sexta-feira, 6 de julho de 2012

SANGUE NÃO É ÁGUA, QUE GURI MEDONHO

O Rudolf, meu filho de 16 anos pegou, hoje à tarde, a lotação Rio Branco pra ir até o Colégio Rosário. Na altura do Colégio Sevigné, ali na Duque, tinha uma árvore caída que interrompeu o trânsito.
Ao lado de Rudolf estava sentado um senhor que comentou:
- e essa chuva, hein?
Rudolf lhe falou:
- veio em boa hora, pois nossos campos estavam precisando.
E aí o homem revelou que também era ruralista e tal e coisa.
E a lotação parada esperando a desobstrução.
E dê-lhe papo.O piá conhece muito de Angus. E encheu o seu " colega" pecuarista de informações.
Resumo da comédia: Rudolf vendeu um touro Angus ao senhor que planta arroz e larga os animais depois na resteva.
Ficaram de se encontrar na Expointer.
Que guri medonho...

SÓ NOTÍCIA BOA !!!!!


1) Tempo bom em Unistalda, segundo me informa o Capataz. Já deu mais de 55 mm. Me tapei de nojo do Macedão hoje de manhã. Ele todo choroso, aconselhando o povo que não saisse de casa, achando ruim a chuva que vai fazer voltar a água nas torneiras. Choramingando porque pode pegar um resfriadinho.
Que coisa Mazedão! Seja mais romântico, hehehe, coloca uma botinha e  canta o " I'm singing on the rain".

2) Vem aí o melhor jogador da Copa do Mundo!
Ninguém mais segura o Colorado. 

3) E o escritório do tio aqui só bombando. ( Sorry, periferia)
( foto clic rbs)

MUITO BOM O PAMPA DEBATES DE HOJE NA TV



Foi gravado agorinha e vai ao ar 17,30 o Pampa Debates.
Âncora de Paulo Sérgio, na mesa esatavam o Francisco Marshall, dep. Vieira da Cunha, Antônio Baldi, o presidente da CEEE Sérgio Dias e eu.
Vale a pena observar a lucidez e a articulação de Sérgio Dias.
No mais, aproveitei para mandar meu abraço a Santacruzenses ilustres que me prestigiam: Rogério Panke, dr. Sandor Hoppe, dr. Raul Kraether, Lissi Bender, Terezinha Pappen e José Wenzel.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O TRABALHO E O ADOLESCENTE - UMA AULA DA PSIQUIATRA LAIS LEGG

Oi, Ruy:
             Pois eu já acho esta lei um absurdo. É pura preguiça de quem deve fiscalizar. Uma coisa é o trabalho escravo, que rouba a infância das crianças. Mas, muito diferente disso é uma ocupação digna, em tempo reduzido, para que o menor não fique nas ruas, ocioso, em más companhias e fazendo o que não deve. Principalmente aqueles oriundos de famílias pobres (eu acho que todos, ricos e pobres, deveriam trabalhar depois dos 14 anos ou até antes). Quem sabe aqueles que espicharam a faixa ofendendo D.Miguelina, no jogo de futebol, se tivessem trabalhado, não agiriam daquela forma.
             Eu ando estupefata com o afrouxamento dos limites e regras, além da punição zero que vigora hoje em dia. Mas não é isso que causa espanto à sociedade e sim o trabalho dos menores. Novamente, retorno ao assunto da faixa ofendendo D.Miguelina: já pedi a ela, num programa de TV, que tome as medidas jurídicas cabíveis, pois ela tem recursos e, assim, agirá em nome de todas nós, mulheres milenarmente pisoteadas. E os jovens que seguravam a faixa são perfeitamente identificáveis, não? Já que não trabalharam quando eram menores, talvez uma prestação de serviço básica, agora, faça o que os seus pais não fizeram: educá-los.
              Ainda dentro do assunto, olha a história que escutei hoje: um senhor de idade passava suas compras no caixa do supermercado. Atrás, uma criança acompanhada de sua mãe alienada. A criança empurrou o carrinho várias vezes nas canelas do senhor, machucando-o. Ele pediu duas vezes para o menino parar e o menino não parou. Na terceira vez, o senhor elevou a voz e foi o que bastou para a mãe indignar-se, dizendo que seu filho era “livre para fazer o que quisesse e nenhum estranho chamaria sua atenção diante dela”. Ato contínuo, o senhor abriu sua caixa de ovos, pegou uma unidade e esborrachou na cabeça da mãe, dizendo: “eu também sou livre para fazer o que eu quero”. Pegou suas compras e foi embora, calmamente. Não é o máximo?
              Eu também presenciei uma cena chocante, em supermercado: um jovem pai, lá pelos seus 30 anos, circulava com o filho pequeno, de três anos. A criança berrava a plenos pulmões, pois queria comprar algo e o pai não permitia. A dupla andou por três ou quatro corredores, sempre com o guri berrando e o pai silente. No quinto corredor, o pai virou-se para a criança e disse ”pô, cara, desse jeito eu não te trago mais”. Esta atitude foi o máximo que vi o pai tomar diante daquela falta de educação, de limites e de desinteresse para com o sossego alheio.
Assim está o mundo, agora. Salve-se quem puder.
Laís

FAZ MAL ADOLESCENTE TRABALHAR ?

Recebo  um interessante mail do Rogério Panke de Santa Cruz.
Leiamo-lo:
Ola Sr. Ruy,

Não quero de nem uma forma consumir seu precioso tempo, apesar de ter a merecida aposentadoria, e curtir alguns dias no campo.

Agradeço a publicação do mail, que teve repercussão, pela importância do seu Blog.  Alias o visitei a pouco e o Dr Sandor Hoppe também lhe dirigiu um mail. Este Sr. Sandor foi por longo período o médico de confiança da minha mãe.  

Já ouvi boas  recomendações suas feitas pelo Mendelski, na Guaiba.

Bisbilhotei seu Blog, e vi diversos comentários interessantes, e como sugestão, se pudesses num dos próximos comentar, com sua visão de magistrado, sobre a impossibilidade dos nossos jovens em trabalhar, decorrência da legislação e puder praticar os demais atos, como:  traficar, furtar, matar, fazer filhos, etc.

Att.,
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É sobre a última frase que quero que me ajudem.
Pessoalmente acho que no Brasil as pessoas em geral e em especial muitas autoridades " boazinhas" entenderam mal o espírito da lei. Nem eu, nem a lei, quer que mandemos uma criança de 8 anos carregar sacos de 50 quilos, que  não vá a escola para ir capinar, enfim esses exageros.
Mas vou dizer uma coisa: benditos meu pai e minha mãe que nunca me deram mole. Sempre me mandaram cumprir tarefas dentro de casa ou no comércio do meu pai. Ajudava em tudo e eles fiscalizavam minhas notas no colégio.
Por não me deixarem vadiar é que não adquiri muitos vícios.
Por gostar de trabalhar acho que venci na vida.
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A prof. Lissi Bender da Unisc escreve:
entendi que a temática levantada por Herr Panke é instigadora e há tempo me incomoda. Cresci aprendendo a colaborar em família. Trabalho sempre incluiu e envolveu todos os componentes de minha família, desde meus pais, minha Wowa e nós crianças, independente da idade. Cada um contribuía conforme suas condições. Meu desenvolvimento físico e emocional não sofreu por isso. Pelo contrário, desenvolveu em mim o sentimento de pertencimento ao meu grupo familiar. Cresci sem ser parasita de ninguém. O trabalho sempre sustentou minha vida e o sustenta.Pelo meu  trabalho, pelas defesa de minhas ideias eu procuro me inserir construtivamente na comunidade, tento colaborar para promover reflexões sobre o modo como construímos e vivemos nossas vidas.



Considero crime a exploração infantil, mas considero igualmente crime impedir em nossas crianças o desenvolvimento sadio de pertencimento, para o qual a colaboração em família e o aprendizado (a iniciação para o trabalho) é imprescindível. Considero crime o desleixo para com a educação de nossas crianças por parte de seus responsáveis diretos, os pais, que transformam as escolas (e a TV ligada em casa), cada vez mais em depósitos para seus filhos, para  se livrarem de sua responsabilidade (inafiançável) de educação para a vida. Educação que deveria acontecer em casa por meio de ensinamento de valores, por meio de incentivo ao aprendizado, à colaboração para o desenvolvimento de um sentido positivo e saudável de pertencimento de autovalorização.  
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ROGOWSKI

Não sou psicólogo, antropólogo, enfim, não detenho qualquer conhecimento cientifico que me credencie a discorrer tecnicamente quanto à vedação legal ao exercício laboral juvenil.
Mas me recordo muito bem dos tempos de minha juventude quando não havia ociosidade, estudávamos e trabalhávamos. Os mais pobres trabalhavam fora e ajudavam no orçamento familiar, os menos pobres ajudavam em casa, nas lidas domésticas.
Tínhamos nossos períodos de lazer e brincadeiras em algum momento do dia ou nos finais de semana, especialmente na Igreja.
Claro que uma vez ou outra fazíamos das nossas, ninguém era santo, ou um cigarrinho sem filtro que obrigatoriamente tinha que ser fumado as escondidas, e, qual rapaz nunca tomou uma cerveja a mais, depois vomitou, levou uma bronca e um castigo do pai?
Apesar dessas “artes” eventuais, própria da curiosidade característica da faixa etária, éramos uma juventude sadia, recordo com cristalina clareza o quanto éramos felizes.
Terapia, psicóloga, eram coisas estranhas para nós, inexistentes em nosso vocabulário e universo.
Eu atribuo tudo isso precisamente e em grande parte ao fato de trabalharmos, de não vivermos na ociosidade.
Não podemos olvidar, todavia, que sempre existiu outra realidade, sobretudo, no norte e nordeste do Brasil, onde crianças e adolescentes eram submetidos a trabalho escravo ou quase isso, trabalho pesado, carga horária de 14 horas diárias ou mais, em condições insalubres, indignas, degradantes. Creio que esse foi o foco da legislação restritiva do trabalho do menor, a inibição desse tipo de exploração desumana.
Até onde eu sei, a legislação já sofreu alguma flexibilização com a criação do programa menor aprendiz permitindo que parte do quadro de funcionários de uma empresa seja composto por menores aprendizes, meu filho Rael Rogowski participou desse programa.
Talvez o programa devesse ser ampliado e simultaneamente revista à questão do serviço militar obrigatório que desestimula a contratação de jovens maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos pelas empresas, tendo em vista que a empresa se contratar um jovem antes do serviço militar, não poderá dispensá-lo até ele dar baixa do quartel, e, durante esse lapso temporal, suportará vários ônus trabalhistas enquanto o jovem estiver prestando o serviço militar.
João-Francisco Rogowski

quarta-feira, 4 de julho de 2012

MAIS REPERCUSSÕES DO MEU ARTIGO NA GAZETA DO SUL

 
 
Recebí de um querido amigo de infância, a quem não vejo há tempo, o médico  dr. Sandor Hoppe de Santa Cruz, o mail abaixo que me levou às lágrimas.
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Prezado Ruy
Boa tarde
Meus cumprimentos pelo vosso artigo no jornal Gazeta do Sul, do dia 3-7. Eu já tinha lido outro artigo seu Eco
Logico, na mesma Gazeta e que tambem me agradou.
Acompanho vossa participação no programa da TV Pampa, de tardinha. Meus elogios pela vossa conduta e conceitos la emitidos.
Gostaria de receber uma resposta sua quanto ao vosso passado de estudante no Colegio São Luiz. aqui em Santa Cruz do Sul. Tenho quase certeza que fomos colegas no ginasio, no tempo que usavamos fardamento cor caqui. etç. Tenho uma foto da nossa turma de 4ª serie que irei procura-la para te mandar. Eu sou Sandor Hoppe. Apos nossa formatura no ginasio, fiz o cientifico em Sta.Maria, tambem no colegio marista e la fiz medicina. Desde janeiro de 1964, trabalho aqui em SCruz.
Sinto-me envaidecido por seres ( ? ) meu colega ginasial e teres chegado a desenbargador. e de seres participante de bancada de programa de TV.
Atenciosamente
F.Sandor Hoppe

PREVIDI IMPERDÍVEL DIA 9

AINDA A JUDICIALIZAÇÃO DO COTIDIANO

Leiamos, inicialmente, o que nos reporta Túlio Milman em ZH de hoje:

"Uma ação originada no Paraná em 2010 conseguiu garantir que a vacinação contra a Gripe A fosse estendida a toda a população daquele Estado. A decisão foi revista pelo TRF. Um dos argumentos: não havia, na época, produção suficiente para atender à demanda. Além disso, especialistas garantiram que a circulação do vírus ajudaria a criar uma barreira imunológica.

Daí a estratégia de vacinar somente as pessoas mais frágeis."

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Como se diz na Campanha,  " é aí que me refiro".
Não, mil vezes não sua tontinha, não quero barrar o amplo acesso ao Judiciário.  O que combato é que o Administrador usurpe competências dos outros poderes, igual como sou contra a que o Judiciário se imiscua em assuntos de livre discrição do Administrador. Claro que isso não implica dizer que o Judiciário não possa examinar a legalidade dos atos administrativos. O que não pode é definir políticas de conveniência.

MAIL DE ROGÉRIO PANKE DE SANTA CRUZ

Ola Sr. Ruy,

Li seu belo comentário Eco Lógico!, (no jornal Gazeta do Sul), estampado por um campo verdinho, aparentemente cortado por regato e uma pequena vossoroca, totalmente gramada, e ilustrando a paisagem: ovelhas gordinhas com alguns borregos, como dizia um antigo colega oriundo da cidade de Mata, (que não deve ser muito longe de Unistalda).

Muito atual seu comentário.  Convivo no final e inicio do dia com paisagem com muito verde, porém o gramado agora esbranquiçado pela geada, de rápida mas aguda passagem, típica no momento no interior de Santa Cruz.

A nossa região esta bastante arborizada, característica de minifúndios com cultura de tabaco. Esse alias muito criticado pelas autoridades governamentais, que não conhecem a realidade e o dia-a-dia do agricultor/produtor/agropecuarista, alias tão diferente dos gabinetes dos “burrocratas”, bem como os médicos, que se esquecem que na maioria das cidades inalamos fuligem de diesel e asfalto e demais poluentes, mas o culpado é o cigarro, que alguns defendem ser mais nefasto que a maconha, que parece  vai ser liberada em seguida, para alegria dos traficantes e os amigos de Chaves e Cia.

Falando em colega, nos anos 80 trabalhei na Souza Cruz e tive um colega, que não me lembro e pré-nome, mas  de sobrenome Gessinger, natural de Santa Cruz do Sul,  por informações, já falecido – poderia ter sido seu irmão?

Alias sobre comentários, acompanho seguidamente os seus pela Gazeta, sempre ponderados educativos e atuais. Mas  ao que parece, tudo aquilo que não faz parte de um programa de Tv, como novela e outros sensacionalistas, não mais repercute entre a maioria dos jovens. Mas infelizmente isso é uma questão de cultura – e nossos políticos tem aversão a cultura; preferem os bolsa família e outros, que facilita o voto.

Mesmo não lhe conhecendo - a internet nos permite essa comunicação rápida a qualquer distancia – lhe envio um abraço e acompanharei seu próximo comentário no jornal Gazeta.

Abraço,

terça-feira, 3 de julho de 2012

DE LIVROS E INCÊNDIOS

É curial que cada um , quando escreve, derrama ali, expõe ali, desnuda ali, o seu eu mais recôndito.
Antes de mais nada descendo dos Gessinger conhecidos como " spotleute". gente zombeteira, que gosta de uma ironia e de falar " durch die Blume" ( através da flor).
Não levem ao pé da letra meus escritos.
Assim, quando falo que em lugar da Sidra conformo-me em beber Veuve Clicquot; quando digo que  vou tomar Neguvon, ou quando atiro meus livros na lareira... ou quando digo o absurdo de ter Richard Claiderman entre meus CDs.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SOBRE A DECISÃO DA DES. MYLENE

Como alguns leitores não sabem do que ando falando quando me refiro à des; Mylene, aqui vai

Beira-Rio está liberado para jogos
A Desembargadora Mylene Maria Michel, da 19ª Câmara Cível, autorizou, nesta segunda-feira (2/7), o funcionamento do Estádio Beira-Rio para sediar jogos do Sport Club Internacional no Campeonato Brasileiro, limitado o acesso do público ao anel superior. A magistrada suspendeu parcialmente o cumprimento da liminar concedida pelo Juiz da 16ª Vara Cível até o definitivo julgamento do Agravo pela Câmara ou até a superveniência de novos elementos.
No despacho, a Desembargadora Mylene considerou o risco de lesão grave e de difícil reparação do Internacional. Considerou ser "adequado e viável, nas circunstâncias do caso, admitir a realização dos jogos tão somente com a ocupação do anel superior do estádio pela torcida, porque este não abrange, ao menos neste momento, a realização de obras, sendo as respectivas rampas de acesso exclusivas, de modo que não há como o público acessar o anel inferior".
Além do total impedimento do acesso de torcedores ao anel inferior, a magistrada destacou a necessidade de proteção e isolamento do material e do equipamento relativos às obras e da prévia análise e aprovação das autoridades de segurança pública.
Processo
A ação que motivou a interdição do Estádio Beira-Rio foi ajuizada em 23/5, pela Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística de Porto Alegre. O MP pediu a interdição do Complexo Beira-Rio em razão da ausência de Alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndios, dentre outras inadequações.
Após realizar inspeção do estádio, o Juiz João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível da Capital, interditou o local em 22/6. O processo segue tramitando na 16ª Vara Cível até a resolução de mérito (sentença).
Agravo de Instrumento nº 70049732928.
( site do TJ RS)

CASO BEIRA RIO.UM POUCO SOBRE A DES. MYLENE QUE ME REACENDEU A FÉ NA JUSTIÇA

Desembargadora Mylene Maria Michel,  encara a transição na carreira como um desafio empolgante. Para a magistrada, atuar no Tribunal de Justiça possibilita o aprendizado do julgamento em Colegiado. Representa um exercício de humildade, de entendimento, de poder debater idéias. Atuando há 24 anos na magistratura, ressalta que em nenhuma hipótese pensaria em dispensar a oportunidade de trabalhar em qualquer área do Direito.

Ao discorrer sobre a responsabilidade do julgador, a Desembargadora aconselha abordagem simplificada do Direito. Avalia que, muitas vezes, a aplicação da lei fria pode não ser, talvez, a solução mais adequada, ou a mais justa, no caso concreto.
Eu vejo a pessoa do jurisdicionado e ele é razão do nosso trabalho. E eu tenho de tentar resolver essa situação do jurisdicionado dentro do Direito, da forma mais simples, eficaz, eficiente, humana, se for possível, mas sem perder a consciência de que nós, Juízes, como todo ser humano, temos limitações.

Revela a paixão por julgar, destacando que todas as áreas jurisdicionais mexem com a emoção do magistrado. Depois, com a maturidade, com a experiência, com a técnica jurídica, nós aprendemos a dosar um pouco de serenidade com a técnica.

Conta que sempre buscou equilibrar as exigências da atividade com a vida particular. Para a Desembargadora, somente houve renúncias pessoais no início da carreira, quando foi preciso mudar-se para longe da família e dos amigos. Mas conclui que não há nada a lamentar, pois a magistratura é sua paixão e dela recebeu muito.

A magistrada ingressou na carreira como Pretora, em 1984, na Comarca de Bagé e depois em Porto Alegre. Em 1987 assumiu como Juíza de Direito em Rio Grande e São José do Norte. Em 1990, foi para Santa Maria. Voltando para a Capital em 1994, atuou como Juíza, Juíza-Corregedora e Juíza efetiva do TRE. No biênio 2006/2007 integrou o Conselho de Recursos Administrativos (Corad) do Tribunal de Justiça.

( NOTÍCIAS JURISWAY)

Acrescento: é isso aí, cara amiga Mylene. Direito é bom senso.
Congratulações pela decisão CONSTRUTIVA  DE HOJE.

domingo, 1 de julho de 2012

A JUDICIALIZAÇÃO DE NOSSAS VIDAS - REFLEXÕES À FRENTE DA LAREIRA


Estou há dias exilado em meu paraíso secreto, cuja localização só sob ameaça de tortura revelarei.
Abstive-me do consumo de carne, que tive de trocar pela Lagosta à Thermidor e pelo Linguado à Belle Meunière. Na falta de água da chuva conformo-me com a Perrier. E na ausênccia da Sidra Cereser vou de Sekt da região do Mosel.
Enquanto vou aviventando o fogo com meus livros jurídicos que só para isso passaram a ter serventia de uns tempos para cá, volto a pensar na  liminar do Beira Rio.
Um dos livros que está custando mais a queimar está aberto na página dos requisitos para concessões de liminares. Vejo ali as palavras ou frases absurdas como " fumus boni juris", periculum in mora", e outros brocardos.
No século passado concediam-se liminares quando RESPLANDESCIA o direito postulado, quando havia real perigo na demora.
Hoje o Estado Jurisdição passa por cima dos médicos e estabelece a ordem de atendimento em Hospitais, fura filas de transplantes.

Mas isso tem seu lado bom.
Ficaram sem valia as organizações como o Cremers, como o Crea, os cargos de fiscais de obras das Prefeituras e do Estado, podemos fechar o setor de fiscalização do Ministério do Trabalho. Que legal, quanta economia.
Vai mermando o fogo e atiro  um Tomo de Tratado de Direito Administrativo onde se ensinava que o administrador estava adstrito à vontade da lei, o administrador tinha o poder discricionário etc, tudo coisa do passado pois agora a coisa mudou e todo mundo está sem um norte, mas ao menos há essas ações que param tudo, que engessam tudo, tudo para nosso bem.
A pena é que o Governo dos Juízes só tem um probleminha: ninguém será responsabilizado financeiramente por uma barbeiragem.

CARTA DE FROILAM - INTELECTUAL DOS BONS


RUY

Tua penúltima postagem, O êxtase do recolhimento, contém uma sabedoria apenas presente nalguns textos religiosos ou filosóficos. Agora me ocorrem os retiros que Jesus, as caminhadas dos peripatéticos (com orientação empírica), o autoisolamente de Zaratustra de Nietzsche ("Aos trinta anos apartou-se Zaratustra da sua pátria, e do lago da sua pátria, e foi-se até a montanha")...

Discorres sobre um estado que o homem massa ainda é incapaz de compreender, porque não é capaz de sentir.

Um abraço!

Froilam
(Quer mergulhar em cultura? acesse    http://froilamoliveira.blogspot.com.br/)

PREVIDI SURTA E ENCHE MINHA BOLA

Esse baita jornalista quase me mata. Vejam o que postou sobre meu texto a respeito do imbroglio do Beira Rio:
http://previdi.blogspot.com.br/

Fim de Semana do Prévidi -30-6/1º-7/2012



SERÁ? PODE SER?
NÃO ACREDITO!!!

Sabe aquele cara que não tem mais preocupações na vida?
Falo daquelas preocupações sérias. Um exemplo: Não ter grana para pagar as contas. Não falo das contas de pobre, tipo carnê do edredom ou das "roupas de inverno". Contas obrigatórrias.
Além disso, pode viajar quando bem entender. Vive com as pessoas que gosta. Faz o que gosta.
Sem imensas preocupações.
Quantos o amigo leitor conhece assim?
Conheço pouquíssimos.
Um deles é o Ruy Gessinger.
É só olhar pra ele. A gente vê que o cara está sempre de bem com a vida.
Para quem me acompanha sabe que é o pecuarista de Unistalda. Desembargador. Morador do Centro de Porto Alegre. Adovogado militante.
E, o mais admirável, o cara pensa muito bem.
Pensar é fácil, acredito que até a cadela cocker aqui de casa, a Frida, pensa.
Falo em pensar legal. E conseguir escrever o que pensa.
Ele tem o ruygessinger.blogspot.com.br. Cada dia que leio o Ruy me surpreeendo.
- Como é que eu não pensei nisso?
O cara é tão gente fina que me manda, por e-mail, os seus escritos.
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Esse texto que está aí embaixo é uma aula para os "entendidos em futebol".