para início de conversa.
Faça uma viagem ao Iran, ou antiga Pérsia, ou então para os Açores e traga magotes dos chamados limões sicilianos.
Ao passar pela Bavária compre várias chuletas de suínos, com aquela mantinha de gordura, que você vai usar para tostar levemente, levemente. Nada de azeite e esses venenos.
Vinho pode ser um Tannat uruguayo mesmo, Cerros de San Juan, por exemplo.
Grelhe as chuletinhas na sua própria gordurinha enquanto ouve " De profundis" de Bruhns, entoado por Gian Paolo Dal Dosso, basso, ENSEMBLE BAROCCO PHILADES.
As batatas podem ser lá de Boa Vista, município de Santa Cruz. Corte as rodelas de limão e as deixe sobre as chuletas, por 3 minutos.
Bom proveito!
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
A POLEMICA DO EX MINISTRO DO STF. OPINIÃO DO DR. GUIMARÃES OLIVEIRA
O PONTO FORA DA CURVA APAGOU-SE E TRANSITOU EM JULGADO
O Joaquim, de nobre, não tem nada. Uma grande ironia isto, a
considerar que sua ida para o STF foi uma forma pitoresca do então Presidente
Lula prestigiar os afro-descendentes brasileiros. Isto porque, graças ao
racismo atávico excludente que ainda viceja disfarçadamente na sociedade
brasileira, sob várias formas, contam-se nos dedos os afro-descendentes que
integram a magistratura nacional, especialmente nos tribunais. Teria sido um
erro do Lula tê-lo indicado? Talvez, não, em face da intenção, que foi
nobre. Mas a indicação, em razão do indicado, resultou num desastre. Isto
é unânime na opinião de juristas de todas as ideologias, em todo o Poder
Judiciário do país.
E isto ocorreu porque o Joaquim, o escolhido, não entendeu
patavinas de nada. E assim que recebeu a outorga estatal de poder, tratou de
fazer valer os conceitos dos velhos tempos da chibata e do açoite no tronco, em
praça pública. Os mesmos açoites que certamente enfrentaram seus antepassados
nos grilhões da terrível escravatura que assegurou a riqueza dos nossos
baronatos brancos de antanho. Vimos um Joaquim Barbosa, ao vivo e a
cores, comportar-se de forma rude e arrogante, várias e várias vezes, pondo-se
a ofender, desprezar, afrontar, humilhar colegas ministros, magistrados de
outras Cortes, juízes, servidores judiciários, advogados, defensores,
jornalistas e tantos outros quantos cruzaram seu caminho, dentro dos processos
judiciais ou fora deles.
O Joaquim se fez ministro do STF e presidiu a mais Alta Corte de
Justiça do país como se fosse o Senhor Supremo da Casa Grande. Mas
demonstrou, dali mesmo, não ter compostura, ética ou dignidade suficientes para
ser Advogado. E teve, por isso mesmo, seu pedido de registro como
Advogado devidamente negado pela OAB.
Não poderia a OAB outorgar tal registro profissional a quem
violou, sistematicamente, as prerrogativas profissionais dos Advogados
brasileiros. JB, na sua linha de ferocidade e truculência contra os Advogados,
que via como inimigos, foi de ZERO a 100 em poucos meses. Disse durante
uma sessão de julgamento, certa feita, que os advogados brasileiros costumam
“dormir” até as 11h todos os dias. No outro extremo da linha de leviandades,
cortou o microfone de um Advogado, enquanto este manifestava-se na tribuna do
STF, em seu pleno e legítimo exercício profissional. E isto só não bastou
ao JB sempre muito bronco e tosco: ordenou aos fortes seguranças da Casa
que retirassem dali o advogado, mediante o usa da força bruta, arrastando-o
fisicamente para fora do “seu” tribunal. Um rompante caprichoso da Era Medieval
que revelou a nu a alma pulsante do Joaquim da Chibata. Na pequenez da
sua estatura e embriagado pelo poder em suas mãos, ele acabara de cometer,
naquela cena dantesca, diversos atentados a valores éticos caríssimos à
Democracia. Afrontou, de uma só vez, todos os princípios que regem a
Advocacia Brasileira e a própria Justiça, rasgando aos pedaços o art. 133 da
Constituição Federal, a Carta Política do país cuja guarda incumbe, exatamente,
ao exato e mesmo STF. JB embarrou com seus pés a Corte que presidia,
violando, especialmente, a sagrada tribuna, que dá, justamente, o nome de
oficial de “tribunal” ao prédio do STF. Ele mandou arrombar a tribuna
mais importante da nação.
Joaquim foi uma figura obtusa no STF, beirando a caricatura,
como quando a imprensa o “pintou” de Batman, com sua capa preta. Porém, a
produção jurídica de JB não teve nada de notável ou de excepcional. Ela
era inseguro na elaboração de seus votos e detestava apartes ou questionamentos
de seus colegas nas sessões de julgamento. Fazia da arrogância prévia um certo
mecanismo de auto-defesa, destinado a impedir controvérsias, de forma a
encobrir seu déficit jurídico de compreensão, pois no fundo sabia da sua
condição de magistrado medíocre, com sofrível entendimento do Direito e da
interpretação das leis e da jurisprudência. Ele sempre teve severas
dificuldades para compreender as teses jurídicas confrontadas nos processos.
Deve muitíssimo aos seus ex-assessores, de altíssimo nível intelectual e
capacidade jurídica, os quais lhe auxiliaram muito na produção das decisões que
proferiu na Corte. JB leva para casa, porém, um troféu que é, praticamente,
exclusivo: foi o magistrado brasileiro que cometeu a proeza de condenar
réus, em definitivo, sem quaisquer provas nos autos (e justiça seja feita:
acabou seguido, nesta aberração judiciária, por outros colegas ministros).
Os estragos da passagem de JB no Poder Judiciário brasileiro,
vistos pelo “conjunto da obra”, foram tantos e foram tamanhos que, na cerimônia
de posse do seu substituto na Presidência, a cuja cerimônia Joaquim não
compareceu e não fez falta, seu nome não foi citado nem sua pessoa foi
referida, ainda que indiretamente, uma única vez. Aos presentes e a seu
sucessor, viu-se um nítido sentimento de alívio pela nova fase que se inicia,
de um grande trabalho de reconstrução da imagem arranhada e embaçada da Corte
Suprema, o qual deverá ser agora realizado.
A passagem do JB pelo STF apagou-se, assim, como o “ponto fora
da curva” a que ele reduziu-se, por conta própria, por seus atos, atitudes e
limitações. No meio jurídica, diz-se que JB “transitou em julgado” e
segue agora, como um “feito teratológico”, direto para o arquivo morto do Poder
Judiciário, destinado a ser esquecido, dentro de sua própria obscuridade.
Talvez seja lembrado no futuro, em aulas nas faculdades de Direito do país,
quando professores o usarão como referência para tudo o que não serve para
atingir-se o ideal de Justiça da sociedade. Um exemplo concreto aos
alunos de Direito sobre o que ocorre quando ausentes os valores imprescindíveis
na vida de qualquer operador jurídico: a urbanidade, o llanismo, a
fidalguia, a educação na forma de manifestar-se e de se portar, bem como o respeito
irrestrito a todos os demais integrantes do ambiente judiciário.
JB é o resultado de um sistema anacrônico de acesso à Alta Corte
de Justiça do país. Ele ali não fez escola, não fará falta, nem deixará
saudades a quem quer que seja na Justiça Brasileira.
Rogério
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O MINISTRO DO STF - MAIL DO DES. ELISEU TORRES
Sei, o Min Joaquim Barbosa ERA TRUCULENTO, CHEGADO A ROMPANTES
DESUSADOS NO MEIO EM QUE TODOS SE TRATAM POLIDAMENTE. Só não esqueço duas
circunstâncias : a primeira – o Ministro era homem cujo corpo sofria dores
intensas, por conta de problemas sérios na coluna; o segundo, a reação violenta
que recebeu do Governo, de alguns colegas e de vários defensores dos acusados
do chamado mensalão. José Sarney, quando Presidente da Repúblicva,
lembrava sempre do ritual do cargo. Acho que nessa passagem do Min Barbosa
pela Presidencia do SUPREMO, NÃO HOUvE, DE PARTE A PARTE, OBEDIÊNCIA AO
RITUAL DO CARGO. Lembremos : Barbosa diante de uma representação de entidades
de magistrados, disse que havia uma trama entre Juízes e Advogados para criar
mais um Tribunal Federal. Um dos magistrados quis contestá-lo e ele
literalmente mandou-o calar a boca. Um laivo de prepotência. Depois e essa foi
a causa da recusa do Cons Reg da OAB do DF em conceder-lhe a reinscrição, ele
mandou retirar a força do plenário o advogado de José Genoino, que exigia que
seu processo fosse julgado em primeiro lugar. Assisti o episódio na TV. O
profissional desbordou para o desacato. Estava iniciado um outro julgamento.
Ele, sem que lhe fosse concedida a palavra, assomou à tribuna e começou a
protestar em altos brados. Como não silenciou, o Presidente mandou retirá-lo do
plenário. A ordem dos trabalhos é mantida pelo Presidente, em qualquer tribunal
do mundo e é impensável que alguém, sem receber a palavra, interrompa um
julgamento, exigindo, em altos brados, que o seu seja posto em pauta. Há quem
diga que o advogado estava bêbado. Isso nem interessa, posto que os operadores
do Direito devem tratar-se com urbanidade entre si e respeito ao Regimento
Interno.Assim como os fatos estão colocados, penso que a negativa de inscrição
soa como vindita. Eliseu Torres
A GLÓRIA DO PODER É EFÊMERA, SR. MINISTRO
A OAB quer negar registro, ou revalidação, à inscrição do eminentíssimo ex ministro do STF.
Foi ele o precursor de alguns " modos" nada usuais nas Arcádias, Academias intelectuais ( não as que tu frequentas para musculação, tontinho!), casas de família, Tribunais. Tais como : o sr. é um chicaneiro! retirem o advogado! . Coisas que ruborizariam até os frequentadores do Piscinão de Ramos.
Mas o povão - inclusive tu e eu, caro leitor, gostamos de xerifes, de justiceiros. Eu mesmo, no Cinema Apolo, de Santa Cruz, vibrava com o massacre de índios pelo tal do Custer.
Povão é assim Até os alemães foram assim com o Adolfo, Quem diria.
Mas agora nosso seráfico ministro voltou à planície. Os guardas e bedéis do STF provavelmente nem o cumprimentem mais. Os focas da redação dos jornais não o entrevistam. É ainda um herói no imaginário popular, mas, por incrível que possa parecer, com sua saída, não parou de funcionar o STF, nem tremeram as instituições, nem candidato algum se referiu a ele na campanha eleitoral.
Sic transit gloria mundi.
Sem a toga, o trânsito vai lhe ficar mais engarrafado.
MAIL DA ESCRITORA IRLANDESA/BRASILEIRA/SANTACRUZENSE MOINA
My dear ,
dear friend
You have
done it again!
Quando peguei a Gazeta na hora do breakfast
para me inteirar das novidades locais, logo ao virar a
primeira página fiquei “flabbergasted” quando vi o meu nome em letras
garrafais. Tendo me recuperado do espanto comecei a ler
para descobrir o que aquela incrível moina fez para merecer tanta
atenção.
Dear friend, tu não tem jeito mesmo. Eu não sou
nada mais do que uma dona de casa que gosta de escrever nas horas vagas. É
isso!
Mesmo assim fiquei muito contente em saber que
gostaste da minha história. Ela é singela e simples e, acho
que consegui dar uma ideia do que pode ser a vida num camping, assim, sem lenço
e nem documento, só vivendo o dia a dia e sentir que a vida vale a pena.
Já notei, ao ler teus escritos, que também
prezas, entendes e curtes esses mesmos sentimentos quando estás andando
pelos campo de Unistalda. É uma sensação de liberdade e de
entrosamento com o universo, não é mesmo?. Nem sempre a gente consegue
ter essa sensação, mas é infinita quando ela nos envolve.
Acho que a cidade inteira leu a tua página logo de manhã
cedinho, pois foi um tal de amigas telefonarem para eu não deixar de dar
uma olhada na Gazeta! Como tive vários compromisso na rua encontrei muita
gente que logo ia avisando: Tu já viu a Gazeta hoje?
As tuas colunas
tem feito muito sucesso por aqui e posso te garantir que tens um
grande fã clube na nossa Santa Cruz.
Termino enviando lots of hugs e many thanks pela
amizade e por toda a força que me tens dado.
Mais um
abraço,
moina
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