domingo, 25 de maio de 2014
PENSANDO BEM... NÃO ME FAZEM FALTA COISAS QUE ONTEM ME ERAM VITAIS
Como cambian las cosas... principalmente com a serena maturidade.
Há bem pouco não largava o telefone; hoje regozijo-me por ele não tocar.
Ao acordar ligava o rádio em busca das notícias; hoje escuto a charla mansa e calma dos pássaros.
Em seguida ia sôfrego ler os jornais; faz muito tempo que não sei o que é um periódico impresso.
Acompanhava com frenesi meu Internacional. Hoje só me interesso pelos resultados.
Nos churrascos entupia-me de carnes e cerveja. Larguei a loira faz dez anos ( não me faz falta) adoro assar, mas jamais tendo à volta mais de seis pessoas.
Adorava ajuntamentos: hoje só gosto de estar com pessoas que sussurram e não gritam e as que, quando um fala, escutam e esperam sua vez.
Não me fazem falta as luzes dos estúdios de TV. Geralmente é tempo perdido.
Vivo hoje do ar puro que respiro, das longas caminhadas, do esporte saudável, da alimentação cuidadosa, da água pura.
Afasto-me, como o diabo da cruz, dos " locais turísticos".
Estou conhecendo algo que jamais pressentira: a euforia da paz.
Experimenta tu, caro leitor, querida leitora, dar uma chance para tua alma e teu corpo. Volta a caminhar, fala menos, não dês curso a pensamentos negativos.
Tira os dedos da tomada.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
A POLÊMICA SOBRE XUXA - MAIL DA JORNALISTA ROSANE DE OLIVEIRA
Eu não pretendia entrar nesse debate porque não conheço a
maioria das pessoas aqui, mas como sou radicalmente contra intolerância, fico
me perguntando: aonde chegaremos com isso? Se entendi bem alguns dos
comentários feitos nesta corrente, ninguém tem o direito de se arrepender das
bobagens que fez na juventude. Ou só a Xuxa não tem porque trabalhou para a
Globo? Deve ser condenada à fogueira porque fez um filme idiota, de um
diretor babaca, e depois comprou todas as cópias para evitar a divulgação? Pois
quero lhes dizer, senhoras e senhores: não conheço a Xuxa pessoalmente, meus
filhos nunca se interessaram pela figura dela, mas eu acho louvável que ela use
o tempo, o dinheiro e o prestígio que ainda lhe resta em defesa das boas
causas. Ela não pode se engajar numa campanha contra a violência infantil
porque há mais de 30 anos fez um filme ruim sob todos os pontos de vista?
Convenhamos, minha gente... Ela não está ganhando dinheiro com isso. Aliás, até
afastada da TV está, porque o tempo dela como rainha dos baixinhos já passou.
Está fazendo isso para aliviar o peso na consciência? OK, qual é o problema? A
não ser que vocês que estão criticando a Xuxa achem que só os 100% puros
(existe isso?) podem defender as crianças da fúria de pais, mães, madrastas e padrastos
que batem e até matam. Sim, a Xuxa é um espírito atormentado porque foi vítima
de violência sexual. Por isso não pode defender uma boa causa? Espero que cada
um dos que atacam a Xuxa esteja fazendo a sua parte para proteger as crianças.
`Porque criticar quem faz alguma coisa é facílimo. Ir a campo e fazer alguma
coisa é outra história, não é não?
AINDA O ASSUNTO XUXA
Minha post de ontem rendeu-me uns relhaços no lombo e - pior - partidos de pessoas de alto quilate.
Então a culpa é minha, por não ter escrito com a clareza necessária.
Isso é como piada da qual ninguém ri. Explicar fica pior.
Simplesmente externei o seguinte: eu cometi algumas bobagens no passado que, se fossem trazidas à tona anos depois, teriam sido óbices ao meu caminho. Sem embargo de, depois, não ter reincidido; inobstante ter procurado reparar os danos.
Minha idéia era e é de se ter presente que o passado não pode ser considerado, ad aeternum, como uma bola de 50 kgs amarrada no pé da pessoa.
Então a culpa é minha, por não ter escrito com a clareza necessária.
Isso é como piada da qual ninguém ri. Explicar fica pior.
Simplesmente externei o seguinte: eu cometi algumas bobagens no passado que, se fossem trazidas à tona anos depois, teriam sido óbices ao meu caminho. Sem embargo de, depois, não ter reincidido; inobstante ter procurado reparar os danos.
Minha idéia era e é de se ter presente que o passado não pode ser considerado, ad aeternum, como uma bola de 50 kgs amarrada no pé da pessoa.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
OS INÍQUOS ATAQUES À SRA. XUXA MENEGHEL
Convido meus leitores a pensar no salmo DE PROFUNDIS -
Si iniquitates observaveris, Domine, Domine, quis sustinebit?
Quia apud te propitiatio est; et propter legem tuam sustinui te, Domine.
Sustinuit anima mea in verbo ejus:
Speravit anima mea in Domino.
A custodia matutina usque ad noctem, speret Israël in Domino.
Quia apud Dominum misericordia, et copiosa apud eum redemptio.
Et ipse redimet Israël ex omnibus iniquitatibus ejus.
Se observares minhas iniquidades, Senhor, quem poderá subsistir?
Mas contigo está o perdão, tenho esperado por ti, ó Senhor, por causa de teu nome.
Minha alma espera, confiando na tua palavra:
Minha alma tem esperança no Senhor,
De manhã até a noite; que Israel possa ter esperança no Senhor,do alvorecer ao anoitecer.
Pois a misericórdia está na mão do Senhor, e nele se encontra redenção ;
Ele vai resgatar Israel de todas suas iniquidades.
FEITO ISSO,CONVIDO-OS A UMA REFLEXÃO.
Não me conto entre os que nunca pecaram ou cometeram alguma iniquidade.
Creio que todos nós cometemos, em algum momento, uma injustiça.
A Humanidade soube erguer-se das trevas através do culto à misericórdia e ao perdão.
Daí que lamento o que um parlamentar brasileiro fez com a sra. Meneghel.
Possa ela ter feito algo de discutível no tempo de sua juventude, mas tenho certeza de que fez mais o bem do que o mal durante sua vida.
Até o Direito dos homens e mulheres aceita a prescrição criminal, como um gesto de misericórdia, perdoando o passado pelo decurso do tempo.
O que se dizer de um ato juvenil, de tanto tempo atrás...
Si iniquitates observaveris, Domine, Domine, quis sustinebit?
Quia apud te propitiatio est; et propter legem tuam sustinui te, Domine.
Sustinuit anima mea in verbo ejus:
Speravit anima mea in Domino.
A custodia matutina usque ad noctem, speret Israël in Domino.
Quia apud Dominum misericordia, et copiosa apud eum redemptio.
Et ipse redimet Israël ex omnibus iniquitatibus ejus.
Se observares minhas iniquidades, Senhor, quem poderá subsistir?
Mas contigo está o perdão, tenho esperado por ti, ó Senhor, por causa de teu nome.
Minha alma espera, confiando na tua palavra:
Minha alma tem esperança no Senhor,
De manhã até a noite; que Israel possa ter esperança no Senhor,do alvorecer ao anoitecer.
Pois a misericórdia está na mão do Senhor, e nele se encontra redenção ;
Ele vai resgatar Israel de todas suas iniquidades.
FEITO ISSO,CONVIDO-OS A UMA REFLEXÃO.
Não me conto entre os que nunca pecaram ou cometeram alguma iniquidade.
Creio que todos nós cometemos, em algum momento, uma injustiça.
A Humanidade soube erguer-se das trevas através do culto à misericórdia e ao perdão.
Daí que lamento o que um parlamentar brasileiro fez com a sra. Meneghel.
Possa ela ter feito algo de discutível no tempo de sua juventude, mas tenho certeza de que fez mais o bem do que o mal durante sua vida.
Até o Direito dos homens e mulheres aceita a prescrição criminal, como um gesto de misericórdia, perdoando o passado pelo decurso do tempo.
O que se dizer de um ato juvenil, de tanto tempo atrás...
quarta-feira, 21 de maio de 2014
OU TU FOCAS NO CAMPO OU TU TE QUEBRAS COM LUXOS E BENFEITORIAS VOLUPTUÁRIAS
Vejamos antes o que nos mostra o Clic RBS de hoje:
História na Zona Sul
Palco da Revolução de 23, castelo de Pedras Altas é posto à venda
Por ser tombada pelo Estado, construção foi ofertada ao poder público antes de ser anunciada. Por enquanto, não há resposta sobre a aquisição
por Júlia Otero
O governo estadual ainda não se posiciona sobre a compra. O valor especulado pelo setor imobiliário é de que possa valer R$ 12 milhões Foto: Marcel Ávila / Especial
Um naco da história gaúcha está à venda. É um dos cenários dos chimangos e maragatos, onde foi assinado um acordo que pôs fim à Revolução de 1923. Um castelo imponente, estilo medieval, de 44 cômodos com 300 hectares, que parece deslocado da singela cidade onde se situa.
Fica em Pedras Altas, no sul do Estado, um município de quase 3 mil habitantes, onde só se chega depois de 30 quilômetros de estrada de chão batido, a principal avenida não tem mais de dois quilômetros e a economia gira ao redor do campo.
--------------------------------
DIGO EU, AGORA
Fala-se que querem 12 milhões.
É o seguinte: cada ano que passa vejo que os campeiros antigos ( não os peões, mas os proprietários), tinham razão em muitas coisas.
É duvidosa a idéia de, ao se adquirir uma gleba de campo, erguer-se uma sede suntuosa e cara.
Pela singela e prosaica razão de que nós, sim, temos o gosto e o capricho.
E os filhos? e as noras?
Eles, elas, nos ajudam a cuidar?
E quando morremos, vêm um gringo queimado de sol, com um boné de pano, mas cheio de dinheiro, e simplesmente diz:
- só me interesso no campo. Esse prédio aí não me serve de nada.
Uma das minhas fazendas tem uma sede maravilhosa.
Está fechada, quieta, abandonada.
É muito caro mantê-la.
Centralizei tudo numa sede só.
Sonhos não conseguem pagar os caseiros .Atrasa um dia o pagamento e a Justiça do trabalho te pega. É justo, tudo bem.
Triste, mas verdade.
a realidade é muita indelicada
Acho que ninguém vai pagar 12 milhões.
Só nós, talvez, o Estado.
Estes - a União, o Estado, os Municípios - esses não têm livro-caixa.
Tanto que passam dando festas.
Fica em Pedras Altas, no sul do Estado, um município de quase 3 mil habitantes, onde só se chega depois de 30 quilômetros de estrada de chão batido, a principal avenida não tem mais de dois quilômetros e a economia gira ao redor do campo.
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DIGO EU, AGORA
Fala-se que querem 12 milhões.
É o seguinte: cada ano que passa vejo que os campeiros antigos ( não os peões, mas os proprietários), tinham razão em muitas coisas.
É duvidosa a idéia de, ao se adquirir uma gleba de campo, erguer-se uma sede suntuosa e cara.
Pela singela e prosaica razão de que nós, sim, temos o gosto e o capricho.
E os filhos? e as noras?
Eles, elas, nos ajudam a cuidar?
E quando morremos, vêm um gringo queimado de sol, com um boné de pano, mas cheio de dinheiro, e simplesmente diz:
- só me interesso no campo. Esse prédio aí não me serve de nada.
Uma das minhas fazendas tem uma sede maravilhosa.
Está fechada, quieta, abandonada.
É muito caro mantê-la.
Centralizei tudo numa sede só.
Sonhos não conseguem pagar os caseiros .Atrasa um dia o pagamento e a Justiça do trabalho te pega. É justo, tudo bem.
Triste, mas verdade.
a realidade é muita indelicada
Acho que ninguém vai pagar 12 milhões.
Só nós, talvez, o Estado.
Estes - a União, o Estado, os Municípios - esses não têm livro-caixa.
Tanto que passam dando festas.
PORTO ALEGRE LINDA LINDA NUM RAINY DAY
Minha amada cidade de P. Alegre, que me acolheu, P. Alegre da minha Faculdade de Direito da UFRGS, do meu Internacional, está muito linda nesse dia chuvoso.
Te amo P. Alegre que não tem frescura, que não quer ser o que não é, que não se jacta - ao contrário - é super crítica de si mesma, que aguenta firme a zombaria dos que a invejam.
Não há cidade com mais árvores do que P. Alegre, nem com mais pássaros. Ela tem uma Orquestra Sinfônica. Tem uma rádio ( rádio da Universidade) que toca música clássica o dia inteiro. É a cidade em que seus torcedores cantam o " como aurora precursora" em dias de jogos.
Os turistas que vierem para cá vão se apaixonar. Duvido lugar de gente mais bonita.
E a Padre Chagas não perde para ninguém.
VEJA AQUI MINHA ENTREVISTA NA TV ASSEMBLÉIA
Comece com o número 1.
TV Assembleia | Porto Alegre/RS
TV Assembleia | Porto Alegre/RS
20/05/2014 | 24:41:49 | Ponto de Vista | 00:05:17
Comentários sobre a Lei da Magistratura | Judicialização dos
problemas | Problemas na saúde | falta se segurança | Comentários sobre a
invasão da Câmara de Vereadores | Caso do menino Bernardo Boldrini | Eleições
2014
20/05/2014 | 24:27:45 | Ponto de Vista | 00:14:04
Comentários sobre a Lei da Magistratura | Judicialização dos
problemas | Problemas na saúde | falta se segurança | Comentários sobre a
invasão da Câmara de Vereadores | Caso do menino Bernardo Boldrini | Eleições
2014
20/05/2014 | 24:12:47 | Ponto de Vista | 00:14:58
Comentários sobre a Lei da Magistratura | Judicialização dos
problemas | Problemas na saúde | falta se segurança | Comentários sobre a
invasão da Câmara de Vereadores | Caso do menino Bernardo Boldrini | Eleições
2014
20/05/2014 | 23:57:05 | Ponto de Vista | 00:15:42
terça-feira, 20 de maio de 2014
ENTREVISTA COM MILTON CARDOSO NA TV ASSEMBLÉIA
Acedi, com muito prazer, ao convite do prestigiado jornalista Milton Cardoso.
Também estava a deputada Zilá Breitenbach.
Assuntos: de um tudo, mas tudo mesmo.
Convido vocês para assistirem hoje, meia noite e amanhã 11,30 da manhã.
Também estava a deputada Zilá Breitenbach.
Assuntos: de um tudo, mas tudo mesmo.
Convido vocês para assistirem hoje, meia noite e amanhã 11,30 da manhã.
domingo, 18 de maio de 2014
A OPINIÃO DE MENDELSKI
Ruy, tua constatação é a realidade em todo o
Brasil. O que eu vejo de positivo nesse novo mosaico sócio-econômico que se
molda para milhões de pessoas é o estágio intermediário que qualquer nação em
crescimento atravessa. E é aí que a classe política brasileira se ferra em não
entender o que está acontecendo.
Esses milhões de brasileiros que emergiram da pobreza (não da miséria!) ainda estão no estágio do consumo e querem ter o direito, pela ordem: do fogão de cinco ou seis bocas, refrigerador duplex, freezer, micro-ondas, tv plasma (ou similares) "das grandes" (mínimo de 40 pol) na sala e nos quartos e, finalmente, o automóvel. Quando ficar completo esse perfil de consumidor, ele vai aprender a reclamar do aparelho que veio com defeito, do carro com falha mecânica, do apartamento que tem vazamento, por ai...
Sem se dar conta ele estará mudando de estágio e se tornando um cidadão, exigindo direitos quando se sentir em dia com suas obrigações. E como cidadão vai aprender também a escolher melhor os seus representantes. Ele vai se dar conta de que político também tem prazo de validade, como o seu iogurte. Não vai mais adiantar o espaço político na televisão quando o candidato promete consertar o que está "errado". Ano eleitoral é tempo de messianismo tosco e o cidadão vai se lembrando de promessas não cumpridas, algo assim como "vamos trocar a telha para não chover mais em sua casa".
O cidadão poderá distinguir quem tenta enganá-lo mais vez. Ora, a telha deve ser trocada em dia de sol e não em dia de chuva. Isso leva tempo, mas a base de tudo está nessa conscientização que começa a se formar no Brasil. E ela já começou no momento em que o pedreiro, a cozinheira, o eletricista levaram para suas casas bens de consumo que seus pais e avós não tinham e que sequer podiam sonhar em tê-los. Melhor não provocá-los nas urnas e nos seus sonhos...
Esses milhões de brasileiros que emergiram da pobreza (não da miséria!) ainda estão no estágio do consumo e querem ter o direito, pela ordem: do fogão de cinco ou seis bocas, refrigerador duplex, freezer, micro-ondas, tv plasma (ou similares) "das grandes" (mínimo de 40 pol) na sala e nos quartos e, finalmente, o automóvel. Quando ficar completo esse perfil de consumidor, ele vai aprender a reclamar do aparelho que veio com defeito, do carro com falha mecânica, do apartamento que tem vazamento, por ai...
Sem se dar conta ele estará mudando de estágio e se tornando um cidadão, exigindo direitos quando se sentir em dia com suas obrigações. E como cidadão vai aprender também a escolher melhor os seus representantes. Ele vai se dar conta de que político também tem prazo de validade, como o seu iogurte. Não vai mais adiantar o espaço político na televisão quando o candidato promete consertar o que está "errado". Ano eleitoral é tempo de messianismo tosco e o cidadão vai se lembrando de promessas não cumpridas, algo assim como "vamos trocar a telha para não chover mais em sua casa".
O cidadão poderá distinguir quem tenta enganá-lo mais vez. Ora, a telha deve ser trocada em dia de sol e não em dia de chuva. Isso leva tempo, mas a base de tudo está nessa conscientização que começa a se formar no Brasil. E ela já começou no momento em que o pedreiro, a cozinheira, o eletricista levaram para suas casas bens de consumo que seus pais e avós não tinham e que sequer podiam sonhar em tê-los. Melhor não provocá-los nas urnas e nos seus sonhos...
UM DINOSSAURO E A MARCHA DA MACONHA - por DR. IVAN SAUL *
*( MED.VET, pós doutorado, produtor rural , atualmente exilado no longínquo Paraná)
Com licença meus senhores, vou cantar de contraponto!
Não por maldade e sim por malícia, aproveito o sábado - que os poderosos não mantém plantão*. Segunda-feira o debate será ideologizado pela 'cibermilitância', hoje, todavia, tenho o pocinho só pra mim, dou uns pontas e nado fazendo mareta.
Eu que sou um 'liberal extremado' - me aproprio da expressão do Confrade Hermes - no caso em tela, me posiciono contrariamente ao debate.
Atenção, quando me refiro ao 'debate', quero dizer aquele salutar intercâmbio de opiniões que, se não baseadas em aprofundados estudos, sejam provenientes de experiência no tratamento das questões propostas. Não aquela coisa de 'discutir na plenária', 'tirar uma comissão' e chegar à conclusão que atende aos interesses do poderoso de plantão - o pensamento hegemônico do 'soviete'.
A manifestação, a Marcha, tema inicial desta conversa, pode e deve ocorrer, é própria da democracia, é a liberdade de expressão que deve ser exercida sempre e quando não interfira com a liberdade de ir e vir ou cause dano pessoal ou patrimonial e tudo mais... sempre achei bárbara aquela coisa do Hyde Park em Londres. Um Parque Real que reserva espaço à livre manifestação, onde qualquer cidadão pode falar mal da monarquia pregando as maravilhas do regime republicano, exemplificando com os cases de sucesso: República Federativa do Brasil, República Argentina, República Popular da China, União das Repúblicas Socialistas Soviét... ah, não, essa já era! Enfim, um luxo que se podem dar os civilizados.
O Debate sobre a liberação da maconha.
Este, meus amigos, que pronto será partidarizado aqui mesmo, neste fórum, é improfícuo. Resultará em prejuízos aos interesses maiores do 'bem comum', sejam quais forem suas conclusões, o menor deles, o prejuízo caracterizado pelo atentado às liberdades individuais pela simples proibição - que deve presumir maiores controles.
Ahá! Agora pisei nos calos 'duns alemão' que apareceram antes de mim! Com a metade não dá pra debater pois teria que buscar inconsistências na sua obra, assim Seu Goethe e Seu Brecht, peço vênia e vou em frente, enfrentar os Magistrados.
Um pouquinho de história e geografia. A Cannabis Sativa, uma vez conhecida como Linho Cânhamo, é uma herbácea anual que se presta à fiação, ao fabrico desde cordas até os mais finos fios para produção de tecidos, o linho daqueles ternos brancos meio desleixados que a malandragem, os playboys, os bon vivants usavam, acompanhando o chapéu Panamá, durante o período jurássico.
Mais importante, até o advento da propulsão à vapor e consequente substituição, as navegações, as grandes descobertas e as maiores e mais gloriosas batalhas navais, foram baseadas no cordame que segurava as velas e possibilitava as manobras. Pois bem, cordame e velame eram, então, estratégicos e assunto de segurança nacional. Preocupação e monopólio da Coroa Portuguesa, a qual instalou, primeiro em Pelotas, na Ilha da Feitoria e, depois, em São Leopoldo, no Bairro Feitoria; a "Feitoria do Linho Cânhamo", lavoura estatal, como uma MACONHABRAS.
[Que ideia hein?! Terminar de quebrar a Petro e investir na produção e processamento de entorpecentes orgânicos - Der Grüne Punkt!]
Acontecia, naquele tempo em que não haviam multinacionais de sementes e genética, que as sementes pro cultivo do próximo ano deviam ser produzidas no próprio estabelecimento. Bom lembrar, neste ponto, que o princípio ativo psicotrópico da Cannabis - o THC - só é produzido pela planta após o estágio vegetativo da floração, quando está 'sementando'. Aí, então, os encarregados do banco de germoplasma, com manhas de se queixar das condições de trabalho, acrescidas da ganância e corrupção moral de seus supervisores, estabeleceram a traficância. Alcançavam, por preços módicos, ao resto dos 'escravos do eito', algumas folhinhas fumáveis do risível e idiotizante alucinógeno recreativo. Aliviavam o fardo do trabalho escravo - de quem trabalha e nunca vê a cor do dinheiro - coisa incompreensível nos dias que correm.
O tal princípio ativo, teve e tem indicação farmacêutica, contra a asma e a depressão do câncer. Como todos sabem, está regulamentado, quanto ao seu uso e produção, no Uruguay. Diz-se que, por pressão de seleção, melhoramento genético, o THC é hoje, muito mais potente ou está mais concentrado que há 20 ou 30 anos. Bill Clinton, disse que fumou mas não tragou... enfim, basta de enciclopédia, a maconha é considerada, o entry level, para o mundo das drogas.
É claro que, dados o debate e a consequente regulação, onde a proibição da venda para menores de 18 anos será um dos primeiros artigos, os adolescentes do pós-legislação amadurecerão por decreto e saberão esperar a idade legal para comprar e consumir maconha. Alguns, somente alguns, portadores de desvios sociopáticos, pedirão para algum 'de maior' intermediar as suas compras mediante justa comissão, descaracterizando o Tráfico pela origem legal da mercadoria [com direito ao ticket de caixa].
Bueno, meus dois amigos, Gessinger e Fetter, vocês têm a boca torcida pelo cachimbo da Justiça, apreciam dar voz às partes, obrigam-se, como deformação profissional, ao contraditório embutido no devido processo legal. Eu, que sou uma besta, só escuto o contraditório durante um surto de cinismo - sendo este a dúvida à que me obrigo em determinados temas - não tenho questões por serem respondidas, não por aqueles de quem já conheço o posicionamento.
Regulamentar a produção e consumo de maconha é, indiretamente pelo caminho mais curto [olha a violação das leis da física], tornar legal a produção e consumo de maconha, é levar aos tribunais uma questão meramente administrativa, procedimento policial básico - uns tapas e um 'chá de banco' à espera dos pais [a 'Pena' é sair da cama no meio da madrugada pra ir buscar o anjinho na delegacia].
Ir aos tribunais pra decidir se: "Aquela mudinha que brotou no vaso da samambaia da sala-de-estar, viola o código ao somar-se aos outros seis pés da área de serviço, Doutor?"
Desculpem, meus amigos, não consigo filosofar sobre este assunto... aliás, permito-me uma última reflexão:
"Se as drogas já são uma questão de Saúde Pública, debater sobre uma legislação para a maconha, é como discutir a legalidade da vacinação infantil."
Um grande abraço e bom domingo à todos... do Ivan Saul.
AINDA O MILAGRE ECONÔMICO DE X. LA - OPINIÃO DO DR. GUIMARÃES OLIVEIRA
Este não é apenas o “milagre econômico de Xangri-La”. É o milagre econômico do Brasil. Mais renda e mais emprego geraram na última década uma alteração no perfil da distribuição da riqueza entre os brasileiros. Isto faz surgir aquelas situações que antes eram só existentes no dito “Primeiro Mundo”, que veríamos só em filmes: empregadas domésticas equipadas com i-phones, jardineiros com caminhonetes importadas, entregadores tripulando carros zero-quilômetro. E todos construindo suas casas, com dinheiro próprio ou com financiamentos habitacionais acessíveis, adquirindo cidadania, respeito e dignidade no seu espaço dentro da sociedade. O momento do Brasil de hoje amplia o espaço para o livre-empreendedorismo, aumenta não só as vagas de emprego, mas as oportunidades para quem quiser botar realmente a mão na massa e prosperar, individualmente, quebrando paradigmas sociais seculares. O fato é que este momento é único, ocorre hoje em meio ao desemprego na Europa e, em parte, nos EUA. Gera a abertura de excelentes oportunidades para as novas gerações. Oportunidades que a minha geração não teve, que as gerações próximas a ela também não tiveram. Lembro-me de um fato, algumas décadas atrás, quando um famoso político socialista, de esquerda, foi perguntado, em tom de blague, por um jornalista que achou-se mui inspirado, ao fim de uma entrevista no lobby de um hotel no Nordeste, tascando-lhe esta no experiente entrevistado, à queima-roupas: “Para encerrar, mas esclareça uma coisa: sendo o Senhor um político que defende idéias populares e socialistas, como pode estar aí, tranquilamente, tomando um whisky escocês tão caro como este?” A resposta foi insólita: “O que eu tenho defendido é que todo o cidadão trabalhador deste país possa ter emprego e melhorar sua renda, ao ponto de poder sentar aqui comigo, neste hotel, e tomar também, tranquilamente, o melhor whisky escocês disponível na casa. Este é o meu conceito de progresso. O progresso para todos. ” O repórter, é claro, encerrou a entrevista e se mandou. Este é o fenômeno de Xangri-La e do Brasil, uma realidade que vai formando-se aos poucos, com cenários impensáveis até há bem pouco tempo. E que contraria muitos interesses, é claro. Mas uma transformação que deverá prosseguir, alterando para melhor a vida de milhões de pessoas que antes não teriam qualquer chance de adquirir o seu espaço dentro da sociedade e não na periferia dela. Assim espera-se. Em junho de 2003, a realidade era bem diferente. Uma realidade bem feia. Um concurso para lixeiro no RJ teve 15 mil inscritos, muitos deles com diploma superior. Teve até briga nas filas
sábado, 17 de maio de 2014
O MILAGRE ECONÔMICO DE XANGRI LA
Poucos anos atrás Xangri La era um monte de casas bonitas e palacetes que ficavam fechados fora da estação de veraneio.
Tudo mudou. Vieram os belos condomínios fechados onde moram muitos de maneira fixa. Só um dos maiores condomínios fechados tem mais casas do que em pequenas cidades como, por exemplo, Itacurubi.
Temos de tudo: Supermercados com os mesmos preços de P. alegre, ferragens, lojas, restaurantes, hotéis.
Mas deixa eu contar para vocês o milagre econômico.
Comecei a me intrigar quando, ao voltar a P. Alegre , segundas-feiras de manhã, via dezenas e dezenas de Unos, Gols, e outros carrinhos estacionados na frente dos condomínios. Fui descobrir. São carros das faxineiras, empregadas domésticas, pintores, jardineiros, limpadores de piscinas.
Hoje esteve na minha casa um jovem senhor para arrumar umas persianas de rolo em nosso quiosque. Chegou numa Duster e em meia hora deixou tudo nos trinques. Veio bem vestido, deixou tudo limpo limpo. Me contou que veio do interior e hoje tem casa própria em X. La e seus compromissos estão com agenda lotada por dois meses.
Meu jardineiro tem as chaves de minha casa, como de outras 50 mais ou menos. Tem duas caminhonetes , veio do interior e não quer outra vida.Construiu uma casa de dois andares para sua família.
Maristela chamou agora uma manicure e pedicure pelo celular. Encostou um Clio novinho e desceu uma moça de seus 20 anos. Disse que era de Três Coroas e certo dia veio numa excursão a Capão da Canoa. Ouviu que as massagistas, jardineiros, manicures não dão conta de tanto trabalho, que nem voltou. Está por cima da carne seca.
Pessoas que arrumam antenas de Sky, configuram computadores, fazem reformas, ajardinam, te levam janta em casa, estão ganhando dinheiro.
Como isso me alegra o coração!
Labor omnia vincit! ( o trabalho vence a tudo)
JUSTIÇA SEM ÓDIO
Justiça sem
ódio
João
Baptista Herkenhoff
O
cidadão comum pode ser tomado pelo sentimento de ódio à face de certas
situações. A vítima de um crime violento, por exemplo, tem razões para nutrir
ódio contra a pessoa do criminoso. Essa não é a atitude recomendada pela Ética
Cristã, mas é compreensível. Coloque-se o leitor na situação de um pai, cuja
filhinha pequena foi vítima de estupro. Que penalidade quererá para o
estuprador? Se houvesse a pena de morte e se pedisse a pena de morte, sua
explosão de revolta, ainda que não aprovada, deveria ser compreendida.
O
desejo de vindita do ofendido, em alguns casos, só é rechaçado por um
sentimento religioso sincero e profundo.
Muito
diferente da reação do agredido à face do agressor é o comportamento que se
exige do magistrado quando se depara com os casos que lhe caiba julgar.
Jamais
a sentença judicial pode ter o acento do ódio, da vingança, do destempero
verbal ou emocional.
Ao
juiz pede-se serenidade, quietude, brandura. A autoridade da toga não se
assenta nos rompantes de autoritarismo, mas na imparcialidade das decisões e na
retidão moral dos julgadores.
O
magistrado deve ser tão impolutamente equilibrado, harmonioso, equânime que até
o vencido deve respeitá-lo, embora recorra do julgamento desfavorável.
Como
disse com muita precisão Georges Duhamel, “a verdadeira serenidade não é a
ausência de paixão, mas a paixão contida, o ímpeto domado.”
Ou
na lição de Epicuro: ”A serenidade espiritual é o fruto máximo da Justiça.”
Em
determinados momentos históricos, seja pela gravidade dos crimes em pauta, seja
pelo alarido em torno dos crimes, a opinião pública pode tender à aplicação da
pena de talião.
Cederá
o juiz à pressão do vozerio?
Respondo
peremptoriamente que não.
Que
garantia tem um povo de viver em segurança, de desfrutar do estado de direito
democrático, se os juízes se dobrarem, seja ao poder das baionetas, seja ao
pedido dos influentes, seja às moedas de Judas, seja a um coro de vozes
estridentes ou silenciosas, seja ao grito das ruas?
Um
país só terá tranquilidade, prosperidade e paz se dispuser de uma Justiça que
fique acima das paixões, firme, inabalável, impertubável, equidistante de
influências espúrias, uma Justiça sem ódio. O ódio conspurca a Justiça.
Aí
vai esta reflexão teórica, apropriada para qualquer tempo e para qualquer
lugar. A serenidade, a isenção, a capacidade de colocar-se acima dos estampidos
que procuram direcionar e capturar a mente dos juízes – este é um desafio que
deve ser enfrentado com dignidade e coragem sempre.
Deixo
ao leitor a tarefa de cotejar esses princípios permanentes, fundamentados na
ética do ofício judicial, com fatos concretos que estejam, eventualmente,
acontecendo hoje no Brasil.
João
Baptista Herkenhoff, Juiz de Direito aposentado, Livre-Docente da Universidade
Federal do Espírito Santo e escritor. Autor, dentre outros livros, de: Ética
para um mundo melhor (Thex Editora, Rio de Janeiro).
E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
CV
Lattes: http://lattes.cnpq.br/2197242784380520
O DESABAFO DE LISSI BENDER ( UNISC )
( Amigos, creio que essas observações podem servir para tua cidade, não?)
O termo progresso, entre nós, é sinônimo de lucro. Em seu
nome suplantamos a identidade histórico social de Santa Cruz, em seu lugar
preferimos promover uma identitade econômica; fizemos festas monumentais e
construímos um parque industrial para atrair a indústria fumageira
internacional que veio com toda força, engoliu as fumageiras locais, contribuiu
para a desconstrução da agricultura diversificada presente no interior,
fomentou a monocultura. A terra foi sendo envenenada com toneladas de venenos,
os riachos poluídos. Na cidade, condenou-se à extinção os prédios antigos para
darem lugar a enormes caixote verticais (quanto mais e maiores os caixotes,
maior o progresso não é mesmo?). Que a cidade, com isso perde sua identidade e
vai se transformando numa melancólica mesmice, parece não preocupar ninguém;
seus arroios sem vida foram betonados para esconder o mau cheiro; o cinturão
verde corre risco de ficar sem árvores. Os espaços são cada vez mais ocupados,
sem aprofundados estudos dos impactos ambientais, isto é, sem preocupação com a
biodiversidade, com o solo, nem com os lençóis freáticos; sem preocupação com a
falta de tratamento de esgoto. Que menos da metade dos efluentes recebem
tratamento, não interessa a ninguém. Também não interessa saber em que medida
os gases tóxicos industriais contaminam o ar ou interferem no crescimento das
plantas. Interessa a moeda tilintando no caixa. Isto é progresso. Maconha
liberada, maravilha! Enfim diversificação : já estou vendo, enormes plantações
de maconha disputando o espaço com as plantações de fumo e juntas ocupando a
terra que deveria produzir alimentos. Vai chegar o tempo em que as pessoas
forçosamente se darão conta de que fumo e maconha não dá para comer, mas que
poluem os corpos; que sem água potável não há vida e que terra e ar envenenados
produzem doenças.
Mas inventa sugerir que deveríamos volver um olhar para
os países mais antigos, como os do velho mundo, no que eles nos tem a ensinar,
posto que já passaram por estes problemas, inventa e serás execrado e mandado
para lá.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
MACONHA - SCRIPTA PHILOSOPHORUM II - A VEZ DE HERMES DUTRA
Acho que a hipótese de discutir a
legalização da maconha não é ruim. A questão é: Ou nós mesmos (pela média da
maioria) nos impomos alguns limites ou então não devemos achar que podemos
discutir isso e não discutir aquilo. Vejam bem: o que pensaríamos de uma
multidão defendendo, por exemplo, o estupro ? É uma coisa inimaginável para
qualquer um de nós, mas e se tiver gente a favor ?
Vejam o caso da venda de meninas para
casamento. Sabemos que isso é tolerável e até incentivado em algumas culturas.
Em nome do multiculturalismo devemos aceitar que se promovam passeatas e
encontros no nosso país para defesa dessa tese, pois certamente tem gente que é
a favor.
Como reagiríamos a uma concentração
na qual fosse defendido o direito de todos poderem se picar com agulhas
contendo entorpecentes, porque, como sabemos, muita gente é a favor ?
E mais ainda, que tal encontrarmos um
grupo de pessoas defendendo o direito de que alguém possa assaltar outrem para
tirar alguma coisa porque esse tem mais bens que o assaltante ?
Claro que sei que as leis não
permitem nenhum desses casos. São contravenções, crimes, etc...etc... Então,
qual o nosso critério para permitir a liberação de um e não de outro ? Só tem
um: o pensamento da maioria (a média sempre). Nesse caso algumas idéias e
posições saem prejudicadas : saem, mas é o único jeito, na minha opinião, de
conseguirmos definir o que é bom e o que é ruim para a sociedade como um todo.
Tenho um amigo que gosta de um
baseado e diz que esse não faz mal. Direito dele, mas nego-lhe o direito de
fazer a apologia disso.
Os liberais extremados, ao que sei,
acham que realmente tudo deveria ser permitido, porque ao fim a própria
sociedade saberia definir o seu destino. Com todo o respeito a quem pensa
assim, acho que isso seria o fim da sociedade.
Desculpem não fazer citações de
famosos. Mas as vezes a vivência do dia a dia nos autoriza a dar a opinião.
O assunto é comprido e certamente vai
gerar folhas e folhas de argumentação. Melhor que seja assim do que terçar
armas (no sentido lato da palavra).
Abraços
Hermes Dutra
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