terça-feira, 30 de dezembro de 2014

CONTEMPLAR A NATUREZA AINDA PURA É UMA GRAÇA DOS DEUSES




Na quietude e mansidão dos campos, tenho observado, cada vez mais embasbacado, a harmonia que existe quando  o homem não se mete a deusinho emergente.
Tudo está concatenado numa divina cadeia em que uma mexida errada numa das pontas vai influenciar lá adiante.
Os arroios e sangas da nossa estância correm límpidos sobre as pedras. Peixes,pássaros, canídeos, víboras, aracnídeos, todos vivem  no mesmo espaço.  Só recolhendo os galhos caídos de árvores, já temos lenha para um século, sem precisar derrubar nenhuma.
Nesses últimos 20  anos transformei-me num outro homem.  Cada pessoa neste mundo deveria ao menos por uma semana na sua vida isolar-se num lugar em que a mãe Natureza ainda estivesse de alguma forma preservada. Melhor se não for em " boiada" , gente espaçosa e barulhenta.
Desejo aos meus leitores paz. Não se deixem estressar. Afastem os maus pensamentos, a raiva, o ódio, a busca desenfreada pela falsa alegria.
Que todos nós sejamos bons amigos de nós mesmos , pois assim seremos bons amigos dos  outros.
Exercite o silêncio e a reflexão. Depois me conte.

domingo, 28 de dezembro de 2014

QUE NINGUÉM DUVIDE DO PADRE REUS



Cuidado, o Santo gosta que se pronuncie correto o nome dele - é Róis a pronúncia certa.
Bueno, meu amigo dr. Jorge Amaral, advogado famoso, pecuarista, professor, penalizado com o que me aconteceu após o tufão de um mês atrás, presenteou-me com um busto do Padre, que ele mandou benzer em S. Leopoldo. E mandou que eu levasse para a estância.
Pois 6a. passada, depois da meia noite começou a trovejar, " relampear", ventar e assobiar. Tudo tremia e os raios eram tão contínuos que se fez dia em plena noite. Janelas e postigos balançavam como loucos, os zincos gemiam. E assim foi toda noite.
Quando clareou fui ver os possíveis estragos. Nem a energia elétrica faltou e  nem um galho estava no chão. Tudo inteiro.
Esta noite deu outro baita temporal que durou toda a noite. Agora a chuva acalmou. Já estamos com 200 mm acumulados em apenas dois dias.
Deve a nossa salvação ser obra e graça do Padre Reus.
Melhor não duvidar ,que ele pode embrabecer. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

HONROSAS VISITAS DE AMIGOS UNISTALDENSES

Hoje nós, da Pecuária Gessinger, que somos uma grande família, recebemos a visita de inúmeras pessoas, pessoas boas, simples, bem intencionadas, alegres, de bem com a vida,que vieram  conhecer melhor  Maristela, que é Unistaldense nascida em Santiago. Muita troca de idéias , muito entusiasmo e muito amor a aniversariante Unistalda Campeira. Não houve discursos. Apenas muita troca de idéias e confiança absoluta no futuro.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

NOVIDADES DA ESTÂNCIA





A Pecuária Gessinger tem, em seu pessoal, a sua maior riqueza.
Numa das fotos, dois filhos que nasceram com a fazenda: Rudolf, meu filho e William, filho do capataz, além dos demais. Nossa propriedade foi vítima de um tornado. Duas fotos mostram a paulatina reconstrução.
Cai uma chuva mansa. Reconciliação com os céus.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

DIGA NÃO A FOGUETES E ROJÕES




RUMO A MINHA UNISTALDA CAMPEIRA



Aproxima-se a fatídica data de 31 de dezembro, em que os abobados soltam rojões e foguetes, os cachorros uivam de medo,  dedos são arrancados das mãos, idosos não conseguem dormir e doentes sofrem sobressaltos. Acidentes por bebedeiras , com mortes.
É época de  minha família se mandar para a paz dos campos de UNISTALDA, longe dessa anarquia.
Sábado vamos receber muitas visitas de pessoas que querem conhecer Maristela mais de perto.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

MEU SINGELO NATAL E A ' SOLIDARIEDADE ' DO MEU NETINHO



Sabendo por sua mãe que eu não iria à casa de ninguém na noite de hoje e que sempre fico quietinho e feliz, ouvindo música  clássica e, o mais surpreendente, durmo cedo e, mais  ainda, não costumo dar presentes nas datas em que o comércio o determina, meu neto Matheus preocupou-se sobremaneira:
- mas então vovô não espera o Papai Noel?
Bateu o pé e obrigou sua mãe a me comprar um presente que  se tratou de uma bóia de usar na piscina, onde cabem gelo, copos e bebidas. Feito isso, chegou na minha casa de  praia ( somos praticamente vizinhos), com o presente do Papai  Noel, bem cedo da manhã ( antes que eu fosse dormir hehehe).
Ainda se ofereceu para me fazer companhia nessa de dormir cedo, honraria da qual declinei alegando que provavelmente nessa hipótese o Papai Noel ficaria triste com ele, já que era criança.
Fez-me, então, abrir o presente para ver se funcionava e ao ver tudo OK relutantemente foi-se pra sua casa.
Pelo visto nossa amizade vai longe.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

NATAL - MAIL DE ROGOWSKI


O natal sempre foi para mim uma data especial, primeiramente por ser a data em que se comemora o nascimento de Cristo, embora não seja essa a real data de seu natalício. Segundo, pelo fato do natal insuflar nas pessoas o espírito de fraternidade e união, ao menos era assim antigamente!

Este ano, todavia, não consegui entrar no clima do natal e passei me questionar a causa disso. Logo percebi a decadência que tomou conta dessa festividade. Não se fala mais no nascimento do Deus Menino, o centro das atenções é esse tal de “papai noel”, essa figura alienígena que acabou roubando a cena.

Pretendia escrever um texto sobre uma festa de aniversário onde o palhaço contratado acaba tornando-se o centro das atenções a tal ponto que o aniversariante fica do lado de fora, impedido de participar da festa do proprio  aniversário.

Ocorre que encontrei um texto já escrito, da autoria de Julio Oliveira Sanches cujas ideias subscrevo e com a permissão de vocês lhes repasso para reflexão.

Desejo a todos um natal alegre, repleto de paz e harmonia, pois, Cristo nasceu para tenhamos vida e  vida em abundância  (João 10:10).

Que em 2015 possamos continuar unidos contribuindo para a construção de um mundo melhor com nossos dons e talentos.

Fraternal abraço extensivo aos seus familiares!

Deus abençoe a todos.

 

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João-Francisco Rogowski
https://twitter.com/dr_rogowski

 

 

Pode faltar tudo na festa de aniversário, menos o aniversariante. O bolo é dispensável, pelo menos pra mim que detesto bolo. Os parabéns a você podem ser esquecidos ou substituídos por outra canção. Os convidados podem e devem ser selecionados. Há que ocorrer rígido controle na entrada. Os penetras existem e são peritos em estragar e deturpar o objetivo da festa. A data da comemoração pode ser alterada. Embora o aniversário só seja aniversário quando comemorado no dia especifico. Há coisa mais insípida do que comemorar aniversário antes ou depois do dia? Não há. Outros preparativos podem ser modificados. Inclusive o tema da festa, quando o aniversário é de crianças. Mas um elemento não pode faltar. O aniversariante.

Os abraços. Os presentes. O augurar felicidades. Muitos anos de vida, só podem ser oferecidos ao aniversariante. A ninguém mais. Os cartões, telegramas, emails podem ser abertos por qualquer pessoa. Mas o aniversariante precisa estar presente na festa e ouvir os parabéns a você. Sem aniversariante a festa perde o significado.

Dezembro é o mês em que a cristandade comemora o nascimento de Jesus Cristo. Mesmo não tendo nascido em dezembro, convencionou-se que vinte e cinco de dezembro seria comemorado como o Natal de Jesus. O dia era consagrado ao deus sol nas festas pagãs. Isto diz que a escolha não foi sábia. Nada tem a ver com o nascimento de Jesus em Belém.

Dezembro é mês de festa. De frenesi. Início das férias escolares. Viagens são programadas. O comércio abre suas portas até às vinte e duas horas. A propaganda estimula o comprar como forma de se comemorar o Natal. Presentes são oferecidos aos familiares e amigos mais achegados. Mesas fartas são preparadas. Comidas e bebidas são consumidas em excesso. Os acidentes nas estradas aumentam. A maioria perde o controle dos seus atos e termina nos hospitais. Como médico também tem direito a comemorar o Natal o efetivo hospitalar é reduzido, para desespero dos que se excederam. O balanço final é trágico. O que devia proporcionar alegria gera morte e tristeza.

As Igrejas também entram no frenesi comercial. Cantatas são preparadas. Apresentadas nas praças. Nos shoppings. Nas velhas e abandonadas estações ferroviárias. Cultos especiais elaborados. Os enfeites natalinos pululam. As crianças correm. O velho e mentiroso papai Noel continua enganando os pequenos. O resultado é sempre negativo. Os esforços são grandes. Os resultados pífios. Quando tudo termina resta para alguns a enxaqueca. Outros ficam com as dívidas dos cartões de créditos. A muitos é oferecida a dor da separação pela falsa interpretação do que seja o verdadeiro Natal de Jesus.

Em todas as festividades ficou clara a ausência do aniversariante. Ninguém O convidou. Não se curvou para adorá-lO como Salvador. Não ocorreu mudança de vida. A vida abundante que Jesus veio trazer não é vista na prática. Persiste a ausência de arrependimento. Os votos de Feliz Natal não expressam a realidade bíblica. Não traduzem o que Jesus é e o que Ele realiza na vida dos que O reconhecem como Salvador e Senhor. A mistura do cristianismo com o materialismo das festas natalinas denigre a beleza e humildade do Salvador.

Por isso o Natal é uma data triste. A alegria é falsa. Os votos de felicidade não expressam sentimentos verdadeiros. Não geram mudanças práticas, que testificam experiência comprometedora com Jesus.

Quando o aniversariante é desconhecido ou descartado, os convivas não conseguem expressar comunhão verdadeira com a festividade natalina. Falta empatia. Compromisso. O alegrar-se pelo privilégio de conhecê-lO.

Convido-o a encetar uma campanha para restaurar o verdadeiro significado do Natal de Jesus Cristo. Inicie movido pelo Espírito Santo, viver experiência real com Jesus como Salvador e Senhor. É necessário reconhecer-se pecador. Buscar verdadeiro arrependimento e aceitar a verdade expressa pelo anjo a José: ”Seu nome se chamará Jesus; porque Ele salvará o seu povo do seu pecado”, Mateus 1:21. Reconhecer que Jesus veio ao mundo com missão única: perdoar pecados e salvar-nos da condenação. Não busque em Jesus o que Ele não veio fazer. Ele veio buscar e salvar perdidos, Lucas 19:10. Uma vez tomada essa decisão passe a viver o projeto de vida proposto por Jesus para os que O aceitam. Ele deixou claro o seu propósito para os seus seguidores: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” João 13:34-35.

Jesus não impôs ou sugeriu sofisticado sistema de vida. Nada de presentes caríssimos. Apenas Amor simples ao irmão. Sem mágoas. Desavenças. Rancores. Vinganças. Falsos votos de felicidade. Apenas amor que se doa. Capaz de perdoar sempre. Difícil de ser executado. Mas é isto que ele deseja dos seus discípulos. Assim procedendo celebraremos o Natal no seu significado máximo. Faremos coro com os anjos ao entoar: ”Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”, Lucas 2:14. Não é fácil revelar boa vontade a homens maus e pecadores como você e eu. Mas este é o desafio do Natal.

Não espere presentes. Seja o presente de Cristo aos que ainda não O conhecem. Não se preocupe em encher o estômago com petiscos sofisticados. Preencha a alma com a alegria da salvação, buscando a cada dia alcançar a estatura de Cristo, Efésios 4:13. O dia em si não é importante. A festa também não. Vale a presença do aniversariante conosco, tornando cada vez mais firme a nossa vocação e eleição, 2ª Pedro 1:10, para não tropeçarmos na caminhada cristã.

Auguro-lhe um NATAL diferente. Como salvo, que você tenha profunda comunhão e intimidade com Cristo. Mas se você ainda não experimentou a salvação oferecida por Jesus, que este NATAL seja o início de real experiência com o Senhor. A melhor maneira de comemorar o Natal é aceitar Jesus Cristo como Salvador.

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NATAL - POR EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


                                            NATAL
                         EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
"Para isso fomos feitos/Para lembrar e ser lembrados/Para chorar e fazer chorar/Para enterrar os nossos mortos/-por isso temos braços longos/Para os adeuses/Mãos para colher o que foi dado/Dedos para cavar a terra/ (...) Para isso fomos feitos/Para a esperança do milagre/Para a participação da poesia/para ver a face da morte/-de repente nunca mais/esperaremos/Hoje a noite é jovem/da morte apenas/Nascemos imensamente".
("Poema de Natal", Vinícius de Moraes) 
As catedrais de consumo -  shoppings - estão cheias.
Mas isso não importa.
Colado à pele está um outro menino, um presépio, , um brinquedo de madeira, a Missa do Galo, sim - repito-me, um menino e sua mãe, um menino e seu pai, um menino e seus irmãos (as).
Este menino está em todos os natais - apesar de tudo.
A  esperança?
Segue o seu curso.
Mais velhos estamos - sim mais velhos e enrugados -, mas o Natal mítico ainda não se desgruda da pele.
O que é o Natal?
Um ritual de compras afobadas, de presentes, de muito comida, de ressaca no dia seguinte?
Não: ele é mais que isso.
Um presépio humilde, uma luz - essa esperança que vai, vai, vai...
Como um rio - que segue o seu curso.
(

NATAL NA PICADA - POR SILVIO MEINCKE


                                       

 

     A meio caminho, entre nossa casa e minha escola, morava a família Hagemann. Nas semanas que antecediam o Natal, eu apeava ali, quase todos os dias. Romildo, o filho mais novo da casa, era meu amigo. Quando me via aparecer na coxilha, saía correndo buscar uma espiga de milho para meu cavalo. Depois, íamos admirar o trabalho de sua mâe, dona Annilda, ocupada na montagem do presépio. Ela iniciava o trabalho na primeira semana do Advento, com a criacâo das pastagens. Fazia o canteiro com uma camada de algodâo umedecido, colocava tecidos de linhagem em cima e semeava sementes de arroz.

     -     No Natal, as ovelhas dos pastores de Belém podem pastar a vontade – explicava o Romildo.

     Dona Annilda nâo poupava em detalhes. Em um dos cantos, ela plantava pequeno capâo de mato, com pés de banana, butiá, pitanga e camélias, que criava especialmente para esse fim; no outro lado, fazia um monturro de pedras, com esconderijo para animais selvagens; no centro, botou a nadar meia dúzia de gansos e cisnes, sobre um lago feito com a lâmina de antigo espelho.

     Ficávamos admirando esse belo quadro. Bem ao longe, na linha do horizonte, podíamos reconhecer José e Maria, a caminho do estábulo e da manjedoura em construçâo.

     -     Maria e José vâo chegar aqui somente no Natal – informou meu colega.

     Dia após dia, dona Annilda acrescentava detalhes ao presépio, até completar o cenário com o enfeite do pinheirinho.   

     Nessa época do ano, quando era sábado, o professor reunia todas as classes na parte da manhâ. Para controlar mais de cem alunos e alunas, andava entre os bancos e ostentava sua régua de cerne de guajuvira, pesada e dura. Costumava puxar as calças dos alunos pelos fundilhos, com a mâo esquerda, e baixar a régua com a mâo direita, com força, geralmente com raiva, até cansar o braço.

- Disciplina em primeiro lugar!

    - Com esse método – dizia-me um professor da geraçâo posterior – os jovens tornam-se medrosos e perdem qualquer iniciativa e criatividade, por medo do erro e do castigo. 

     Nos meses de novembro e dezembro, os sábados eram dedicados aos ensaios para a Noite de Natal. Todos os alunos participavam. Uns declamavam poesias, outros cantavam, ainda outros atuavam nas encenacôes, porque todos os pais queriam ver seus filhos no palco. A mim cabia cantar “Ó Vinde Meninos”, na segunda voz, além de fazer o papel de Papai Noel.

     - Tu és alto e forte – exagerava o professor – tu tens que botar o Valdir no saco!

     Valdir era um colega baixinho e magro, fácil de botar no saco. Cabia a ele, por isso, o papel de guri mal educado.

     Era a cena mais esperada da noite. Eu entrava com enorme saco de moagem sobre os ombros e uma vara na mâo. Distribuía chocolatinhos e caramelos para as crianças bem comportadas e castigava os mal educados. Já que o Valdir, no papel de menino malcriado, nâo se deixava intimidar, levava algumas varadas sobre os fundilhos, antes de ser enfiado no saco.

     Terminada a programaçâo, voltávamos para casa. A caminhada de 7 quilômetros fazia parte, todos os anos, do Natal da nossa família.

    Numa dessas noites, quando cruzamos a mata dos Koefender, uma coruja do mato piou.

- O que foi isso - queriam saber os irmâos menores, assustados.

    Antes que o pai respondesse, o graxaim latiu, e o Brazino dos Wolff, ao longe, respondeu. Olhei para a escuridâo que nos envolvia e senti um arrepio.

- Pai, posso carregar a lanterna?

- Pega a lanterna – respondeu o pai – e depois, vamos todos caminhar de

mâos dadas.

Assim, de mâos dadas, atravessamos a mata. Senti-me protegido e relacionei

esse sentimento de aconchego e segurança com o anúncio do anjo aos pastores de Belém:

- Nâo tenham medo  ...

    Quando chegamos na divisa dos Hagemann, decidimos olhar o presépio de dona Annilda, como fazíamos todos os anos. O menino Jesus repousava sereno na manjedoura, e o anjo fazia o anúncio:

- ... pois hoje vos nasceu o Salvador.

-   Bem – disse o pai – vocês podem olhar mais um pouco, mas eu já vou

indo. Talvez o Papai Noel precisa da minha ajuda, para repartir os presentes que vai trazer para vocês.

     Quando chegamos em casa, encontramos 7 pratos sobre a mesa da sala de visitas. Em cada prato havia um pequeno chocolate, alguns caramelos, bolachas coloridas feitas pela mâe, e um “presente útil”, como dizia o pai. O presente útil podia ser um par de sapatos, um material escolar, uma camisa, um vestido. Todos estávamos muito felizes, e eu ia dormir com um sentimento profundo de paz e aconchego.
                                  

O NATAL NA CASA DE MEUS AVÓS


 

 
 
Meus avós paternos, Rudolf Gessinger e Rosália Klafke Gessinger tinham casa de comércio em Boa Vista. distrito de Santa Cruz do Sul.  Faleceram ambos num desastre de automóvel quando se dirigiam à Missa de Ramos em Santa Cruz no ano de 1953, quando eu tinha 8 anos.Estão sepultados, lado a lado, na entrada do Cemitério Católico da cidade de Santa Cruz.

A casa do meu avô desperta-me muita saudade. Ali se vendiam víveres para os colonos, além de ferramentas, tecidos, remédios. O salão de bailes servia, normalmente, para depósito de fardos de fumo.  Na parte social da casa o que mais me fascinava era a abundância de instrumentos musicais, a começar por um piano importado, tocado pela minha tia Brunhilde. A tia Hildegard estudara  acordeon. Também havia  violinos e violões.

Quando passava  férias lá, dormia no quarto do meu tio Guido, dez anos mais velho que eu e espiava as cartas que ele mandava para sua namorada em P. Alegre, hoje sua esposa.

O Natal era comemorado dia 25 mesmo e não tinha nada dessas festas pantagruélicas que hoje se fazem dia 24.  Minhas irmãs, meus pais e eu íamos à missa bem cedo em S. Cruz e, após, embarcávamos na caminhonete Dodge 1951, rumando  a Boa Vista. A  mãe e minhas irmãs desciam na casa da avó  materna, Bertha Etges, viúva. E eu seguia com meu pai.

Não estou dizendo que o que agora vou narrar pode se aplicar aos dias de hoje. Só estou descrevendo.

Meu pai, tios e tias tinham um respeito sacrossanto pelos meus avós. Só se sentavam à mesa depois que os genitores  o fizessem. A ajudante de minha avó, sra. Anna Stuelp, servia o almoço. Rezava-se, então, em alemão, o Pai Nosso, a Ave Maria e o Glória ao Pai. Feito isso, meu avô era servido e ele escolhia  suas postas prediletas  de galinha.  Falava-se pouco durante a refeição.

Findo o almoço meus avós iam sestear sendo proibido um pio pela casa.

Liberado o horário de silêncio eu ia brincar com os Wuttke que moravam defronte.

À tardinha meu avô chamava as tias para executarem algumas peças musicais para as visitas.

Muitas dessas práticas procurei incutir nos meus filhos. Quase todos se exercitam em instrumentos musicais.
Para mim, a maior herança que se pode deixar é a perpetuação de bons usos e costumes aos descendentes

sábado, 20 de dezembro de 2014

INTER CONQUISTA MAIS UM FÃ




MEU AMIGO ALEMÃO HEINZ SCHAEFER DECLARA QUE DEIXA DE TORCER PELO BAYERN PARA FICAR SÓ COM O COLORADO.
CONTINUA TORCENDO PELA SELEÇÃO ALEMÃ.
SUGERE QUE O INTER NÃO RENOVE COM O ABEL E VÁ DE  ARGEL.

O GULASCH QUE COMI AJOELHADO







Meu amigo alemão Heinz Schaeffer , mal começa o inverno na Europa, se manda para o Brasil. O Estado que ele prefere é o RGS . E aqui ele adora passar vários dias em Xangri La. Homem culto, passamos horas e horas conversando. E assim ainda aproveito para por em ordem  a língua que falei com exclusividade até os 7 anos.
Ontem ele  preparou, por duas horas, um Gulasch. Que refinamento, que riqueza de detalhes, que cuidado  na dosagem das especiarias, ervas e condimentos!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

REBANHO DE OVINOS,FILHOS DE CARNEIROS DA PECUÁRIA GESSINGER RECEBE PREMIO NA ZONA SUL

Recebemos do sr. Elmar Hadler, que há anos compra reprodutores da Pecuária Gessinger:


 
Caríssimos Ruy e Maristela, meu boa tarde!

Estou anexando foto do meu sobrinho Germano, quando do recebimento de premio do Sindicato Rural do Capão do Leão como destaque na criação de ovinos.

O premio foi entregue pela Med. Veterinária Lais Reis,  Chefe da Inspetoria Veterinária do Capão do Leão.

A propriedade foi visitada em vários momentos por uma comissão acompanhada pela Inspetora Lais.

Que alegria  ver meu sobrinho com este premio. Justifica o seu trabalho e mais ainda, comprova a qualidade dos ovinos Ile de France da PECUÁRIA GESSINGER.

Cumprimentos a vocês e asseguro que continuaremos nesta parceria que tem dado excelentes resultados.

Abraços cinchados deste tio orgulhoso!

Elmar

SANTIAGUENSE PAULO NICOLA BOMBANDO EM SÃO PAULO COM SUA OBRA



Recebi mail de Paulo Nicola,cujo livro sobre Economia Rural faz sucesso em todo o Brasil


Aos amigos que me ajudaram a alçar voo....Ontem aqui em SP com Turra, Paulineli e Daoud
 Ainda hoje estarei gravando um programa com o Roberto Rodrigues que foi ministro
da agricultura com o Lula.
Gravei um programa aqui em SP com apresentadora Fabélia , programa rural da TV Sucesso, sucursal da Record e estou sendo
convidado para palestrar em Jatai na feira de agro em abril.
Meus amigos, tudo começou com vocês .
Abraços.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ACONTECEU EM 17 DE DEZEMBRO DE 1969




A Faculdade de Direito da UFRGS  tinha seu próprio vestibular - Literaturas Portuguesa e Brasileira, Latim, Filosofia, uma lingua estrangeira ( não podia espanhol). As aulas eram sempre na mesma sala, com a mesma turma. Cada ano tinha sua sala. Não havia essa proliferação absurda de faculdades de direito. Nossos mestres eram expoentes em suas áreas.
Nosso paraninfo escolhido faleceu: Ney Messias. Arrasados,decidimos não ter formatura. Colamos grau dia 17 de dezembro de l969 em secretaria. 
Quando estava no 4. ano da faculdade me submetera ao concurso para delegado de Polícia ( na época era possível). Cursei a academia onde fui o primeiro lugar da turma. Exerci o cargo por um ano. 
Meu pai, por motivos que agora não cabe relatar, mas que meus filhos sabem, me fez jurar que, no dia em que me formasse, me exoneraria do cargo.
Fui ter com o General Ibá Ilha Moreira e lhe entreguei meu pedido de exoneração.
Eu tinha sido o orador da turma e ele se surpreendeu.
Fui  inflexível.
E fui advogar. E dois anos depois fiz concurso para juiz.
Deu tudo certo na minha vida.
Foi um puta de um peitaço.
Mas ordens do pai não se discute.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

PREVIDI LANÇA MAIS UM LIVRO

 

 

É uma pena que ainda não tenhamos em Porto Alegre uma verdadeira Calçada da Fama, no molde da que existe em Hollywood. Nada de estrelinhas de TV, sub-celebridades, só feras. Já imaginou que legal?

O jornalista e escritor José Luiz Prévidi pensou nisso e resolveu lançar a ideia, através da edição de seu 11º livro: “A Porto Alegre Deles – Histórias de Famosos que Passaram por Aqui”.

- Poderia ter escolhido dezenas, centenas de personalidades que moraram na cidade ou que de alguma forma tiveram alguma relação com Porto Alegre. Mas escolhi apenas onze pessoas, que poderiam ser os primeiros dessa Calçada da Fama, mesmo que, em alguns casos, numa homenagem póstuma – explica Prévidi.

Deu um trabalho danado, comenta, porque na maioria dos casos não existe nada documentado e muito menos fotos. “Ainda bem que contei com os amigos, como o pesquisador Marcello Campos. Se não fossem as colaborações o livro não sairia. E alguns lances de sorte, como textos que ‘surgiram’ num momento de desespero”, lembra ele. E completa: E fundamental o apoio da Cia. Zaffari, na pessoa de Airton Zaffari.

Em ordem alfabética, os primeiros nomes da Walk of Fame do Prévidi:

Ancheta, Caetano Veloso, Elke Maravilha, Figueroa, Geraldo José de Almeida, João Gilberto, Noel Rosa, Paulo Coelho, Ray Charles, Richard Gere e Rubem Braga.

- Ótimo que as pessoas estranhem alguns nomes ou mesmo não identifiquem num primeiro momento. Mas todos têm histórias maravilhosas com Porto Alegre. Acreditem!

“A Porto Alegre Deles – Histórias de Famosos que Passaram por Aqui” vai ser lançado no próximo 22 de dezembro, uma segunda, a partir das 18 horas, no Tapa’s Bar (Rua da República, 30 – Cidade Baixa – Porto Alegre).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

AINDA ZH - MAIL DA PSIQUIATRA E COMUNICADORA LAIS LEGG



 

Prezadíssimo amigo Ruy:

                                         Disseste que ZH “ainda é o melhor jornal que temos”, o que não significa, em absoluto, que é um bom jornal. Lamentavelmente, assistimos, diariamente, a derrocada deste que já foi, sim, um grande jornal. Mas não é mais. A qualidade caiu, o conteúdo também, os erros de português são assombrosos, isso não há como negar. O mundo mudou, a mídia impressa deveria ter acompanhado o passo, mas não o fez.

 

                                         Em tempos de “whatsapp”, “tweeter”, “Facebook”, etc, abrir um jornal, pela manhã, só nos faz constatar que as notícias já estão velhas. Tudo já foi noticiado, o jornal ficou com gosto de “dejà vu”.

 

                                         Acompanhei, dia após dia, a lenta agonia. Quem não lembra dos enormes fardos de jornal na portaria dos prédios, esperando para ser colocado nas portas dos apartamentos? E do entregador montando o jornal de domingo? E o que vemos hoje?  Três ou quatro gatos pingados.

 

                                         No meu prédio, de 24 apartamentos, vejo as assinaturas minguarem mês após mês. Restam apenas três assinantes, sendo dois só para os fins de semana e somente um ainda resiste à assinatura mensal. E me revelou que tentou cancelar a assinatura, mas lhe ofereceram continuar pela metade do preço. Esta é a realidade.

 

Abraços,

Laís Legg

ERNANI POLO NA AGRICULTURA - ACHO QUE É UMA BOA. O HOMEM JÁ TRABALHOU NA ROÇA




  Ernani Polo é anunciado secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio

Na tarde desta segunda-feira (15) o deputado Ernani Polo (PP), foi anunciado pelo governador eleito José Ivo Sartori Secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio. O parlamentar, reeleito com 57.427 votos, presidiu a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de 2011 a 2013, ocasião em que coordenou o projeto "Radiografia da Agropecuária Gaúcha", um levantamento técnico profundo dos últimos 15 anos do setor agropecuário, com dados atualizados sobre as principais tendências da agropecuária do Rio Grande. Como deputado estadual, Ernani desenvolveu diversos projetos de lei voltados ao homem do campo. A defesa do setor primário sempre foi uma prioridade do mandato.

 Para o parlamentar, o convite do governador é um grande desafio: “Será uma honra assumir esta pasta em um setor que tenho forte vinculação, pois desde criança sou ligado ao meio rural, tendo trabalhado na lavoura em propriedade familiar na produção de leite, grãos e suínos. Nesta nova etapa espero contribuir da melhor forma com nosso trabalho a toda população gaúcha. O setor rural sabe que pode contar comigo”, manifestou Ernani Polo.

MUDANÇA DRÁSTICA NA ZERO HORA

Me perdoem alguns queridos amigos que eu sei que vão discordar, mas a ZH ainda é o melhor jornal que temos. É minha opinião.
Só que andava refém de alguns personagens que se esgotaram: ou por lerem pouco, ou por problemas de idade e de saúde, ou por estafa dos metais, como se diz por aí.
Assim ocorre com programas de rádio e TV. O âncora se acomoda, fica com uma clientela saudosista e cativa e, olhem só a ironia, fica cativo da produção; produção essa insatisfatória. E, como sempre tem quem mande uotsappis, inebriam-se com sua falsa audiência.
É nítida a falta, em muitas rádios e TVs, bem como nos jornais, de um Ombudsman.
Zero Hora, tirante o ora defenestrado e o Carpinejar, tem um time razoável de articulistas. E David Coimbra é inteligente e perspicaz. Fica de segundas a sábados.
Então, ficamos assim: vou ligar agora para ZH pedindo que voltem a me entregar o jornal. Dispenso o de domingo. Ou me o mandem sem a última página.

domingo, 14 de dezembro de 2014

PAPA DIZ QUE ANIMAIS TÊM LUGAR NO PARAÍSO

Boa! Talvez os humanos, então, também consigam entrar.
Não esqueçamos que somos animais, mamíferos, implumes, não corremos bem, nossa pele é fraca, matamo-nos uns aos outros , fazemos guerras e, o pior, proclamamos que somos feitos à imagem e semelhança Dele.
Quer dizer, na Natureza somos aqueles emergentes chatos, que têm dinheiro há pouco tempo,só na geração deles, mas que ficam se comportando como se soubessem tocar um instrumento, se dando importância sem nem saber falar direito uma língua. Sem ter um livro em casa.Somos uns bregas espaçosos e malbaratadores da riqueza maior que é a harmonia.
Nosso problema é insistirmos em nos procriar sem responsabilidade e ficarmos amontoados nas cidades. Paramos de considerar que os demais  animais, inclusive cobras, lagartos, feras, todos todos têm direito de viver aqui na Terra. Pela prosaica razão de que nós somos, como os demais, criaturas contingentes.
O Papa não está afirmando que existe céu ou inferno.
Ele dá nos dedos dos humanos prepotentes que extinguem, sem dó nem piedade, espécies inteiras e, num desvario  total, levam essa nossa linda e azul nave, maravilhosa, ao abismo árido e sem volta.
Valeu sr. Francisco, eminente Papa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

CELEIRO DE ASES - SÓ ABRA SE FOR COLORADO. PROIBIDO O ACESSO POR GREMISTAS


A COMUNHÃO PATRÃO X EMPREGADOS



A atividade pastoril obriga a uma estreita convivência entre o patrão e os peões, especialmente o capataz.  Os filhos acabam se tornando  companheiros de pequenas lidas e dos folguedos,para depois continuarem profissionalmente.  E entre  eles não há diferenças hierárquicas enquanto adolescentes. E eu sempre disse ao Rudolf:
- não  te " provalece" com os filhos do capataz só porque és meu filho.
Também são de bom alvitre algumas normas consuetudinárias que eu adoto. A casa do  capataz e a dos peões tem de ter conforto. Nunca entro na casa do capataz sem pedir licença. Se a esposa está só na casa, não entro de jeito nenhum. Sempre dou e recebo senhoria  por tratamento. Tens que pagar bem. Do ,contrário não pára ninguém e o pior,precisas do dobro de funcionários.
Eles adoram rodeio. Deixa-os ir e empresta  o caminhão.
Na foto meu neto Matheus brincando com o filho pequeno do capataz, na sala da casa dele.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

DEU NO SITE NOVA PAUTA DE SANTIAGO

 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Unistalda: Maristela Gessinger para prefeita?

No último domingo a Pecuária Gessinger recebeu visita de lideranças políticas de Unistalda. Lá estiveram os vereadores Paulo Guerra, Zeca Viana e Regina Maretoli, todos do PMDB, acompanhados do ex-vereador Élcio Cogo e dos líderes comunitários Pesco, Francisco, Claudionor, Luiz Adriano, Geci, Tereza e Floriza. Eles foram debater sobre o futuro de Unistalda com a empreendedora santiaguense Maristela Genro Gessinger, sócia-proprietária da Pecuária Gessinger, pecuarista e assessora jurídica do Tribunal de Justiça. Não foi noticiado mais detalhes sobre o encontro, mas é bem provável que a ideia das lideranças seja a de ter Maristela como candidata a prefeita em 2016.

OMISSÃO DO ESTADO, COVARDIA, POPULAÇÃO REFÉM DE INFRATORES E ARROGANTES

Em primeiro lugar parabenizo  Previdi pela sua post de hoje sobre as estrepolias de ontem, em que as pessoas de bem  foram  covardemente submetidas a torturas.
Leiam em  http://previdi.blogspot.com.br/
........
Falo eu agora aos leigos.
A Humanidade teve que se convencer, milênios atrás, que  faltava um basta para tanta mortandade a pretexto de fazer valer as vontades individuais.  O sujeito se via contrariado, ia lá e matava seu opositor. Vinha a tribo inteira e o linchava.  Firmou-se assim, virtualmente, o Contrato Social, pelo  qual as pessoas abdicavam de seus tacapes, flechas e punhais para delegar ao Estado o monopólio de fazer Justiça.
Ontem o que se viu foi uma horda  trancando ruas e  colocando em risco as vidas de inúmeros cidadãos de  bem. E o Estado nos deixou sós.
Que sorte tive de não estar por lá. Eu arrumava mais uns vinte fortões como eu e dava um laço e abria as ruas no braço, em legítima defesa própria.
O Estado se omitiu. De maneira piegas e criminógena ajoelhou-se e lambeu as sapatilhas dos contraventores.
Triste.
Na próxima não vai ficar assim. Anotem aí.
Menos mal que só faltam poucos dias até  1 de janeiro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

NOSSA ADORADA ESTÂNCIA EM UNISTALDA -

Minha querida filha Milene, juíza de direito, seu marido e meu neto, passaram o fim de semana  conosco nos sagrados campos de Unistalda.
Algumas imagens da própria felicidade...




domingo, 7 de dezembro de 2014

UMA HONROSA VISITA PARA DONA MARISTELA GENRO GESSINGER NA PECUÁRIA



Hoje nossa família teve a honra de receber uma comitiva muito representativa  do Município de Unistalda. Vieram confabular com a sócia proprietária da Pec.Gessinger, Maristela, santiaguense, pecuarista, assessora jurídica do Tribunal de Justiça.

Compareceram a Vereadora Regina Maretoli ( PMDB), Ver. Paulo Guerra (  PMDB), Ver. Zeca Viana, (  PMDB), ex vereador  Elcio Cogo, mais os lideres comunitários Pesco, Francisco, Claudionor, Luiz Paulo,Luiz Adriano,Geci, Tereza e Floriza.
Foram trocadas idéias  sobre o futuro de Unistalda.

sábado, 6 de dezembro de 2014

AGREGAR- POEMA DE EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


                                                                        AGREGAR

                                   

                                                  

 

                                         “Não Matarás”: não basta.

                                         Teu mandamento será este: farás tudo para que o outro viva.

                                         É vero sim o que quero:

                                         não  me importa o estoque de teu capital, Brasil,

                                         mas tua capacidade de: amar

                                                                               lavrar

                                                                               aspirar

                                                                               compreender.

 

                                         Esse estatuto de miséria não é o nosso,

                                         e a tecnologia da última geração não me sacia:

                                         meu coração navegador quer mais.

                                         A Ética – cuspida, debochada, no reino do simulacro,

                                         Virou produto supérfluo porque não tem valor contábil.

 

                                         Tempo dessacralizado e sem utopia:

                                         a esperança é um cavalo cansado?

                                         A aventura acabou no mundo?

                                         Seremos apenas meros grãos de areia na imensa praia global?

                                         Habitantes de um mundo virtual neste mercado sem cara?

                                         Soará pomposo, eu sei:

                                         não deixemos que nos amputem a alma

                                         (e que acolhamos o outro).

                                         Ser gente: não mera massa abúlica, informe, com os olhos colados

                                         no retângulo luminoso de todas as noites.

                                         O tempo é apenas dos alpinistas sociais?

                                         Sou bom porque apareço, não apareço porque sou bom.

 

                                         Na internet,  a solidão é planetária.,

                                         mas do abismo – fragmento – irrompe um menino eterno,

                                         e sentes o cheiro de uma manhã fundadora.

                                         (A Morada do Ser é mais importante que o poder/glória.)

 

                                         E o poema resiste,

                                         singra a eternidade,

                                         despista a morte,

                                         seu estatuto não é mercantil.

 

                                         Já não esqueces o essencial:

                                         Na estrada de pó e de esperança, acolhes o outro.

 

                                         *Este texto obteve o Primeiro Lugar no Concurso Nacional de Poemas,

                                          promovido pela Associação de Cultura Luso-Brasileira, de Juiz de Fora,

                                          Minas Gerais, sendo contemplado com a Medalha de Ouro “Jacy   

                                          Thomaz Ribeiro.”          

                                          O tema do concurso foi “Solidariedade: Por um Mundo Melhor